Lição 01 ESabatina – O apóstolo Paulo em Roma – 30/09 a 07/10 de 2017

Lição 01 O APÓSTOLO PAULO EM ROMA

Pr. Albino Marks

“Primeiramente, dou graças a Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é proclamada a vossa fé” (Rm 1:8).
Sábado, 30/09/17
INTRODUÇÃO
Advertindo Seus discípulos, Jesus predisse o advento de falsos mestres transmitindo ensinos errôneos em relação às verdades da Escritura. Alertou que o inimigo da verdade, se valeria desses pseudo-ensinadores, procurando “induzir em erro, se possível, até os eleitos” (Mt 24:24, Tradução Ecumênica da Bíblia). Os filhos da luz precisam estar precavidos contra os embustes do diabo, sempre aumentando com o aproximar do fim. Outrossim, há aqueles que não tendo compreensão clara das doutrinas bíblicas, transmitem ensinamentos incorretos, ainda que bem-intencionados.
No entanto, estes problemas não são comuns apenas aos dias atuais. Nas primeiras décadas da igreja apostólica surgiram muitas dificuldades que exigiram a atenção da liderança. Paulo, que foi um evangelista missionário, enfrentou dificuldades nas igrejas por ele estabelecidas. A igreja de Roma não foi estabelecida por ele, mas como os problemas poderiam alcançá-la, antecipou-se enviando uma mensagem de advertência e orientação.
A natureza humana é sempre a mesma. Quando chamado a prestar um culto inteligente a seu Deus, o homem prefere fugir deste encontro, à apelar a razão adormecida. Aceita, no entanto, ensinamentos sem fundamentos desde que apelem às emoções. A verdadeira religião, todavia, não é um sentimentalismo apaixonante, uma emoção frenética, repentina, momentânea. É sim, um desenvolvimento progressivo das faculdades espirituais e intelectuais, alargando e aclarando a visão à medida que penetra, pelo estudo, nos grandes planos de Deus. As emoções têm o seu lugar no relacionamento com Deus, mas sempre devem permanecer sob o domínio da razão.
Em face dos falsos ensinos, Paulo demonstra a sua oposição de modo decisivo. Era um homem que sabia em Quem depositara fé, e cônscio da grandeza de sua tarefa. Para os gálatas, conforme estudamos no trimestre passado, que também enfrentaram heresias, Paulo foi contundente, dizendo, ainda que anjos anunciassem algo novo além do evangelho por ele pregado, ou se ele mesmo o fizesse, devia ser rejeitado.
PENSE “Por meio dEle e por causa do Seu nome, recebemos graça e apostolado para chamar dentre todas as nações um povo para a obediência que vem pela fé” (Rm 21:5, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Por esta causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia” (2Tm1:12, Nova Versão Internacional).
Domingo, 01/10/17
A CARTA DO APÓSTOLO PAULO
Alguns esclarecimentos preliminares ajudarão a compreender a linha de pensamento do Apóstolo. Lendo a carta de modo superficial, sem analisar as circunstâncias e as razões que a cercaram, fica-se perplexo com algumas afirmações, aliás, usadas com frequência por estudiosos, que encontram dificuldades em compreender a verdade em sua pureza evangélica.
A carta escrita para os romanos é uma argumentação ampliada da carta escrita para os gálatas, tendo, portanto, o mesmo objetivo: combater a compreensão equivocada dos judaizantes sobre a vigência dos ritos cerimoniais, especificamente o rito da circuncisão. Para os Gálatas, Paulo escreveu, combatendo e condenando a compreensão errada; para os Romanos escreveu, prevenindo os novos crentes sobre a questão muito importante da justificação. Como o pecador é justificado: pelas obras da lei ou pela fé na graça?
Este problema, atente-se, era geral nas igrejas apostólicas. Observem as constantes advertências do Apóstolo em seus escritos, omitindo aqui as referências encontradas na carta dirigida para os Gálatas. (Rm 2:25-29, 1Co 7:18 e 19, Ef 2:11, Cl. 3:11, Fp 3:2 e 3, Tt 1:10 e 11). A Tito, Paulo recomenda: “Especialmente os da circuncisão. É preciso fazê-los calar” (Almeida Revista e Atualizada), provando ser uma questão muito debatida, por trazer compreensão errada em relação à graça justificadora e redentora em Cristo.
A compreensão equivocada dos profundos ensinamentos sobre o plano da salvação de todos os serviços do santuário, tornou-se o grande problema espiritual dos israelitas e judeus: “Sua religião se centralizara nas cerimônias do sistema sacrifical. Haviam tornado todo-importante as formas exteriores, ao perderem o espírito da verdadeira adoração. […] O Senhor atuara para levar o povo ao cativeiro e suspender os serviços do templo, a fim de que as cerimônias exteriores não se tornassem a totalidade de sua religião. […] A glória exterior foi removida, para que se revelasse a espiritual…” (Meditação Matinal, 2002, p. 335).
“A obra de Deus é a mesma em todos os tempos, embora haja graus diversos de desenvolvimento e diferentes manifestações de Seu poder, para satisfazerem as necessidades dos homens nas várias épocas. […] O Salvador tipificado nos ritos e cerimônias da lei judaica, é precisamente o mesmo que se revela no evangelho” (Patriarcas e Profetas, p. 373).
DESAFIO “Ao mesmo tempo os judeus, por seus pecados, estavam-se separando de Deus. Eram incapazes de discernir o profundo significado espiritual do seu serviço simbólico. Em sua justiça própria confiaram em suas próprias obras, nos sacrifícios e ordenanças em si, em vez de descansar nos méritos dAquele a quem todas essas coisas apontavam. Assim ‘procuravam estabelecer a sua própria justiça’ (Rm 10:3), edificaram-se sobre um formalismo auto-suficiente. Faltando-lhes o Espírito e a graça de Deus, procuravam ressarcir a falta mediante rigorosa observância das cerimônias e ritos religiosos. Não contentes com as ordenanças que o próprio Deus havia designado, obstruíram os mandamentos divinos com incontáveis exações por si mesmo urdidas. Quanto mais se distanciavam de Deus, mais rigorosos eram na obediência dessas formas” (Profetas e Reis, p. 708 e 709).
DESAFIO A respeito do ensino judaizante escreve E. G. White: “Estes falsos ensinadores estavam misturando tradições judaicas com as verdades do evangelho. Desconsiderando a decisão do concílio geral de Jerusalém, impuseram aos crentes gentios a observância da lei cerimonial” (Atos dos Apóstolos, p. 383).
Segunda, 02/10/17
O DESEJO DE PAULO DE VISITAR ROMA
Paulo foi um desbravador, um bandeirante do evangelho da salvação. Não se conformava em pregar o evangelho onde outros já haviam semeado a mensagem. Compreendeu que o seu chamado fora feito para anunciar as boas novas da salvação para os gentios (Gl 2:8).
Contudo, havia um detalhe importante no ministério de Paulo: era inteiramente submisso às orientações do Espírito Santo: “tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na província da Ásia. […] Tentaram entrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus os impediu. […] Durante a noite Paulo teve uma visão, na qual um homem da Macedônia estava em pé e lhe suplicava: ‘Passa à Macedônia e ajude-nos’” (At 16:6-9, Nova Versão Internacional).
Como a missão confiada a ele era alcançar os gentios, seguia com determinação as orientações divinas, e por esta razão se justifica para os Romanos: “E por isso que muitas vezes fui impedido de chegar a vocês” (Rm 15:22, Nova Versão Internacional).
Também entendeu que a sua missão era restaurar uma doutrina fundamental do plano da salvação em sua pureza e verdade original: a justificação e a salvação pela fé na graça substituta. “Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: ‘O justo viverá pela fé’” (Rm 1:17, Nova Versão Internacional).
Esta doutrina ensinada pelo sacrifício substituto e os símbolos rituais do santuário, foi pervertida pela interferência de Satanás, corrompendo as lideranças espirituais, e transformada em pesado jugo legalista, ocultando a justiça e a graça tipificada, que seria revelada no sacrifício substituto de Jesus: “mas, no presente, demostrou a Sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3:26, Nova Versão Internacional).
A mesma mensagem foi confiada a Lutero praticamente 1500 anos depois, quando as trevas espirituais dominavam as lideranças corrompidas. Satanás, não quer, de modo algum, que esta verdade da justificação pela graça e pela fé, seja pregada com clareza e vigor, porque ela desmascara completamente o seu caráter maligno e vindica inquestionavelmente o caráter de amor e justiça de Deus.
PENSE “O Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre” (Ap 20:10, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Quem não Te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o Teu nome? Pois somente Tu és santo. Todas as nações virão à Tua presença e Te adorarão, pois os Teus atos de justiça se tornaram manifestos” (Ap 15:4, Nova Versão Internacional).
Terça, 03/10/17
PAULO EM ROMA
Com a chegada de Paulo a Roma, uma questão muito importante precisa ser considerada para auxiliar na compreensão da sua argumentação de grande parte da carta.
Mesmo rejeitando a vigência do ritualismo após a cruz, Paulo aceitava e cria nas profundas lições ensinadas pelos símbolos. Importante referência é feita pelo historiador Lucas sobre os fundamentos dos argumentos de Paulo, apresentando a Jesus como Salvador, para persuadir os seus ouvintes judeus, “tanto pela lei de Moisés, como pelos profetas” (At 28:23, Almeida Revista e Atualizada).
Sem a lei dos ritos e símbolos, praticada pelos israelitas durante séculos, Paulo não teria nenhum ponto de apoio para anunciar Jesus como o Messias prometido. Os profetas, que foram os homens comissionados por Deus para anunciar a vinda do Messias, centralizavam e apoiavam as suas mensagens em todos os ritos e símbolos do santuário. O método usado por Paulo anunciando para os judeus que Jesus era o prometido e esperado Messias, foi o método usado por Jesus para anunciar a Si mesmo, o Redentor prometido: “E começando por Moisés e todos os profetas, Ele lhes explicou em todas as Escrituras o que Lhe concernia” (Lc 24:27, Tradução Ecumênica da Bíbla).
“A lei cerimonial foi dada por Cristo. Mesmo depois que ela não mais devia ser observada, Paulo apresentou-a aos judeus em sua verdadeira posição e valor, mostrando o seu lugar no plano da redenção e sua relação para com a obra de Cristo; e o grande apóstolo declara gloriosa esta lei, digna de seu divino Originador. O serviço solene do santuário tipificava as grandiosas verdades que seriam reveladas durante gerações sucessivas. A nuvem de incenso que ascendia com as orações de Israel, representa a Sua justiça que unicamente pode tornar aceitável a Deus a oração do pecador; a vítima sangrenta sobre o altar do sacrifício, dava testemunho de um Redentor vindouro; assim, através de séculos e séculos de trevas e apostasia, a fé se conservou viva no coração dos homens até chegar o tempo para o advento do Messias prometido” (Patriarcas e Profetas, p. 381 e 382).
É importante destacar: “Através de séculos e séculos de trevas e apostasia, a fé se conservou viva no coração dos homens até chegar o tempo para o advento do Messias prometido”. A fé sempre foi a mola propulsora da vida espiritual daqueles que buscavam graça, perdão e justificação. A fé centralizava-se no Messias prometido, anunciado pelos ritos e símbolos.
PENSE “Muitos há que procuram confundir estes dois sistemas, usando os textos que falam da lei cerimonial para provar que a lei moral foi abolida; mas isto é perversão das Escrituras. Ampla é a distinção entre os dois sistemas. O cerimonial era constituído de símbolos que apontavam para Cristo, para o seu sacrifício e sacerdócio. A lei ritual, com seus sacrifícios e ordenanças, devia ser cumprida pelos hebreus até que o tipo encontrasse o antítipo, na morte de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e então cessariam todas as ofertas sacrificais. Foi esta a lei que Cristo ‘tirou do meio de nós, encravando-a na cruz’ (Cl 2:14)” (Patriarcas e Profetas, p. 379).
DESAFIO Perante Félix e os seus acusadores ele declara: ”Acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” (At 24:14, Almeida Revista e Atualizada).
Quarta, 04/10/17
OS “SANTOS” EM ROMA
Paulo qualifica os crentes de Roma como “amados de Deus e santos”. Eles foram amados primeiro por alguém que não conheciam (Gl 4:8). É impossível amar a alguém e obedecê-lo, se não o conhecemos. Se a observância da lei moral é nossa demonstração de amor, precisamos primeiro conhecer a Cristo, sentir o seu amor: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1Jo 4:19, Almeida Revista e Atualizada). Para então amá-lo também e submeter-nos a Ele, obedecendo. “Respondeu Jesus: Se alguém Me ama, obedecerá à Minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele” (Jo 14:23, Nova Versão Internacional).
Como seres livres nos submetemos com alegria a alguém, quando sabemos que este alguém nos ama e tudo faz para o nosso bem. Cristo em Seu amor é quem nos atrai. “De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31:3, Almeida Revista e Atualizada). Esta é a razão base que nos conduz à submissão à Sua vontade expressa na lei moral. Observar a letra da lei moral não conduz a Cristo. Esse é o caso dos opositores de Paulo, que guardando até mesmo de maneira estrita e zelosa a lei moral, não aceitaram a Cristo. Eles fizeram da lei moral apenas um código de conduta para regulamentar os seus deveres como cidadãos de um reino terrestre. Não compreendiam que a lei moral determina o comportamento de quem aceita a Cristo como Salvador e Senhor e estabelece um relacionamento de submissão por amor.
Paulo também declarou que eram “santos”. Deus é santo. Santo, relacionado com Deusa significa que Ele é único, incomparável. Santo, relacionado com o pecador salvo por Cristo, significa separado para Cristo, para Deus, que torna o pecador justificado, único, diferente dos outros pecadores, em seu caráter, porque recebe os atributos do caráter de Deus, de Cristo. “Vocês serão santos para Mim, porque Eu, o Senhor, sou santo, e os separei dentre os povos para serem Meus” (Lv 20:26, Nova Versão Internacional).
Tal como Deus é santo e único, Ele declara que o sábado é santo e único. O sábado é a prova de que existe o Deus santo e único, o Criador. Ele assim o declara: “Pois o Senhor fez em seis dias o céu e a terra, o mar e tudo o que existe neles, mas no sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx 20:11, Pontifício Instituto Bíblico de Roma).
PENSE “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os Seus mandamentos” (1Jo 5:2, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “A quem haveis de assemelhar-Me? Quem igualareis a Mim? A quem haveis de comparar-Me, como se fôssemos semelhantes? […] porque Eu sou Deus e não há outro! Sim, sou Deus e não há quem seja igual a Mim” (Is 46:5 e 9, Bíblia de Jerusalém).
Quinta, 05/10/17
OS CRISTÃOS EM ROMA
Não existe nenhum documento histórico que demonstre como surgiu a igreja cristã de Roma. A probabilidade de leigos judeus que estiveram em Jerusalém na ocasião do Pentecoste, terem estabelecido a igreja é muito viável. Escrevendo sobre os presentes em Jerusalém, no Pentecoste, Lucas declara: “visitantes vindos de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo” (At 2:10, 11, Nova Versão Internacional).
Quando Paulo chegou a Roma, “ele convocou os líderes dos judeus. Quando estes se reuniram, Paulo lhes disse: ‘Meus irmãos, embora eu não tenha feito nada contra o nosso povo nem contra os costumes dos nossos antepassados, fui preso em Jerusalém e entregue aos romanos” (At 28:17, Nova Versão Internacional). Esta maneira de Paulo introduzir a sua fala, revela dois pontos interessantes. Entre os líderes não é mencionado nenhum nome de destaque, demonstrando com muita probabilidade a influência de leigos na fundação desta igreja. Outrossim, Paulo argumenta como se estivesse falando a judeus convertidos que conheciam muito bem todos os costumes da vida religiosa judaica, comunicando a ideia de que esta igreja era composta por maioria judia.
Outro detalhe interessante aparece em Atos 28:22, onde os líderes declaram: “Todavia, queremos ouvir de sua parte o que você pensa, pois sabemos que por todo lugar há gente falando contra esta seita” (Nova Versão Internacional).
Pela maneira de qualificar o trabalho de Paulo, de “esta seita”, aparenta que desconheciam a grandeza da obra por ele realizada.
Paulo revela um conhecimento bem mais profundo e uma confiança firme sobre o conhecimento espiritual dos membros da igreja de Roma: “Meus irmãos, eu mesmo estou convencido de que vocês estão cheios de bondade e plenamente instruídos, sendo capazes de aconselhar-se uns aos outros” (Rm 15:14, Nova Versão Internacional).
PENSE “Desde a manhã até a tarde ele lhes deu explicações e lhes testemunhou do Reino de Deus, procurando convencê-los a respeito de Jesus, com base na Lei de Moisés e nos Profetas” (At 28:23, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Portanto, quero que saibam que esta salvação de Deus é enviada aos gentios; eles a ouvirão” (At 28:28, Nova Versão Internacional).
Sexta, 06/10/17
ESTUDO ADICIONAL
No programa divino, tudo é planejado com antecedência. Deus não se depara com emergências imprevistas, nem trabalha com a possibilidade de improvisos. Todas as Suas obras executadas são o produto do planejamento de Quem é eterno. Em Jó 38 e 39, Ele se apresenta ao patriarca como Aquele que planejou e executou a criação do Universo. Textos como Colossenses 1:26, 2:2 e Romanos 16:25, entre outros, evidenciam a inquestionável certeza de que a Redenção foi planejada muito antes de o homem ser criado.
A respeito do plano da redenção, declara Paulo: “E esclarecer a todos a administração deste mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus, que criou todas as coisas […] de acordo com o Seu eterno plano que Ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Ef 3:9 e 11, Nova Versão Internacional). O plano da salvação é eterno e permaneceu oculto em Deus, como mistério, que somente a Trindade conhecia, e que seria revelado e realizado se a situação prevista do pecado se tornasse realidade. Não é uma ideia que Deus inventou e passou a executar depois da queda de Adão.
Durante Sua vida terrestre, Jesus seguiu o programa planejado com antecedência nos tempos eternos: “Cristo, na Sua vida sobre a terra, não fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai lhos fazia conhecer” (Ciência do Bom Viver, p. 428).
O fundamento do plano da salvação é o santuário e o centro de todos os serviços, cerimônias e símbolos do santuário, é Cristo, o Substituto do pecador condenado.
No momento em que Adão transgrediu a lei e pecou, todo o Universo de Deus foi envolvido por um silêncio letal, porque não era divisada nenhuma solução para as transgressões e o pecado.
O que Deus fez então? Abriu a cortina de outro compartimento desconhecido para todo o Universo, o Santuário com seus sacrifícios e símbolos substitutos, contendo a revelação do “grande mistério da piedade: Deus manifestado em corpo” (1Tm 3:16).
Desvendando este mistério para os anjos não caídos, em perplexidade pela queda de Adão; para os mundos atônitos e para Satanás e seus demônios surpresos e desconsertados, Deus proclamou a promessa do Salvador. (Leria em Pense)
PENSE “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Que Deus é tão grande como o nosso Deus?” (Sl 77:13, Almeida Revista e Corrigida).