Lição 04 Escola Sabatina – Relacionamentos

Lição 04 RELACIONAMENTOS
Pr. Albino Marks
“Todo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles, porque esta é a lei e os profetas”. – Mt 7:12
INTRODUÇÃO – Muitos são os fatores que conduzem para o estresse. Pesquisas indicam que uma das mais poderosas influências para destruir o equilíbrio emocional é o relacionamento. O homem foi criado um ser social, para estabelecer bons relacionamentos. Estes atuam de maneira positiva sobre a personalidade e desenvolvem o equilíbrio emocional. Quando os relacionamentos deterioram, desequilibra-se o sensível psiquismo emocional, despertando as emoções negativas que trazem conseqüências dolorosas para o ser humano como um todo.

Podemos ordenar os relacionamentos em grau de importância: Com Deus, com o cônjuge, com os amigos e com as pessoas em geral.
No que realmente consistiu o pecado de Adão? Ele rompeu, quebrou o relacionamento com Deus fundamentado no amor, na harmonia e na confiança. A conseqüência imediata de Adão evidenciou-se de modo muito claro na sua reação, fugindo, escondendo-se da presença dAquele que até então era o seu melhor e maior Amigo. “Fiquei com medo”. – Gn 3:10. O ato de Adão, rompendo o relacionamento de amor, gerou o medo. Enquanto Adão viveu o relacionamento de amor com Deus havia confiança, harmonia, felicidade e paz. João é incisivo ao declarar: “No amor não existe medo”. – 1Jo 4:18 – Almeida Revista e Atualizada.
As consequências são muito idênticas quando é rompido o relacionamento conjugal, com amigos, e, podemos admitir em menor grau, com as pessoas de modo geral.
PENSE – “Quem me ofende não é um inimigo. Se fosse, eu ainda poderia agüentar; poderia fugir e me esconder. Quem me está traindo é você, meu companheiro, meu amigo do peito! Costumávamos andar juntos, conversando alegremente enquanto íamos para o templo de Deus com o seu povo”. – Sl 54:12-14 – Bíblia Viva.
DESAFIO – “Se alguém estiver zangado com você, dê-lhe um presente! Você verá como a raiva e a mágoa passam num instante”. – Pv 21:14 – Bíblia Viva.
COMPLETAMENTE HUMILDE E MANSO – Todas as coisas neste mundo têm o seu preço. Assim, também, um bom relacionamento não é produto do acaso. Declara Paulo: “Façam todo esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz”. – Ef 4:3 – Nova Versão Internacional.
Para desenvolver um bom relacionamento Paulo acrescenta alguns ingredientes essenciais: ”Vivam de maneira digna da vocação que receberam”. Pela graça, somos filhos de Deus e devemos honrar esta vocação em nossa conduta. Esta vocação nos impõe o sagrado dever de agirmos de maneira agradável para com todos os semelhantes. Devemos ser um exemplo na arte de relacionar-nos.
“Sejam completamente humildes e dóceis”. Nem a humildade nem a doçura pressupõe fraqueza de personalidade. Humildade e doçura são qualidades de caráter que tratam com respeito e dignidade a todas as pessoas. São uma poderosa força no estabelecimento de relacionamentos estáveis e duradouros.
“Sejam pacientes”. A paciência nos relacionamentos é o lenitivo que desfaz todo e qualquer motivo de atrito ou mal-estar. A paciência torna o homem uma fortaleza contra as agressões e palavras irrefletidas.
“Suportando uns aos outros com amor”. O amor é o elo perfeito que une as pessoas no vínculo da paz, da harmonia e da sociabilidade sadia. Mais uma vez Paulo demonstra que necessitamos de empenho em nossos relacionamentos de uns para com os outros, suportando-nos. Isto requer esforço e habilidade.
“A unidade do Espírito”. – Acima de todos os ingredientes está a atuação do Espírito Santo. Deus nos criou e Ele sabe o que necessitamos para manter nosso equilíbrio emocional E promover o mesmo estado nos outros.
PENSE – “Esse profundo amor que vocês tiverem uns pelos outros provará ao mundo que vocês são meus discípulos”. – Jo 13:35 – Bíblia Viva.
DESAFIO – “Não escondam a luz de vocês! Deixem que ela brilhe para todos; e que as boas obras de vocês brilhem para serem vistas por todos, de tal maneira que louvem o Pai celeste”. – Mt 5:15 e 16 – Bíblia Viva.
PAGANDO O MAL COM O BEM – O grande modelo para desenvolvermos relacionamentos positivos, exercendo uma influência para o bem, é Jesus. Pilatos, ao pronunciar a sentença de morte, apresentou-O com estas palavras inquestionáveis em respeito de Sua pessoa: “Eis o homem!… Tomai-o vós mesmos e crucificai-o…”. – Jo 19:5 e 6 – Tradução Ecumênica da Bíblia.
“Eis o Homem”. Encontrava-se na presença de um prepotente governador humano e de um populacho desvairado, o Homem. Que descrição magnífica de Jesus ao receber a sentença da condenação. Não era um homem qualquer, mas o Homem. Lá estava o Homem, perfeito e em perfeito equilíbrio emocional.
Quando Seus algozes estavam impiedosamente traspassando suas mãos e pés com os cravos da condenação, ele teve controle suficiente sobre as emoções para orar em favor daqueles que Lhe impunham sofrimento.
Inspirado neste exemplo de dignidade, Pedro escreveu para todos os crentes, como cada um deve agir em face de situações que trazem o cunho da maldade. Nestes relacionamentos devem revelar compassividade para com aqueles que os hostilizam. Não retribuindo o mal com o mal, o insulto com insulto, mas assumir a atitude de bendizer por palavras e ações.
PENSE – “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”. – Rm 12:20 – Nova Versão Internacional.
DESAFIO – “Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança”. – 1Pe 3:11 – Nova Versão Internacional.
PERDÃO – O que é o perdão? Que conceitos esta palavra envolve? Como humanos é difícil compreender e mais difícil praticar o perdão. O perdão tem sua origem em Deus. Ele é o grande perdoador. Se Deus não houvesse concedido o primeiro perdão, nós nunca teríamos vindo a existência. A conseqüência da transgressão trouxe a sentença de morte. A execução da sentença implicaria em cessação de vida da linhagem de Adão e Eva. O perdão de Deus alterou essa possibilidade.
No perdão de Deus está envolvida a dádiva de Si mesmo em favor do culpado. Isto significa que quando nós perdoamos precisa acontecer o mesmo processo. Deus assumiu a culpa do ofensor. Perdoar é assumir a culpa do ofensor. Perdoado ele deixa de ser culpado.
Em harmonia com Paulo, o perdão é uma poderosa arma para destruir os ataques de Satanás contra as emoções negativas. Estas, ele ataca no sentido de jogar uns contra os outros para destruir a paz e a harmonia emocional individual e entre os filhos de Deus.

“E aquilo que perdoei, se é que havia alguma coisa para perdoar, perdoei na presença de Cristo, por amor a vocês, a fim de que Satanás não tivesse vantagem sobre nós; pois não ignoramos as suas intenções”. – 2Co 2:10 e 11 – Nova Versão Internacional.

Está aqui um fortíssimo argumento para compreendermos as razões para conceder perdão e buscar perdão quando somos o ofensor. Sempre que nos negamos a praticar o perdão, estamos oferecendo vantagens para Satanás e expressando pelo ato omisso, que desconhecemos as intenções destruidoras do inimigo de Deus e nosso.
PENSE – “Em vez disso, sejam bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-se mutuamente, tal como Deus os perdoou por vocês pertencerem a Cristo”. – Ef 4:32 – Bíblia Viva.
DESAFIO – “Mesmo que ele ofenda você sete vezes por dia, se voltar para pedir perdão todas as vezes, você deve perdoar-lhe”. – Lc 17:4 – Bíblia Viva.
CONFESSAI… OS VOSSOS PECADOS UNS AOS OUTROS – Pode o ser humano escapar do desprezo de seus amigos por envolver-se em atos pecaminosos, mas não consegue escapar da condenação de sua consciência. Lá nos escaninhos de sua alma ele sabe que está cometendo um ato abominável para Deus. O rei Davi, depois de envolver-se com Batseba, confessou: “Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim… Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos, pelos meus constantes gemidos todo o dia… e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.” – Sl 51:3 e 32:3 e 4 – Almeida Revista e Atualizada.
Só depois de confessar o seu pecado encontrou paz de espírito e felicidade real. “Disse: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e Tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado… Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto.” – Sl 32:5 e 1 – Almeida Revista e Atualizada.
A confissão dos nossos pecados deve ser feita em primeiro plano diretamente a Deus. Contudo, confessar os pecados a alguém em quem confiamos, também é um poderoso bálsamo para a alma ferida. Na minha experiência pastoral tive oportunidade de ouvir a confissão sincera de pecados, unir-me ao pecador, e confessá-los a Deus, e então sentir junto com o pecador a alegria do perdão e da salvação.
No entanto, Tiago certamente também está pensando na confissão de ofensas pessoais. Todos nós precisamos desenvolver o sadio hábito espiritual de confessar as ofensas pessoais cometidas, e perdoar as recebidas. A confissão e o perdão entre semelhantes sempre atuam nos dois sentidos: são um benefício para o ofensor e o ofendido.
PENSE – “Seu Pai celeste perdoará a vocês se vocês perdoarem àqueles que pecam contra vocês; mas se vocês se recusarem a perdoar-lhes Deus não perdoará vocês”. – Mt 6:14 – Bíblia Viva.
DESAFIO – “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e abandona encontra misericórdia”. – Pv 28:13 – Nova Versão Internacional.
EDIFICANDO UNS AOS OUTROS – O homem que foi criado à imagem e semelhança de Deus recebeu a dádiva do relacionamento que tem como alicerce o amor. Amor de Deus para com o homem criado, revelado no princípio do livre arbítrio concedido para o homem, a liberdade de fazer escolhas e tomar decisões. Amor do homem para com Deus, reconhecendo-o como a fonte do amor e doador de todas as bênçãos. Para com o semelhante, o objetivo do relacionamento é fazer que as pessoas cresçam em suas emoções positivas e sintam-se felizes.
Dos discípulos de Jesus foi dito: “Reconhecendo que eram companheiros de Jesus”. – At 4:13 – Tradução Ecumênica da Bíblia.
Quando a amizade com Jesus é real, a influência de Seu caráter atua sobre o caráter do homem de tal modo que passa a viver os princípios que Jesus vive. Todos os princípios que ensinam a conduta correta, em um mundo onde existe o errado, são atributos inerentes de Seu caráter, Sua Pessoa, da Trindade.
A vivência cristã fundamenta-se no relacionamento com Cristo. Quando Cristo se torna nosso modelo, relacionamo-nos uns com os outros de modo que nos edifiquemos espiritual e emocionalmente como o corpo de Cristo. Toda a exortação é feita com o propósito de edificar. Todo o relacionamento é direcionado no sentido de estabelecer um ambiente de paz em toda a comunidade de maneira que os outros reconheçam que estamos com Jesus.
O relacionamento correto com Cristo é que determinará a conduta correta com os nossos irmãos produzindo as boas obras que glorificam o nosso Pai. (Mt 5:16)
PENSE – “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam”. – Mt 7:12 – Nova Versão Internacional.
DESAFIO – “Qualquer um que diga que é cristão deve viver como Cristo viveu”. – 1Jo 2:6 – Bíblia Viva.
ESTUDO ADICIONAL – Em que aspecto é novo o mandamento de Jesus ensinado em João 13:34? Jesus já havia dado este ensinamento para o Seu povo Israel, lá no distante passado. Em Levíticos 19, Jesus ensina o valor do respeito às emoções do semelhante e como estabelecer relacionamentos corretos com todos os membros da sociedade. Nos versos 9 e 10 determina como lidar com os menos favorecidos com amor e respeito. Nos versos 11 e 12, condena os raptos, para não provocar traumas no semelhante, extorquindo os seus bens por meio de pressões psíquicas e físicas; Deus orienta: seja verdadeiro, honesto e não comprometa a integridade de seu semelhante mediante juramento falso. Pela conduta errada, profanareis o meu Nome, porque não é este o meu procedimento com as minhas criaturas.
Nos versos 15 e 16, condena os julgamentos injustos, favorecendo o grande em detrimento do fraco. Condena as calunias e acusações maldosas contra o semelhante. Nos versos 17 e 18 condena a conduta que alimenta o ódio contra o semelhante, mas orienta como corrigi-lo com respeito e amor. Condena o procedimento de abrigar e praticar a vingança e alimentar o espírito de rancor contra o semelhante.
Depois de alinhar estes procedimentos que agridem de modo direto as emoções do semelhante, Jesus sintetiza todos estes conceitos em uma única frase lapidar e final: “é assim que amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. – Lv 19:18 – Tradução Ecumênica da Bíblia. Nesta declaração “Eu sou o Senhor”, está oculto o supremo conceito de Deus em seu relacionamento com as Suas criaturas: Eu amo vocês, portanto, assim como Eu amo vocês, amem uns aos outros.
PENSE – “Não roube, não minta e não faça tratos desonestos. Nunca faça juramento falso, jurando pelo meu nome. Fazer isso é manchar o meu nome, nome daquele que é o seu Deus. Eu sou o Senhor”. – Lv 19:11 e 12 – Bíblia Viva.
DESAFIO – “Um mandamento novo vos dou: amai-vos uns aos outros, Como eu vos amei, vós também amai-vos uns aos outros”. – Jo 13: 34 – Tradução Ecumênica da Bíblia.