Lição 05 – ESabatina – A fé de Abraão – 28/10 a 04/11 de 2017

Lição 05 A FÉ DE ABRAÃO

Pr. Albino Marks

“Anulamos, pois a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei” (Rm 3:31).
Sábado, 28/10/17
INTRODUÇÃO
O fundamento para ensinar o plano da justificação pela fé e da salvação pela graça é o santuário: “O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Que Deus é tão grande como o nosso Deus?” (Sl 77:13, Almeida Revista e Corrigida).
O centro de todos os serviços, cerimônias e símbolos do santuário, para ensinar o plano da justificação pela fé e da salvação pela graça, é Cristo: “A Lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a sua realidade. […] Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Cristo, oferecido uma vez por todas” (Hb 1:1, 10, Nova Versão Internacional).
E a realização do plano da justificação pela fé e da salvação pela graça, é a morte substituta de Cristo, sofrendo “as justas exigências da Lei” (Rm 8:4), na condenação do transgressor culpado, porque “Deus tornou pecado por nós Aquele que não tinha pecado, para que nEle nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5:21, Nova Versão Internacional).
Paulo, em seus escritos, e especialmente em Gálatas e Romanos, está argumentando sobre a transição do ensino do plano justificação pela fé e da salvação pela graça por meio dos tipos e símbolos do santuário terrestre, dado para Israel, e vigente até a cruz do Calvário, para o ensino do plano da salvação fundamentado diretamente em Cristo Jesus, o centro do plano da justificação pela fé e da salvação pela graça, por ele realizado (Ef 3:11), e, portanto, o centro de todos os ritos e símbolos típicos do santuário terrestre, a partir do Calvário, são substituídos por Cristo e transferidos para o santuário celeste, “a garantia de uma aliança superior” (Hb 7:22, Nova Versão Internacional).
A salvação é um dom da graça de Deus, justificando o pecador culpado, pelos méritos da morte substituta de Jesus, que sofrendo a condenação do transgressor, satisfaz a justiça da lei moral de Deus.
Paulo evoca Abraão, que mesmo vivendo os princípios da lei moral, guardando e ensinando o caminho do Senhor, praticando a justiça e o direito, foi justificado pela fé e não pela obediência. No entanto, a fé na justificação pela graça, porque somente Deus podia realizar por Abraão as promessas feitas, despertou em Abraão a obediência movida pelo amor, identificando-o como “o amigo de Deus”. O amigo não realiza a vontade do seu amigo por compulsão, mas por amor espontâneo leal e fiel.
Quando os argumentos de Paulo são estudados sob a perspectiva do santuário, apresentam toda a profundidade e beleza do plano da salvação fundamentado na eternidade e imutabilidade da lei moral e na gloriosa provisão da graça de Cristo, tipificada na lei cerimonial.
PENSE “Quando tentei entender tudo isso, achei muito difícil para mim, até que entrei no santuário de Deus, e então compreendi o destino dos ímpios. […] Tu me guias com o Teu conselho, e depois me recebes na glória” (Sl 73:16, 17 e 24, Nova Versão Internacional e Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para triar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam” (Hb 9:28, Nova Versão Internacional).
Domingo, 29/10/17
A LEI
Depois de toda a argumentação precedente, Paulo faz a inquietante pergunta: “Anulamos então a lei pela fé? De maneira nenhuma! Ao, contrário, confirmamos a lei” (Rm 3:31, Nova Versão Internacional).
Uma questão importante que precisa ser entendida é que o ato da justificação não significa anulação e absolvição. A verdade é que Cristo assumiu a culpa do pecador e sofreu a sentença da condenação – a morte. Fundamentado no ato da morte substituta de Jesus, Deus justifica o pecador porque a lei moral que acusou o pecado e proclamou a condenação do transgressor, teve a sua sentença executada no próprio Filho de Deus. A morte de Cristo não representa anulação e absolvição da lei, mas o pagamento do preço de resgate e a confirmação da vigência da lei moral.
Portanto, o pecador é justificado por um ato de graça da parte de Deus mediante Cristo Jesus nosso Senhor, a Quem o profeta Jeremias assim identifica: “Será este o seu nome, com que será chamado: o Senhor, Justiça Nossa” (Jr 23:6, Almeida Revista e Atualizada).
Portanto, a morte de Cristo, que é o eterno dom da graça de Deus em favor do pecador, é também a confirmação da eterna vigência da lei moral, que a fé do pecador, neste eterno dom da graça de modo algum anula. Pelo contrário, a fé confirma a sua vigência, pelo ato de aceitar a morte substituta de Jesus como cumprimento da eternidade e imutabilidade da lei e a oferta incondicional de perdão e graça.
Se a lei moral anulada fosse, a morte de Cristo e a fé do pecador não teriam sentido algum. Por que morte, perdão e fé se houve justificação por absolvição e anulação? Paulo, que compreendia perfeitamente esse processo, declara com convicção: “Antes, confirmamos a lei”.
Esta declaração de Paulo precisa ainda ser compreendida em dois sentidos. Pela fé estabelecemos a vigência eterna da lei moral, porque reconhecemos que o nosso pecado foi perdoado por graça e por graça somos justificados, porque Cristo Jesus assumiu o nosso lugar e sofreu a morte que devíamos sofrer. Em segundo sentido, reconhecemos o lugar e valor da lei cerimonial como típica do sacrifício expiatório de Cristo Jesus, que morreu como o verdadeiro Cordeiro de Deus, como sacrifício único, perfeito e completo, para expiar a culpa da transgressão da lei moral. Estas verdades, Paulo desejava deixar claras na mente dos judaizantes.
PENSE “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus” (Jo 3:18, Nova Versão Internacional).
Segunda, 30/10/17
DÍVIDA OU GRAÇA?
Paulo coloca perante os seus leitores outro argumento para enfatizar a salvação pela graça. Chama a atenção para o modelo espiritual dos israelitas e judeus, Abraão, e que Paulo apresenta como o pai da fé para todos os crentes salvos, quer circuncisos, quer inciruncisos.
Paulo Pergunta: como Abraão foi justificado: pela fé ou pelas obras? Se Abraão foi justificado por suas obras, não recebeu esta bênção “como favor, mas como dívida” (Rm 4:4, NVI). Deus declara que escolheu Abraão para conservar os seus descendentes “no caminho do Senhor, fazendo o que é justo e direito” (Gn 18:19, NVI).
Seguir a lei do Senhor, fazendo o que é justo e direito, não é justiça pela obediência? É justiça pela obediência, mas não é justiça pela fé. A compreensão da justiça pela fé, Abraão revelava no sacrifício substituto, mesmo obedecendo a lei: “Construiu ali um altar dedicado ao Senhor, e invocou o nome do Senhor” (Gn 12:8, Nova Versão Internacional).
A experiência decisiva da obtenção da justiça pela fé foi manifestada por Abraão no caminho para o monte Moriá: “Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho” (Gn 22:7, Nova Versão Internacional).
A justiça pela fé não é revelada na obediência da lei, mas pela fé no Substituto inocente provisionado por Deus. No monte Moriá, Abraão apanhou a grandeza da visão do verdadeiro cordeiro substituto. Não era aquele que ele tomava do seu rebanho. Este era apenas típico. O verdadeiro cordeiro é a provisão feita por Deus, em Cristo Jesus. Esta foi a gloriosa visão que Abraão teve no alto do monte Moriá, com o cutelo erguido para imolar o seu filho: “Não toque no rapaz, abra os olhos e veja o cordeiro substituto”. “Abraão creu no Senhor e isso lhe foi creditado como justiça” (Gn 15:6, Nova Versão Internacional).
Abraão obedecia a lei moral, mas ele necessitava compreender o ato da justificação pela fé: Deus proverá o cordeiro”.
Idêntica é a experiência de Davi. Desde a sua infância obedecia a lei. Porém, ele pecou, mas compreendeu a provisão de Deus: “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto” (Sl 32:1, Almeida Revista e Atualizada).
Compreendia perfeitamente que o perdão e a justificação não são mérito da obediência, mas a dádiva da graça imerecida pela fé no substituto, que sofre a punição e cobre o pecado do culpado.
PENSE “O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto tenho’” (Lc 18:11,12, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’” (Lc 185:13, Nova Versão Internacional).
Terça, 31/10/17
A PROMESSA
Paulo argumenta sobre como a promessa foi concedida para Abraão de que se tornaria herdeiro do mundo: foi mediante a lei ou a justiça da fé? O que está envolvido na promessa de se tornar herdeiro do mundo? Abraão e a sua descendência tornaram-se herdeiros do mundo?
Na carta para os Gálatas, Paulo ilumina esta ideia da herança, dizendo: “Não diz: ‘e aos descendentes’, como referindo-se a muitos, mas como a um só: e a tua descendência, que é Cristo” (Gl 3:16, A Bíblia de Jerusalém).
Um detalhe importante na argumentação de Paulo é que ele ancora a promessa de Deus para Abraão, na promessa feita a Adão, registrada em Gênesis 3:15: “E o seu descendente”.
O mesmo termo hebraico para descendente, (zera), da mulher, em Gênesis 3:15, é repetido nas promessas feitas para Abraão, no entanto, somente em Gênesis 3:15 é traduzido no singular.
Portanto, o verdadeiro herdeiro do mundo não seria Abraão, mas Aquele em Quem ele depositou a sua fé de justificação e salvação, Cristo. No entanto, por meio de Cristo, todos aqueles que manifestam a mesma fé de Abraão na justificação oferecida por Cristo, tornam-se “filhos de Deus. […] herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo” (Rm 8:16, 17, Almeida Revista e Atualizada).
Quando Deus fez a promessa para Abraão, de que por ele passaria o verdadeiro herdeiro do mundo, humanamente era o impossível. Deus o fez, para demonstrar de que a justificação e a salvação estão totalmente além da possibilidade humana. Não existe plano ou mérito humano que as possa realizar.
Por esta razão Paulo argumenta que se a herança é concedida como recompensa pela prática da lei, cerimonial, sobre a qual os judaizantes fundamentavam o seu ensino de justificação e salvação (At 15:1, 5), a fé torna-se sem valor e a promessa sem sentido.
Que a lei moral também não justifica e não salva, Paulo evidencia declarando que a sua função é acusar o pecado e produzir a ira; mas que, sem a lei moral não há como caracterizar o que é pecado, ou não existe pecado (Rm 4:15).
Fundamentado em Romanos 1:18, compreendemos que “a ira de Deus (que) é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens” (NVI), é a Sua ira contra o pecado, resultado da transgressão da lei, e não da lei em si mesma, o que não teria sentido, porque a lei é a manifestação do caráter de Deus.
Como o pecado existe, acusado pela lei moral, a única solução para destruir o pecado, justificando e salvando o pecador da ira de Deus, é mediante a fé na promessa da graça, tanto para judeus como para gentios, exercendo a mesma fé que Abraão teve: no Descendente da mulher, Cristo (Rm 4:16).
A lei moral não está relacionada com a promessa, no sentido de ser promulgada em razão da promessa. Porém, a promessa está relacionada com a lei moral, no sentido de que foi proclamada em razão da transgressão da lei moral.
PENSE “Homem algum pode redimir seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida, pois o resgaste de uma vida não tem preço. Não há pagamento que o livre para que viva para sempre e não sofra decomposição” (Sl 49:7-9, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Pois vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, […] mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:18, 19, Nova Versão Internacional).
Quarta, 01/11/17
LEI E FÉ
Em seu raciocínio sobre a justificação pela fé, para os Gálatas, Paulo argumenta: “Então, a Lei opõe-se às promessas de Deus? De maneira nenhuma!” (Gl 3:21, Nova Versão Internacional).
Por causa da transgressão da lei moral por Adão, Deus revelou o Seu plano oculto desde a eternidade (Ef 3:9-11), proclamando para a raça humana a Sua promessa do Redentor (Gn 3:15). À promessa, acrescentou o ato legal do cordeiro substituto, morrendo em lugar de Adão, cumprindo assim a sentença de condenação e oferecendo perdão e graça para a raça humana.
Em resposta à sua pergunta, Paulo argumenta: “Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei” (Gl 3:21, Almeida Revista e Atualizada).
Paulo está dizendo: se Deus pudesse promulgar uma lei que anulasse a sentença da lei moral, então a justiça e a salvação, em verdade, seriam procedentes de lei. No entanto, esta maneira de agir, negaria a onisciência, a onipresença e a onipotência de Deus, justificando, deste modo, a acusação de Satanás de que “Deus era injusto, que Sua lei era defeituosa, e que o bem do universo exigia que ela fosse mudada” (Patriarcas e Profetas, p. 65).
O único caminho, declarando a presciência, a eternidade e a imutabilidade do caráter de Deus, era a revelação do plano oculto desde tempos eternos, e realizado em Cristo Jesus (Ef 3:9-11). Deus tem o controle de todos os acontecimentos.
Pela realização deste plano, desde Adão até ao monte Sinai, o pecador readquiria a justiça, o perdão e a justificação pela fé no Salvador tipificado na morte do cordeiro. Um ato legal simples, sem lei elaborada, mas claro suficiente para definir a conduta do pecador em seu procedimento para obter graça, perdão e justificação, por causa de suas transgressões.
No Sinai, o ato legal foi transformado em sistema de lei, com o mesmo objetivo de lembrar e ensinar para o pecador a certeza do cumprimento da promessa da vinda do Justificador e Redentor.
Paulo faz a inquiridora pergunta: a lei que orienta de como obter perdão e justificação, por causa da transgressão da lei moral, “porventura é contrária às promessas de Deus? De maneira nenhuma!” Porque foi esta lei que ao longo dos séculos manteve viva a esperança do cumprimento da promessa do Redentor.
PENSE “O fato de o santo casal ter desprezado a proibição de Deus em um particular, transgredindo assim Sua lei, e como resultado ter sofrido as consequências da queda, deve impressionar a todos com a percepção correta do caráter sagrado da divina lei…”.
“O povo de Deus, a quem Ele chama de peculiar tesouro, fora privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. A primeira aponta para a criação, a fim de lembrar que foi o Deus vivo que fez o mundo, cujos reclamos recaem sobre todos os seres humanos em todas as dispensações, e existirão por toda a eternidade. A segunda foi dada por causa da transgressão da lei moral por parte do ser humano. A obediência exigida por ela consistia em sacrifícios e ofertas que apontavam para a futura redenção…” (Meditação Matinal, 2013, p. 280).
DESAFIO “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lO-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27, Almeida Revista e Atualizada).
Quinta, 02/11/17
A LEI E O PECADO
O caráter de Deus é uma totalidade holística, isto é: completa e perfeita. Qualquer manifestação que agride esta totalidade completa e perfeita, é acusada como pecado. Isto acontece, porque a agressão é uma tentativa para destruir o que é total, completo e perfeito. Quando o caráter de Deus é agredido, ele acusa e qualifica a agressão como pecado.
Para o Universo criado por Deus, o caráter de Deus é a lei. Não encontramos nenhuma evidência de que antes da manifestação do pecado houvesse no Universo um documento escrito, expressando os princípios da vontade de Deus, de Seu caráter. Todavia, a Escritura declara: “Vocês, seus anjos poderosos, que obedecem à sua palavra. […] Bendigam o Senhor todos os seus exércitos, vocês, seus servos, que cumprem a sua vontade” (Sl 103:20, 21, Nova Versão Internacional).
A respeito da queda de Lúcifer é dito: “Perfeito eras nos teus caminhos […] e pecaste” (Ez 28:15, 16, Almeida Revista e Atualizada). Lúcifer, desde que foi criado vivia em perfeita harmonia com o padrão da justiça, o caráter de Deus, até que pecou, desafiando a integridade do caráter de Deus. Colocando em dúvida a integridade do caráter de Deus, Lúcifer contestou as Suas ordens, e isto revela que a lei moral, pela qual Deus rege seu governo, é existente desde a eternidade porque é a transcrição do Seu caráter.
“A lei de Deus é tão sagrada como Ele próprio. É uma revelação de sua vontade, uma transcrição de Seu caráter, expressão do amor e sabedoria divinos” (Patriarcas e Profetas, p. 44).
Analisando a ordem de Deus dada a Adão e Eva no jardim do Éden, antes do pecado, com mais profundidade, se evidenciam os conceitos do amor, da graça, da lei, da justiça e do julgamento ou juízo. “Coma livremente” – os conceitos do amor e da graça. “Mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal” – os conceitos da lei e da justiça. “Se comer da árvore do bem e do mal, certamente você morrerá” – os conceitos da lei, do julgamento ou juízo e da justiça (Nova Versão Internacional).
João, o discípulo do amor declara: “Sabemos que O conhecemos, se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: ‘Eu O conheço’, mas não obedece aos Seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele” (1Jo 2:3, 4, Nova Versão Internacional).
Paulo profere o veredito enfático: “Pois, sem lei, o pecado é coisa morta” (Rm 7:8, Tradução Ecumênica da Bíblia). Não existindo lei, não existe pecado.
PENSE “Mas, se alguém obedece à Sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nEle: aquele que afirma que permanece nEle, deve andar como Ele andou” (1Jo 2:5, 6, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Se vocês Me amam, obedecerão aos Meus mandamentos” (Jo 14:15, Nova Versão Internacional).
Sexta, 03/11/17
ESTUDO ADICIONAL
A justificação pela fé é a resposta do pecador a atuação do Espírito Santo despertando-o de sua condição de perdido e condenado, mediante o convite: “O Espírito e a noiva dizem: ‘Vem!’ E todo o que ouvir diga: ‘Vem!’ Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida” (Ap 22:17, Nova Versão Internacional).
Observe-se o fato de que a “noiva”, a igreja, e todos os que ouvem o convite, são usados pelo Espírito Santo para convidar pecadores para aceitar o convite da mensagem da justificação pela fé. Quando o pecador aceita o convite, sente que uma sequência de gloriosos acontecimentos passa a ter lugar, pela fé manifestada na graça.
Compreendendo que a justificação e a salvação são uma dádiva e um ato de Deus definido “antes da fundação do mundo” (1Pe 1:20, TEB), não encontra dificuldades para entender que esta é uma iniciativa e ação totalmente de Deus. Que é uma provisão ampla e completa. Ampla, porque alcança todos os pecadores desde Adão. Completa, porque absolutamente nada pode ser acrescentado. O pecador somente tem duas alternativas: aceitar ou rejeitar o convite.
a) O amor de Deus revelado no sacrifício de Jesus gera o arrependimento: “Ou desprezas a riqueza da Sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Rm 2:4, Almeida Revista e Atualizada).
b) O arrependimento aceita a graça perdoadora de Deus em Cristo: “Mas são gratuitamente justificados por Sua graça, em virtude da libertação realizada em Jesus Cristo” (Rm 3:24, Tradução Ecumênica da Bíblia). O filho pródigo não apresentou mérito algum; confiou tão somente no amor paterno; foi aceito como filho. Isto é graça.
c) A graça desperta a fé: “Tendo em vista a manifestação da Sua justiça no tempo presente, para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3:26, Almeida Revista e Atualizada). Compreendendo nada ser possível fazer para nos justificar por nossos méritos, brota dos lábios, espontânea e insistente a inquiridora pergunta: “Que devo fazer para que seja salvo?” (At 16:30, Almeida Revista e Atualizada).
d) Pela fé somos justificados por meio do sangue de Cristo, o poder justificador: “Como agora fomos justificados por Seu sangue, muito mais ainda, por meio dele seremos salvos da ira de Deus” (Rm 5:9, Nova Versão Internacional).
PENSE “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Mas Deus demonstra Seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores” (Rm 5:8, A Bíblia de Jerusalém).