Lição 02 – A autoridade de Paulo e o evangelho – ESabatina – 01/07/ a 08/07/2017

Lição 02 A AUTORIDADE DE PAULO E O EVANGELHO

Pr. Albino Marks

“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10).
Sábado, 01/07/17
INTRODUÇÃO
O evangelho é a mensagem eterna do amor de Deus para salvar pecadores. Desde o primeiro cordeiro morto junto ao portal do Éden, até o cerimonialismo do santuário, todos os serviços constituíam o evangelho da salvação, a mensagem da cruz em símbolos, tipificando o Salvador que viria. Era o evangelho em figuras, a “sombra dos bens vindouros”. (Cl 2:17, Hb 10:1). Mas agora, depois da cruz, já viviam a realidade destes bens. A cruz projeta a “sombra” para o passado, e lança para o futuro fulgurantes raios de luz do evangelho real – Cristo. O evangelho da salvação foi sempre o mesmo desde a preciosa promessa proferida para Adão e Eva, assim que o inimigo os venceu. Os métodos para comunicar o evangelho é que foram vestidos da maneira apropriada para os que viveram à sombra da cruz e para os que vivem à glória da cruz.
Paulo era um homem convicto da autoridade, grandeza e estabilidade do evangelho que recebera e pregava. Não o recebera por acaso. Não se entusiasmara por uma causa num arroubo sentimentalista. Deus, por intermédio de Cristo, o investira apóstolo, embaixador do Reino, confiando-lhe Sua mensagem. Não admitia alternativa. Se porventura ele mesmo, ou próprios anjos anunciassem outro evangelho devia ser rejeitado como ilegítimo, falsificado.
“Seja anátema”, é a reprovação severa, resoluta, às falsas doutrinas, de um homem possuído de santo zelo.
Certamente após a gloriosa aparição de Jesus, fora ele tenazmente assaltado pelos judeus ritualistas. Suas esperanças centralizavam-se naquele jovem de brilhante intelecto, incontido zelo e ardor incomparável. Por certo intentaram fasciná-lo com o ouropel da glorificação humana. Indubitavelmente em pouco tempo teria galgado o pináculo da fama, entre os seus pares judaizantes se tão somente agradasse a homens.
Ele, no entanto, volvera seu olhar para o alto. Seu coração ligou-se a Deus e a Sua causa redentora. Todas as suas afeições centralizavam-se apaixonadamente em Cristo, o Salvador. Na vergonha da cruz estava a sua glória.
Seu único interesse era agradar a Deus, que o comissionara com a mais gloriosa tarefa – embaixador do Seu Reino.
PENSE “Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gl 6:14, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele crê” (Rm 1:16, Nova Versão Internacional).
Domingo, 02/7/17
PAULO, O ESCRITOR DE CARTAS
No Concílio de Jerusalém, ano 50 d.C., Pedro expôs de modo claro a sua certeza na justificação pela fé em Jesus, e que os ritos e símbolos, cumpriram o seu papel como típicos da vinda e morte de Jesus. (At 15:7-11). O problema enfrentado por Paulo nas igrejas da Galácia, era a perturbadora ação dos judaizantes insistindo na vigência do ritualismo. Paulo combate este ensino, e como Pedro, de modo consistente argumenta que a salvação é pela fé na morte substituta de Jesus, “porque, por meio de um único sacrifício, Ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb 10:14, Nova Versão Internacional).
Não é lícito deduzir da afirmação do apóstolo Pedro em sua segunda carta capítulo 3:16, onde declara referente às cartas de Paulo: “Nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam […]” (Almeida Revista e Atualizada), que queira dizer: Escritos confusos. Difíceis, sim; porque a argumentação paulina é profunda como sói poderia ser a de um erudito. Mas confusos, não. Dentro desta assertiva concluímos, focalizando a epístola aos Gálatas: ou discute e argumenta distinguindo claramente a vigência da lei moral e a caducidade da lei cerimonial, de modo que é possível entendê-lo, ou temos um escritor realmente confuso e indefinido. E Paulo não revela estas características em nenhum de seus escritos.
Para compreender com clareza os argumentos de Paulo é muito importante a atenção que precisa ser dada ao contexto. Muitas vezes sacamos um verso ou mesmo uma frase, contido no centro de um argumento, e nos embaraçamos com uma teia de aranha por procurarmos compreendê-lo isoladamente. Por outro lado, segue-se uma linha de argumentação até chegar a um determinado ponto, onde o rumo é alterado, tornando confusa e incorreta a compreensão. Na maioria dos casos de “coisas difíceis de entender”, é suficiente ler atentamente o contexto, e a dificuldade se esclarece por si. Na epístola aos Gálatas, esse pormenor é sumamente importante.
Uma questão muito importante é encontrada na própria pessoa de Paulo. Escritor esclarecido, erudito, não misturaria num tratado seu, dirigido a leigos neófitos, a lei moral e cerimonial, numa confusão tamanha a ponto de ser impossível descobrir o pensamento correto de sua argumentação.
PENSE “Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe 3:15, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Mesmo que a minha carta lhes tenha causado tristeza, não me arrependo. É verdade que a princípio me arrependi, pois percebi que a minha carta os entristeceu, ainda que por pouco tempo” (2Co 7:8, Nova Versão Internacional).
Segunda, 03/07/17
O CHAMADO DE PAULO
A abertura da carta aos Gálatas é um pouco mais extensa em relação às outras cartas. Não somente se identifica como apóstolo, mas defende o seu apostolado. A seguir, como nas outras cartas, saúda afetuosamente os crentes da Galácia, invocando a graça e a paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, nosso Senhor.
No entanto, a abertura, “Paulo, apóstolo”, é a característica lacônica, inconfundível, da maioria de suas epístolas. Considerando-se o menor, e mesmo, indigno, “de ser chamado apóstolo” (1Co 15:9), identificava-se, não obstante, como um “enviado” do Soberano do Universo. Este chamado, abaixo da excelência de Cristo, era-lhe o mais precioso bem. Jamais envergonhara-se dele; exaltara-o sempre. Ele era um embaixador “em nome de Cristo”.
Os judaizantes, para obter maior êxito em seu trabalho demolidor, colocavam em dúvida o apostolado de Paulo. A força do argumento apoiava-se na escolha dos doze. Paulo não tivera parte entre os escolhidos. Logo, realizava uma obra de moto próprio ou por determinação de outro homem. A esta cavilosa imputação o apóstolo responde de maneira incisiva, autorizada: O seu apostolado não proveio “da parte de homens”, nem por intermédio de homem algum” (Gl 1:1, Almeida Revista e Atualizada).
Eis a glória de Paulo. Muitos servos de Deus do passado tornaram-se embaixadores do Reino recebendo o chamado por um intermediário humano. Com ele, não fora assim. Mas, se os onze apóstolos fiéis, foram chamados de modo singular, e isto os colocava em pedestal de honra, maior honra lhe caberia porque a sua vocação fora mais extraordinária ainda.
Mas por Jesus Cristo e Deus Pai”. Relembra seu inesquecível encontro com Cristo na lendária estrada para Damasco. Jamais diminuiu a vocação dos apóstolos que tiveram o privilégio de fruir a presença pessoal de Jesus. Estivera com eles, contudo, quando se havia despojado da Sua glória; Paulo O encontrara glorificado. Eis porque o seu chamado era mais glorioso.
Sua mensagem provinha diretamente de Jesus e de Deus Pai, que O ressuscitou dentre os mortos. Também aqui não houve intermediário. Recebeu-a em visões, provavelmente, durante os três anos passados no deserto da Arábia. Esta introdução breve, mas categórica, arrasa as pretensões dos judaizantes.
PENSE “Paulo, apóstolo enviado, não da parte de homens nem por meio de pessoa alguma, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos” (Gl 1:1, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Assim, rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” (At 26:19, Nova Versão Internacional).
Terça, 04/07/17
O EVANGELHO DE PAULO
“Graça e Paz”. A graça de Deus revelada em Cristo é o grande tema de Paulo. É o inesgotável tema das Escrituras. Precisa ser o centro de toda mensagem evangelística. “Seja a ciência da salvação o tema central de todo sermão, de todo hino. Seja ele manifestado em toda súplica. Não introduzais em vossas pregações coisa alguma que seja um suplemento a Cristo, a sabedoria e o poder de Deus. […] Revelai o caminho da paz à alma turbada e acabrunhada, e manifestai a graça e suficiência do Salvador” (Obreiros Evangélicos, p. 160).
Constitui-se a graça na mais grandiosa manifestação de Deus para o homem. A vida das criaturas de Deus é dependente de Sua graça. Adão e Eva ao sair das mãos de Deus, possuíam vida por graça. Quando pela desobediência foram envolvidos pelo pecado, a graça foi manifesta em superabundância para resgatá-los. Tão profunda e ilimitada é esta dádiva estupenda, que na eternidade porvir os salvos a estudarão sempre, nunca a esgotando.
Somos salvos unicamente por graça, sem poder apresentar mérito algum. A única coisa que podemos fazer como pecadores, é aceitar ou rejeitar a oferta gratuita de Deus. Aceitando-a, a graça envolve-nos, e de condenados a eterno infortúnio, morrendo para sempre, passamos a ser filhos e filhas de Deus, herdeiros e coerdeiros com Cristo para viver para sempre (Rm 8:17).
Acompanha a graça, outra preciosa dádiva do céu para o homem neste mundo conturbado – a paz. É Cristo quem a dá. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; […] Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14:27, Almeida Revista e Atualizada). Esta paz traz consigo a felicidade, anseio de cada coração. Traz tranquilidade ao espírito mais turbado pelos duros embates íntimos, porque transmite a certeza de proteção e segurança. Esta paz inundando todo ser, é a prova mais evidente de nossa reconciliação com o Pai. Sim, doce paz, flui do Gólgota sangrento, quando mais uma alma em revolta, se rende ao amor Paterno.
Praticamente todas igrejas estabelecidas por Paulo, foram por ele louvadas por permanecerem e crescerem na graça e no conhecimento de Jesus, nosso Senhor. (Ver Rm 1:8, 1Co 1:4, Fp 1:3, 1Ts 1:2).
PENSE “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus” (Ef 2:8, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1,Nova Versão Internacional).
Quarta, 05/07/17
NENHUM OUTRO EVANGELHO
No entanto, as igrejas da Galácia, foram objeto de severa repreensão da parte de Paulo: “Admira-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho” (Gl 1:6, Nova Versão Internacional).
“Admira-me”. Paulo vai direto ao ataque do problema espiritual surgido nas igrejas há muito pouco tempo estabelecidas na Galácia. Surpreso pela inconstância dos gálatas, Paulo é franco, enérgico. Como desprezavam com tanta facilidade e indiferença a oferta da graça divina, para aceitar uma pesada carga de ritos e cerimônias vazios e inoperantes? Esta leviana troca incita o zelo do apóstolo, levando-o a agir com firmeza e determinação. Se as doutrinas dos judaizantes, já sem valor prático para a experiência espiritual, com tanta rapidez entorpeceram a visão espiritual dos novos crentes, ele não podia perder tempo. De modo contundente, aplica o antídoto. “Admira-me”, é uma sacudida para despertar os inconscientes gálatas; é um chamado à reflexão.
“O qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo” (Gl 1:7, Almeida Revista Atualizada).
Os crentes gálatas em sua grande maioria haviam vindo do mundo gentílico. Em suas práticas espirituais estavam apegados aos ritos do paganismo. Quando Paulo lhes anunciou o Evangelho, regozijaram-se na esperança da salvação em Cristo e abandonaram as suas heranças pagãs. No entanto, assim que os judaizantes apresentaram a necessidade de aceitar e praticar os ritos do cerimonialismo israelita, foram facilmente envolvidos. Aceitaram com facilidade o rito da circuncisão como prática espiritual, além de outras cerimônias envolvendo as festas sagradas típicas dos israelitas.
Não é difícil entender esta fraqueza daqueles que habituados à práticas rituais pagãs, transmitidas de geração a geração, e que trocaram pela excelência do conhecimento e do amor ao Salvador, vivo e presente no íntimo de cada crente na pessoa do Espírito Santo, aceitassem o ritualismo israelita, que apelava aos sentimentos, substituindo as formalidades espirituais a que estavam habituados. Paulo procura trazê-los de volta à realidade da verdadeira riqueza espiritual encontrada em Cristo em quem está a “plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus – Cristo” (Cl 2:2, Almeida Revista e Corrigida.
PENSE “Quanto a esses que os perturbam, quem dera que se castrassem!” (Gl 5:12, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!” (Gl 1:8, Noiva Versão Internacional).
Quinta, 06/07/17
A ORIGEM DO EVANGELHO DE PAULO
Gloriosa é a missão do ministro, mas tremenda em suas responsabilidades. Paulo compreendera perfeitamente a grandeza do privilégio, bem como os magnos encargos da tarefa. Jamais, com todas as tribulações, trocaria a recompensa eterna de fiel atalaia do rebanho de Cristo, pela transitória satisfação do louvor humano. “Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo”.
Defendendo seu chamado para apóstolo, não admite uma vida contraditória. Como servo de Cristo, buscando agradar seu Senhor, não podia transmitir uma mensagem provinda de homens como insinuavam os judaizantes.
“Porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl 1:12, Almeida Revista e Atualizada).
Volve aos anos de preparo passados no deserto. “Ali na solitude do deserto, Paulo teve ampla oportunidade para sossegado estudo e meditação. […] Jesus comungou com ele e confirmou-o na fé, conferindo-lhe uma rica medida de sabedoria e graça” (Atos dos Apóstolos, p. 125 e 126). Um panorama completo do plano da salvação foi desdobrado ante a ávida e lúcida mente de Paulo. Jesus fora seu Mestre praticamente tanto tempo quanto dos onze apóstolos, mais o traidor.
Apresentando a sua experiência, desconcertante e inexplicável para o judaísmo, gloriosa e profundamente significativa para a igreja nascente, Paulo lança um desafio aos inconstantes gálatas. Desafio, apelando à razão, ao bom senso. Se ele, mestre em Israel, abandonara os ritos e cerimônias do judaísmo, estribado nos escritos de Moisés e dos profetas que o declaravam o método divino de ensinar a graça e a salvação, mas que perdera seu valor com Cristo morrendo sobre a cruz, esperava despertar os entorpecidos gálatas para a mesma gloriosa realidade. Em verdade a mudança de posição só teve lugar em relação às práticas da vivência espiritual, mas não em relação ao centro vital do plano redentor, bem como às doutrinas e princípios que o esclarecem para o pecador necessitado.
Sua responsabilidade não era apenas apresentar e pregar sobre as figuras dos símbolos e ritos que anunciavam o Redentor vindouro, mas representar em sua vida o Cristo vivo que veio em cumprimento da promessa de Deus. Anunciá-lO com poder e convicção, para que por sua pregação e exemplo, Ele fosse formado nos ouvintes: “Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1:27, Almeida Revista e Atualizada).
PENSE “E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais” (Gl 1:14, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo homens” (Gl 1:11, Almeida Revista e Atualizada).
Sexta, 07/07/17
ESTUDO ADICIONAL
Defendendo-se da acusação dos judaizantes de que sua obra não provinha de Deus, e reforçando a afirmação de não haver consultado a ninguém, salienta não haver subido a Jerusalém logo após à sua conversão, mas buscado retiro solitário no deserto da Arábia. Dali, depois de lhe ser revelado o evangelho eterno, pelo próprio Senhor Jesus, voltou a Damasco onde primeiramente anunciou a mensagem a ele confiada.
“Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto” (Gl 1:20, Almeida Revista e Atualizada).
Encerrando sua defesa contra a cavilosa acusação dos judeus ritualistas, Paulo jura na presença de Deus, haver dito em sua argumentação de defesa, a verdade e a verdade somente. Fora chamado para o apostolado diretamente por Cristo, e recebera sua mensagem por revelação sem intermediário humano. “Diante de Deus testifico que não minto”, é o selo de sua defesa.
O problema que gerou toda a luta entre Paulo e os judaizantes é que estes não compreendiam que o animal substituto e os ritos em si mesmos não justificavam ninguém. Eram apenas símbolos, para de maneira dramática, ensinar a malignidade do pecado e ao mesmo tempo revelar a provisão amorosa da graça perdoadora por meio de Jesus, tipificado nos símbolos. Não compreendiam que a culpa era simbolicamente transferida para o substituto, que morria em lugar do culpado ofensor. Muito menos, alcançavam a visão de que na verdade a culpa era transferida para o Substituto real – Cristo Jesus. Esta era a grande dificuldade dos judaizantes nos dias de Paulo.
Jesus referiu-se a este cumprimento da lei cerimonial quando declarou em Seu sermão proferido na montanha: “Não penseis que vim suprimir a Lei e os profetas: não vim suprimir, mas cumprir. Pois em verdade eu vos declaro, antes que passem o céu e a terra, não passarão da lei um i nem um ponto do I, sem que tudo haja sido cumprido” (Mt 5:17 e 18, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Veio cumprir a sentença de condenação determinada pela lei moral, morrendo como o Substituto, como determinava a lei cerimonial.
A tradução do Pontifício Instituto Bíblico de Roma, na introdução do livro de Levíticos também vê no ritual dos sacrifícios, tipos que apontavam para Cristo como o sacrifício em favor do pecador: “Devemos observar ainda, que todas essas leis cerimoniais foram ab-rogadas depois de Jesus Cristo. Entretanto, os sacrifícios da antiga lei haviam prefigurado o seu sublime sacrifício na cruz, no qual, único e perfeito sacrifício, teve cumprimento toda a variedade dos antigos sacrifícios”.
PENSE “Pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Hb 10:4, Nova Versão internacional).
DESAFIO “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso Deus fez enviando o Seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado” (Rm 8:3, Almeida Revista e Atualizada).