Lição 08 – ESabatina – Quem é o homem de Romanos 7? – 18 a 25/11 de 2017

Lição 08 QUEM É O HOMEM DE ROMANOS 7?

Pr. Albino Marks

“Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra” (Rm 7:6).
Sábado, 18/11/17
INTRODUÇÃO
O Novo Testamento, escrito em grego, traz a palavra “nómos”, lei, traduzida do hebraico “torah”, que engloba toda a legislação de Israel contida no Pentateuco, e todas as orientações e instruções da Escritura do Velho Testamento, mas pode também referir a apenas um conjunto específico de leis, dos que compõe toda a “torah”. Portanto, pela palavra “nómos”, no grego, os escritores do Novo Testamento e especialmente Paulo, designam todo o Velho Testamento, o Pentateuco, a lei dos Dez Mandamentos, a lei cerimonial, a lei sacerdotal, as leis de saúde, as leis civis […]. Por esta razão, por desconhecer ou desconsiderar esta maneira de usar a palavra “nómos”, lei, dos escritores do Novo Testamento, muitas vezes são feitas aplicações equivocadas.
Os quatro evangelistas sempre usam a palavra “nómos”, quando referem ao Pentateuco ou a toda a Escritura existente. Poucas vezes a usam para referir a um conjunto específico de leis. Quando designam um conjunto específico de leis e mormente a lei moral, os dez Mandamentos, usam a palavra “entolè”.
Paulo usa a mesma palavra, “nómos”, para referir a todo o Velho Testamento, ao Pentateuco, ou a qualquer conjunto de leis. No entanto, usa-a com maior frequência referindo à lei moral e à lei cerimonial. Poucas vezes usa a palavra “entolè”, referindo à lei moral.
Para compreender o uso destas duas palavras, analisemos o diálogo de Jesus com os mestres da lei, em Jerusalém, onde um doutor da lei, O pôs à prova com a pergunta: “Um deles, perito da lei, ‘nomikòs’, o pôs à prova com esta pergunta: ‘Mestre, qual é o maior mandamento ‘entolè’ da lei? ‘nómu?’. Respondeu Jesus: Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento, ‘entolè’. E o segundo é semelhante a este: ‘Ame a seu próximo como a si mesmo. Destes dois mandamentos ‘entolais’ dependem toda a lei ‘nómos’ e os profetas’” (Mt 22:35-40, NVI).
Jesus não deixou nenhuma dúvida sobre o sistema legislativo da economia israelita. Sintetizando a lei moral em dois preceitos bem definidos, o relacionamento do homem para com Deus e o relacionamento do homem com o seu semelhante, acrescentou com muita clareza que destes dois mandamentos, “entolais”, dependem todo o ensino transmitido pela lei, “nómos”, o Pentateuco, e pelos profetas, o restante da Escritura.
PENSE “Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei ‘nómu’ de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lc 24: 44, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos ‘entolás’ de Deus e permanecem fiéis a Jesus” (Ap 14:12, Nova Versão Internacional).
Domingo, 19/11/17
MORTO PARA A LEI
Compreendendo que Paulo usa a palavra grega “nomos” para referir às diferentes leis da legislação israelita, e para entender o uso correto é preciso dar atenção ao contexto, leiamos Romanos 7:1-6 com esta perspectiva.
Meus irmãos, falo a vocês como a pessoas que conhecem a lei, “nómon”, o Pentateuco. Será que vocês não sabem que a lei, “nómos”, tem autoridade sobre alguém apenas enquanto ele vive? Por exemplo, pela lei “nómu” a lei conjugal ou de casamento, a mulher casada está ligada a seu marido enquanto ele estiver vivo; mas, se o marido morrer, ela estará livre da lei “nómou” do casamento.
Por isso, se ela se casar com outro homem enquanto seu marido ainda estiver vivo, será considerada adúltera. Mas se o marido morrer, ela estará livre daquela lei, “nómou”, a lei do casamento, e mesmo que venha a se casar com outro homem, estará perfeitamente certo e não será adultera.
Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a lei, “nómu”, a lei das cerimônias típicas, que era o marido de vocês, por meio da morte Substituta de Cristo, para pertencerem a outro, Àquele que ressuscitou dos mortos, porque quando Ele morreu, morreu também a lei das cerimônias que O tipificava e anunciava a Sua vinda. Mas, quando Ele ressuscitou, a lei das cerimônias típicas não ressuscitou com Ele. Portanto, quando a lei das cerimônias morreu com a morte de Cristo, nós também morremos para ela, e agora estamos livres desta lei das cerimônias típicas, para casar com Aquele que é o Ressurreto, Cristo Jesus, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus. Pois quando éramos controlados pela carne, as paixões pecaminosas que são condenadas pela lei, “nómo” a lei moral, atuavam em nosso corpo, de forma que dávamos fruto para a morte.
Mas, agora, libertados da lei, “nómou” a lei das cerimônias típicas, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, para, pela fé obter a justificação no Justificador prometido, Cristo, e, assim, somos justificados, pela fé, não por meio da intermediação da lei das cerimônias típicas, mas pela fé na intermediação de Cristo, morto, mas Ressurreto, o novo modo de relacionar-nos com Deus orientados pelo Espírito.
Usando oito vezes a mesma palavra “nómos”, em um pequeno trecho, Paulo refere a quatro leis da legislação israelita, que se tornam claras dando atenção ao contexto.
PENSE “Dia após dia, todo sacerdote […] repetidamente oferece os mesmos sacrifícios, que nunca podem remover pecados. Mas quando Este sacerdote acabou de oferecer, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus” (Hb 10:11, 12, Nova Versão Internacional).
DESAFIO Leia Romanos 7:6, em uma paráfrase livre “Agora, porém, libertados da lei das cerimônias caducas com a morte de Cristo, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, a lei das cerimônias, de modo que servimos em novidade de espírito, na graça real da morte de Jesus, e não na caducidade da letra da lei das cerimônias”. Lembrando que a argumentação da Paulo, em primeira instância, girava em torno da transição do ensino do plano da salvação do santuário terrestre para o santuário celestial.
Segunda, 20/11/17
PECADO E LEI
Paulo introduz um argumento importante: “Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei “nómou”, (a lei moral), operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte” (Rm 7:5, Almeida Revista e Atualizada).
É importante observar que neste capítulo 7, Paulo confronta o pecado com a lei moral no sentido de que a lei moral acusa e evidencia as paixões pecaminosas, condenando-as. Não argumenta que a lei moral é o instrumento que justifica o pecador, mas, sim, que o condena.
A lei cerimonial, com seus sacrifícios substitutos, era o instrumento indicado por Deus para, tipicamente expiar o pecado e oferecer justificação pela fé no Redentor prometido, tipificado no sacrifício substituto. “Mas agora”, nos dias de Paulo, depois da cruz, como o Substituto já veio, Cristo Jesus, “fomos libertos da lei”, das cerimônias típicas, e vivemos um novo modo espiritual, centralizado diretamente em Cristo, por meio dEle sendo justificados pela fé e salvos pela graça, e não pela mediação da “velha forma da lei (cerimonial) escrita”. Porque aquilo que as cerimônias não podiam fazer, Cristo faz, e nEle vivemos em novidade de vida e frutificando para Deus (Rm 7:6).
Então, Paulo levanta a questão: “A lei “nómos”, a lei moral, é pecado? De maneira nenhuma” (Rm 7:7, Nova Versão Internacional). Continua a sua argumentação de que ele só conheceu o pecado porque a lei moral esclarece o que é pecado. Se a lei moral não dissesse que a cobiça é pecado, logo deixaria de ser pecado. A lei moral não é pecado, mas exerce a função de acusar e evidenciar o que é pecado, que é um ato praticado contra a expressa vontade de Deus, quer praticado diretamente contra Ele, ou contra o semelhante, que é criatura de Deus.
A partir do verso 8, Paulo fala como se fosse pagão vendido ao pecado, para dizer que que nesta situação, o pecado, fruto do autor do pecado, ciente do mandamento, “entolês”, a lei moral, operou nele todo tipo de desejo pecaminoso, pois, onde não há lei “nómou”, lei moral, não existe pecado (Rm 7:8).
Assim, sem ter o conhecimento da lei “nómou”, lei moral, ele praticava toda a sorte de pecados e, contudo, vivia. Como que dizendo: eu vivia no pecado, mas achava que tudo estava bem. Mas quando tomou conhecimento do mandamento, “entolês”, a lei moral, também tomou conhecimento do pecado (Rm 7:9).
Então tornou-se consciente de que o mandamento, “entolè”, a lei moral, que devia produzir vida, o condenava à morte (Rm 7:10).
Compreendeu que o pecado, ciente do mandamento, “entolês”, a lei moral, o enganou, induzindo-o a praticar tudo o que a lei moral declara mau e pecaminoso, e assim por meio da lei moral o matou (Rm 7:11).
PENSE “De onde vem as guerras e contendas que há entre vocês? Não vem das paixões que guerreiam dentro de vocês” (Tg 4:1, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (1Co 5:17, Nova Versão Internacional).
Terça, 21/11/17
A LEI É SANTA
Na sequência da argumentação é importante atentar para a forma das declarações de Paulo, usando as palavras gregas: “nómos e entolé”
Quando, em sua condição pecaminosa, foi defrontado com o mandamento, (entolé), a lei moral, despertou para a realidade do pecado (Rm 7:9). Descobriu que o mandamento (entolé) a lei moral, que devia produzir vida, produziu a morte (Rm 7:10). Porque o pecado “aproveitando a oportunidade dada pelo mandamento, (entolé), a lei moral, enganou-me e por meio dele me matou” (Rm 7:11). Porque sem a lei não existe pecado (Rm 7:8). Culmina, então, com a categórica declaração: “De fato a lei (nómos), todas as instruções orientadoras de Deus são santas, e o mandamento (entolé) a lei moral dos Dez Mandamentos é santo, justo e bom” (Rm 7:12).
Feita esta forte afirmação, Paulo levanta a pergunta: “Acaso o bom se me tornou em morte?” Acaso foi a lei moral, que é um instrumento espiritual, santo, justo e bom, que me matou. Absolutamente não. Mas o pecado contra o qual a lei moral adverte, que é sobremaneira maligno e mortal, este causou a morte. A lei moral é o instrumento espiritual que determina a conduta no sentido de agradar a Deus, mas Paulo reconhece que a natureza humana é carnal, vendida à escravidão do pecado. Nesta situação, vivendo sob o domínio do pecado e com o conhecimento da lei moral, acusando o seu pecado, Paulo passa a descrever a luta espiritual que se trava em sua mente. No espírito ele quer praticar o bem, mas a carne o seduz a praticar o mal que detesta.
Não podemos olvidar que Paulo também estava falando para os crentes vindos do paganismo. Estes nunca viveram sob a lei das cerimônias. Mas as paixões pecaminosas agindo neles, faziam-no contra os princípios da lei moral e, portanto, servindo-se desta lei, estas paixões produziam como resultado final a morte, que é o resultado final do pecado condenado pela lei moral (Rm 6:23). Mas pela aceitação de Cristo foram libertados da condenação à morte sentenciada pela lei moral e serviam a Deus, justificados pela fé e salvos pela graça, obtidas por meio de Cristo.
PENSE “Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não sou, pois fui vendido como escravo ao pecado” (Rm 7:14, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio” (Rm 7:15, Nova Versão Internacional).
Quarta, 220/11/17
O HOMEM DE ROMANOS 7
“E, se faço o que não desejo, admito que a Lei é boa. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim” (Rm 7:16, 17, Nova Versão Internacional).
Nesta situação, vivendo sob o domínio do pecado e com o conhecimento da lei moral, acusando o seu pecado, Paulo descreve a luta espiritual que se trava em sua mente. No espírito ele quer praticar o bem, mas a carne o seduz a praticar o mal que detesta. O que Paulo está dizendo é que está tentando viver em harmonia com a vontade de Deus, por si mesmo. Não aceitando a Cristo e não se submetendo à liderança do Espírito Santo, o pecador não consegue libertar-se do domínio do pecado.
A justiça pela fé e a justiça da lei moral são inseparáveis dentro do plano da salvação. Jesus disse à prostituta a quem ofereceu a graça, perdoou e justificou: “Não te condeno, vai e não peques mais”. A justiça imputada, a justificação, é o perdão obtido pela fé em Jesus; a justiça comunicada é o Espírito Santo orientando a conduta pela lei moral e pela Palavra de Deus. “Pois Deus vos escolheu desde o começo, para serdes salvos pelo Espírito que santifica e pela fé na verdade” (2Ts 2:13, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Este era o problema espiritual dos israelitas. Confiavam inteiramente na justiça comunicada, a justiça da lei, no entanto, praticada sem o reconhecimento da Soberania de Cristo e sem a orientação do Espírito Santo. O moço rico respondeu para Jesus: “Faço tudo isto desde a minha mocidade”. Deste modo, não sentiam necessidade da justiça imputada, a fé no Salvador para obter o perdão e a justificação sem apresentar méritos. Por praticar os princípios da lei moral, a justiça comunicada, por esforço próprio, o israelita julgava-se seguro da salvação.
Paulo descreve a luta espiritual do homem de Romanos sete: “Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim” (Rm 7:20, Nova Versão Internacional).
Quando por nossa própria determinação insistimos em vencer as nossas fraquezas espirituais, continuamos vivendo a experiência do homem de Romanos sete, que procura fazer o que é correto, mas faz o que é errado, porque o pecado habitando nele não permite a atuação do Espírito Santo.
O único meio para alcançar a vitória sobre o poder do pecado, é cair sobre a Rocha para matar a velha natureza pecaminosa. “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que amou e a Si mesmo Se entregou por mim” (Gl 2:19, 20, Almeida Revista e Atualizada).
O pecado não existe mais para mim e eu não existo para ele. Quem existe é Cristo, e por Ele eu vivo para Deus.
PENSE “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo” (Rm 7:18, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” (Rm 7:19, Nova Versão Internacional).
Quinta, 23/11/17
SALVO DA MORTE
“Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei “nomu” de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei “nómon” que, guerreando contra a lei “nómu” da minha mente, me faz prisioneiro da lei “nómu” do pecado que está em meus membros” (Rm 7:22, 23, Almeida Revista e Atualizada).
O que Paulo está ensinando por estas argumentações? Seria a lei de Deus e a lei do pecado uma e a mesma coisa, simples e puramente a lei moral? Não faz sentido porque Paulo declara que há um estado de guerra entre a lei de Deus e a lei do pecado. Portanto, uma é oposta a outra.
Paulo declara francamente que em sua inteligência ratifica a lei de Deus como a norma para a sua conduta, mas em seus membros descobre outra lei que o faz prisioneiro da lei do pecado. A lei de Deus determina um modo de conduta que é combatido pela lei do pecado que determina outro modo de conduta. Em harmonia com a argumentação de Paulo, somente há uma compreensão coerente: a lei de Deus é a lei moral e a lei do pecado é o poder do maligno que o escravizou, dominando-o e fazendo-o praticar atos pecaminosos contra Deus e contra o semelhante, condenados pela lei moral. Mas ele usa a mesma palavra “nómos” para as duas leis e as duas situações.
Intelectualmente Paulo se comprazia na lei de Deus e o declara de maneira enfática: “com a mente, sou escravo da lei “nómu” de Deus, mas, segundo a carne, da lei “nómu” do pecado” (Rm 7:25, Almeida Revista e Atualizada). Contudo, o poder do maligno o dominava de tal modo que a prática contradizia a sua teoria: no espírito anelava viver os princípios da lei moral, mas o maligno o fez prisioneiro do pecado com tal poder, que na carne, o fazia praticar o pecado. Como escapar desta sentença fatal? Só uma alternativa: a graça de Deus por meio de Cristo Jesus.
“Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Rm 7:24, 25, Nova Versão Internacional).
No entanto, Paulo reconhece que mesmo liberto pela graça de Jesus, do poder da escravidão do pecado, a guerra entre as duas naturezas, a espiritual, que tem prazer na lei de Deus, e a carnal, seduzida pela lei do pecado, continua enquanto está vivendo no território do inimigo.
PENSE “Assim, encontro esta lei que atua em mim: quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim” (Rm 7:21, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem” (Rm 12:21, Nova Versão Internacional).
Sexta, 24/11/17
ESTUDO ADICIONAL
“Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão da lei. O homem não pode esperar colocar-se inocente diante de Deus e em paz com Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao m0esmo tempo continua em pecado” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 213)
“Paulo desejava que seus irmãos vissem que a grande glória de um Salvador que perdoa o pecado era o que dava significado a todo o sistema judaico. Desejava que vissem também que, quando Cristo veio ao mundo e morreu como sacrifício pelo homem, o tipo encontrou o antítipo.
“Depois que Cristo morreu na cruz como oferta pelo pecado, a lei cerimonial não podia mais ter vigência. Todavia, achava-se ligada à lei moral e era gloriosa. O todo trazia o sinete da divindade, e exprimia a santidade, justiça, e retidão de Deus. E se era glorioso o ministério da dispensação que devia terminar, quanto mais não deveria ser gloriosa a realidade, quando Cristo fosse revelado, concedendo a todos os que criam Seu Espírito vitalizante e santificador?” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1220).
O centro da pregação de Paulo era a transição entre a justificação pela fé e a salvação pela graça ensinada pelos símbolos e ritos substitutos do santuário terrestre, anunciando e proclamando a justificação pela fé e a salvação pela graça na realidade do sacrifício substituto e do sacerdócio substituto de Cristo.
A lei moral, o instrumento orientador para o relacionamento entre Deus e o homem foi transgredido pela desobediência do homem, e este foi condenado à morte eterna.
Deus interveio com o plano da justificação pela fé e da salvação pela graça, com a morte substituta do Único que com a Sua morte podia cumprir a sentença da condenação e então oferecer perdão, justificação e salvação pela fé e pela graça.
Este plano foi primeiro ensinado pelo ato legal do cordeiro substituto típico, de Adão até o Sinai, e depois, pelas cerimônias típicas do santuário, do Sinai até o Calvário, o glorioso momento em que o sacrifício típico foi substituído pelo sacrifício real de Cristo.
“Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas” (Hb 10:10, Nova Versão Internacional).
PENSE “A Lei (das cerimônias) traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a sua realidade. Por isso ela nunca consegue, mediante os mesmos sacrifícios repetidos ano após ano, aperfeiçoar os que que se aproximam para adorar” (Hb 10:1, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Mas quando Este sacerdote acabou de oferecer, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus. […] Porque, por meio de um único sacrifício, Ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb 10:12,14, Nova Versão Internacional).