Lição 01 – Paulo: apóstolo dos gentios – 24/06 a 01/07 de 2017

Lição 01 PAULO, APOSTÓLO DOS GENTIOS

Pr. Albino Marks

“Ouvindo isso, não apresentaram mais objeções e louvaram a Deus, dizendo: Então, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo, aos gentios” (At 11:18, NVI).
Sábado, 24/06/17
INTRODUÇÃO
Israel, na prática do cerimonialismo corrompido, divorciou-se de Deus, e deixou de compreender a mensagem da graça de Deus revelada nos símbolos. Quando Jesus veio como o fim do todo o ritualismo, não O reconheceram como o Messias prometido. Estavam casados com as cerimônias, e não com o Senhor das cerimônias. Não compreenderam que as cerimônias morreram quando Cristo morreu sobre a Cruz, na sexta-feira em que se rompeu o véu do santuário, declaração e atestado de óbito de todo o sistema típico, mas não ressurgiu da sepultura na gloriosa manhã daquele domingo glorioso, junto com o Ressurreto – Cristo, a realidade tipificada nos símbolos.
Mesmo os discípulos tiveram dificuldades em compreender a graça de Deus para salvar, no caminho seguido por Jesus para o Calvário. Naquela sexta-feira que foi trágica e gloriosa, todas as suas esperanças se desfizeram como a névoa. Os seus olhos somente conseguiam tatear no escuro dramático da morte, mas não podendo divisar o glorioso amanhecer de vida e salvação.
Quando Jesus se uniu aos dois discípulos no caminho de Emaús, Lucas relata que Ele os repreendeu com ternura e abriu-lhes a Escritura “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras”. (Lc 24:27, Almeida Revista e Atualizada).
Neste contexto é importante observar os insondáveis caminhos de Deus. Talvez o ritualista mais ferrenho é usado para proclamar o fim do velho concerto, substituído pelo novo, apresentando em toda a pujança, realidade e glória a excelência de Cristo, revelando que Cristo é a figura central de todos os ritos e símbolos, que apontavam para Ele como o verdadeiro sacrifício pelo pecado e a provisão da superabundante graça de Deus.
Para Paulo, o homem rejeitado, odiado e condenado à morte, tornou-se o “Príncipe do Céu”, anunciado pelos profetas; o “Descendente da mulher”, proclamado pela cadeia genealógica e vindo na “plenitude do tempo”; e o Cordeiro de Deus, tipificado nos serviços do santuário. Ele é o Messias prometido e aguardado, a solução para o problema do pecado e a certeza da esperança de salvação eterna para aqueles que creem.
PENSE “Mas o Senhor disse a Ananias: Vá! Este homem é Meu instrumento escolhido para levar o Meu nome perante os gentios e seus reis, e perante o povo de Israel” (At 9:15, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Mostrarei a ele o quanto deve sofrer pelo Meu nome” (At 9:16, Nova Versão Internacional).
Domingo, 25/06/17
PERSEGUIDOR DOS CRISTÃOS
O ódio dos fariseus dirigido contra Jesus, condenando-O à morte de cruz, foi transferido para os discípulos e com maior intensidade contra os conversos da pregação apostólica.
Jesus advertira os fariseus: “Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19:40, Nova Versão Internacional).
Assim aconteceu. Quanto mais opressiva se tornava a perseguição contra os discípulos maior o número de vozes que se erguiam para anunciar que Jesus era o Messias. Em meio a estas vozes destacou-se Estevão, um judeu, eleito diácono, “homem cheio da graça e do poder de Deus, realizava grandes maravilhas e sinais entre o povo” (At 6:8, Nova Versão Internacional).
Tão poderosa era a sua argumentação que “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava“ (At 6:10, Nova Versão Internacional).
Apresentando a sua defesa perante o Sinédrio, expondo a razão de sua fé, no epílogo de sua argumentação declarou enfático: “Qual dos profetas os seus antepassados não perseguiram? Eles mataram aqueles que prediziam a vinda do Justo, de quem agora vocês se tornaram traidores e assassinos” (At 7:52, Nova Versão Internacional). Este era o ponto central ao qual Estevão tentou conduzir os seus ouvintes: apresentar a Jesus como o Messias e Salvador, anunciado ao longo dos séculos pelos profetas. O homem que rejeitaram e crucificaram, é o Cristo que longamente fora esperado.
A declaração foi um desafio para o fariseu Saulo. Com a afirmação de que Jesus era o Messias, Estevão declarava caduco todo o sistema ritual israelita. Saulo, extremamente zeloso por todo o sistema espiritual que já atravessava milênios, mas deixando de compreender o seu ensinamento típico, decidiu dar um fim ao que julgava uma terrível heresia.
Não sabia ele, que Jesus tinha um plano maravilhoso para usar toda aquela intrepidez e energia explosiva. Os propósitos e os caminhos inescrutáveis de Deus, em momentos, transformam todos os planos tolos de humanos sem uma visão celestial. “Assim, não fui desobediente à visão celestial” (At 26:19, Nova Versão Internacional).
PENSE “Então subornaram alguns homens para dizerem: Ouvimos Estevão falar palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus” (At 6:11, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Pois o ouvimos dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deixou” (At 6:14, Nova Versão Internacional).
Segunda, 26/06/17
A CONVERSÃO DE SAULO
Ardoroso, decidido, Saulo ergueu-se em defesa de sua fé e de seus antepassados. Como alguém, indouto, ousaria blasfemar contra a lei e contra o templo e ainda proclamar que um visionário, rebelde aos tesouros espirituais que constituíam a fé de seus pais, que foi condenado pela Suprema Corte Espiritual, crucificado, é o Messias prometido e esperado. Ele daria um fim a toda esta fantástica heresia.
Estava a caminho de Damasco, com seu intuito devastador, quando ofuscante brilho o lançou por terra, atônito e sem condições de defesa. Ouviu uma voz suave, perguntando: “Saulo, Saulo, por que você Me persegue?” (At 9:4, Nova Versão Internacional).
Esta experiência dramática e gloriosa mudou totalmente o rumo da vida de Saulo e mudou o seu nome para Paulo. Abrindo a sua carta para os gálatas, nosso estudo do trimestre, o apóstolo identifica-se com os apóstolos e defende o seu apostolado. A acusação dos judaizantes de que não foi comissionado por Cristo e sua mensagem é falsa e em desacordo com a dos outros apóstolos, é fulminada por Paulo relembrando seu inesquecível encontro com Cristo na lendária estrada para Damasco. Jamais diminuiu a vocação dos apóstolos que tiveram o privilégio de fruir a presença pessoal de Jesus. Estivera com eles, contudo, quando se havia despojado da Sua glória; Paulo O encontrara glorificado. Eis porque o seu chamado era mais glorioso.
Escrevendo a Timóteo, a quem carinhosamente chama de “meu verdadeiro filho na fé” (1Tm 1:2), Paulo relembra seu passado de perseguidor e de como a graça e o poder transformador de Jesus atuaram em sua vida: “Foi Ele que me julgou digno de confiança, tomando-me a Seu serviço, a mim que outrora era blasfemo, perseguidor e violento. Mas foi-me concedida misericórdia, porque agi por ignorância, não tendo fé” (1Tm 1:12 e 13, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Ansioso por provar que sinceramente labutara no erro, qualifica-se a si mesmo como “blasfemo, perseguidor e violento”, e relembra seu maravilhoso chamado quando do memorável encontro com Cristo na estrada de Damasco. A graça o envolveu com tal poder transformador que inesperadamente teve que assumir uma mudança de posição. Que decisão devia tomar! Decisão de consequências eternas para ele e para pecadores mergulhados no lamaçal do pecado.
PENSE “Saulo perguntou: ‘Quem és tu, Senhor?” (At 9:5, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Assim perguntei: Que devo fazer, Senhor?” (At 22:10, Nova Versão Internacional).
Terça, 27/06/17
SAULO EM DAMASCO
Que mudança na vida de um homem! Jesus apresentou-se para Paulo em sua jornada para Damasco, em uma visão de luz muito mais brilhante do que o sol do meio dia e lançou-o ao pó com todas as suas aspirações e glórias humanas.
Em meio ao fulgor, uma voz fala: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” Atônito pelo que estava acontecendo, Saulo pergunta: “Quem és tu, Senhor?” A voz responde de maneira penetrante e convincente: “Eu sou Jesus, a quem você persegue”.
A luz foi tão brilhante que cegou a Saulo. Era o brilho da glória de Jesus. Mas, a suavidade da voz foi tão poderosa que Saulo perguntou submisso: “Que devo fazer, Senhor?” (At 22:10).
A orientação foi: “Vai a Damasco, para onde estavas indo em procura de meus discípulos, para maltratá-los, e um deles vai dizer-te o que deves fazer”
Em Damasco, Jesus preparou Ananias para ser o elo humano no preparo de Saulo para o ministério evangélico. “O Salvador colocou o indagador judeu em contato com Sua igreja, para que obtivesse o conhecimento da vontade de Deus em relação a ele” (Atos dos Apóstolos, p. 120).
Assim nasceu o mensageiro de Deus para abalar o mundo de seus dias com as Boas Novas da salvação. A respeito de Paulo foi dito: “Paulo e Silas viraram o resto do mundo de cabeça para baixo, e agora estão aqui perturbando a nossa cidade” (At 17:6, Bíblia Viva).
A coroa da glorificação humana foi rejeitada em troca da mensagem da cruz. Àqueles a quem buscara oprimir para satisfazer o gozo iníquo de seus maiores, foram deixados em paz, e ele torna-se um “espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens”. E que espetáculo! Transformado na figura central da mais grandiosa, estupenda arrancada evangelizadora de todos os tempos, de perseguidor passa a ser perseguido.
A conversão de Paulo fora inquestionavelmente o acontecimento da época. O maior e mais temido inimigo da Igreja nascente, transformado no mais aguerrido bandeirante do evangelho eterno. Sua convicção era inabalável: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:16, Almeida Revista e Atualizada)
O mundo hoje está precisando de perturbadores do quilate de Paulo.
PENSE “Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação” (1Co 4:5, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Cl 3:24, Nova Versão Internacional).
Quarta, 28/06/17
O EVANGELHO VAI AOS GENTIOS
Em Gálatas 1:17, Paulo informa: “mas parti para as regiões da Arábia, e voltei outra vez para Damasco” (Almeida Revista e Atualizada).
Logo após à sua conversão não subiu para Jerusalém de onde viera para perseguir os crentes em Damasco, mas buscou um retiro solitário no deserto da Arábia. Dali, depois de lhe ser revelado o evangelho eterno, pelo próprio Senhor Jesus, voltou a Damasco onde primeiramente anunciou a mensagem a ele confiada.
Somente três anos após a conversão, dirigiu-se a Jerusalém para encontrar-se com alguns dos apóstolos. “Depois fui para as regiões da Síria e da Cilícia” (Gl 1:21, Almeida Revista e Atualizada).
Oriundo de Tarso da Cilícia, sentiu o apóstolo o peso de sua primeira e grande responsabilidade: anunciar a mensagem da cruz aos familiares.
Certamente poderosa era a palavra do apóstolo. Ele pregava aquilo que vira e ouvira. E, “palavras inefáveis” foram ditas aos seus ouvidos. Ao transmitir esta experiência maravilhosa, o poder de Deus operava poderosamente nos ouvintes. A fama do campeão da cruz espalhou-se com rapidez.
Deus usa os Seus métodos para realizar o Seu trabalho. A Igreja apostólica estava encontrando dificuldades em anunciar o evangelho, para os gentios. O trabalho estava centralizado em Jerusalém e arredores.
Assim como Deus chamou a Paulo para torná-lo o Seu mensageiro para os gentios, usou-o primeiro para dispersar os crentes amontoados em Jerusalém, e não compreendendo a sua missão apostólica. Expulsos de Jerusalém, chegaram a Antioquia, onde anunciaram “a mensagem apenas aos judeus”. No entanto, alguns conversos vindos de Jerusalém, “começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus” (At 11:19 e 20, Nova Versão Internacional).
Em Antioquia surgiu uma florescente congregação de praticamente gentios. Foi nesta cidade que Lucas conheceu o evangelho e se converteu. Posteriormente tornou-se colaborador de Paulo e o historiador da Igreja apostólica. Escreveu o evangelho que leva o seu nome e a história das primeiras décadas da Igreja, com destaque para as viagens missionárias de Paulo, o livro de Atos.
A maneira de viver o seu comportamento como cidadãos e a vibração pela causa de Cristo e a proclamação de Seu evangelho, era tão característica que ali “os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos” (At 11:26).
PENSE – “Quando foram espalhados pela perseguição, saíram cheios de zelo missionário. Compenetraram-se da responsabilidade de sua missão. Sabiam ter nas mãos o pão da vida para um mundo faminto; e eram constrangidos pelo amor de Cristo a distribuir este pão a todos os que estivessem em necessidade” (Atos dos Apóstolos, p. 106).
DESAFDIO – “A mão do Senhor estava com eles, e muitos creram e se converteram ao Senhor” (At 11:21, Nova Versão Internacional).
Quinta, 29/06/17
CONFLITOS DENTRO DA IGREJA
A carta aos Gálatas trata da transição do regime cerimonial, que ensinava a salvação pela graça, por meio de símbolos, apontando para o centro da graça – Cristo, para o regime da realidade da graça, manifesta no sacrifício do centro da graça – Cristo. Mais particularmente, a carta analisa o problema da imposição do rito da circuncisão, aos gentios conversos. Este problema, note-se, era geral nas igrejas apostólicas. Observe-se as constantes advertências do apóstolo em seus escritos. (Rm 2:25-29, 1Co 7:18 e 19, Ef 2:11, Cl. 3:11, Fp 3:2 e 3, Tt 1:10 e 11). A Tito, Paulo recomenda: “Especialmente aos da circuncisão. É preciso fazê-los calar…”, provando ser uma questão muito debatida, por trazer compreensão errada em relação à graça redentora em Cristo.
A igreja de Antioquia não ficou imune às influências dos judaizantes. Como foi a primeira igreja estabelecida entre os gentios e com predominância de crentes vindos do mundo gentio, foi também a primeira enfrentando as dificuldades da salvação pela fé em Jesus, sem a prática do ritualismo do santuário e do ato da circuncisão.
Este foi o tema básico no concílio de Jerusalém que analisou os problemas surgidos em razão dos judaizantes que perturbaram os membros da igreja de Antioquia, insistindo com os novos crentes de que deveriam praticar a circuncisão e obedecer à lei de Moisés. Avaliada a questão e tomada a decisão, dois líderes receberam uma carta, e foram enviados para Antioquia, com a missão de esclarecer as questões, desfazer as dúvidas provocadas pelo ensino judaizante e fortalecer a unidade da igreja. Na carta estão incluídas congregações já estabelecidas na Síria e na Cilícia, (At 15:23), mas nenhuma referência é feita às igrejas da Galácia, onde a gravidade do problema se mostrou preocupante para Paulo.
A carta aos Gálatas, tal como todos os escritos de Paulo, não têm como primeiro objetivo os cristãos gentios do século vinte e um depois de Cristo. Foram escritas para os cristãos judeus e gentios do primeiro século depois da década de 60, e a carta aos Gálatas especificamente, tem como objetivo principal combater os ensinos dos judaizantes.
PENSE “Então se levantaram alguns do partido religioso dos fariseus que haviam crido e disseram: ‘ É necessário circuncidá-los e exigir deles que obedeçam à Lei de Moisés” (At 15:5, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Quando, porém, eles chegaram, afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circuncisão”. (Gl 2:12, Nova Versão Internacional).
Sexta, 30/06/17
ESTUDO ADICIONAL
Para compreender com clareza a carta de Paulo dirigida aos Gálatas, é muito importante levar em consideração dirigir-se o apóstolo, em primeira instância, a determinadas igrejas, visando determinados problemas. Quando escrita, a carta tinha objetivos específicos como alvo: 1. Esclarecer sobre o que Jesus fez em favor do pecador quando morreu sobre a cruz. 2. Desfazer as dúvidas em relação às cerimônias simbólicas depois da morte de Jesus. 3. Demonstrar que as cerimônias desempenharam o seu papel até a vinda “do Descendente da mulher”, Cristo, o Redentor. 4. A justificação e a salvação são uma dádiva da graça de Deus, que se tornam reais para o pecador que as aceita pela fé. 5. A fé, para obter o perdão das transgressões, e a justificação, era manifesta nos sacrifícios substitutos, no regime das cerimônias, olhando para o único e verdadeiro Substituto, o Messias – Jesus. Depois da cruz, a fé obtém as mesmas bênçãos, centralizada em Jesus, sem a necessidade dos rituais e símbolos. 6. O cordeiro substituto era a revelação da graça de Deus, oferecendo o perdão e a reconciliação para o transgressor da lei moral. 7. Jesus é o Substituto real, único, perfeito e completo, para tirar os pecados.
Quando analisados nesse contexto, compreende-se que Paulo, em seus escritos, não admite nenhuma possibilidade da não vigência da lei moral. Também não possuía problemas em relacionar a graça, a fé, a justiça e a lei moral como um todo harmônico, expressando o caráter, o governo e o plano da salvação de Deus.
Como a liderança israelita desvirtuou os símbolos e transformou os serviços espirituais em fonte de lucro material, o povo, como adoradores, não recebeu o ensino correto sobre o significado dos símbolos e ritos como tipos da graça. O centro do plano da salvação foi desvirtuado e, portanto, torna-se fácil compreender porque não entendiam esta mudança pregada por Paulo. Consequentemente, insistiam no ensino e na prática de parte do ritualismo, especialmente do rito da circuncisão, depois da cruz, como fora feito durante gerações. Sob este contexto, o cerimonialismo, que era o ensino sobre a graça, transformou-se em jugo legalista. A lei cerimonial, com todos os seus tipos, que deveriam conduzir a Cristo, tornaram-se pesado e inútil fardo, da salvação pelas obras.
PENSE “Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, pondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos antepassados conseguiram suportar?” (At 15:10, Nova Versão Internacional).
DESAFIO Em Cristo Jesus “nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura” (Gl 6:15, Almeida Revista e Atualizada).