Lição 03 – ESabatina – Deus ou Mamom? – 13/01 a 20/01 de 2018

Lição 03 DEUS OU MAMOM?

Pr. Albino Marks

“Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2:9-11).

Sábado, 13/01/2018

INTRODUÇÃO.

A quem adoramos? Como revelamos a adoração? Por que adoramos?

Podemos e devemos adorar o Deus eterno, Criador do Universo e Redentor de pecadores. Podemos adorar o materialismo, a fama, o sexo e outras seduções que são transformados em deuses.

A adoração é um ato que revela reconhecimento, confiança, dedicação, amor, submissão. Quando adoramos o Deus eterno, reconhecemos a Sua soberania, pela confiança em Sua liderança e no Seu cuidado amoroso por nós. Nossa vida e nossa vontade é dedicada a Ele em submissão amorosa aos princípios da Sua vontade expressos em Sua palavra.

Quando adoramos outros deuses, transferimos as expressões de nossa vida e da nossa vontade para o deus de nossa escolha. Como “ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mt 6:24, Nova Versão Internacional), esta escolha é de consequências eternas em face do mundo de pecado em que vivemos e da esperança de salvação.

Adoramos por causa do sentimento de dependência. O Deus eterno nos criou com o senso da dependência. O apóstolo Paulo declarou: “Pois nenhum de nós vive apenas para si”, para adicionar a escolha correta de nossa dependência: “Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” (Rm 14:7, 8, Nova Versão Internacional).

O único caminho seguro em nossa transitória passagem por este mundo é a escolha de depender e adorar o Senhor que nos criou, e em consequência do pecado, estabeleceu e realizou o plano da salvação para nos salvar. Assim, escolhendo a Jesus como nosso Senhor e Salvador, nada temos a temer, porque se nossa vida é colocada em Suas mãos, quer vivamos, quer morramos, por meio de Cristo receberemos o prêmio de vida eterna.

PENSE. “Mas Deus lhe disse: ‘Seu tolo! Esta noite você vai morrer, e quem ficará com tudo o que você guardou?’ Jesus concluiu: – Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas não são ricos diante de Deus” (Lc 12:15-21, A Bíblia na Linguagem de Hoje).
DESAFIO. “Jesus respondeu: ‘Se você quer ser perfeito, vá, vende os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois, venha e siga-Me’” (Mt 19:21, Nova Versão Internacional).

Domingo, 14/01/2018.

CRISTO O CRIADOR.

“Todas as coisas foram criadas por Ele (Cristo) e para Ele. Ele é antes de todas coisas, e nEle tudo subsiste” (Cl 1:16, 17, Nova Versão Internacional).

“Foi Cristo que estendeu os céus, e lançou os fundamentos da Terra. Foi Sua mão que suspendeu os mundos no espaço e deu forma às flores do campo. ‘Ele converteu o mar em terra firme’ (Sl 66:6. ‘Seu é o mar, pois Ele o fez’ (Sl 95:5). Foi Ele que encheu a Terra de beleza, e de cânticos no ar. E sobre todas as coisas na terra, no ar e no firmamento, escreveu a mensagem do amor do Pai” (O Desejado de Todas as Nações, p. 20).

Para o moço rico que desejava a vida eterna, Jesus declarou: “Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus” (Mc 10:18, Nova Versão Internacional).

Deus é bom e Cristo é bom, e Ele é Deus junto com Deus o Pai e Deus Espírito Santo. Com o atributo de bons, amorosos e justos, além todos os outros, Eles criaram o Universo repleto de coisas boas, belas e com muitas riquezas materiais.
Durante a semana que trabalhou nesta Terra, Deus ornamentou-a com muitas coisas boas e lindas, para então criar o homem e colocá-lo como administrador, mordomo, de todos os encantos naturais e animais, confiando-lhe também as riquezas materiais.

Tudo devia ser administrado com o propósito de glorificar o Criador. Nesta questão reside o verdadeiro objetivo no uso das coisas boas, belas e de riquezas materiais, criadas por Deus.

Quando este objetivo é desvirtuado, e as coisas criadas se transformam em deus e são usadas para glorificar o homem, o verdadeiro propósito de toda a criação é corrompido. “Porque, tendo conhecido a Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe renderam graças, mas os seus pensamentos se tornaram fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se” (Rm 1:21, Nova Versão Internacional).

PENSE. “Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle; sem Ele, nada do que existe teria sido feito” (Jo 1:3, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “‘Tanto a prata quanto o ouro Me pertencem’, declara o Senhor dos Exércitos” (Ag 2:8, Nova Versão Internacional).

Segunda, 15/01/2018.

FILHO DE DEUS/FILHO DO HOMEM.
O evangelista Mateus, registra a seguinte declaração de Jesus: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11:27, Nova Versão Internacional).

Esta afirmação de Jesus é muito importante: Ele veio ao mundo para revelar quem é Deus. Assim, nos deparamos com um dilema: para conhecer e saber quem é Deus, precisamos conhecer e aceitar a historicidade de Jesus como o ser Divino-humano, o mistério de Deus (Cl 2:2,), que viveu neste mundo e por meio de Sua vida e ensinos revelou quem é Deus. Reconhecer a Jesus como um personagem histórico humano, e também como o enviado de Deus, divino, é abrir a mente para o conhecimento de Deus, o Pai.
João lança luz sobre o processo do conhecimento de Deus por meio do conhecimento de Jesus, em João 1:18: “Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido” (NVI). Portanto, aceitar a historicidade de Jesus e reconhecê-lO como Deus e como homem, é fundamental para conhecer a pessoa, o caráter e os propósitos de Deus.

Jesus veio a este mundo assumindo a forma humana e viveu entre os humanos para revelar como é a Pessoa e o caráter de Deus. Jesus revelou a Deus como Pai amoroso, que vem em busca do filho que se rebelou e se afastou do convívio e relacionamento do eterno lar paterno.

Justiça e amor são o fundamento do trono de Deus, e estes dois grandes atributos foram revelados ao homem de maneira impressiva e clara mediante Jesus. João, o evangelista apresenta a Jesus como o Verbo, que pelo mistério da encarnação revelou a mais profunda e linda ideia da relação de Deus para com o homem: “E o verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória…” (Jo 1:14, A Bíblia de Jerusalém).

Na encarnação de Jesus, Deus armou a sua tenda como um amigo, entre os homens, para estabelecer um relacionamento de amizade e atraí-los pelo amor.

PENSE. “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a Sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1:14, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e Lhe chamarão Emanuel, que significa ‘Deus conosco’” (Mt 1:23, Nova Versão Internacional).

Terça, 16/01/2018

CRISTO, O REDENTOR.

Deus é amor. Também é graça. O amor e a graça são manifestações inseparáveis do caráter de Deus, tal como o são a justiça, a santidade, a pureza, a perfeição, a fidelidade, a integridade, a misericórdia…
Deus, em harmonia com os atributos do Seu caráter, criou o ser humano para a vida. O homem foi engando, rebelou-se contra Deus e pecou. O pecado tirou do homem o direito à vida. O homem tonou-se escravo do Diabo, sem nenhuma possibilidade de readquirir por si mesmo a maior riqueza perdida, a vida abundante.

Deus revelou para o homem rebelde, pecador, a grandeza dos atributos do Seu caráter. Todas as providências para a salvação do homem caído em pecado, foram tomadas por Deus muito antes de este ser criado. Como Deus é fiel a tudo o que promete ele cumpre cada detalhe do plano estabelecido na eternidade.

Somos libertos da escravidão do pecado e da condenação da lei à morte eterna; de rebeldes inimigos, somos feitos amados amigos; somos declarados cidadãos do reino de Deus, recebendo de volta a riqueza da vida eterna, não por méritos, mas pela fidelidade de Deus. Pedro, falando do plano redentor de Deus e da Sua fidelidade em cumprir o que promete, declara-o com estas candentes palavras: “Com efeito, o poder divino nos concedeu tudo o que é necessário à vida e à piedade, fazendo-nos conhecer Aquele que nos chamou por Sua própria glória e Sua força atuante” (2Pe 1:3, Tradução Ecumênica da Bíblia).

Todos aqueles que se perdem, não são vítimas da infidelidade de Deus, mas de sua própria rejeição desta fidelidade.

“Derramando toda a riqueza do Céu neste mundo, dando-nos todo o Céu em Cristo, Deus adquiriu a vontade, as afeições e a mente de todo ser humano” (Parábolas de Jesus, p. 326).

PENSE. “Se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois não pode negar-se a Si mesmo” (2Tm 2:13, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “Porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia” (2Tm 1:12, Nova Versão Internacional).

Quarta, 17/01/2018

UM DEUS ZELOSO.

A declaração de Deus para Faraó apresenta a questão crucial para aqueles que duvidam ou rejeitam a existência de Deus: não existe parâmetro para estabelecer comparações. O ser humano está habituado a comparar. Para ele, se é possível estabelecer a comparação, então tal ser ou objeto existe; se não há como comparar, não existe.

A quem comparar o Incomparável? Onde encontrar parâmetros para estabelecer semelhanças?

Por meio do profeta Isaías Deus declarou: “não há quem seja igual a Mim” (Is 46:9, A Bíblia de Jerusalém). Alguém ousaria fazer declaração como essa para semelhantes seus? Até poderá alguém fazê-la, porém, quando o seu fôlego de vida se apaga e o corpo se desfaz no pó da terra, compreende-se que todos os seres humanos chegam ao mesmo fim. Não importa se viveram no palácio ou na choupana, ao chegar à sepultura todos encontram a sua igualdade. Todos voltam ao pó e ali todas as diferenças são desfeitas. Somente o Deus eterno pode declarar: “Não há quem seja igual a Mim”.

De Si mesmo Deus também declara: “Nunca adore nenhum outro deus, porque o Senhor, cujo nome é Zeloso, é de fato Deus zeloso” (Êx 34:14, Nova Versão Internacional).

Qualquer ser humano é zeloso por seu nome e pelo trabalho que realiza. Deus criou o Universo e criaturas para a Sua glória (Is 43:7). Poderia Deus, “cujo nome é Zeloso”, ser indiferente em relação à Sua criação e criaturas? Satanás procurou e procura destruir aquilo que Deus criou para a Sua glória. Como é Deus Zeloso por aquilo que realiza, Ele reage com zelo, ciúmes, em face da interferência do inimigo malfeitor.

Faz decidido apelo às Suas criaturas: “nunca adore outro deus”. Sempre que criaturas Suas se voltam para outros deuses, materialismo, poder, fama, […], que não são deus, mas simulacros, excitam o zelo de seu Criador, “visto que você é precioso e honrado à minha vista, e porque eu o amo” (Is 43:4, Nova Versão Internacional).

PENSE. “A quem haveis de assemelhar-Me? Quem igualareis a Mim? A quem haveis de comparar-Me, como se fôssemos semelhantes? […] porque Eu sou Deus e não há outro! Sim, sou Deus e não há quem seja igual a Mim” (Is 46:5 e 9, BJ).

DESAFIO. “Eu te amei com amor eterno, por isso conservei para ti o amor” (Jr 31:3, A Bíblia de Jerusalém).

Quinta, 18/01/2018.

PROPRIEDADE VERDADEIRA.

Tornando-se o inimigo de Deus, Satanás tenta o homem e incute em sua mente que ele é proprietário. No entanto, a advertência do Senhor é muito clara: “Não digas, pois, no teu coração: a minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas” (Dt 8:17, Almeida Revista e Atualizada). Quando o “eu“ é colocado no trono do coração, a relação de amor para com Cristo, o Deus Zeloso, é traída.

As bases da mordomia cristã assentam-se sobre a verdade indestrutível de que Deus é proprietário absoluto de tudo e que o homem é mordomo das riquezas de Deus.

É uma forte tentação para o homem gloriar-se de suas realizações e conquistas materiais. Mas o Senhor afirma: “A minha glória e a minha honra não darei a outrem” (Is 42:8). Como tudo provém de Deus: sabedoria, força, riqueza, e qualquer outro dom, e isso é confiado por empréstimo ao homem, a glória dessa posse, por direito pertence tão somente ao grande Doador. E Ele é o Deus Zeloso de Sua glória e da Sua honra.

“Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor. Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e, sim, aquele a quem o Senhor louva” (2Co 10:17 e 18, Almeida Revista e Atualizada). Glorie-se no Senhor, significa que tudo o que o homem possa realizar deve ser creditado a Deus.

Como Senhor, proprietário absoluto, Cristo coloca sobre o homem por ele criado, a responsabilidade de administração sob a condição de mordomia. A Igreja é a agência visível de Cristo, na terra, por meio da qual o mordomo cumprirá suas responsabilidades. Mas quando o homem assume a falsa posição de proprietário, passa a ver na Igreja uma pedinte de seus serviços e dons. Esta posição, destrói o senso de responsabilidade e de fidelidade com o Soberano, mas não destrói a posição do verdadeiro proprietário.

Quando Cristo é aceito, torna-se o Senhor e passa a reger a conduta. Paulo declarou: “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20, Almeida Revista e Atualizada). É a vontade de Cristo que dirige.

PENSE. “Vós que pretendeis ser filhos de Deus, trazei vossos dízimos para o Seu tesouro. Dai vossas ofertas voluntárias e abundantemente segundo Deus vos tem feito prosperar. Lembrai-vos de que o Senhor vos confiou talentos, com os quais deveis diligentemente negociar para Ele. Lembrai-vos também, de que o servo fiel não se arroga nenhum crédito. Todo louvor e glória são dados ao Senhor: Tu me entregaste o Teu depósito. Nenhum ganho se poderia ter sem que primeiro tivesse havido um depósito. Não poderia haver juros sem o principal. O Senhor adiantou o capital. DEle vem o êxito no negócio, e a Ele pertence a glória” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 85).

DESAFIO. “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico nas suas riquezas” (Jr 9:23, Almeida Revista Atualizada).

Sexta, 19/01/2018.

ESTUDO ADICIONAL.

Deus é o dono do Universo e de suas riquezas e não tem nenhum problema em prover recursos para a Sua obra. O maior problema está em o homem roubar a glória de Deus. A glória de Deus é o Seu caráter. Ele quer desenvolver em Seus filhos os atributos comunicáveis do Seu caráter. Quando colocamos coisas em Seu lugar como nossos deuses, como o materialismo, roubamos-Lhe a oportunidade de atuar em nosso caráter e desta maneira O roubamos em Sua glória. Com a boca praticamos o engano de que o amamos, mas na prática negamos-Lhe o direito de atuar em nossa vida transformando nosso caráter à semelhança do Seu.

A mensagem de Deus condenando esta maneira de agir é tremendamente significativa: “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor. Se Eu sou pai, onde está a Minha honra? E se Eu sou senhor, onde está o respeito para Comigo?” (Ml 1:6, Almeida Revista e Atualizada).

Deus coloca princípios de conduta perante nós para mudar radicalmente esta situação. Ele quer destruir o espírito de egoísmo, de avareza, implantando o espírito de generosidade, de liberalidade. Precisamos dar-Lhe esta oportunidade.

Avaliemos com atenção a proclamação do salmista: “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios. Adorai ao Senhor na beleza da sua santidade; tremei diante dele todas as terras” (Sl 96:8, 9, Almeida Revista e Atualizada).

Tributamos ao Senhor a glória devida ao Seu nome quando permitimos que Ele molde o nosso caráter à semelhança do Seu.

Adorá-lO na beleza da santidade é refletir em nosso caráter os atributos comunicáveis do Seu caráter, para que o mundo possa contemplar o que Deus opera em vidas que se colocam sob o Seu controle e poder.

PENSE. “Acaso vocês não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo” (1Co 6:19, 20, Nova Versão Internacional).

DESAFIO. “Todo o que é chamado pelo Meu nome, a quem criei para a Minha glória” (Is 43:7, Nova Versão Internacional).