Lição 07 – ESabatina – O caminho para a fé – 05 a 12 de agosto de 2017

Lição 07 O CAMINHO PARA A FÉ

Pr. Albino Marks

“A Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que creem” (Gl 3:22).
Sábado, 05/08/17
INTRODUÇÃO
Expressando o desejo de viver vida agradável a Deus, vivendo a esperança da salvação, o salmista pediu: “Desvia-me dos caminhos enganosos; por tua graça, ensina-me a tua lei. […] Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei” (Sl 119:29 e 18, Nova Versão Internacional).
Para operar a salvação do pecador, o evangelho tem três pilares fundamentais: A justificação pela fé, a santificação pela fé e obediência à lei por amor, e a glorificação como coroa da experiência de fé.
A justificação é um ato de Deus a favor do pecador que aceita a justiça Substituta de Jesus, assumindo a culpa e a condenação do pecador.
A santificação é a manifestação do pecador justificado, seguindo o caminho da obediência da lei moral, pela fé, pela justiça de Jesus e por amor a Jesus. “Se vocês Me amam, obedecerão aos Meus mandamentos” (Jo 14:15, Nova Versão Internacional).
A justificação pela fé na graça de Cristo e a santificação pela fé e por amor, da obediência, culminam com a glorificação que é o resultado final do plano da salvação.
Na dispensação antes de Cristo, com os patriarcas, a justificação estava tipificada no Cordeiro substituto, e, com Israel, nos sacrifícios e rituais substitutos da lei cerimonial.
Com toda a certeza, a maior maravilha que pode ser vista na lei de Deus, é que ela é o caminho da graça, para desenvolver a santificação, pela obediência por amor, habilitando o pecador justificado pela fé na graça, para a salvação, para viver eternamente na presença do Deus da graça e da justiça.
“E o sábado é o sinal da obediência. Aquele que de coração obedecer ao quarto mandamento obedecerá a toda a lei. Será santificado pela obediência. […] Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna” (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 350 e 356).
Deus libertou os israelitas do Egito, da terra da escravidão, porque eram melhores do que os egípcios? Não! Nunca! Os tirou de lá por causa da promessa que havia feito para Abraão. Tirou-os por graça e amor, justificando-os sem que tivessem mérito. A poderosa declaração de Deus para Israel é: “Eu Sou o Deus da graça” (Êx 20:2). E então os colocou perante o caminho que deviam seguir: a Sua lei, o caminho da justiça e da graça, pela obediência da fé e amor.
PENSE “Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação. Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 4:25 e 5:1, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Tem lugar a morte do eu e do pecado, e nasce uma vida toda nova. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo“ (Desejado de Todas as Nações, p. 172).
Domingo, 06/08/17
A LEI E A PROMESSA
Paulo, continuando a sua argumentação sobre a lei que foi acrescentada à promessa, por causa das transgressões, pergunta: “Então, a Lei opõe-se às promessas de Deus? De maneira nenhuma! Pois, se tivesse sido dada uma lei que pudesse conceder vida, certamente a justiça veria da lei” (Gl 3:21, Nova Versão Internacional).
Por causa da transgressão de Adão, Deus revelou o Seu plano oculto desde a eternidade (Ef 3:9-11), proclamando para a raça humana a Sua promessa do Redentor (Gn 3:15). À promessa, acrescentou o ato legal do cordeiro substituto, morrendo em lugar de Adão, cumprindo assim a sentença de condenação e oferecendo perdão e graça para a raça humana.
Em resposta à sua pergunta, Paulo argumenta: “Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei” (Gl 3:21, Almeida Revista e Atualizada).
Paulo está dizendo: se Deus pudesse promulgar uma lei que que anulasse a sentença da lei moral, então a justiça e a salvação, em verdade, seriam procedentes de lei. No entanto, esta maneira de agir, negaria a onisciência, a onipresença e a onipotência de Deus, justificando, deste modo, a acusação de Satanás de que “Deus era injusto, que Sua lei era defeituosa, e que o bem do universo exigia que ela fosse mudada” (Patriarcas de Profetas, p. 65).
O único caminho, declarando a presciência, a eternidade e a imutabilidade do caráter de Deus, era a revelação do plano oculto desde tempos eternos, e realizado em Cristo Jesus (Ef 3:9-11). Deus tem o controle de todos os acontecimentos.
Pela realização deste plano, desde Adão até ao monte Sinai, o pecador readquiria a justiça, o perdão e a justificação pela fé no Salvador tipificado na morte do cordeiro. Um ato legal simples, sem lei elaborada, mas claro suficiente para definir a conduta do pecador em seu procedimento para obter graça, perdão e justificação, por causa de suas transgressões.
No Sinai, o ato legal foi transformado em sistema de lei, com o mesmo objetivo de lembrar e ensinar para o pecador a certeza do cumprimento da promessa da vinda do Justificador e Redentor.
Paulo faz a inquiridora pergunta: a lei que orienta de como obter perdão e justificação, por causa da transgressão da lei moral, “porventura é contrária às promessas de Deus? De maneira nenhuma!” Porque foi esta lei que ao longo dos séculos manteve viva a esperança do cumprimento da promessa do Redentor.
PENSE “O fato de o santo casal ter desprezado a proibição de Deus em um particular, transgredindo assim Sua lei, e como resultado ter sofrido as consequências da queda, deve impressionar a todos com a percepção correta do caráter sagrado da divina lei…”.
“O povo de Deus, a quem Ele chama de peculiar tesouro, fora privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. A primeira aponta para a criação, a fim de lembrar que foi o Deus vivo que fez o mundo, cujos reclamos recaem sobre todos os seres humanos em todas as dispensações, e existirão por toda a eternidade. A segunda foi dada por causa da transgressão da lei moral por parte do ser humano. A obediência exigida por ela consistia em sacrifícios e ofertas que apontavam para a futura redenção…” (Meditação Matinal, 2013, p. 280).
DESAFIO “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lO-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27, Almeida Revista e Atualizada).
Segunda, 07/08/17
PRISIONEIROS DA LEI
Uma questão muito importante que necessita ser considerada em relação aos escritos de Paulo e muito especialmente na carta aos Gálatas, é a pessoa de Paulo. Declara de si mesmo: “Circuncidado ao oitavo dia, […] verdadeiro hebreu; quanto à Lei, fariseu; […] quanto à justiça da Lei, irrepreensível” (Fp 3:5 e 6, Nova Versão Internacional).
Paulo era profundo conhecedor da legislação de Israel e sabia sobre o que estava falando. Na carta aos Gálatas, o centro da sua argumentação era combater os ensinos dos judaizantes que mantinham posição equivocada em relação ao papel e a vigência da lei cerimonial. Não compreendiam e não aceitavam, que com a vinda de Cristo, o verdadeiro Messias, todo o ritualismo que apontava para Ele, nEle se cumpriu. Os tipos cederam o seu lugar para a realidade da presença de Cristo. A sentença de condenação da lei moral foi executada nEle, o único e verdadeiro Substituto, e a graça, o perdão, a justificação e a reconciliação tipificados nos rituais dos animais substitutos da lei cerimonial, estão centralizados e são oferecidos por Cristo.
Continuando a sua argumentação sobre a lei e a promessa, Paulo declara: “Antes que chegasse a fé, nós éramos guardados sob a tutela da lei para a fé que haveria de se revelar” (Gl 3:23, A Bíblia de Jerusalém).
A lei moral acusou as transgressões, e a raça humana tornou-se escrava da lei do pecado e da morte (Rm 7:23 e 8:2), sem esperança, mas condenada à morte. Deus interveio com o “Seu eterno plano, oculto nEle” Ef 3:9-11), e proclamou a promessa do Redentor. À promessa, acrescentou o ato legal do cordeiro substituto, que orientou e iluminou a era patriarcal, e os sacrifícios típicos da lei cerimonial dos serviços do santuário, que orientaram Israel, eram o chamado para o despertar da fé para a prometida vindoura revelação da fé, Cristo. Quando os tipos que motivavam a fé, se encontraram com a revelação da fé, cederam o seu lugar para a revelação da fé, Cristo, o Autor da fé. Assim, não mais centralizamos a esperança e a fé na promessa, mas na realidade personificada, Cristo. Agora, a Sua morte perdoadora e justificadora é a motivação e o centro da nossa fé. “Porque sei em quem tenho crido” (2Tm 1:12, Nova Versão Internacional).
PENSE “Por meio dEle, todo aquele que crê é justificado de todas as coisas das quais não podiam ser justificados pela Lei de Moisés” (At 13:39, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que Lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus” (Hb 12:1 e 2, Nova Versão Internacional).
Terça, 08/08/17
A LEI COMO NOSSO “VIGILANTE”
“Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio” (Gl 3:23-25, Almeida Revista e Atualizada).
Em seu dicionário escolar da Língua Portuguesa, Francisco da Silveira Bueno define aio: “preceptor de crianças ilustres ou ricas”. Quem seria esse preceptor de filhos ilustres, ao qual deixariam de atender em vindo a fé?
“Mas, antes que viesse a fé”. A fé, é Cristo, que foi anunciado a Adão, a Abraão, como a promessa de libertação, por causa das transgressões da lei moral. A lei moral desperta o transgressor para o seu pecado e a sua necessidade do Libertador. No entanto, para ensinar o caminho para o Libertador e solucionar o problema das transgressões, Deus estabeleceu o sistema ritual do substituto típico da fé, que orientava o pecador para a fé que no futuro, haveria de se revelar, que é Cristo.
Assim, qual preceptor vigilante, o ritualismo cuidava de suas crianças que com frequência eram desobedientes e rebeldes. Enquanto a lei moral acusava o pecado e condenava o pecador, a lei cerimonial indicava o caminho para a solução do problema criado pelo pecado, e a restauração do pecador mediante a apresentação do sacrifício substituto, propiciando o perdão, a justificação e a reconciliação, aceitos pela fé. A cada transgressão, o preceptor fiel e dedicado, chamava as crianças rebeldes ao arrependimento mediante os sacrifícios, e ali junto ao altar, com o cordeiro morto expiando a culpa, ensinava àquelas crianças espirituais que todo o ritualismo nada mais era que a lembrança constante da promessa da vinda do Redentor. Era um preceptor cuidadoso, sempre guiando seus filhos e conduzindo-os para a grande revelação da graça e da fé – Cristo. Todos os símbolos e ritos do cerimonialismo constituíam-se ensinamentos que conduziam o pecador para Cristo. Este foi o convincente ensino de Paulo para os gálatas: “a vós ante cujos olhos foi desenhada a imagem de Jesus Cristo crucificado” (Gl 3:1, Bíblia de Jerusalém).
PENSE “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2:20, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “A Lei (cerimonial) traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a sua realidade. […] Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas” (Hb 10:1 e 10, Nova Versão Internacional).
Quarta, 09/08/17
A LEI COMO NOSSO TUTOR
“Antes que chegasse a fé, nós éramos guardados sob a tutela da lei para a fé que haveria de se revelar” (Gl 3:23, A Bíblia de Jerusalém).
Qual realmente era a lei que guardava sob orientação àqueles que pela fé aguardavam a revelação de sua fé, o Messias?
“O povo de Deus, a quem Ele chama de peculiar tesouro, fora privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. A primeira aponta para a criação, a fim de lembrar que foi o Deus vivo que fez o mundo, cujos reclamos recaem sobre todos os seres humanos em todas as dispensações, e existirão por toda a eternidade. A segunda foi dada por causa da transgressão da lei moral por parte do ser humano. A obediência exigida por ela consistia em sacrifícios e ofertas que apontavam para a futura redenção…” (Meditação Matinal, 2013, p. 280).
A respeito dos patriarcas que aguardavam “a futura redenção”, a promessa do Redentor, Cristo, a fé, está declarado: “Todos estes viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (Hb 11:13, Nova Versão Internacional).
A fé de todos os patriarcas que “morreram sem receber o que tinha sido prometido”, estava fundamentada no ato legal do cordeiro substituto, e depois do Sinai, no sacrifício substituto da lei cerimonial, porque eram estes que anunciavam o cumprimento da promessa, Cristo, que eles viram de longe.
Paulo continua: “A lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo. […] Mas, tendo vindo a fé, já não mais permanecemos subordinados ao aio” (Gl 3:24 e 25, Almeida Revista e Atualizada).
É evidente que Cristo veio em cumprimento da promessa que recebeu como garantia o ato legal do cordeiro substituto para os patriarcas e da lei cerimonial depois do Sinai, para Israel, por causa das transgressões da lei moral. Cristo veio para cumprir com a Sua morte Substituta a sentença de condenação à morte do pecador culpado, pela transgressão da lei moral, par oferecer perdão, justificação e reconciliação, tipificados na lei cerimonial.
Na declaração de Jesus: “Não penseis que vim suprimir a Lei ou os profetas: não vim suprimir, mas cumprir” (Mt. 5:17, TEB), a palavra grega “plenrosai” permite a tradução, estabelecer totalmente, ou definitivamente. Foi para isso que Jesus veio, para realizar, estabelecendo de maneira completa e definitiva tudo o que era ensinado tipicamente pelos símbolos e cerimônias do santuário, e fundamentado em tudo o que os profetas disseram a respeito da Sua missão para ratificar o plano da salvação.
PENSE “Muitos há que procuram confundir estes dois sistemas, usando os textos que falam da lei cerimonial para provar que a lei moral foi abolida; mas isto é perversão das Escrituras. Ampla é a distinção entre os dois sistemas. O cerimonial era constituído de símbolos que apontavam para Cristo, para o seu sacrifício e sacerdócio. A lei ritual, com seus sacrifícios e ordenanças, devia ser cumprida pelos hebreus até que o tipo encontrasse o antítipo, na morte de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e então cessariam todas as ofertas sacrificais. Foi esta a lei que Cristo ‘tirou do meio de nós, encravando-a na cruz’ (Cl 2:14)” (Patriarcas e Profetas, p. 379).
DESAFIO “Cristo foi a base de toda a economia judaica. A morte de Abel foi consequência de recusar-se Caim, a aceitar o plano de Deus na escola da obediência, isto é, salvar-se pelo sangue de Jesus Cristo, simbolizado pelas ofertas sacrificais que apontavam para Cristo. Caim recusou-se a derramar o sangue que tipificava o sangue de Cristo, o qual ia ser derramado pelo mundo. Toda essa economia foi preparada por Deus, e Cristo tornou-se o fundamento de todo o sistema. Este é o princípio da obra da lei, como aio a levar pecaminosos instrumentos humanos à consagração de Cristo – o fundamento de toda a organização judaica” (Mensagens Escolhidas, p. 234).
Quinta, 10/08/17
A LEI E O CRISTÃO
“Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor” (Gl 3:25, Nova Versão Internacional).
Eis um ponto que para muitos oferece motivo para questionamentos. Entendem que o argumento de Paulo sustenta que antes de Cristo a lei moral estava em vigência, exercendo a função de tutor para conduzir os pecadores a Cristo, mas agora, com a presença de Cristo ela perdeu a sua função e o seu valor.
O próprio Paulo, que faz a declaração na carta aos Gálatas, escrevendo para os Romanos, afirma enfático: “No íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus” (Rm 7:22, Nova Versão Internacional). Estaria Paulo se contradizendo de maneira tão absurda? Para os Gálatas declara que com a morte de Cristo a lei moral perdeu a sua função. Para os Romanos, ele que é o campeão na proclamação da fé, sem a lei, faz a declaração de capitulação incondicional: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus” (Rm 7:25, Nova Versão Internacional).
Que espantosa manifestação de Paulo! Ele rende graças a Deus e a Jesus Cristo, nosso Senhor, e se declara, a si próprio, escravo da lei de Deus. Nessa declaração, ou Paulo está negando tudo o que já falou sobre a fé, sem a lei, ou nós, absolutamente, não estamos entendo a sua argumentação, e necessitamos reconhecer a nossa ignorância em relação aos seus “escritos difíceis de entender”.
Paulo, que passou pela gloriosa experiência no caminho para Damasco, ao ouvir a voz de Jesus, perguntou de modo inquiridor: “Que devo fazer, Senhor” (At 22:10, Nova Versão Internacional). Primeiro reconheceu a Jesus como Senhor, para então perguntar pelo dever. Em outra oportunidade declara: “Pois o amor de Cristo nos constrange” (2Co 5:14, Nova Versão Internacional). O amor de Cristo atrai o pecador. Atraído a Cristo, o amor a Cristo o conduz para a submissão e a obediência à lei de Cristo, que é a lei de Deus, o Pai: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14:15, Almeida Revista e Atualizada).
PENSE “Aquele que diz: ‘Eu O conheço’, mas não obedece aos Seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele” (1Jo 2:4, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a Lei é boa” (Rm 7:15 e 16, Nova Versão Internacional).
Sexta, 11/08/17
ESTUDO ADICIONAL
“Perguntaram-me acerca da lei em Gálatas. Que lei é o aio que nos deve levar a Cristo? Respondo: Tanto o código cerimonial como o moral, dos Dez Mandamentos. […] A lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados’. Gl 3:24. Nesta passagem, o Espírito Santo, pelo apóstolo, refere-se especialmente à lei moral. A lei moral revela o pecado, levando-nos a sentir nossa necessidade de Cristo e a fugirmos para Ele em busca de perdão e paz mediante o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Mensagens Escolhidas, Livro 1, p. 234).
Desde Adão, quando o pecador transgredia a lei moral, sabia que ela revelava o pecado contra Deus. Deus ensinou, desde Adão, que o cordeiro inocente substituto, e para Israel, no Sinai, os símbolos substitutos da lei cerimonial, eram o único caminho para alcançar perdão, justificação e reconciliação.
Portanto, a lei moral acusava o pecado e condenava o pecador. Nesta condição, o pecador sentindo a sua total insuficiência e a necessidade de perdão, era despertado para a promessa do Redentor, tipificado no cordeiro substituto e com Israel, na lei cerimonial. O cordeiro e a lei cerimonial tipificavam Cristo, a Fé, perdoadora e justificadora. Apoiando a sua fé, “na Fé, que no futuro, haveria de se revelar” Gl 3:23), o pecador, arrependido, oferecia o seu sacrifício substituto, com a certeza de obter o perdão e a justificação.
Portanto, o pecador acusado pela lei moral, e por ela despertado para a sua condição de condenado, recorria à promessa e à lei do substituto, que o conduzia a Cristo, o Redentor.
Logo, “tendo vindo a Fé” (ARA), ou: “chegada, porém, a Fé” (BJ), a presença pessoal de Cristo, porque ele é a Fé, “Autor e Consumador da fé” (Hb 12:2, ARA), “já não mais permanecemos subordinados ao aio”, os sacrifícios substitutos do ato legal e da lei cerimonial, mas, quando acusados e condenados pela lei moral, por causa da nossa transgressão, buscamos o perdão e a justificação diretamente “mediante a fé em Cristo Jesus” Gl 3:26).
A sentença de condenação da lei moral cumprida com a morte Substituta de Cristo, a fé e a promessa, tipificadas na lei cerimonial, e cumpridas pela presença pessoal de Jesus, com Sua morte e ressurreição, proclamam a eternidade e imutabilidade da lei moral e o fim do tutor, a lei cerimonial.
PENSE “Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala” (Hb 11:4, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Todos estes viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (Hb 11:13, Nova Versão Internacional).