Lição 05 – ESabatina – Fé e Antigo Testamento – 22 a 29 de julho de 2107

Lição 05 FÉ E ANTIGO TESTAMENO

Pr. Albino Marks

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” (Gl 3:13).
Sábado, 22/07/17
INTRODUÇÃO
Para entender o que é a graça de Deus, precisamos compreender o que Deus é. Para Moisés Deus revelou quem e o que Ele é: “Eu Sou o que Sou” (Êx 3:14). Jesus falando de Si mesmo declarou: “Antes de Abraão nascer, Eu Sou!.[…] Eu sou a luz do mundo. […] Eu sou o pão da vida. […] Eu sou o caminho, a verdade e a vida. […] Eu sou a ressurreição. […] Eu Sou o Alfa e o Ômega. […] Eu sou o Primeiro e o Último. […] Eu sou Aquele que vive” (Jo 8:58, 12, 6:48,14:6 11:25, Ap 1:8, 17 e 18).
O homem que foi criado à imagem e semelhança de Deus recebeu vida que emana da fonte de graça – o Deus-Trino, o “Eu Sou”. O ser humano foi criado perfeito em si, mas dependente de Deus, a graça. Um fato importante que é colocado em evidência na comunicação da graça é a determinação de Deus fundamentando-a no relacionamento que tem como alicerce o amor. Amor de Deus para com o homem criado, revelado no princípio do livre arbítrio concedido para o homem, a liberdade de fazer escolhas e tomar decisões. Amor do homem para com Deus, reconhecendo-o como a fonte do amor e da graça e declarando a sua inteira dependência no ato da obediência, manifestado pela confiança, a fé. Portanto graça e obediência, uma dádiva e uma resposta, são inseparáveis desde a eternidade. Deus revela o Seu amor e a Sua graça e o homem com a liberdade da escolha decide obedecer por amor, porque confia, tem fé.
No contexto do homem vencido pelo pecado, graça, é o Deus-Trino, em Jesus, assumindo o lugar do pecador, a sua culpa, o seu pecado, o seu castigo, a sua morte eterna, que deveria sofrer, e, deu-lhe o Seu amor, o Seu perdão, a Sua justiça, a Sua paz, a Sua vida eterna. Todo o mal é removido do pecador e todo o bem a ele dado sem que nada possa dar em troca, senão a si mesmo, pela fé em Jesus. A graça, é a Trindade, em Jesus, reconciliando o pecador Consigo mesmo. “Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” (2Co 5:18, Nova Versão Internacional).
Sempre foi assim, desde Adão. Quando recebeu vida eterna, como dom da graça do “Eu Sou”, desfrutou-a, enquanto pela confiança, a fé, obedeceu. Para receber de volta, a vida eterna, pela graça, necessitamos exercer a fé, também, dom de Deus.
Criados por graça, resgatados e recriados por graça, somos dupla propriedade de Deus.
PENSE “Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da tua herança? Tu, que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar amor. De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezes do mar. Mostrarás fidelidade a Jacó, e bondade a Abraão, conforme prometeste sob juramento aos nossos antepassados, na antiguidade” (Mq 7:18-20, Nona Versão Internacional).
DESAFIO “Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade” (Sl 46:1, Nova Versão Internacional).
Domingo, 23/7/17
OS INSENSATOS GÁLATAS
Quando Adão caiu em pecado, Deus revelou o “evangelho eterno” (Ap 14:6), de justiça substituta, amor e graça para salvar, com o evangelho em figuras, o primeiro cordeiro morto,
Este processo de obter graça, perdão e justificação pela fé, mediante o ato legal do substituto, tipificando o verdadeiro Substituto – Cristo – a graça, foi vivenciado pelos patriarcas ante e pós-diluvianos. O mesmo processo foi vivenciado pelos israelitas organizados em nação, valendo-se da lei das cerimônias. Entendendo claramente esse detalhe, encontra-se facilidade em compreender a argumentação de Paulo.
No capítulo 3 aos Gálatas, Paulo continua demonstrando a inutilidade das práticas rituais após a cruz e apresentando a única solução para o problema do pecado através de todos os tempos, no trato de Deus com Seus filhos que caíram no pecado, a justificação pela fé em Jesus,
Evoca a experiência de Abraão em apoio à tese. A lei ritual, que foi dada quatrocentos e trinta anos depois das promessas, serviu de instrutor e condutor para guiar os errantes pecadores a Cristo, a graça e o justificador. Com a morte de Cristo, deixa de desempenhar seu papel e desaparece como instrumento espiritual prático, porque com a presença de Cristo, a graça, o perdão, a justificação e a reconciliação se tornaram manifestos.
Fundamentado no ensino típico, removido com a vida e a morte justificadora de Jesus, Paulo é contundente com os gálatas: “Quem vos fascinou, a vós ante cujos olhos foi desenhada a imagem de Jesus Cristo crucificado” (Gl 3:1, Bíblia de Jerusalém”). Todo o ritualismo era uma figura, uma tela, um grande quadro apresentando Jesus crucificado, a graça de Deus em favor do pecador. Para os gálatas, Paulo apresentou este magnífico quadro que em seus ritos e símbolos culmina com a grande realidade: Jesus o Salvador. Paulo pergunta em tom estupefato: como e por que querem voltar para rituais sem valor?
Paulo qualificou-os de desajuizados, e fez uma pergunta desafiadora: “Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Almeida Revista e Atualizada).
Foi pela liderança do Espirito Santo que a alegria da salvação transbordou em seu coração. Como estavam trocando esta experiência real operada em seu íntimo, por práticas externas que não possuíam nenhum poder transformador?
ENSE “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lO-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Lembrai-vos portanto de que outrora, vós que trazíeis o sinal do paganismo em vossa carne, vós que éreis chamados de ‘incircuncisos’ por aqueles que se pretendiam ‘circuncisos’ em consequência de uma operação praticada na carne, lembrai-vos de que, naquele tempo, éreis sem Messias, privados da cidadania em Israel, estranhos às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo. […] Assim, não sois mais estrangeiros nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da família de Deus” (Ef 2:11, 12 e 19, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Segunda, 24/07/17
FUNDAMENTADO NAS ESCRITURAS
Paulo demonstrou para os gálatas de que a graça de Deus e a justificação pela fé não era coisa nova. Abraão já vivera esta experiência espiritual compreendendo a salvação pela graça e fora justificado pela fé. “Ele creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça” (Gl 3:6, Nova Versão Internacional). Obteve a justificação não pela prática das obras rituais, mas pela fé: “Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso” (Rm 4:10, Almeida Revista e Atualizada). Esta experiência espiritual de Abraão, fé na graça de Deus, e justificação pela fé, qualificou-o como o pai espiritual de todos os que viveram e viveriam pela fé antes, durante e depois do regime de tipos dado aos israelitas.
Com este conhecimento do passado, Paulo declarou: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos” (Gl 3:8, Almeida Revista e Atualizada).
Atentemos bem ao argumento de Paulo: Os gentios que aceitassem as boas novas da salvação em Cristo, seriam justificados pela fé; logo, estariam isentos da lei moral? Não faz sentido, porque todas as igrejas gentílicas honravam o sábado como dia de adoração e guardavam todos os outros mandamentos da lei moral.
Estavam sim, isentos do ritualismo. Esse vigorou para os judeus e também para os gentios, todos quantos aceitassem o plano de salvação, até a morte de Cristo sobre a cruz.
Antes da cruz, tanto israelitas quanto gentios obtinham o perdão, a justificação e a salvação, exercendo fé no Salvador através dos tipos e símbolos do cerimonialismo dado por Deus a Israel. Os gentios que aceitavam a dádiva pela fé, passavam a oferecer os mesmos holocaustos e sacrifícios dos israelitas e eram do mesmo modo aceitos por Deus (Nm 15:14-16).
A partir da cruz, com a morte de Cristo, tanto, para o israelita como para o gentio, a justificação é obtida pela fé em Cristo, sem a intermediação dos sacerdotes, dos símbolos e dos sacrifícios.
Como Abraão revelava fé no evangelho? Em sua peregrinação, onde quer que armasse a tenda, ali erigia Abraão o altar para oferecer o sacrifício da fé na graça e adorar. Creu Abraão na promessa do Redentor “e isso lhe foi imputado para justiça” (Gn 15:6, Almeida Revista e Atualizada).
PENSE “Ali edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor. […] E levantou ali um altar ao Senhor” (Gn 12:8 e 13:18, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a Minha aliança, também os levarei ao Meu santo monte e os alegrarei na Minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar, porque a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Is 56:6 e 7, Almeida Revista e Atualizada).
Terça, 25/07/17
CONSIDERADO JUSTO
Fundamentado no exemplo de Abraão, Paulo demonstra que a justificado é pela fé e não pelas obras?
Deus ordenou para Abraão que saísse de sua terra, e fosse para outra terra. Deus prometeu abençoá-lo e torná-lo uma bênção para o mundo. Abraão obedeceu, não sabendo para onde ia (Hb 11:8). Por causa da fome, foi para o Egito e Deus o protegeu em terra estranha. Pela fé, de que Deus o estava conduzindo, não se valeu do seu direito de escolha em relação a Ló. Deus reafirmou a promessa da herança. Na dificuldade, tornou-se uma bênção para Ló. Reconheceu o Sacerdote e Rei, honrando-O com os seus bens. Recebeu a promessa da certeza do filho. Apesar da impossibilidade humana, Abraão não duvidou. “Creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça” (Gn 15:6, Nova Versão Internacional). Foi considerado justo pela fé e não pelas obras.
Deus nos chama, pecadores, para sair de nossa vida pecaminosa, prometendo a herança eterna, por meio do Filho. Torna-nos uma bênção para os outros e nos protege em terra estranha e hostil. Nos coloca em face de escolhas para provar se O reconhecemos como o Salvador e Rei de nossa vida. Nossa impossibilidade humana de obter a justificação, é suprida pelo Filho, Jesus e Sua morte substituta, a garantia do cumprimento da promessa, feita e provida “antes da criação do mundo” (1Pe 1:20). É pela fé nesta promessa e provisão que somos justificados, e não pelas obras.
Consideremos uma questão simples, mas fundamental para compreender os argumentos de Paulo. Os israelitas e os judeus guardavam a lei e santificavam o sábado. Os judeus e os gentios conversos, guardavam a lei e santificavam o sábado. Qual era a diferença? Os judeus obedeciam à lei moral, mas rejeitaram a Cristo, o Filho, como o Messias, e buscavam a justificação na observância e prática da lei cerimonial, insistindo muito na circuncisão. Os judeus e os gentios conversos, obedeciam à lei moral e santificavam o sábado, mas aceitaram a Jesus, o Filho, como o Messias prometido, anunciado pela lei cerimonial, e buscavam a justificação pela fé na Sua morte Substituta. Esta é a diferença.
Então, quando Paulo é irredutível em declarar de que ninguém é justificado pela Lei, mas pela fé em Jesus, o Filho, a que lei está se referindo? “Ficai sabendo, pois, irmãos: É por Ele que vos é anunciada a remissão dos pecados. Com efeito, de todas as coisas das quais não pudestes obter a justificação pela lei de Moisés, por Ele é justiçado todo aquele que crê” (At 13:38 e 39, (Bíblia de Jerusalém).
PENSE “No caso de Abraão, a fé lhe foi creditada como justiça. Sob quais circunstâncias? Antes ou depois de ter sido circuncidado? Não foi depois, mas antes” (Rm 4:9 e 10, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Mas também para nós, a quem Deus creditará justiça, a nós, que cremos naquele que ressuscitou dos mortos a Jesus, nosso Senhor. Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação” (Rm 4:24 e 25, Nova Versão Internacional).
Quarta, 26/07/17
O EVANGELHO NO ANTIGO TESTAMENTO
O que é o evangelho? Qual o seu propósito? Paulo nos dá uma resposta muito objetiva: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1:16, Almeida Revista e Atualizada).
O evangelho é o poderoso convite de Deus para o pecador aceitar a salvação, pela fé, independente de etnia. João acrescenta um detalhe importante: “Tinha na mão o evangelho eterno para proclamar aos que habitam na terra” (Ap 14:6, Nova Versão Internacional). O evangelho é eterno, isto é, é um só para todos os tempos e todas as etnias.
Quando o evangelho foi proclamado pela primeira vez? No momento em que Adão foi vencido por Satanás. (Gn 3:15).
“Deus sempre convidou Seu povo a aceitar o concerto baseado na graça. Este concerto, preparado pela Divindade antes da criação, foi oferecido a Adão e Eva (Gn 3:15), a Noé (Gn 6:18; 9:8-17), a Abraão (Gn 15:7, 18-21) e aos filhos de Israel no Sinai (Êx 19 e 20). O concerto no Sinai tem tanta força hoje como tinha quando o Senhor o estabeleceu com o antigo Israel” (The Southern Watchman, 1/3/1904, p. 142).
Paulo colocou ênfase na escolha de Abraão, por Deus, para proclamar o evangelho para o mundo dos seus dias, dominado pela apostasia generalizada depois da dispersão dos povos na torre de Babel.
“Abraão tinha crescido em meio de superstição e paganismo”. Quando o poder do pecado ameaçava escravizá-lo, o Senhor “comunicou Sua vontade a Abraão, e deu-lhe um conhecimento distinto das exigências de Sua lei, e da salvação que se realizaria por meio de Cristo” (Patriarcas e Profetas, p. 119).
O evangelho da graça de Deus e da fé, fora anunciado a Abraão, e ele o aceitara. Como, em verdade Abraão conheceu o evangelho, as Boas Novas da redenção em Cristo Jesus? O testemunho escriturístico a respeito da experiência espiritual de Abraão é muito concludente: “Ali edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor. […] e levantou ali um altar ao Senhor” (Gn 12:8 e 13:18, Almeida Revista e Atualizada).
“Onde quer que ele armasse a tenda, junto erigia o altar. […] Quando a tenda era removida, o altar ficava. Nos anos subsequentes, houve os que entre os cananeus errantes receberam instrução de Abraão, e, quando quer que um desses vinha àquele altar, sabia quem havia estado ali antes; e, depois de armar a tenda, reparava o altar, e ali adorava o Deus vivo” (Patriarcas e Profetas, p. 122 e 123).
PENSE “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos” (Gl 3:8, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “E a isto acrescentou-se esta certeza, mais preciosa do que todas as outras para o herdeiro da fé, de que o Redentor do mundo viria de sua linhagem: ‘em ti serão beditas todas as famílias da terra’ (Gn 12:2 e 3” (Patriarcas e Profetas, p. 119 e 120).
Quinta, 27/07/17
RESGATADOS DA MALDIÇÃO
Da maldição de que lei Cristo libertou o pecador? O que é a maldição da lei? Sabemos de sobejo que a lei moral é eterna e a norma da justiça de Deus e foi dada para as Suas criaturas como uma bênção. (Veja Sl 19:7-10).
Se Cristo resgatou o pecador dessa maldição, alguma coisa está errada em relação ao Deus Eterno. Aprendemos que toda a Escritura foi inspirada pelo Espírito Santo. Como aceitar que para uma geração o Espírito Santo declara a lei moral como a mais maravilhosa bênção e para a outra, como a mais degradante maldição? Não faz sentido.
A “Tradução Ecumênica da Bíblia” transmite o argumento de Paulo aos Gálatas, nas seguintes palavras: “Cristo pagou para nos libertar da maldição da lei, tornando-se Ele mesmo maldição por nós”.
“Cristo pagou para nos libertar da maldição da lei”. O argumento de Paulo é entendido com clareza quando aplicado à sentença de morte eterna que bradava contra nós. Cristo pagou com a Sua morte, o inocente e sem pecado, o resgate de nossa libertação. Cristo fez-se “pecado”, maldição em nosso lugar.
Compreendendo que Cristo nos libertou da maldição da sentença de morte, porque como transgressores culpados, nós deveríamos ter sido pregados sobre o madeiro, esta grande Boa Nova é motivo de regozijo e exaltação ao Doador desta graça. “Tomou sobre Si a maldição da desobediência” (Mensagens Escolhidas, Livro 1, p. 237).
Cristo, com a Sua morte, também libertou o pecador do ritual de práticas repetitivas dos serviços do santuário, que tinham como objetivo ensinar para o pecador o método divino do perdão por graça e da reconciliação pela fé no Redentor prometido. Observar e praticar todos os ritos que apontavam para Cristo, tornou-se inócuo com a Sua vinda e o Seu sacrifício. ”O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1:26 e 27, Almeida Revista e Atualizada). Lúcifer, em sua rebelião no Céu, desconhecia este plano secreto da Trindade.
PENSE Como Paulo realmente considerava os mandamentos morais? “Pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás. […] Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm 7:7 e 12, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Pela transgressão da lei divina, Adão e Eva foram banidos do Éden. Cristo, nosso substituto, devia sofrer fora dos limites de Jerusalém. Ele morreu fora da porta, onde eram executados malfeitores e homicidas. Plenas de sentido são as palavras: ‘Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se maldição por nós’ (Gl 3:13”) (Desejado de Todas as Nações, p. 741).
Sexta, 28/07/17
ESTUDO ADICIONAL
A compreensão mais clara e convincente do evangelho da graça e da justificação pela fé, foi revelada por Abraão para seu filho no caminho ao cume do monte Moriá. Isaque perguntou: “Meu pai […] eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto” (Gn 22:7 e 8, Almeida Revista e Atualizada).
“Deus proverá,” foi a visão gloriosa da cruz no topo do Gólgota com a dádiva de Deus sobre ela. A visão do evangelho redentor pela graça. Consequentemente nele, por sua fé, seriam abençoados todos os povos, como filhos espirituais de Abraão.
A mensagem do evangelho da graça e da justificação, sempre foi pela fé, ainda que antes da morte de Cristo, através do ritualismo. Esse fora estabelecido por Deus assim que nossos primeiros pais caíram na cilada de Satanás. Desde o primeiro cordeiro morto e sacrificado, para ensinar a Adão sobre a graça de Deus e a justificação pela fé, o processo continuou com os patriarcas ante e pós-diluvianos. Cada cordeiro morto, ensinava que no tempo oportuno viria o Salvador.
Jó exclamou: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lO-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27, Almeida Revista e Atualizada).
“De saudade me desfalece o coração”. Que convicção de fé! Que anseios! Que certeza na graça Redentora! Todos os patriarcas foram justificados pela fé no evangelho eterno da graça, mas nunca questionaram a vigência da lei moral. Abraão viveu os princípios da lei moral e foi agraciado com o título de pai da fé. Moisés transmitiu e ensinou a lei moral para o povo de Israel, peregrinando pelo deserto, e foi contemplado com a ressurreição, pouco depois de sua morte, para estar na presença do seu Redentor. Todos eles entendiam os dois aspectos básicos da eterna aliança para salvar o pecador: a graça, oferecendo o perdão, a justificação e a reconciliação por meio do substituto, tipificado no ato legal com os patriarcas, e na lei cerimonial, com Israel; a lei moral, determinando a conduta de todos os que aceitam o plano da graça em harmonia com o Autor da graça e da lei.
PENSE “Obediência à lei de Deus é santificação. Há muitos que têm ideias erradas a respeito dessa obra na vida, mas Jesus orou para que Seus discípulos fossem santificados pela verdade, e acrescentou: ‘A Tua Palavra é a verdade’. (Jo 17:17)” (Meditação Matinal, 2013, p 291).
DESAFIO “Assim, os que são da fé são abençoados junto com Abraão, homem de fé” (Gl 3:9, Nova Versão Internacional).