Lição 06 – ESabatina – A superioridade da promessa – 29/07 a 05/8 de 2017

Lição 06 A SUPERIODADE DA PROMESA

Pr. Albino Marks

“Se a herança provêm de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão” (Gl 3:18).
Sábado, 29/07/17
INTRODUÇÃO
A lei e a promessa, como entender a argumentação de Paulo? Analisemos outra pergunta: O que veio antes, a lei moral ou a promessa? Quando Adão foi criado, recebeu a lei moral como orientador da conduta. “Adão e Eva, ao serem criados, tinham conhecimento da lei de Deus; estavam familiarizados com os reclamos da mesma relativamente a si; seus preceitos estavam escritos em seu coração” (Patriarcas e Profetas, p. 363).
A lei escrita no coração revela que o relacionamento entre Deus e suas criaturas, desde o princípio foi estabelecido sobre o firme fundamento do amor.
Quando Adão pecou, a promessa do Redentor foi feita por causa da transgressão da lei moral. Logo, a lei moral veio antes da promessa.
Mas a promessa do Redentor, recebeu um ato legal adicional como garantia do seu cumprimento: o cordeiro substituto como sacrifício, morrendo em lugar do homem condenado.
Quatrocentos e trinta anos antes do Êxodo e do Sinai, a promessa foi confirmada para Abraão, que centralizava a sua fé para obter justificação, no ato legal do cordeiro substituto: “Construiu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor” (Gn 12:8, Nova Versão Internacional).
No Sinai, o ato legal foi transformado em sistema de lei cerimonial, com o mesmo objetivo de lembrar e ensinar para o pecador a certeza do cumprimento da promessa da vinda do Redentor.
O que é superior, a lei das cerimônias, tipificando o Redentor, ou a promessa revelando a manifestação real e pessoal do Redentor?
Antes de Jesus sofrer a morte substituta da condenação da lei moral, por causa das transgressões, Ele instituiu a cerimônia do lava-pés e da ceia, dizendo: “Pois Eu lhes digo que não beberei outra vez do fruto da videira até que venha o Reino de Deus. […] Façam isso em memória de Mim” (Lc 22:18 e 19, Nova Versão Internacional).
Substituindo a lei das cerimônias, Jesus proclamou o ato legal da ceia para ser celebrado como memória da Sua morte Substituta e a certeza da promessa da Sua volta, Neste contexto, o que é superior: o ato legal da ceia ou a promessa do Seu retorno pessoal?
Assim como a promessa da vinda do Redentor é superior à lei das cerimônias típicas, do mesmo modo a certeza da promessa da Sua volta é superior ao ato legal da ceia.
PENSE “Quero dizer isto: A Lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não anula a aliança previamente estabelecida por Deus, de modo que venha a invalidar a promessa” (Gl 3:17, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Porque sempre que vocês comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que Ele venha” (1Co 11:26, Nova Versão Internacional).
Domingo 30/7/17
LEI E FÉ (Gl 3:15-18)
“Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo” (Gl 3:16, Almeida Revista e Atualizada).
Em Sua aliança com Abraão, Deus fez as promessas a Abraão e ao seu Descendente, que é Cristo. Prometeu que a partir dele faria “uma grande nação” (Gn 12:2). Acrescentou ainda: “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12:3, ARA). O plano de Deus com Abraão era estabelecer um povo que de tal modo vivesse os princípios do caráter divino, que todas as nações seriam atraídas a Ele. No entanto, Israel em vez de irradiar a beleza da santidade de Deus, foi influenciado pelas práticas abomináveis dos outros povos paganizados.
No entanto, em Cristo, o Descendente, a bênção da salvação estendeu-se a todos os povos: “Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti” ((Is 60:1, Almeida Revista e Atualizada). Portanto, as duas promessas se cumprem com Cristo, o Descendente, por meio de Sua igreja aqui, e com todos os salvos, na eternidade.
Para esta realização Deus está chamando homens e mulheres de todos os povos, que manifestando a mesma fé de Abraão tornam-se os seus filhos espirituais, formando a multidão incontável.
O concerto feito com Abraão tinha por base a fé na promessa do Redentor e a fidelidade na observância da lei de Deus: “E por meio de você todos os povos da Terra serão abençoados […] Porque Abraão Me obedeceu e guardou Meus preceitos, Meus mandamentos, Meus decretos e Minhas leis” (Gn 17:2 e 26:5, Nova Versão Internacional).
A lei não invalida a promessa, e a promessa não anula a lei. A promessa se cumpriu com Cristo, o Descendente, em quem são abençoadas todas as famílias da Terra. Cristo, a promessa do Redentor, viveu os princípios da lei e em Sua morte cumpriu a sentença de condenação da lei contra o pecador. Em Cristo, a justiça e a graça se manifestaram para a salvação pela fé.
Portanto, a aliança é um ato unilateral da parte de Deus em favor do homem caído, por causa da transgressão da lei. Na aliança, Deus revela para o homem a solução do problema do pecado, assumindo Ele mesmo a condenação da lei, na promessa da provisão do Descendente, para oferecer graça pela morte substituta. A única participação do pecador, na aliança, é aceitar a dádiva da solução de Deus. A rejeição da aliança significa aceitar e assumir a condenação da lei.
PENSE “Farei uma aliança entre Mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente” (Gn 17:2, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gn 18:19, Almeida Revista e Atualizada).
Segunda, 31/07/17
FÉ E LEI (Rm 3:31)
Paulo pergunta: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei” (Rm 3:31, Almeida Revista e Atualizada).
Para compreender esta declaração precisamos analisá-la no contexto da função da lei moral e da lei cerimonial na missão de Jesus para cumprir o plano da salvação. Para cumprir o plano, Jesus assumiu a culpa do homem, pecador, condenado, e sofreu a sentença da condenação de morte eterna, exigida pela lei moral.
Portanto, pela fé, na morte substituta de Jesus, confirmamos a vigência eterna da lei moral, porque reconhecemos que a nossa condenação foi satisfeita em Jesus. A lei moral foi cumprida; não abolida.
Para cumprir o plano da salvação Jesus cumpriu todos os tipos da lei cerimonial como o verdadeiro Cordeiro de Deus, o sacrifício único, completo e perfeito, para expiar a culpa da transgressão da lei moral. Jesus é o Messias anunciado nos tipos da lei cerimonial. Portanto, pela fé em Jesus, como o único Salvador, confirmamos as mensagens dos símbolos da lei cerimonial de que ele é o Messias, o Salvador. Estas verdades, Paulo desejava deixar claras na mente dos judaizantes.
Para tornar real a salvação era inquestionável, para Jesus, cumprir a sentença de condenação da lei moral e cumprir os símbolos da salvação tipificada na lei das cerimônias.
Leia com muita atenção: “A lei cerimonial foi dada por Cristo. Mesmo depois que ela não mais devia ser observada, Paulo apresentou-a aos judeus em sua verdadeira posição e valor, mostrando o seu lugar no plano da redenção e sua relação para com a obra de Cristo; e o grande apóstolo declara gloriosa esta lei, digna de seu divino Originador. O serviço solene do santuário tipificava as grandiosas verdades que seriam reveladas durante gerações sucessivas. A nuvem de incenso que ascendia com as orações de Israel, representa a Sua justiça que unicamente pode tornar aceitável a Deus a oração do pecador; a vítima sangrenta sobre o altar do sacrifício, dava testemunho de um Redentor vindouro; assim, através de séculos e séculos de trevas e apostasia, a fé se conservou viva no coração dos homens até chegar o tempo para o advento do Messias prometido” (Patriarcas e Profetas, p. 381 e 382).
A fé estabelece que, com a Sua morte, Jesus cumpriu o que exigia a lei moral: o reconhecimento da justiça eterna e imutável da lei de Deus. Jesus cumpriu o que determinava a lei cerimonial: o sacrifício substituto para oferecer graça superabundante.
“Ele só poderia Se tornar o Salvador e o Redentor sendo primeiro o Sacrifício” (Meditação Matinal, 2013, p. 249).
PENSE “O mesmo Cristo dera tanto a lei moral, como a cerimonial. Não viera destruir a confiança em Suas próprias instruções” (Desejado de Todas as Nações, p. 307).
DESAFIO “Não penseis que vim suprimir a Lei ou os profetas: não vim suprimir, mas cumprir. Pois em verdade eu vos declaro, antes que passem o céu e a terra, não passarão da lei um i nem um ponto do i, sem que tudo haja sido cumprido”. (Mt. 5:17 e 18, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Terça, 01/08/17
O PROPÓSITO DA LEI
Paulo pergunta: “Qual, era então o propósito da lei?” Qual lei? A moral? Paulo continua: “Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o Descendente a quem se referia a promessa” (NVI). Antes de fazer a pergunta e dar a sua resposta, Paulo declara que Deus fez a promessa para Abraão e ao seu descendente, e quatrocentos e trinta anos depois veio a lei, acrescentada à promessa, e com duração limitada, “até que viesse o Descendente a quem se referia a promessa”.
Como sabemos que houve transgressão e pecado? Sem lei não há pecado (Rm 7:8) e, portanto, não pode haver transgressão. Mas, a declaração é clara ao dizer que a lei foi adicionada por causa das transgressões ou do pecado. Como entender esse argumento de Paulo? A transgressão aconteceu sem que, ou antes que existisse lei? Como poderia existir transgressão se não existia lei? O pecado acontece quando há transgressão e a transgressão somente acontece quando há lei. Então, a pergunta intrigante que se levanta é: o que foi transgredido? Obviamente se reconhece que devia existir uma lei. Logo, a lei que foi transgredida existiu antes das transgressões, e esta é a lei moral. Portanto, a lei moral não foi adicionada por causa das transgressões ou do pecado, mas foi ela que acusou o pecado quando este foi cometido e evidenciou a sua existência por causa da transgressão da lei.
Portanto, é preciso encontrar outra lei que foi adicionada à promessa no tempo indicado e que confira sentido, coerência e consistência ao argumento de Paulo.
Perguntamos: Qual o propósito da lei de cerimônias? A resposta vem coerente e consistente: “Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o Descendente a quem se referia a promessa”. A lei cerimonial, foi adicionada à promessa, por causa das transgressões, para cumprir o papel de tipificar o Descendente “a quem se referia a promessa”. Por que “acrescentada” por causa das transgressões? O pecador, antes da vinda do Redentor necessitava de orientação como solucionar o problema de seus pecados. Deus estabeleceu o ritual do sacrifício substituto inocente, para sofrer a condenação do culpado, e este obter graça, perdão e justificação. A lei das cerimônias foi dada para Israel como nação, por causa das transgressões, até a vinda de Jesus, o Descendente.
PENSE “Qual era então o propósito da Lei? Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se referia a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador” (Gl 3:19, Nova Verdão Internacional).
DESAFIO “Que diremos então? A Lei é pecado? De maneira nenhuma! De fato, eu não saberia o que é pecado, a não ser por meio da Lei. Pois, na realidade, eu não saberia o que é cobiça, se a Lei não dissesse: ‘Não cobiçarás’” (Rm 7:7, Nova Versão Internacional).
Quarta, 02/08/17
A DURAÇÃO DA LEI DE DEUS
Ao declarar que a lei “foi acrescentada por causa das transgressões”, Paulo abre importante janela para compreender toda a sua argumentação. No estudo de ontem compreendemos que a argumentação tem uma sequência: A lei moral, de existência eterna, as transgressões acusadas pela lei moral, de duração transitória, a promessa do Substituto Redentor e a lei cerimonial, adicionada à promessa do Substituto Redentor, para ensinar o plano da salvação por meio de tipos e símbolos, de duração prática também transitória.
Ellen G. White fez uma declaração magnífica sobre as duas leis e suas funções: “O povo de Deus, a quem Ele chama de peculiar tesouro, fora privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. A primeira aponta para a criação, a fim de lembrar que foi o Deus vivo que fez o mundo, cujos reclamos recaem sobre todos os seres humanos em todas as dispensações, e existirão por toda a eternidade. A segunda foi dada por causa da transgressão da lei moral por parte do ser humano. A obediência exigida por ela consistia em sacrifícios e ofertas que apontavam para a futura redenção. […] A morte de Jesus Cristo pela redenção da humanidade ergue o véu e reflete uma torrente de luz centenas de anos no passado, sobre toda a instituição do sistema religioso judaico. Sem a morte de Cristo, todo este sistema seria irrelevante” (Meditação Matinal, 2013, p 280, Review and Herald, 6 de maio de 1875).
Uma questão importante que precisa ser compreendida, é que Deus em Sua onisciência não enfrenta emergências imprevistas. Assim como o plano da salvação foi planejado e estabelecido nos tempos eternos “antes da fundação do mundo”, também a lei moral, fazia parte do plano divino para os habitantes deste planeta. A promessa do Substituto Redentor e a lei cerimonial, como método típico para ensinar o plano da salvação, também foram estabelecidas na eternidade, mas com duração transitória, como solução para o eventual problema do pecado. “Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e tomou providências para enfrentar a terrível emergência” (Desejado de Todas as Nações, p. 22).
Assim que a primeira transgressão aconteceu com Adão, a promessa do “mistério mantido oculto” foi revelada, e acionando os atos legais tipificando o Mistério oculto, a morte substituta de Jesus, o primeiro animal substituto foi morto e a primeira cerimônia ritual típica teve lugar junto aos portais do Éden.
PENSE Então, a Lei opõe-se às promessas de Deus? De maneira nenhuma! Pois, se tivesse sido dada uma lei que pudesse conceder vida, certamente a justiça veria da lei” (Gl 3:21, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Cristo satisfez as exigências da lei em Sua natureza humana. (…) Cristo se tornou nosso sacrifício e fiador. Ele se tornou pecado por nós, para que nós pudéssemos, através dEle, receber a justiça de Deus. Pela fé em Seu nome, Ele imputa em nós Sua justiça, e ela se torna um princípio vivo em nossa vida” (O Senhor Justiça Nossa, p. 86 e 88).
Quinta, 03/08/17
A SUPERIORIDADE DA PROMESSA
No momento em que Adão transgrediu a lei moral e pecou, todo o Universo de Deus foi envolvido por um silêncio letal, porque não era divisada nenhuma solução para as transgressões e o pecado.
O que Deus fez 4então? Abriu a cortina de outro compartimento desconhecido para todo o Universo, o Santuário com seus sacrifícios e símbolos substitutos, contendo a revelação do “mistério mantido oculto desde sempre nele, o criador do universo… segundo o projeto eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor” (Ef 3:9 e 11, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Desvendando este mistério para os anjos não caídos, em perplexidade pela queda de Adão; para os mundos atônitos e para Satanás e seus demônios surpresos e desconsertados, Deus proclamou a promessa do Salvador (Gn 3:15).
Um detalhe importante na argumentação de Paulo é que ele ancora a promessa de Deus para Abraão, na promessa feita a Adão, registrada em Gênesis 3:15. Quando Paulo declara: (Leia em Desafio)
O mesmo termo hebraico para descendente, (zera), da mulher, em Gênesis 3:15, é repetido nas promessas feitas para Abraão.
A lei moral não está relacionada com a promessa, no sentido de ser promulgada em razão da promessa. Porém, a promessa está relacionada com a lei moral, no sentido de que foi proclamada em razão da transgressão da lei moral.
A lei cerimonial está relacionada com a promessa do Redentor, no sentido de que em seus ritos e símbolos, tipifica todos os aspectos do plano da salvação, que foi e continua sendo realizado por Cristo Jesus. A promessa do Redentor está relacionada com a lei cerimonial, no sentido de que pela lei cerimonial todas as transgressões eram tipicamente perdoadas pela fé e pela graça, no Redentor prometido.
O que era impossível efetivar pelo ato legal da lei cerimonial, “porque aquilo que a Lei (cerimonial) fora incapaz de fazer” (Rm 8:3), tirar os pecados, “pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Hb 10:4, NVI), porque os sacrifícios oferecidos repetidamente “nunca podem remover os pecados” (Hb 10:11, NVI), “Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da Lei (moral) fossem plenamente satisfeitas em nós” (Rm 8:3 e 4, NVI).
O que é superior: A lei cerimonial que anunciava a promessa ou a realização da promessa na morte Substituta de Jesus?
PENSE “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Assim também as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. A Escritura não diz: ‘E aos seus descendentes’ como se falando de muitos, mas: ‘Ao seu descendente’, dando a entender que se tratava de um só, isto é, Cristo” (Gl 3:16, Nova Versão Internacional).
Sexta, 04/08/17
ESTUDO ADICIONAL
O sacrifício substituto e a lei do serviço ritualista com seus símbolos, foram instituídos com duração limitada, por causa das transgressões, para ensinar ao pecador sobre a promessa do Redentor. Eles cessariam quando se encontrassem com o sacrifício real – Jesus, como cumprimento da promessa. No entanto, o instrumento que ensina e orienta a conduta, acusa a transgressão, condena o transgressor, a lei moral, e o dom da graça, revelado na promessa, são eternos; o método da fé permanece até o dia da libertação do pecado. O ensino sobre o dom da graça e a fé, sofreu alteração. No regime da lei ritual, era ministrado através de ritos e símbolos, tipificando o Redentor; com a cruz erguida, centraliza-se na Realidade – Cristo Jesus. “Qual era então o propósito da Lei? Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o Descendente, a quem se referia a promessa” (Gl 3:19, Nova Versão Internacional).
Para ensinar esta solução, Deus empenhou a Sua palavra de garantia do cumprimento, adicionando à promessa, primeiro, com os patriarcas, o ato legal do cordeiro substituto; segundo, com Israel, a lei dos ritos e símbolos cerimoniais. Portanto, a sequência: Lei moral, transgressão, promessa do Descendente, ato legal e lei cerimonial, é a mais coerente com o argumento de Paulo.
Em harmonia com o ensino em Levíticos 4, os israelitas recorriam à lei dos ritos cerimoniais quando pecavam contra os mandamentos do Senhor. Levíticos 4:2, 13, 22, 27, 28, 31 e 35, declaram em harmonia com cada situação, que “se alguém pecar por inadvertência contra qualquer um dos mandamentos de Iahweh, […] levará como oferenda pelo pecado que cometeu. […] O sacerdote fará assim, o rito da expiação pelo homem, pelo pecado que cometeu, e lhe será perdoado” (Bíblia de Jerusalém). O pecado é qualificado como a transgressão da lei moral, um ato praticado contra os mandamentos do Senhor. A remoção da culpa, por causa da transgressão da lei moral, era realizada pela lei dos ritos e cerimônias acrescentada à promessa da vinda do Redentor. Assim, o pecador era perdoado e justificado, pela fé, não no rito em si, mas na promessa do Redentor. Portanto, a promessa é superior à lei dos ritos e cerimônias, porque a promessa é Cristo.
PENSE “Deus sempre convidou Seu povo a aceitar o concerto baseado na graça. Este concerto, preparado pela Divindade antes da criação, foi oferecido a Adão e Eva (Gên. 3:15), a Noé (Gên. 6:18; 9:8-17), a Abraão (Gên. 15:7, 18-21) e aos filhos de Israel no Sinai (Êxodo 19 e 20). O concerto no Sinai tem tanta força hoje como tinha quando o Senhor o estabeleceu com o antigo Israel” (The Southern Watchman, 1/3/1904, p. 142).
“Estes falsos ensinadores estavam misturando tradições judaicas com as verdades do evangelho. Desconsiderando a decisão do concílio geral de Jerusalém, impuseram aos crentes gentios a observância da lei cerimonial” (Atos dos Apóstolos, p. 383).
DESAFIO “Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores. Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou nos céus, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor; não, porém, para se oferecer repetidas vezes, à semelhança do sumo sacerdote que entra no Santo dos Santos todos os anos, com sangue alheio. Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo… Assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9:23-28, Nova Versão Internacional).