Lição 05 – ESabatina – Maldito dia – 22 a 29/10 de 2016

Lição 05 MALDITO DIA
Pr. Albino Marks
“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas Tu criaste, sim por causa da Tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4:11).
Sábado, 22/10/16
INTRODUÇÃO
Bem antes de alcançar o apogeu de sua glória, Deus previu e predisse o que Ele sabia sobre a destruição da Babilônia: “Babilônia, a joia dos reinos, o esplendor do orgulho dos babilônios, será destruída por Deus, à semelhança de Sodoma e Gomorra. (…)O tempo dela está terminando, e os seus dias não serão prolongados” (Is 13:19-22, Nova Versão Internacional).
Falando da Babilônia, Deus está dizendo o que Ele sabia com muita antecedência sobre o seu fim político e a sua destruição como poder temporal. Estas afirmações Ele está fazendo cerca de cento e oitenta anos antes de acontecerem. Por estas declarações Deus revela que todos os acontecimentos, espirituais e temporais, estão sob o seu inteiro controle. Nada acontece fora do tempo determinado. “Eu predisse há muito as coisas passadas, minha boca as anunciou, e eu as fiz conhecidas; então repentinamente agi, e elas aconteceram” (Is 48:3, Nova Versão Internacional).
A tradução parafraseada, “A Bíblia Viva”, lança luz sobre o ilimitado conhecimento de Deus a respeito de todos os acontecimentos que fazem parte do cotidiano de nosso mundo: “Eu farei isso acontecer para que todas as nações, do Oriente ao Ocidente, saibam que não há outro Deus além de Mim. Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro. Eu crio a luz e a escuridão. Eu controlo todos os acontecimentos, os bons e os maus. Eu, o Senhor, é que faço todas essas coisas” (Is 45:6 e 7, Bíblia Viva).
“Eu controlo todos os acontecimentos, os bons e os maus”. Isto permite a ideia de que outro é o autor das calamidades e desgraças, mas que Deus controla os atos deste autor, que é Satanás. Isto está muito evidente na experiência de Jó, que ilumina esse detalhe. Satanás teve permissão de Deus para lançar as calamidades em várias situações na vida de Jó. Contudo, Ele controlou a maligna ação do diabo em harmonia com os Seus desígnios, limitando as atuações do inimigo em todos os acontecimentos. “O Senhor disse a Satanás: ‘Pois bem, ele está nas tuas mãos: apenas poupe a vida dele’” (Jó 2:6, Nova Versão Internacional).
Precisamos também entender que todos vivemos neste mundo onde o grande conflito espiritual está em andamento, e é certo que a grande maioria de nós não vive a mesma experiência da intensidade de Jó, mas todos estamos envolvidos no conflito e somos alvo dos ataques de Satanás. No entanto, assim como Deus acompanhou com profundo zelo a resistência de Jó, assim protege Seus filhos que com integridade e retidão evitam o mal, resistindo às investidas de Satanás.
PENSE “Hoje tomo o Céu e a Terra como testemunhas contra vós: eu te propus a vida ou a morte, a bênção ou a maldição. Escolhe, pois, a vida para que vivas tu e a tua descendência” (Dt 30:19, Bíblia de Jerusalém).
DESAFIO “Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1Pe 5:8, Nova Versão Internacional).
Domingo, 23/10/16
PEREÇA O DIA DO MEU NACIMENTO
Três amigos de Jó, que aparecem em destaque no relato, informados da desgraça de Jó, decidiram visita-lo para partilhar sua demonstração de afeição pelo que estava acontecendo. Estes gestos são comuns em dias de tribulações. Não somos informados de quanto tempo Jó já estava sofrendo o castigo imposto por Satanás, mas é dito que o choque foi tão tremendo que durante sete dias ninguém proferiu palavras.
Jó foi ao primeiro a falar e lamentou o seu nascimento, amaldiçoando o dia em que veio à existência. Avaliando as suas expressões, pode compreender-se, ainda que de maneira pálida, a grandeza de seu sofrimento. São bem poucos os seres humanos, por mais trágicas as circunstâncias que os cercam, que anseiam não ter nascido, ou suspiram pela morte.
Deus, permitindo Satanás afligir a Jó para despertar nele o espírito de rebelião, colocou um limite que ficou na linha divisória entre a vida e a morte: “apenas poupe a vida dele” (Jó 2:6).
As chagas purulentas se tornaram um terrível instrumento de tortura física que transtornaram completamente as emoções. Ele que já experimentara a verdadeira felicidade da “amizade de Deus” (Jó 29:4), em um companheirismo em que a cada dia e a cada momento percebia as bênçãos em sua casa (Jó 29:4 e 5), de um momento para outro foi envolvido por martirizante sofrimento. Tudo estava além de sua compreensão.
“Morra o dia do meu nascimento, transforme-se aquele dia em trevas, não resplandeça a luz sobre ele, amaldiçoem aquele dia”. É possível imaginar angústia maior e mais extrema? Jó não sabia e não compreendia a razão do seu sofrimento. Não compreendia que sua integridade foi motivo de um desafio de Deus para Satanás. Não sabia que Satanás pediu permissão a Deus para cirandá-lo, desafiando a Deus que destruiria a integridade de Jó. Não sabia que o caráter de Deus estava em julgamento por sua conduta, passando pelo vale profundo da mais severa angústia.
“Desfalecido de fadiga e coberto de ferimentos, Jesus foi levado, sendo açoitado à vista da multidão. (…) Satanás dirigia a cruel massa nos maus tratos ao Salvador. Era seu desígnio provocá-Lo, se possível, à represália, ou levá-Lo a realizar um milagre para Se libertar, frustrando assim o plano da salvação” (Desejado de Todas as Nações, p. 734).
É possível imaginar Satanás fora de cena no cruel sofrimento de Jó, quando seu intento era conduzi-lo a amaldiçoar a Deus?
PENSE “Maldita seja essa noite que não me impediu de nascer e me obrigou a passar por todo este sofrimento” (Jó 3:10, A Bíblia Viva).
DESAFIO “Como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens” (1Co 4:9, Almeida Revista e Atualizada)
Segunda, 24/10/16
DESCANSO NA SEPULTURA
Jó continua descrevendo o seu angustiante sofrimento, sem compreender a razão, mas em nenhum momento moveu-se um passo para negar a sua integridade e volver-se para o mal. Satanás não conseguia nenhuma brecha para colocar Jó na mínima condição de oposição a Deus.
Depois de expressar seu anseio pela morte no dia do nascimento, declara a sua mais profunda convicção de que a morte é apenas um “repouso, um sono” (Jó 3:13 e 14:12), mas que a vida é a recompensa da integridade pela fé no Redentor (Jó 19:24-27).
A sua descrição sobre o estado dos mortos é uma contundente aula para os defensores da imortalidade da alma, porque para Jó o homem é uma entidade una, corpo e espírito, “um ser vivente”, criado por Deus na semana em que transformou a Terra “deserta e vazia”, em deslumbrante jardim. (Gn 2:7 e 1:2).
Jó enumera algumas situações, demonstrando que não importa idade, posição social, poderosos, escravos, pecadores rebeldes, “depois da morte, todos são iguais, ricos ou pobres” (Jó 3:19, A Bíblia Viva).
Em uma declaração subsequente descreve com palavras muito definidas o estado do homem na morte: “Mas, morto o homem, é consumido; sim, rendendo o homem o espírito, então onde está? Como as águas se retiram do mar, e o rio se esgota, e fica seco, assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus não acordará nem se erguerá de seu sono” (Jó 14:10-12, Almeida Revista e Corrigida).
Tal como Jesus, Jó declara que o homem quando morre, dorme o sono da morte. Como Jesus se referiu a Lázaro em seu estado de morte, falando para Seus discípulos? “Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono” (Jo 11:11, Almeida Revista e Corrigida). Foi com estas palavras que Jesus explicou aos discípulos o estado de Lázaro como morto.
Para Marta e Maria, Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11:25, Almeida Revista e Corrigida).
Do mesmo modo, Jó fez a sua gloriosa declaração na certeza da ressurreição pela fé em Cristo Jesus: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus” (Jó 19:25 e 26, Almeida Revista e Corrigida).
PENSE “Porque já agora repousaria tranquilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso” (Jó 3:13, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos” (1Co 15:17 e 18, Almeida Revista e Corrigida).
Terça, 25/10/16
A DOR DOS OUTROS
O estudo está deixando a resposta de Elifaz para avaliação posterior, e passa para o segundo discurso de Jó, procurando explicar o seu sofrimento. Continua descrendo a sua angustiante dor usando metáforas, mas assim mesmo não consegue dar forma â grandeza de seu sofrimento. Procurando explicar o fardo de dor que o atormenta, recorre à metáfora da balança. Se fosse possível colocar toda a areia das praias do mar deste mundo em um prato da balança e a sua dor e sofrimento no outro prato, ainda assim o seu sofrimento o esmagaria. Esta é a razão porque considera as suas palavras tão impetuosas, precipitadas, reclamando da sua sorte.
Como não estava entendendo a origem do seu sofrimento, somente o poderia creditar a Deus: “As flechas do Todo-poderoso estão cravadas em mim, e o meu espírito suga delas o veneno; os terrores de Deus me assediam” (Jó 6:4, Nova Versão Internacional).
Quando Satanás desafiou a Deus de que induziria Jó a amaldiçoa-lO, Deus o permitiu com uma única ressalva: “apenas poupe a vida dele” (Jó 2:6). Depois de algum tempo, Jó descreve a sua situação que chegara ao limite entre a vida e a morte: “Estou que é só pele e osso e escapei da morte por um fio” (Jó 19:20, A Bíblia Viva).
Mesmo com todo este sofrimento físico e emocional, para cujo tamanho não encontrava uma avaliação capaz de ser expressa de modo compreensível, Jó manteve intocável a sua integridade para com Deus e não admitiu nenhuma aproximação com o mal.
É possível admitir que Satanás se manteve ausente ao longo deste período de atroz sofrimento, sem infernar o patriarca para negar a sua fé em Deus? Não consigo entender como admiti-lo.
Paulo declara que para não se exaltar em razão das revelações recebidas “foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar” (2Co 12:7, Nova Versão Internacional).
Deus que permitiu a Satanás atormentar, esbofetear a Paulo, para nele revelar a grandeza de Sua graça e a firmeza da lealdade de Paulo, também permitiu a Satanás atormentar a Jó, para por meio dele revelar a Sua imutável justiça e o Seu imensurável amor, atacados por Satanás, mas que Jó sempre reconheceu e exaltou durante toda a prova de seu sofrimento, mantendo a sua integridade e retidão para com Deus. Satanás, com todo o cruel tormento, não obteve uma palavra da boca de Jó, acusando a Deus.
PENSE “Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações. Quem, não Te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o Teu nome?” (Ap 15:3 e 4, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Ainda que Ele me mate, nEle esperarei” (Jó 13:15, Almeida Revista e Corrigida).
Quarta, 26/10/16
A LANÇADEIRA DO TECELÃO
Na primeira lição avaliamos a angústia de Jó antevendo a sua morte ainda no vigor de seus primeiros anos. Ele não queria morrer. Afinal, quem quer morrer quando alimenta sonhos no início de seus poucos e curtos dias da sua existência?
Em seu segundo discurso de lamentos com a visão da morte antecipada, Jó recorre a uma série de metáforas procurando encontrar e explicar a razão do sofrimento e da sua angústia. Destaco uma: “Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão e se findam sem esperança” (Jó 7:6, Almeida Revista e Atualizada).
Vendo a sua curta existência ainda abreviada por uma terrível enfermidade sem causa justificada para Jó, ele clama a Deus suplicando que Se lembre da brevidade da vida humana, como que para reverter a situação, porque sente seu fim se aproximar rapidamente sem nenhuma esperança no horizonte de tornar a ver o bem ou a felicidade (Jó 7:7).
Como Jó tem a firme convicção que se nada acontecer em sentido contrário, ele desaparecerá como a nuvem que se esvai e nunca mais será visto por alguém, “nunca mais voltará ao seu lar”, porque da sepultura não há retorno, “por isso não me calo, na aflição do meu espírito desabafarei, na amargura da minha alma farei as minhas queixas” (Jó 7:8-11, Nova Versão Internacional).
Oprimido por Satanás, sem ter consciência do fato, Jó mantém a sua integridade e a sua fé, mas questiona com Deus por que, na sua visão, este fim abrupto e sem esperança imediata? Ele ansiava viver.
O drama de Jó “foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança” (Rm 15:4, Nova Versão Internacional).
Jó foi objeto de um desafio especial de Deus para Satanás, na certeza de que ele vindicaria o Seu caráter por sua integridade na justiça e sua resistência ao mal.
Nós também, somos salvos pela graça, para vindicar o caráter de Deus perante o Universo. A insolente acusação de Lúcifer, Satanás, requer a resposta decidida e inabalável daquele que aceita a graça, pela obediência amorosa e inquestionável da lei, transcrição do caráter santo, justo e amoroso de Deus.
Com o caráter de Deus plenamente vindicado perante o Universo, como perfeito em santidade e justiça, perfeito em amor e graça, nenhuma mais das Suas criaturas alimenta qualquer dúvida.
O Céu aguarda com intenso anelo o dia da manifestação da Sua santidade, justiça e amor na vida e na conduta de cada pecador transformado à Sua semelhança pela obediência da lei, refletindo perfeitamente o Seu caráter. Este privilégio e responsabilidade Deus confere a ti e a mim.
PENSE “Deste aos meus dias o comprimento de um palmo, a duração da minha vida é nada diante de Ti. De fato, o homem não passa de um sopro” (Sl 39:5, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance a sabedoria” (Sl 90:12, Nova Versão Internacional).
Quinta, 27/10/16
“MAH ENOSH” (QUE É O HOMEM)
Em sua angústia, Jó questiona a Deus como se todo o seu sofrimento fosse por Ele infligido. Ele pergunta: “Que é o homem para que lhe dês importância e atenção, para que o examines a cada manhã e o proves a cada instante?” (Jó 7:17 e 18, Nova Versão Internacional).
Como é Jó quem está perguntando atormentado por seu sofrimento sem encontrar explicação, a pergunta soa com mais realidade: “Afinal, quem sou eu para que me dês tanta importância?” A pergunta harmoniza com seus argumentos subsequentes. “Por que me vigias sem um momento de trégua, não permitindo que eu atenda as coisas rotineiras de meu cotidiano? Se cometi algum pecado, que diferença isto faz para Ti? Por que não me perdoas e esqueces os meus pecados? Estou a um passo da sepultura e ali desapareço no pó. Irás me procurar onde não existo? (Jó 7:18-21, Tradução Livre).
Avaliemos a pergunta: “Que é o homem?” Deus o fez à Sua imagem e semelhança (Gn 1:26). Isto é importante? O criou para a Sua glória (Is 43:7). Isto confere importância? O coroou de glória e honra e lhe deu domínio (Sl 8:4-8). Isto manifesta importância? E declarou: Você é precioso, honrado e Eu o amo (Is 43:4). Isto é importante?
Foi este homem que Satanás corrompeu, mas por quem Deus declarou guerra entre o homem e Satanás (Gn 3:15), envolvendo-o no grande conflito espiritual, e para quem proveu a restauração por amor e graça (Jo 3:16 e Jó 19:23-27). “Que é o homem?” Somente compreendemos o valor que Deus nos confere quando compreendemos que nos ama, quer tornar-nos felizes e nos salvar: “É o próprio Deus a fonte de toda a misericórdia. (…) Ele não nos trata segundo nossos merecimentos. Não indaga se somos dignos de Seu amor, mas derrama sobre nós as riquezas desse amor, a fim de fazer-nos dignos” (O Maior Discurso de Cristo, p. 27).
Lá estava Jó, atormentado por Satanás, acusado pelos amigos de viver uma vida de hipocrisia: “Pense um pouco, homem! Por acaso Deus já destruiu um justo? Ou castigou sem motivo o inocente? (Jó 4:7, A Bíblia Viva). Jó sem compreender o sofrimento de suas feridas, consequência por estar envolvido no conflito espiritual entre o bem e o mal, questionava a Deus; os amigos, com a mente perturbada por Satanás, misturavam verdades de aprovação com acusações maldosas e ferinas, adicionando ao sofrimento físico e emocional, a angústia mental.
Justamente antes do final do conflito, os santos sofrerão esta angústia, a angústia de Jacó (Os 12:4), assaltados por Satanás, mas vencedores pelo sangue do Cordeiro.
PENSE “O Senhor fica decepcionado quando seu povo se estima a si mesmo de pouco valor. Deseja que Sua escolhida herança se avalie segundo o preço que Ele lhe deu. Deus a queria, do contrário não enviaria Seu filho em tão dispendiosa missão de a redimir” (Desejado de Todas as Nações, p. 668).

DESAFIO “Pois que és precioso aos Meus olhos, és honrado e eu te amo” (Is 43:4, A Bíblia de Jerusalém).
Sexta, 28/10/16
ESTUDO ADICIONAL
Avaliemos a importante questão do conhecimento científico de saber que quantidades dos elementos químicos estabelecem o equilíbrio de um organismo humano saudável. A partir deste conhecimento o homem pode criar um boneco com todos os elementos que compõem o corpo humano, pois os conhece. Porém, no momento de conceder o fôlego de vida, a diferença que se estabelece entre o homem e Deus como criadores, é espantosa. Deus tem o fôlego de vida e o concede para o homem, mas o homem não tem o poder para repassar este fôlego de vida para alguma obra de suas mãos. O homem pode fabricar uma nave espacial e enviá-la com precisão absoluta para o seu destino no espaço pelo processo de controle remoto; pode com a mesma inteligência e capacidade criar uma abelha com todos os elementos químicos de que é formada, mas não consegue colocar nela o fôlego de vida e o instinto que com absoluta certeza a conduzem, sem controle remoto, para o seu destino: a flor, em busca do néctar para fabricar mel e derivados,
O salmista Davi exalta o ato criador de Deus: “Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção” (Sl 139:13 e 14, Nova Versão Internacional).
A descrição de Davi nos permite ver como este processo é maravilhoso nas mãos do Deus Criador! Assim como trabalhou qual artista genial, modelando Adão e Eva, assim Ele trabalha no ventre materno para tecer todos os órgãos formando um ser perfeito. Quem toma em suas mãos um recém-nascido e o analisa, sempre exclama: “está perfeitinho!”
O grande e insuperável artista coloca o seu toque secreto em cada ser humano. Tudo é feito de tal maneira no ventre materno que cada ser humano possui a sua identidade pessoal. Somos únicos, ainda que pertençamos a uma raça de bilhões de seres humanos. Somos filhos de pais humanos, contudo como somos criados por Deus no ventre materno, somos filhos de Deus, o Pai do Céu, que nos confere identidade pessoal.
Contudo, o que é mais misterioso e maravilhoso, é que Deus atua em pecadores mortais e os recria pelo poder de Sua graça e do Seu amor, transformando-os em santos e concedendo-lhes incorruptibilidade e eternidade, pela morte substituta de Jesus.
PENSE “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Deus tornou pecado por nós Aquele que não tinha pecado, para que nEle nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5:21, Nova Versão Internacional).