Estudo nº 03 – Dons espirituais para evangelizar e testemunhar Semana de 14 a 21 de abril

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2012

Tema geral do trimestre: Evangelismo e Testemunho

Estudo nº 03 – Dons espirituais para evangelizar e testemunhar

Semana de   14 a 21 de abril

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

 

Verso para memorizar: “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelizar, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de CRISTO seja edificado” (Efésios 4:11 e 12).

 

Introdução de sábado à tarde:

Todos os seres humanos recebem um ou mais dons de DEUS. Quem recebe só um, geralmente é muito bom nele, e muitas vezes quem recebe mais de um, não é tão bom nos que recebeu. No final, tudo se equilibra.

Os dons que recebemos são para realizarmos bom trabalho para DEUS, em favor de nossos semelhantes. Isso faz sentido, pois se somos seres sociais, devemos ter a noção de vivermos em sociedade, isto é, de sermos solidários uns com os outros. Daí a importância dos dons.

Esse é um assunto bem pouco desenvolvido entre nós, em nossa igreja. Somos extremamente fracos em detectar os dons, pois muitas pessoas simplesmente não sabem como descobri-los. Nem membros sabem como identificar seus dons, nem líderes. O que se vê é uma ênfase genérica de que todos devem envolver-se em tudo, o que não funciona e nem é bíblico. Desde que existo, uma única vez houve uma iniciativa exemplar pela identificação dos dons em minha igreja, promovida por algum departamental da União. Mas ficou só na identificação, nunca mais se falou no assunto. É uma pena!

Nós não somos todos cérebro, nem todos mão, nem todos pé. Cada um é diferente do outro, e no somatório é que nos tornamos um corpo completo. Portanto, é vital que cada um conheça seus dons e que os desenvolva com o poder de DEUS para poder dar sua contribuição relevante. Estudemos nesta semana esse assunto tão importante, e que haja mudança em relação a essa situação.

 

Domingo: Cristãos habilitados

Vamos meditar um pouco sobre a capacitação para exercer os dons recebidos. Nós seres humanos, todos, sem exceção, recebemos dons de DEUS. Mas há um porém: devemos cultivar nossos dons. Ou seja, devemos procurar a capacitação, para desenvolvê-los e torná-los poderosos. Não devemos ‘enterrar’ nosso dom, isto quer dizer, mantê-los na mesma situação ao longo dos anos.

Vamos a um exemplo. Suponha que uma pessoa tenha o dom da cura. Isto portanto quer dizer que tem a natural facilidade de entender o corpo humano, as necessidades do corpo para se manter saudável, a alimentação saudável, as doenças e o que fazer para ser curado quando for afetado. Mas essa pessoa não vem pronta assim. Ela tem a facilidade de se desenvolver nessa área do conhecimento. Então podemos ter três cenários. Primeiro, ela não se empenha em relação a seu dom. Nesse caso, ao natural, alguma coisa de capacidade em relação ao dom ela desenvolve, pois tem a propensão, mas será pouca coisa. Ela enterrou o dom. Num segundo cenário, ela faz um esforço mediano, como se empenha a maioria das pessoas. Ela desenvolve mais, mas não o quanto poderia. Ela colocou, digamos assim, o seu dom no banco, e rende algum juro. E num terceiro cenário, essa pessoa se esforça bastante. Ela adquire a capacidade de orientar outros, e de curar muitos casos difíceis, além de prover grande contribuição na prevenção de doenças e manutenção da boa saúde. Essa está cultivando o seu dom.

Mas temos que ir mais adiante. É o ESPÍRITO SANTO, sem dúvida, que concede o dom e é também Ele quem nos capacita. Mas como ocorre essa capacitação? O poder divino utiliza outras pessoas. Quem tem o dom natural da cura, pode por exemplo, com facilidade fazer um curso de medicina. Ali vai desenvolver seu dom e expandi-lo pelo conhecimento acumulado em saúde nas universidades. Com um curso formal, poderá atuar em campo mais abrangente, onde autodidatas não poderiam. No entanto, se não fizer um curso assim, pode ler muitos livros e artigos, e assim mesmo, sem ser médico, prestar grande contribuição ao próximo, atuando no que lhe for permitido. Assim, para desenvolver os dons que recebemos, devemos nos submeter a cursos, treinamentos, fazer leituras, pesquisar, conversar com outras pessoas, pois o conhecimento está disseminado por aí, e podemos ir atrás. A diferença entre quem tem o dom, e quem não o tem, é que esse último não tem a natural facilidade por se capacitar no assunto. A igreja deveria, bem mais do que faz, empenhar-se na identificação e desenvolvimento dos dons de seus membros. Assim obteria, evidentemente, resultados superiores aos que atualmente alcança.

 

Segunda: O ESPÍRITO e Seus dons

O ESPÍRITO SANTO é quem nos concede dons. Descobri-los é importante para que trabalhemos no lugar certo na igreja. Desconhecê-los pode levar a envolvimento em atividades para as quais não está designado pelo ESPÍRITO, e portanto, pode ser mal sucedido em sua atividade.

Como funciona, na igreja, em termos práticos, a escolha de membros para exercerem seus cargos? Há duas maneiras gerais. Uma correta, outra incorreta. Na incorreta, a comissão de nomeações chama alguém a ocupar um cargo, mas essa pessoa não tem o dom necessário. A pessoa aceita, meio constrangida, ou sentindo a responsabilidade, não recusa. Acha ser um chamado de DEUS, e jamais deixaria de aceitar. Mas não era um chamado de DEUS, eram homens e mulheres que nem sempre agem segundo a humildade necessária, e escolhem mal. Isso é bem mais comum que se imagina. Faz-se uma oração inicial à reunião da Comissão de Nomeações, e depois, se esquece dela, e vai-se distribuindo os cargos muitas vezes segundo conveniências humanas. Nesses casos, o ESPÍRITO já está longe desta reunião.

A distribuição de cargos e responsabilidades deve ser sempre sob a orientação do ESPÍRITO SANTO. Portanto, todos ali presentes, devem ter consciência da responsabilidade, e serem humildes, e no conjunto, deixarem que O ESÍRITO SANTO atue por meio das pessoas presentes. Nesses casos, é importante que cada membro da igreja vá se revelando nas ações práticas de atividades na igreja, e então, os membros da Comissão de Nomeações perceberão e identificarão os dons dos membros.

Por outro lado, muitas vezes os membros da Comissão de Nomeações escolhem uma pessoa para desafiá-la a alguma atividade. Creio que isto seja possível, desde que o desafiado possa contar com apoio para se desenvolver, principalmente do pastor, e também dos anciãos ou dos diretores. E desde que seja segundo o seu dom.

Em resumo, como a distribuição dos dons é tarefa do ESPÍRITO SANTO, e de nenhum de nós, também é tarefa dEle escolher, para as atividades da igreja, as pessoas que Ele quer capacitar. Nunca devemos esquecer disto, seja na escolha dos líderes na igreja, seja nas ações missionárias da igreja. Nem todos devem fazer tudo, mas cada um deve crescer nos dons que recebeu. Ou seja, tanto os membros devem procurar descobrir e revelar-se em seus dons quanto a igreja deve também identificar as pessoas e seus dons, e respeitar o que DEUS designou.

 

Terça: Descobrindo nossos dons

Como descobrir os próprios dons? Não é difícil.

Em primeiro lugar, aquilo que fazemos, e que é do nosso dom, ou dons, logo passamos a gostar de fazer, torna-se fácil a aprendizagem, logo fazemos bem feito, somos exitosos e nos sentimos realizados. É um processo natural. Claro que há esforço, mas o desenvolvimento da pessoa, em seu dom é mais fácil do que ela desenvolver-se em alguma atividade fora do dom ou dos dons.

Em segundo lugar, no desenvolvimento dos dons, o ESPÍRITO SANTO ajuda a superar obstáculos. Portanto, se uma determinada pessoa possui o dom da oratória, mas é tímida, vai superar a sua restrição com certa facilidade.

Em terceiro lugar, algumas pessoas darão retorno, elas farão elogios sinceros, incentivarão, darão opiniões sobre como melhorar e tenderão a ajudar.

Em quarto lugar, esse dom sempre tenderá a ajudar no desenvolvimento profissional. O que DEUS quer de cada um na igreja, isso também tem muito a ver com a carreira profissional. O natural é a pessoa desenvolver-se na igreja para depois aproveitar a experiência em sua carreira profissional, e dela, obter desenvolvimento para o que faz na igreja, e assim, o desenvolvimento da pessoa segue um círculo virtuoso. DEUS tem o costume de associar o que faz na igreja com seu ganha pão, sendo que as duas atividades se complementam em termos de ganho de experiência. Por exemplo, um professor tende evidentemente contribuir na igreja com sua capacidade de ensino e com seu conhecimento profissional, mas terá se desenvolvido primeiro na igreja, depois virá o sucesso profissional. Esse seria o natural, mas certamente há exceções. Importante ao jovens é se dedicarem à igreja, pois assim ao mesmo tempo contribuem significativamente para a causa de DEUS aqui na Terra, salvam pessoas e tem a oportunidade de se desenvolverem profissionalmente. É muito interessante como DEUS gosta de ampliar proveitos.

Por certo irão querer um exemplo bíblico sobre esse tópico. Todos os personagens bíblicos servem de exemplo, mas podemos escolher um deles. O rei Davi. Ele já era apto a guerrear antes de ser guerreiro. Ele enfrentou um leão e um urso, antes do gigante Golias. Óbvio que ele tinha coragem associada ao dom da luta com armas, sendo ao mesmo tempo, humilde. Dele não foi difícil a DEUS fazer um rei conquistador de territórios e de povos. Desde novo, embora humilde, era um líder, tomador de iniciativas, como foi diante da situação de Golias.

E ainda há uma outra situação, que DEUS resolve com facilidade. Quando no grupo algo precisa ser feito, mas não há ninguém capacitado, Ele provê miraculosamente o dom. Esse foi o caso do dom de línguas dado aos apóstolos no Pentecostes. Ali havia essa necessidade, e DEUS providenciou a solução.

Então, o que devemos fazer? É simples: nos dedicar em atividades na igreja. Se ainda não conhece seus dons, ou o dom, se tiver um (e um ao menos todos tem, e em geral, quem tem um só, o tem em grande intensidade, e se destaca dos outros) deve participar de atividades e ir observando em quais se sente como acima descrito. Naquelas atividades em que se sair melhor, e se sentir bem, provavelmente estará em seu dom. A receita é fácil, “envolva-se”, e descobrirá. Se não se envolver, poderá acontecer de nunca descobrir seu dom, e por isso, nem ser alguém que contribui na igreja, nem ser um bom profissional. Quem já não é tão novo, ou entrou na igreja depois de já ser profissional, é provável que seu dom tenha a ver com sua atividade profissional, principalmente se gosta do que faz e se o faz bem feito.

 

Quarta: Outros dons

Vamos nos ater hoje a dons sem os quais a igreja não funciona. Não se tratam dos dons de linha de frente, os da pregação, do estudo bíblico e outros. São os dons de apoio, de retaguarda, que nem sempre são devidamente valorizados, e muitas vezes, nem são vistos como dons necessários para a pregação do evangelho.

Exemplifiquemos comparando a um exército. Nele temos, além dos líderes, os soldados de frente, aqueles que lutam com diversos tipos de armas, e assim ganham a guerra. Mas sem o apoio da retaguarda, esses soldados não irão longe, e certamente perderão a guerra. Atrás deles está o corpo de enfermagem e médicos, o pessoal do suprimento de alimento e material de guerra, o pessoal do transporte, o pessoal que conserta equipamentos, o pessoal que trata da comunicação, e assim por diante. Há um outro exército absolutamente necessário para que aqueles que lutam na linha de frente possam efetivamente lutar. Um outro exército, muitas vezes invisível.

E na atividade evangelística, quem são esses que atuam por trás dos bastidores, sem os quais o evangelismo será um fracasso? Você já imaginou quantas pessoas trabalham, sem que sejam vistas, quando a igreja faz um desses programas de palestras transmitidos pela televisão? O pregador na verdade é um só. Há mais algumas pessoas de apoio que aparecem na tela da televisão das casas. E vez ou outra se vê alguma pessoa manejando uma câmera filmadora. Mas escondidos, trabalhando, há uma quantidade enorme de profissionais, pessoas capacitadas, que já estão atuando bem antes da programação, e sem essas pessoas, nada funciona. É importante constatar que, quanto mais para o final formos indo, mais o evangelismo necessita dessas pessoas. Mas também é mais importante saber que, de um certo momento em diante, essas pessoas serão dispensadas, antes do fechamento da porta da graça, durante o Alto Clamor. Isso ocorrerá por volta do decreto dominical, quando atividades evangelísticas de qualquer porte serão proibidas. Estaremos no tempo do Alto Clamor. Logo, essas pessoas, que hoje são necessárias, devem se habilitar a outra forma de atividade para aquele tempo. Para esse tempo, todos deverão estar preparados para darem estudos bíblicos simples, pois a fome por esses estudos será enorme. Tais estudos serão dados às escondidas. Nesse tempo, todo adventista do sétimo dia realmente convertido será dotado do dom profético (ver Atos 2: 17 e 18), para diretamente realizar o trabalho da colheita final.

 

Quinta: Dons e responsabilidade cristã

Quais são as responsabilidades que nos competem, em relação aos dons que recebemos? Em primeiro lugar, devemos, por nossa iniciativa, buscar descobrir quais dons recebemos. É importante lembrar que todos recebem um ou mais dons. Mas eles não vêm com um cartão de apresentação para serem descobertos automaticamente. Devemos descobri-los porque essa busca faz parte do preparo e da qualificação no dom. É a primeira atividade para nos aperfeiçoarmos no dom.

Em seguida, identificado o nosso dom, devemos cultivá-lo. Isto quer dizer, devemos colocá-lo em prática. E aí que acontece algo maravilhoso: crescemos na capacidade. Há dois caminhos que devem ser seguidos. No primeiro, atua o ESPÍRITO SANTO, nos capacitando. Ele sempre faz isso. Mas também nos cabe algo na qualificação. Tudo o que pudermos fazer para que melhoremos no uso dos dons, isto devemos fazer. Por exemplo, ler a respeito, fazer cursos, assistir palestras, aconselhar-nos, e assim por diante. DEUS espera que não sejamos passivos, mas sim, ativos, tanto na aplicação dos dons quanto no aperfeiçoamento.

Em terceiro lugar, devemos dar testemunho de que somos bons mordomos no uso dos dons que recebemos de DEUS. Portanto, devemos ser pessoas vistas como verdadeiras embaixadoras do governo de DEUS para os habitantes aqui na Terra. Inclusive em nosso trabalho profissional devemos ser os melhores. Afinal, DEUS não favoreceria uma pessoa para salvar almas e a deixaria sem favorecer em seu trabalho profissional, com pouca qualificação. Que testemunho seria esse?

Por fim, tudo o que fizermos com nossos dons, deve ter foco na salvação de pessoas para o reino de DEUS. Esse é o ponto mais importante. Quem agir assim, esse descobrirá o caminho da excelência.

 

Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

A lição incentiva iniciativas de qualificação na igreja. Devemos prestar atenção que muitas reuniões conhecidas como qualificação na verdade são apenas para divulgação ou informação. Qualificação é tratar sobre “como se faz” alguma coisa, e isto, geralmente fazendo juntos. É muito necessário que invistamos mais tempo na qualificação, pois as pessoas farão um trabalho melhor, se sentirão realizadas, e o resultado será superior. DEUS é de ordem, Ele não aceita trabalhos feitos com baixa qualificação se já poderia fazer melhor. Nisto devemos melhorar e muito, e há um déficit enorme a ser compensado.

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escrito entre  14 e 20/03/2011

revisado em  21/03/2011

corrigido por Jair Bezerra

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

 

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