Lição 04 – ESabatina – Senhor das Nações – 20 a 27 de abril de 2013

Lição 04 SENHOR DAS NAÇÕES (AMÓS E OBADIAS)

Pr. Albino Marks

“Rugiu o Leão, quem não temerá? Falou o Senhor Deus, quem não profetizará?” – Am 3:8.

INTRODUÇÃO – Sábado 20/04/13 – Amós é o primeiro profeta de quem temos mensagens incluídas no Canon Sagrado. Precedeu a Oséias, recebendo a missão de Deus de levar uma mensagem de advertência para o reino do norte, nos dias em que governava Jeroboão II, e Uzias era rei de Judá. Era de origem camponesa e pastor de rebanhos, (Am 7:14), na região de Tecoa, no reino de Judá. (Am 1:1).

Além da missão especial para o reino do norte, Amos proferiu mensagens de condenação contra as nações que cometiam práticas criminosas e abomináveis contra a humanidade. Condena também o seu próprio povo, Judá, por rejeitar os ensinamentos do Senhor e desprezar os Seus decretos.

Valendo-se também, tal como Oséias, de metáforas, apresenta a Deus como o Rei das nações, em comparação com o leão, reconhecido como o rei dos animais.

Se o rugido do leão desperta o respeito e o temor dos animais, a voz do Senhor do Universo não pode ser desprezada. Aplica em primeiro plano, a ilustração a ele mesmo. Recebeu a pesada missão de proferir claras mensagens de condenação contra pecadores rebeldes, e não tinha nenhuma desculpa para omitir-se da responsabilidade. “O Senhor, o Soberano falou, quem não profetizará”.

Obadias, o segundo profeta estudado esta semana, apresenta a mais breve mensagem profética. É uma condenação ao reino de Edom, que se valeu da desgraça do exílio de Judá para tirar vantagens para o seu benefício.

PENSE – “Porque com a espada perseguiu seu irmão, e reprimiu toda a compaixão, mutilando-o furiosamente e perpetuando para sempre a sua ira”. – Am 1:11 – Nova Versão Internacional.

DESAFIO – “‘Ainda que você suba tão alto como a águia e faça o seu ninho entre as estrelas, dali eu o derrubarei’, declara o Senhor”. – Ob 4 – Nova Versão Internacional.

CRIMES CONTRA A HUMANIDADE – Domingo 21/04/13 – Por intermédio do profeta Amós, Deus apresenta-se como o Senhor das nações e da história. Quando Deus terminou a Sua obra de criação na Terra, responsabilizou Adão e Eva, os pais da raça humana, para com os princípios de conduta de Sua aliança eterna, a Sua lei. Os seus descendentes teriam o mesmo dever de cumprir estes princípios, para preservar a estabilidade da sociedade e o respeito ao semelhante. A transgressão dos princípios dessa aliança coloca o ser humano sob o julgamento de Deus, quer aceite ou não estes princípios como diretriz para a sua vida.

O profeta Isaias declara: “A terra está contaminada pelos seus habitantes, porque desobedeceram às leis, violaram os decretos e quebraram a aliança eterna”. – Is 24:5 – Nova Versão Internacional.

Foi o que aconteceu com as nações que o profeta Amós acusa. Todas elas se tornaram culpadas pela transgressão da aliança eterna, cometendo crimes contra a humanidade. A Síria, com espírito de ódio, oprimiu o povo de Israel. Os filisteus fizeram prisioneiros e depois os comercializaram como se fossem produto de negociação. Tiro é acusado do mesmo crime dos filisteus, mercadejando com seres humanos, criados à semelhança de Deus. Amom cometeu o crime hediondo de impiedosamente rasgar o ventre de mulheres grávidas. Moabe, divertia-se com o crime de atear fogo e queimar até reduzir a cinzas o inimigo subjugado e sem condições de defesa. Todos estes crimes constituem transgressão da aliança eterna de Deus, estabelecida para proteger o ser humano.

Judá foi acusado de rejeitar a aliança eterna e desobedecer à lei e aos decretos de Deus. Israel foi pior do que os povos vizinhos. Rejeitou a aliança, praticou o comércio humano, oprimiu e explorou os necessitados, praticou a imoralidade sexual e se voltou para a idolatria.

Deus terá um acerto de contas com todos aqueles que transgridem a Sua aliança eterna cometendo crimes contra o seu próximo, contra a humanidade.

PENSE – “Eu farei isso acontecer para que todas as nações, do Oriente ao Ocidente, saibam que não há outro Deus além de Mim. Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro. Eu crio a luz e a escuridão. Eu controlo todos os acontecimentos, os bons e os maus. Eu, o Senhor, é que faço todas essas coisas”. – Is 45:6 e 7 – Bíblia Viva.

DESAFIO – “Eu predisse há muito as coisas passadas, minha boca as anunciou, e eu as fiz conhecidas; então repentinamente agi, e elas aconteceram” – Is 48:3 – Nova Versão Internacional.

JUSTIÇA PARA O OPRIMIDO – Segunda 22/04/13 – Desde a criação na Terra, quando Deus colocou Adão e Eva como mordomos de Sua propriedade e Suas riquezas, Ele estabeleceu o principio da justiça social. “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele habitam”. – Sl 24:1 – Nova Versão Internacional.

Tudo pertence a Deus e todos os seres humanos são apenas administradores de tudo o que a Deus pertence.

Com o grande conflito cósmico espiritual, Satanás implantou a filosofia das conquistas, do domínio sobre os outros, do poder, do egoísmo, da injustiça, da opressão, etc.

Israel abandonou a sua lealdade a Deus e rejeitou os Seus princípios de administração para o bem e a felicidade da ordem social. Os mais dotados de habilidades passaram a explorar os menos favorecidos em sua capacidade. Os mais prósperos passaram a oprimir os pobres. Aqueles que recebiam poder para gerir os bens comuns da comunidade, tornaram-se dominadores, exploradores e egoístas. A injustiça social instalou-se como um câncer devastador, abalando os alicerces da estabilidade da comunidade e destruindo a verdadeira felicidade.

Israel quebrou e rejeitou a aliança eterna estabelecida por Deus entre Ele e a raça humana, em Adão, seu representante.

Foi contra essa sociedade corrompida pelas ideias aviltantes do caráter humano, instiladas por Satanás, inimigo de Deus, que Amós ergueu a sua voz em condenação, advertência, chamado ao arrependimento e a conversão para o retorno aos justos princípios de Deus.

Pela voz do profeta Isaias, Deus proclama a verdadeira prosperidade e felicidade espirituais. “Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo? Aí sim, a luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda”. – Is 58:7 e 8 – Nova Versão Internacional.

PENSE – “Desde o princípio a grande controvérsia fora a respeito da lei de Deus. Satanás procurara provar que Deus era injusto, que Sua lei era defeituosa, e que o bem do Universo exigia que ela fosse mudada. Atacando a lei, visava ele subverter a autoridade de seu Autor. Mostrar-se-ia no conflito se os estatutos divinos eram deficientes e passíveis de mudança, ou perfeitos e imutáveis”. – Patriarcas e Profetas, pág. 65.

DESAFIO – “Assim diz o Senhor, à nação de Israel: ’Busquem-me e terão vida’”. – Am 5:4 – Nova Versão Internacional.

O PERIGO DOS PRIVILÉGIOS – Terça 23/04/13 – Todo privilégio traz consigo responsabilidades e toda responsabilidade traz em sua esteira pelo menos duas alternativas: Usar o privilégio para beneficiar o semelhante ou cair na perigosa armadilha do benefício pessoal. Isto é verdade no terreno temporal e espiritual. Quem se vale dos privilégios no terreno temporal, para beneficiar a comunidade, recebe a sua aprovação e louvores. Quem, pelo contrário, usa os privilégios, para alimentar e satisfazer o seu orgulho e grandeza própria, sofre o desprezo e a rejeição de seu semelhante.

No terreno espiritual, no relacionamento com Deus e com o semelhante, os benefícios e perigos crescem nos dois sentidos. Para Abraão Deus apresentou o privilégio e a responsabilidade: “O abençoarei… e você será uma bênção”. – Gn 12:2. Abraão recebeu o privilégio e o partilhou com o semelhante. A bênção cresceu e multiplicou-se.

Israel recebeu este legado de Abraão. Como nação devia partilhar o privilégio das bênçãos de Deus, cumprindo a responsabilidade de comunicar uma imagem clara e compreensiva do amor, da bondade e da grandeza de Deus, para todos os outros povos.

Israel não apenas usou o privilégio da bênção para benefício próprio, mas o desprezou. Israel devia influenciar as outras nações com as mensagens do amor e da graça do verdadeiro Deus. O que aconteceu é que os israelitas floram atraídos e influenciados pelas práticas abomináveis a Deus dos povos idólatras.

Como povo de Deus, nos dias atuais, podemos incorrer no mesmo perigo. O mundanismo com todas as suas atrações nos convida para uma prática espiritual de conveniências. Não conseguimos, ou muitas vezes, não queremos fazer a distinção entre o santo e o profano, o que é agradável a Deus e o que Ele abomina. Os privilégios com suas bênçãos são desprezados, porque trazem consigo responsabilidades que não nos agradam.

PENSE – “Escolhi apenas vocês de todas as famílias da terra; por isso eu os castigarei por todas as suas maldades”. – Am 3:2 – Nova Versão Internacional.

DESAFIO – “A quem muito foi dado, muito será exigido; a aquém muito foi confiado, muito mais será pedido”. – Lc 12:48 – Nova Versão Internacional.

O ENCONTRO DE ISRAEL COM DEUS – Quarta 24/04/13 – Deus havia prometido e concedido privilégios e bênçãos para seu povo, Israel. Precisamos sempre lembrar que Israel foi escolhido para servir como instrumento humano, no grande conflito cósmico entre Cristo e Satanás, para comunicar eloquente testemunho em favor do governo, do caráter e dos planos de Deus.

Tal como Lúcifer, conquistara a simpatia de uma terça parte das hostes celestiais em seu espírito de rebelião contra Deus, assim está, com Satranás, empenhado em atrair a si o maior número de seres humanos, para induzi-los a rejeitar o plano de vida que Deus oferece, agora, como dadiva de Sua superabundante graça.

Todas as demonstrações de amor e cuidado da parte de Deus para Israel foram desprezadas e mal compreendidas. Atribuíam os benefícios recebidos como dádivas dos simulacros aos quais prestavam culto idólatra.

Lembrando aos israelitas a sequência de calamidades que sofreram como colheita de seu espirito de rebeldia, Deus dirige o Seu último apelo: “Por isso, ainda o castigarei, ó Israel, e, porque eu farei isso com você, prepare-se para encontrar-se com o seu Deus, ó Israel”. – Am 4:12 – Nova Versão Internacional.

O apelo em primeira instância soa como um brado de advertência, porque um castigo mais severo está para sobrevir. Se todas as manifestações de amor não conseguiram despertar o povo, o profeta anuncia o juízo do Senhor. A destruição sobrevirá a todos os que rejeitam o amor de Deus e seu convite para arrependimento e mudança de vida. Como Deus é fiel em sua palavra, a sua fidelidade se manifestará no juízo.

O Senhor aborrece a indiferença e deslealdade em tempo de crise em sua obra. Que pode haver de mais importante para nós neste tempo do que a obra do Senhor?

Estamos entendendo a santidade dos reclamos de Deus? Anseia nosso coração pela vitória da Igreja e pelo encontro com o Salvador? O que estamos fazendo para preparar-nos para este dia?

Estamos vivendo em dias de grandes decisões e no limiar da eternidade. Fidelidade a Deus deve ser a nossa divisa.

PENSE – “O Senhor, o Soberano, jurou pela sua santidade: ‘Certamente chegará o tempo em que vocês serão levados com ganchos, e os últimos de vocês com anzóis” – Am 4:2 – Nova Versão Internacional.

DESAFIO – “Aquele que forma os montes, cria o vento e revela os seus pensamentos ao homem”. – Am 4:13 – Nova Versão Internacional.

ORGULHO QUE LEVA À QUEDA – Quinta 25/04/13 – As mensagens proféticas têm como objetivo iluminar o desenvolvimento do grande conflito espiritual entre Cristo e Satanás. Este conflito, neste mundo, envolve a luta entre os filhos de Deus e os filhos das trevas. Declarou Paulo: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”. – 2Tm 3:12 – Nova Versão Internacional.

O profeta Obadias proclama uma mensagem de condenação contra o reino de Edom, porque os edomitas, além de se alegrar com a derrota e a deportação dos filhos de Israel, para o exílio, valeram-se da oportunidade para pilhagens e ainda mataram impiedosamente sobreviventes em fuga. Os edomitas eram descendentes de Esaú, irmão gêmeo de Jacó, Israel.

Declara o profeta: “Como você fez, assim lhe será feito”. – Ob 15. Os edomitas revelavam o mesmo espírito de orgulho e arrogância manifestado por Lúcifer e por ele cultivado ao longo do tempo. No entanto, Deus os advertiu: “Ainda que você suba tão alto como a águia e faça o seu ninho entre as estrelas, dali eu o derrubarei”. – Ob 4.

Tão certo como Satanás e seus demônios serão finalmente destruídos, com a vitória de Cristo, no grande conflito, assim os edomitas sofreriam as consequências de sua arrogância e exaltação própria.

O final da mensagem do profeta proclama a destruição final e total de Edom: “A descendência de Esaú será a palha… Não haverá sobreviventes da descendência de Esaú”. – Ob 18. A mensagem lembra Malaquias 4:1 e 2, que vaticina a completa destruição do autor do pecado, dos pecadores e do pecado.

A mensagem de Obadias prevendo a restauração e a vitória dos filhos de Deus, (Ob 17-21), tipificada nos israelitas, culmina com uma declaração de triunfo glorioso: “E o reino será do Senhor”. Cristo Jesus vencendo Satanás restabelecerá Seu reino de justiça e amor, no mundo restaurado e reintegrado ao Seu domínio do Universo.

PENSE – “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda”. – Pv 16:18 – Nova Versão Internacional.

DESAFIO – “Pois o dia do Senhor está próximo para todas as nações”. – Ob 15 – Nova Versão Internacional.

ESTUDO ADICIONAL – Sexta 26/04/13 – A eleição, ou escolha de Israel, quando era apenas um, em Abraão, (Is 51:2), tinha o grande propósito de proclamar o reino da graça e a atuação divina para salvar o homem que caiu em pecado. Deus, assim descreve a participação do homem neste processo, quando estava para entregar o fundamento de Seu reino, a Sua lei, para Israel: “E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa… me farão um santuário e eu morarei no meio deles”. – Êx 19:6 e 25:8 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Deus fala de Seu povo como sendo um reino de sacerdotes, o que equivale a dizer que cada israelita era concitado à consagração total aos propósitos redentores de Deus, participando do reino da graça. Ser sacerdote significa ser um arauto, um proclamador do plano de salvação estabelecido por Deus, para chamar outros pecadores, para escolher a Deus como o Senhor de sua vida e unir-se ao povo do reino da graça. A presença de Deus, tipificada nos serviços do santuário, devia constituir-se a força motivadora para o cumprimento desta tarefa.

No verso 26 de Levíticos 20, Deus faz uma das declarações mais lindas e profundas de Seu plano para redimir pecadores: “Pertencei a mim, santos como eu sou santo, eu, o Senhor; e eu vos distingui do meio dos povos para que pertençais a mim”. Todo o processo para salvar pecadores é de inteira iniciativa e competência divina, fundamentado em seu eterno amor perdoador e na Sua eterna graça justificadora. “Pois eu sou o Senhor, que vos santifico”. – Lv 22:16 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Israel sempre foi resistente para compreender o plano de Deus. Em sua caminhada pelo deserto, do Egito para Canaã, as reclamações e o descontentamento, era presença frequente. Depois de tomar posse da terra, os interesses políticos e temporais passaram a orientar a sua conduta. A influência da idolatria os conduziu ao esquecimento das bênçãos e do propósito de Deus.

As perguntas: O que verdadeiramente domina os nossos interesses neste tempo? Entendemos o sentido da missão que Deus confiou a nós como povo e Igreja? Compreendemos que pelo nosso testemunho devemos comunicar para os pecadores o plano redentor de Deus? Estas perguntas nos devem chamar à reflexão.

PENSE – “Porei a minha morada no meio de vós; não terei aversão a vós; caminharei no meio de vós; eu para vós serei Deus, e vós sereis para mim o povo. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos fiz sair da terra dos egípcios, para que não sejais mais seus servos; fui eu que quebrei as cangas do vosso jugo e vos fiz caminhar de cabeça erguida”. – Lv 26: 11-13 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

DESAFIO – “Santificai-vos, portanto, para serdes santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus. Observai as minhas leis e ponde-as em prática. Eu sou o Senhor, que vos santifico”. – Lv 20:7 e 8 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

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