Lição 04 – ESabatina – Justificação pela fé – 21 a 28 de outubro de 2017

Lição 04 A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

Pr. Albino Marks

“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 1:8).
Sábado, 21/10/17
INTRODUÇÃO
O santuário é o fundamento do plano da justificação pela fé e da salvação pela graça; o centro do plano da justificação pela fé e da salvação pela graça é Cristo e a realização do plano da justificação pela fé e da salvação pela graça é a morte substituta de Cristo, sofrendo “as justas exigências da Lei” (Rm 8:4), na condenação do transgressor culpado, porque “Deus tornou pecado por nós Aquele que não tinha pecado, para que nEle nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5:21, Nova Versão Internacional).
A resposta do transgressor, ao plano da salvação na morte substituta, perdoadora e justificadora de Cristo, é a aceitação pela fé, desta dádiva imerecida, movido pelo amor de Deus derramado “em nossos corações, por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu” (Rm 5:5, Nova Versão Internacional).
O primeiro registro escriturístico de que sempre foi assim que o pecador foi justificado, refere a Abel, relatado por Paulo em Hebreus 11:4: “Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas” (Nova Versão Internacional).
Este plano foi corrompido por Satanás, desde que Deus o tornou conhecido, pela maneira de Caim reclamar a sua justificação pelas obras, criando uma contrafação ao plano de Deus.
Todo o plano foi pré-estabelecido e executado passo a passo na medida necessária para cada tempo. O primeiro passo foi o cordeiro morto para ensinar a graça e a justificação para Adão e Eva. Depois do dilúvio, Deus chamou a Abraão e reafirmou com ele a promessa da vinda do Redentor consumando o plano da justificação pela fé.
Com Israel, todo o plano da salvação pela fé na graça justificadora foi desdobrado nos mínimos detalhes em todo o ritual do santuário. Como é maravilhoso em sabedoria e grande em poder o nosso Deus! Como ensina de maneira bela e dramática todas as lições para impressionar o pecador com a Sua graça e com o Seu amor perdoador e justificador!
Depois da cruz, para desfazer as trevas espirituais da contrafação de Satanás, Deus, tal como fizera com Abraão, despertou e tirou Lutero da corrupção espiritual para por meio dele fazer brilhar a luz da justiça pela fé.
Neste tempo de indiferença espiritual e de exploração da ignorância de multidões em relação ao plano da salvação, debatendo-se “no vale da decisão”, Deus quer usar a Sua igreja para despertar milhões para compreender e “reconhecer a oportunidade da sua visitação” (Lc 19:44, Almeida Revista e Atualizada), e alegrar-se na mensagem da justiça pela fé.
PENSE “Pela fé (Moisés) celebrou a Páscoa e fez a aspersão do sangue, para que o destruidor não tocasse nos filhos mais velhos dos israelitas” (Hb 11:28, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: ‘O justo viverá pela fé’” (Rm 1:17, Nova Versão Internacional).
Domingo, 22/10/17
AS OBRAS DA LEI
Em lições passadas já enfatizamos que Paulo usa a palavra grega: “nómos”, para designar toda a legislação de Israel. Por “nómos”, ele pode referir a ‘torah”, o Pentateuco, a lei moral, a lei cerimonial ou qualquer outra lei. Por exemplo, em Romanos 7:2, a palavra “nómos”, identifica a lei do casamento. O contexto é que define de que lei está falando.
Também precisa ser avaliado que Paulo está em primeira instância escrevendo para os crentes do seu tempo e esclarecendo sobre a transição dos ritos e símbolos para a realidade de Cristo. Está falando sobre o fim dos tipos, “de acordo com o Seu plano eterno que Ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Ef 3:11, Nova Versão Internacional).
Outra questão muito importante é que os israelitas e judeus, na compreensão correta, buscavam o perdão e a justificação no sacrifício substituto: “Se alguém pecar por inadvertência contra qualquer um dos mandamentos de Iahweh […] oferecerá pelo pecado que cometeu, um novilho, […] o sacerdote fará assim, o rito da expiação pelo homem, pelo pecado que cometeu, e lhe será perdoado” (Lv 4:2, 35, A Bíblia de Jerusalém).
O perdão e a justificação eram obtidos não pelo sacrifício em si, mas pela fé no Redentor tipificado, Cristo. “Além do mais, é impossível que o sangue de touros e bodes elimine os pecados” (Hb 10:4, A Bíblia de Jerusalém).
Este rito típico foi corrompido pela liderança espiritual de Israel e a fé no tipificado, Cristo, foi excluída, para fundamentar o perdão e a justificação tão somente no animal sacrificado, transformando o rito em um ato legalista: “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a Deus como vítima sem mancha, purificará nossa consciência das obras mortas para servir ao Deus vivo” (Hb 9:14, TEB.
Com esta compreensão, Paulo argumenta para os Romanos: “Visto que ninguém será justificado diante dEle por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Rm 3:20, Almeida Revista e Atualizada).
Paulo usa “nómos” no verso 19, na compreensão ampla de “torah”, o Pentateuco. Na primeira parte do verso 20, contesta os judaizantes de que pela prática dos ritos cerimoniais, obras da lei, ninguém é justificado diante de Deus; na segunda parte evoca a lei moral, dizendo que a sua função é acusar o pecado e não justificar.
Na sequência do argumento apresenta o único meio para obter o perdão e a justificação: “A justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que creem” (Rm 3:22, Nova Verão Internacional)
PENSE “Porque, aquilo que a Lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando Seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado” (Rm 8:3, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Hb 10:4, Nova Versão Internacional)
Segunda, 23/10/17
A JUSTIÇA DE DEUS
“Agora, porém, independentemente da Lei, se manifestou a justiça de Deus, testemunhada pela Lei e pelos profetas” (Rm 3:21, A Bíblia de Jerusalém).
Desde Adão até a morte Substituta de Jesus, a justiça justificadora de Deus era comunicada pela fé na vinda do Redentor prometido, tipificado no ato legal do cordeiro substituto, de Adão até o Sinai, e nos serviços típicos do santuário, desde o Sinai até o Calvário. “Eu sei que meu Defensor está vivo e que por fim se levantará sobre o pó” (Jó 19:25, A Bíblia de Jerusalém).
No Calvário, com a Sua morte Substituta, Jesus cumpriu e cancelou todos os serviços típicos, e a justiça justificadora de Deus se manifestou independentemente da lei com o seu desempenho tipificador, porque “os mesmos sacrifícios, oferecidos repetidamente, que nunca podiam remover os pecados” (Hb 10:11), foram substituídos pelo “único sacrifício de Jesus, que por meio dele, a Sua justiça justificadora, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb10:14).
Porém, esta justiça de Deus, foi “testemunhada”, anunciada “pela Lei e pelos profetas”. A respeito de Sua missão, Jesus declarou: “Não penseis, que vim revogar a Lei e os profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento” (Mt 5:17, A Bíblia de Jerusalém).
A palavra grega “plerousai”, cumprir, permite a tradução, estabelecer totalmente, ou definitivamente. Foi para isso que Jesus veio, para realizar, cumprir, estabelecendo de maneira completa e definitiva tudo o que era ensinado tipicamente pelos símbolos e cerimônias do santuário, e fundamentado em tudo o que os profetas disseram a respeito da Sua missão para ratificar o ato da justificação pela fé, do plano da salvação. Porque “a Lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a sua realidade. […] Então acrescentou; ‘Aqui estou: vim para fazer a tua vontade’. Ele cancela o primeiro para estabelecer o segundo. Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas” (Hb10:1, 9 e 10, NVI).
O plano da salvação somente poderia tornar-se realidade com o cumprimento de todas as determinações do ritual do santuário e de tudo o que os profetas predisseram, mediante a perfeita obediência de Jesus, para estabelecer total e definitivamente a justiça de Deus, o único meio para justificar o pecador e livrá-lo da condenação eterna.
PENSE “Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores” (Hb 9:23, Nova Versão Internacional).
DESAFIO O que era impossível efetivar pelo ato legal da lei cerimonial, “porque aquilo que a Lei (cerimonial) fora incapaz de fazer” (Rm 8:3), tirar os pecados, “pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Hb 10:4, NVI), porque os sacrifícios oferecidos repetidamente “nunca podem remover os pecados” (Hb 10:11, NVI), “Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da Lei (moral) fossem plenamente satisfeitas em nós” (Rm 8:3 e 4, NVI).
Terça, 24/10/17
POR SUA GRAÇA

“Sendo justificados gratuitamente por Sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3:24, Nova Versão Internacional).
A justificação pela obediência à lei moral é tão estranha na teologia do Velho Testamento como o é na teologia do Novo Testamento. Nenhum escritor sagrado transmite esta ideia. A justificação é um ato sempre atribuído a graça de Deus por meio de Cristo Jesus.
Quando o pecador aceita a Cristo como seu Salvador, três coisas importantes acontecem simultaneamente: Perdão incondicional com a consequente justificação por Cristo, e o controle do Espírito Santo sobre a conduta. É impossível uma acontecer independente das outras. A diferença está no fato de o perdão e a justificação serem conferidos em um momento para o pecador contrito e suplicante; o controle do Espírito Santo estende-se pelo período de vida do perdoado e justificado. O perdão e a justificação são um ato no momento da aceitação de Jesus. O controle do Espírito Santo é o processo da santificação ao longo dos anos de cada vida que aceitou a Jesus. O ato, é a aceitação do sangue de Jesus na Sua morte substituta, para perdão dos pecados confessados e a consequente justificação
A rejeição do controle do Espírito Santo sobre a conduta significa a rejeição do perdão e da justificação.
Nessa manifestação da graça de Deus mediante Jesus, trazendo em Seu caráter a justiça de Deus, o pecador é perdoado por graça e recebe pela fé, em seu caráter a justiça de Deus. Como Deus está em perfeita harmonia com a transcrição do Seu caráter, o pecador justificado que recebe a justiça de Deus como um dom imputado, aceita a transcrição como norma para orientar a conduta.
“Sem lei os homens não têm uma concepção justa da pureza e santidade de Deus, ou da culpa e impureza deles mesmos. Não têm verdadeira convicção do pecado, e não sentem necessidade de arrependimento. Não vendo a sua condição perdida, como transgressores da lei de Deus, não se compenetram da necessidade do sangue expiatório de Cristo. A esperança de salvação é aceita sem mudança radical do coração ou reforma da vida. São assim abundantes as conversões superficiais, e unem-se às igrejas multidões que nunca se uniram a Cristo” (Conflito dos Séculos, p. 507).
PENSE “De todo coração suplico a Tua graça; tem misericórdia de mim, conforme a Tua promessa” (Sl 119:58, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Eu digo: ‘A graça tem bases eternas; como os céus firmastes a vossa fidelidade’” (Sl 89:2, Pontifício Instituto Bíblico de Roma).
Quarta, 25/10/17
A JUSTIÇA DE CRISTO
“Deus O ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo Seu sangue, demonstrando a Sua justiça” (Rm 3:25, Nova Versão Internacional).
A justificação não é por mérito, um direito adquirido, mas é oferecida por propiciação, um ato substituto da graça de Deus executado por meio de Jesus, inocente e sem pecado, assumindo o lugar do transgressor culpado.
Deus é o juiz de toda a Terra (Gn 18:25). A Ele pertence o direito de perdoar e justificar. Ele pratica estes atos por amor ao pecador. Oferece por graça, o perdão e a justificação antes de o pecador mostrar-se contrito e arrependido. Em verdade é a graça e o amor perdoadores de Deus que despertam o pecador para o arrependimento: “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, paciência e longanimidade, desconhecendo que a benignidade de Deus te convida à conversão?” (Rm 2:4, A Bíblia de Jerusalém).
“O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder, e jamais inocenta o culpado” (Na 1:3 Almeida Revista e Atualizada). O profeta Naum apresenta a justificação como um ato de Deus. Falando aos filhos de Israel o Senhor declarou: “porque não justificarei o ímpio” (Êx 23:7, ARA). O ato de justificar sempre é atribuído ao Juiz de toda a terra, o Deus Eterno.
Compreendendo que “Deus não justifica o culpado”, como entender que Deus justifica pecadores, que em consequência do seu ato de pecado são culpados? Deus é justiça e Deus é amor. Para executar a justiça e revelar o amor, perdoando e justificando o culpado, Deus fez a provisão do plano de Sua aliança eterna, do substituto justo, assumindo a culpa do pecador injusto, e morrendo em seu lugar “Pois o salário do pecado é a morte; mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 6:23, Tradução Ecumênica da Bíblia).
No entanto, para que o culpado pecador receba a dádiva da justiça justificadora de Deus, precisa aceitar pela fé a provisão substituta de Deus: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (Jo 3:36, Nova Versão Internacional).
Somente não é justificado, quem rejeita a oferta da graça, porque a rejeição da oferta é a declaração de permanência no pecado. O pecado é ofensivo a Deus e dEle nos separa. (Is 59:2).
PENSE “Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus” (Jo 3:18, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Mas, no presente, demonstrou a Sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3:26, Nova Versão Internacional).
Quinta, 26/10/17
INDEPENDENTEMENTE DAS OBRAS DA LEI
“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3:28, Almeida Revista e Atualizada).
Concluindo a sua argumentação deste tópico sobre a justificação pela fé, Paulo praticamente repete a declaração do verso 21, que Almeida Revista e Atualizada traduz: “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e os profetas”.
Para satisfazer as exigências da lei moral, quando transgredida, o pecador revelava a sua fé no sacrifício contínuo, oferecido pela manhã e pela tarde, sendo lentamente consumido durante as vinte e quatro horas, tipificando a permanente graça de Deus. Normalmente, durante as festas fixas, três vezes durante o ano, confirmando a eternidade e a imutabilidade da lei moral, o pecador se valia da lei cerimonial, trazendo o seu sacrifício substituto, para por meio dele, ser perdoado e justificado, pela fé no Redentor prometido, tipificado. Até o momento de apresentar o seu animal substituto, o pecador manifestava fé no sacrifício contínuo.
Quando Cristo veio como o verdadeiro Cordeiro substituto, Paulo declara: “agora, sem lei, ou independentemente das obras da lei” as cerimônias típicas, mas confirmando a eternidade e a imutabilidade da lei moral, cumprindo a justa exigência da condenação do culpado, “se manifestou a justiça de Deus, e o homem é justificado pela fé no sacrifício substituto de Cristo, sem necessidade da intermediação das obras da lei cerimonial”.
Ele é o verdadeiro Cordeiro designado por Deus para ser oferecido como único Substituto, pagando o resgate e cancelando a culpa do homem pecador. Ele é o Único e verdadeiro sumo-sacerdote feito por Deus, segundo a ordem de Melquisedeque, como o único que pode ministrar o real sacrifício em favor do culpado transgressor da lei moral. Ele é o único que, morrendo a morte dos culpados, deu cumprimento à justiça divina da lei moral, que determinava a morte do transgressor. Ele é o único que viveu a justiça da lei moral, morreu, cumprindo a justiça e oferece a justiça, por graça, que está tipificada na lei cerimonial, para todos os culpados e condenados à morte, pela lei moral; Ele é o único que pode dizer: “Não vim suprimir a lei moral, a lei das cerimônias, a lei sacerdotal e as leis civis, mas cumpri-las em todos os seus detalhes como determina o modelo do santuário celestial. Vim para cumprir tudo o que os profetas predisseram a Meu respeito”.
PENSE “O que é justificação pela fé? É a obra de Deus ao lançar a glória do homem no pó e fazer pelo homem aquilo que ele não pode fazer por si mesmo” (Testemunhos para Ministros, p. 456)
DESAFIO “Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus” (Gl 3:26, Nova Versão Internacional).
Sexta, 27/10/17
ESTUDO ADICIONAL
“Justiça e direito são o fundamento do Teu trono; graça e verdade Te precedem” (Sl 89:14, Almeida Revista e Atualizada).
Justiça, direito, graça e verdade, que não identificam todos os atributos que formam a totalidade perfeita e completa do caráter, do governo, do Reino, da lei de Deus, foram desafiados por Lúcifer, Satanás, com o pecado, perante o Universo. Com Satanás, foi a rebelião declarada; com Adão, foi o poder de engano de Satanás, induzindo o homem a inimizade contra Deus.
A justificação do homem transgressor está relacionada com a transgressão da lei moral, a justiça codificada de Deus O homem acusado e condenado pela lei moral, não tem nenhuma saída de escape.
Como a onisciência de Deus determina a Sua imutabilidade, Ele não tem alternativa senão executar a justiça da lei no homem condenado.
No entanto, a graça de Deus é o atributo por meio do qual Ele concede todas as bênçãos para as Suas criaturas em harmonia com o Seu caráter e a Sua lei.
Por meio do profeta Isaias, o Senhor revelou a solução de graça superabundante e justiça inquestionável para o problema de inimizade do homem contra Deus: “Foi do agrado do Senhor, por amor da Sua própria justiça, engrandecer a lei e fazê-la gloriosa” (Is 42:21, Almeida Revista e Atualizada).
Por mais paradoxal que possa parecer, é na execução da Sua justiça que Deus revela a magnificência do Seu amor e a superabundância da Sua graça. A justiça condena e pede a execução da sentença. Deus executa a sentença da justiça em Si mesmo, na pessoa de Cristo e oferece graça por amor. Ele assim pode atuar porque Ele é. Ele é justiça, Ele é amor. Ele é graça. “Ele só poderia Se tornar o Salvador e o Redentor sendo primeiro o Sacrifício” (Meditação Matinal, 2013, p. 249).
O profeta declarou: “Por amor da Sua própria justiça, engrandecer a lei e fazê-la gloriosa”. Deus, na vida e morte de Jesus, engrandeceu a lei e a tornou gloriosa. “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus”. (2Co 5:21, Nova Versão Internacional).
Na vida e morte de Jesus, Deus respondeu à acusação de Satanás, engrandecendo e magnificando a lei moral, executando em Jesus a justiça da sentença de morte, da lei, e declarando a sua eternidade e imutabilidade. A lei exigia a morte do transgressor culpa-do. Esta sentença não podia ser revogada; teria de ser cumprida. Jesus, com a Sua morte Substituta a cumpriu, glorificando e engrandecendo a lei moral.
A fé nesta justiça é a única que justifica o pecador.
PENSE “Desde o princípio a grande controvérsia fora a respeito da lei de Deus. Satanás procurara provar que Deus era injusto, que Sua lei era defeituosa, e que o bem do Universo exigia que ela fosse mudada”. (Patriarcas e Profetas, p. 65).
DESAFIO “Deus o fez: por causa do pecado, enviando Seu próprio Filho na condição da nossa carne de pecado, ele condenou o pecado na carne, a fim de que a justiça exigida pela lei seja realizada em nós”. (Rm 8:3 e 4, Tradução Ecumênica da Bíblia).