Lição 09 – ESabatina – Declarações de esperança – 19 a 26/11 de 2016.

Lição 09 DECLARAÇÃO DE ESPERANÇA
Pr. Albino Marks
“Também Ele será a minha salvação; porém o hipócrita não virá perante Ele” (Jó 13:16, ACF).
Sábado, 19/11/16
INTRODUÇÃO
Há pelo menos, cinco questões cruciais para compreender o relato de Moisés no livro de Jó: a existência de Deus como criador e mantenedor do Universo; a existência de Satanás como o inimigo de Deus e de todas as Suas criaturas; as Escrituras Sagradas, e no caso o livro de Jó, primeiro relato escrito das Escrituras, como um documento conceitual e histórico autêntico e digno de confiança; o conhecimento do conflito cósmico espiritual entre Cristo e Satanás e o conhecimento do plano da salvação como a única solução para o problema do sofrimento humano.
O desconhecimento destas questões ou a sua rejeição proposital como fatos que merecem credibilidade, bloqueia o caminho para compreender que o problema do sofrimento humano não é uma maldição sem causa conhecida, mas que tem a sua origem no contexto do grande conflito cósmico espiritual em razão da rebelião e do pecado de Satanás, e que a única solução para o problema é o plano da salvação por meio de Cristo Jesus.
Não tendo esta compreensão, o ser humano vive sem esperança e sem sentido.
“As verdades da Palavra de Deus não são meras opiniões, mas as declarações do Altíssimo. (…) A pessoa que atenta para as Escrituras com atitude de oração obterá compreensão clara e um sólido discernimento como se, ao buscar a Deus, alcançasse um grau superior de inteligência”.
“Dependemos da Bíblia para obter conhecimento dos primórdios da história de nosso mundo, da criação de Adão e Eva e de sua queda. Remova-se a Palavra de Deus, e o que podemos esperar além de sermos deixados às fábulas e conjeturas e àquele enfraquecimento do intelecto que é o seguro resultado de entreter o erro? Necessitamos da autêntica história da origem da Terra, da queda do querubim protetor e da entrada do pecado em nosso mundo. Sem a Bíblia, ficaríamos desnorteados pelas falsas teorias”.
“A mente da qual o erro já tomou posse não pode nunca expandir-se livremente em direção à verdade, mesmo após investigação. As velhas teorias clamarão por reconhecimento. O entendimento das coisas verdadeiras, elevadas e santificadas ficará confuso. Ideias supersticiosas penetrarão na mente para misturar-se com o que é verdadeiro, e essas ideias são sempre aviltantes em sua influência. O conhecimento cristão (…) distingue o leitor da Bíblia que nela crê, que tem estado recebendo os preciosos tesouros da verdade, daquele que é cético e do crente na filosofia pagã” (Cristo Triunfante. Meditação Matinal, 2002, p. 351).
PENSE “Tu perguntas: ‘Quem é esse que obscurece o meu conselho sem conhecimento?’ Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber” (Jó 42:3, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Não há sabedoria alguma, nem discernimento algum, nem plano algum que possa opor-se ao Senhor” porque a “Sua sabedoria é insondável” (Pv 21:30, e Is 40:28, Nova Versão Internacional).
Domingo, 20/11/16
INVENTORES DE MENTIRAS
Nesta sua resposta, Jó argumenta com palavras fortes procurando despertar os amigos para a realidade. Dizendo que está questionando a Deus por não compreender a razão do seu sofrimento, qualifica as acusações dos amigos de difamação mentirosa. Se ficassem calados, a ajuda deles seria muito maior e revelariam mais sabedoria. Em verdade, acusar outra pessoa sem conhecer ou compreender as verdadeiras razões de suas lutas, é tolice.
Jesus foi muito incisivo sobre os julgamentos precipitados e não fundamentados: Não julguem para que não sejam jugados. (…) Por que você repara no cisco no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está no seu próprio olho?” (Mt 7:1 e 3, Nova Versão Internacional).
Quando fazemos julgamentos a respeito do nosso próximo corremos o risco de condenar-nos a nós mesmos. É muito fácil para a natureza pecaminosa humana perceber pequenos deslizes na conduta do próximo e não se dar conta de atos muito mais comprometedores de nosso próprio modo de agir. Paulo adverte: “Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado” (Gl 6:1, Nova Versão Internacional).
Depois de fazer algumas perguntas desafiadoras para seus amigos de que estavam procurando defender a Deus com argumentos inconsistentes, Jó faz a declaração ousada, fundamentada na declaração de Jesus sobre julgamentos, da qual não tinha conhecimento: “Ele mesmo vos condenará, porque dissimuladamente vos pondes do Seu lado” (Jó 13:10, Matos Soares)
Para Jó, toda a argumentação dos amigos não possuía alicerce, porque rejeitando ou desconhecendo a sua conduta de integridade, estavam dizendo mentiras, acusando-o de atos pecaminosos. Por suas palavras demonstravam estar em defesa de Deus, quando realmente não compreendiam o Seu caráter. Qualifica os seus argumentos como provérbios de cinzas e palavras de barro (Jó 13:12).
Cansado de ouvir as suas acusações infundadas, Jó faz um apelo dramático para os amigos: “Fiquem quietos por algum tempo e deixem-me falar; estou pronto a sofrer as consequências. Sim, vou arriscar tudo que tenho, minha própria vida, para defender minha inocência” (Jó, 13:13 e 14, A Bíblia Viva).
PENSE “Porque vocês torcem o sentido das minhas palavras. Vocês são médicos que não sabem descobrir doenças! Se vocês calassem a boca mostrariam mais sabedoria do que me dando esses conselhos tolos!” (Jó 13:4 e 5, A Bíblia Viva).
DESAFIO “O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um” (Cl 4:6, Nova Versão Internacional).
Segunda, 21/11/16
“AINDA QUE ELE ME MATE”
É preciso assinalar a questão importante no sofrimento de Jó. Em Jó 1:8 e 2:3, Deus desafia a Satanás, porque em seu suposto território havia um represente do Reino de Deus que era justo, íntegro irrepreensível e evitava praticar o mal, que é a mercadoria comercializada por Satanás. Deus permitiu que Satanás torturasse e oprimisse a Jó, mantendo o controle e limitando a perversa ação de Satanás apenas à conservação da vida.
Satanás aceitou o desafio, certo de que venceria a Jó e o colocaria em rebelião contra Deus. A importante questão é que Jó não ficou sabendo do diálogo entre Deus e Satanás. Se o soubesse, o desafio perderia todo o seu significado. Esta batalha espiritual travou-se no contexto do grande conflito cósmico entre Deus, Cristo e Satanás.
Três amigos de Jó, Elifaz, Bildade e Zofar, o visitaram com a intenção de transmitir conforto, mas que também nada sabiam da verdadeira razão do seu cruel sofrimento, porém, por trás deles, Satanás se ocultou para duramente acusar a Jó de vida pecaminosa e colocar em dúvida a fidelidade Deus.
São feitas declarações que depois de Satanás ferir a Jó com chagas cruéis para causar sofrimento terrível, ele desaparece de cena. Faria sentido, Deus acompanhar o sofrimento de Jó por semanas, provavelmente meses, sendo que o inimigo desafiado, joga a toalha e abandona a luta?
Depois de três discursos permeados de acusações, a batalha chegou a um ponto decisivo, e Jó fez a sua declaração inquestionável e inabalável de fé em Deus: “Ainda que Ele me mate, nEle esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dEle” (Jó 13:15, Almeida Revista e Corrigida).
Esta breve, mas profunda ideia da pena inspirada, é significativa em relação à experiência de Jó: “Muitos agiam segundo os sentimentos, não por princípios e pela fé” (Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 187). O relacionamento de Jó com Deus estava alicerçado em princípios de conduta e de fé. Ele estava convicto de que alguma coisa errada aconteceu, não com ele, nem com Deus, mas que Deus ainda a mantinha oculta.
Como ele conhecia o caráter de Deus, coisa alguma destruiria o seu relacionamento com Ele, nem mesmo que Deus o matasse: “Deus pode me matar por isto, e penso que vai fazê-lo; mas mesmo assim, vou mostrar que sempre agi com justiça” (Jó 13:15, A Bíblia Viva).
PENSE “Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, (…) será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8:38 e 39, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Pobres de vocês se Ele lhes mostrasse o que há em seus corações! Sabem o que estão fazendo?” (Jó 13:9, A Bíblia Viva).
Terça, 22/11/16
DECLARAÇÃO DE ESPERANÇA
O angustiante sofrimento de Jó culmina com o brado de vitória: “Também Ele será a minha salvação, porém o hipócrita não virá perante Ele” (Jó 13:16, ACF). “E Ele será o meu Salvador, porque nenhum hipócrita ousará aparecer diante dos Seus olhos” (Matos Soares).
Que declaração fantástica de certeza e fé. Em meio a todo o seu sofrimento, Jó estava convicto de que Deus era fiel. Sabia que no final, Se revelaria como seu Salvador. Fazendo a sua defesa de ser inocente, “mas mesmo assim, vou mostrar que sempre agi com justiça” Jó 13:15, A Bíblia Viva), estava plenamente seguro de que não agia como hipócrita, porque ninguém com esta mácula ousará comparecer na presença do Senhor. Ele declara: “Mas desejo falar ao Todo-poderoso e defender a minha causa diante de Deus” (Jó 13:3, Nova Versão Internacional).
A verdade é que desde a queda de Adão, Deus sempre buscou restaurar com o homem o relacionamento de amor, companheirismo e confiança, perdido em consequência do pecado. Afirmar que depois da cruz, Deus mudou a Sua maneira de lidar com o pecado e o pecador, seria atribuir a Deus um caráter com dois pesos e duas medidas. Deus declara categoricamente: “Porque Eu, o Senhor, não mudo” (Ml 3:6, Almeida Revista e Atualizada). A única coisa que mudou no processo divino de justificação e reconciliação, é que antes da cruz a graça era ensinada por símbolos e ritos. Depois da cruz, a graça foi revelada como é: Uma Pessoa que ama o pecador com tamanho amor, que assumiu a culpa do pecador e morreu em seu lugar. Esta Pessoa é o Prometido, a esperança da salvação de Jó.
Antes da cruz, o pecador que compreendia o verdadeiro ensino e significado dos símbolos e ritos, olhava com fé para o futuro e exclamava: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19:25, Almeida Revista e Atualizada). Depois da cruz, o pecador que compreende a glória de Cristo, olha com fé para o passado, para o Calvário e exclama: “Porque sei em Quem tenho crido e estou certo que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia” (2Tm 1:12, Almeida Revista e Atualizada).
Esta verdade, Paulo proclama esta esperança com inabalável convicção (1Co 15:12-20). Por Sua morte e ressurreição Jesus tornou-se a garantia da ressurreição de todos aqueles que como Jó, aceitam o plano da “libertação” (Jó 13:16, NVI) do sofrimento, provido por Deus.
PENSE “Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão” (1Co 15:19, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Aliás, será esta a minha libertação, pois nenhum ímpio ousaria apresentar-se a Ele!” (Jó 13:16, Nova Versão Internacional).
Quarta, 23/11/16
ESPERANÇA ANTES DA CRIAÇÃO DO MUNDO
O pecado feriu mortalmente a Adão, mas não o separou da fonte da graça, Deus. Para ensinar a Adão e aos seus descendentes nascidos sob o pecado, que a graça continuava sendo motivo de vida e esperança de restauração, eles teriam um substituto típico, até novamente ter a manifestação da graça real mediante Cristo Jesus. (Gn 3:15).
Esse processo de esperança de obter graça, perdão e justificação mediante o ato legal do substituto, tipificando o verdadeiro substituto – Cristo – a graça, foi vivenciado pelos patriarcas ante e pós-diluvianos. Todos venceram o pecado pela fé na fonte de graça, o Redentor que havia de vir. Tinham plena certeza na provisão perdoadora e restauradora por meio dAquele em quem centralizavam a esperança, e firme convicção de um fato ainda não acontecido, a morte substituta, vicária, do Redentor. “A fé é um modo de possuir desde agora o que se espera, um meio de conhecer realidades que não se veem. (…) De acordo com a fé, todos estes morreram sem ter alcançado a realização das promessas, mas tendo-as enxergado e saudado de longe, e reconhecendo-se estrangeiros e viandantes na terra” (Hb. 11:1 e 13, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Jó proclamou esta sua esperança nas palavras imortais: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lO-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27, Almeida Revista e Atualizada).
“De saudade me desfalece o coração”. Que convicção de fé! Que anseios! Que certeza na graça Redentora! Que esperança nutrida com vigor indestrutível em meio ao mais cruel sofrimento!
A respeito do plano da redenção e da gloriosa esperança que Deus semeou no coração do pecador rebelde, prisioneiro de Satanás, declara Paulo: “E esclarecer a todos a administração deste mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus, que criou todas as coisas (…) de acordo com o seu eterno plano que Ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Ef 3:9 e 11, NVI). O plano da salvação é eterno e permaneceu oculto em Deus, como mistério, que somente a Trindade conhecia, e que seria revelado e realizado se a situação prevista do pecado se tornasse realidade. Não é uma ideia que Deus inventou e passou a executar depois da queda de Adão, mas é a revelação do “grande mistério da piedade” (1Tm 3:16), concebido nos tempos eternos e envolto em amor incompreensível.
PENSE “Fé e conhecimento que se fundamentam na esperança da vida eterna, a qual o Deus que não mente prometeu antes dos tempos eternos” (Tt 1:2, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Porque Deus nos escolheu nEle antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em Sua presença” (Ef 1:4, Nova Versão Internacional).
Quinta, 24/11/16
IMAGENS DE ESPERANÇA
Adão rompeu o relacionamento estabelecido em princípios de amor, graça, harmonia e confiança, orientando a conduta. Em verdade, Adão afastou-se da proteção da graça quando desobedeceu, por afastar-se dAquele que é a graça. Caiu em desgraça, mas não ficou fora do alcance da graça. A vida de Adão, antes do pecado era um dom da graça. Não possuía vida inerente, mas comunicada pelo Doador.
A primeira grande certeza que foi comunicada a Adão e Eva assim que romperam o relacionamento com Deus, vencidos pelo engano de Satanás, foi a proclamação da esperança de libertação na promessa da vinda do Redentor. (Gn 3:15). Porém, a promessa da esperança não foi um lampejo que brilhou na mente de Deus, como uma solução improvisada para o problema do pecado, que inesperadamente O colheu de surpresa. “Porque Deus nos escolheu nEle antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em Sua presença. (…) E nos revelou o mistério da Sua vontade, de acordo com o Seu bom propósito que Ele estabeleceu em Cristo” (Ef 1:4-9, Nova Versão Internacional).
Este fato confere um sentido e valor sem precedentes para o ser humano, porque esta esperança para a vida não é produto de uma emergência, mas o resultado do amor eterno do Criador.
Esta esperança é o fio de ouro das mensagens do amor eterno de Deus, atravessando a era patriarcal ante e pós diluviana; animando o povo de Israel em suas lutas contra Satanás, personificado nos inimigos que constantemente atacavam suas terras; manifestou-se na glória do Desejado de Todas as Nações, para cristalizá-la sobre a cruz com o brado vitorioso sobre o pecado, o sofrimento e a morte, e cumpri-la definitivamente no restabelecimento do Reino eterno de Deus em nosso mundo restaurado.
Compreendendo a sua inteira insuficiência para salvar a si mesmo da condenação do pecado; compreendendo não possuir absolutamente nada de bom e de valor para apresentar como méritos, o pecador é conscientizado pela ação do Espírito Santo, de que a sua única esperança de salvação se centraliza em Cristo morrendo sobre a cruz. Tal como Pedro, afundando nas águas do mar da Galiléia, o pecador em rendição incondicional exclama: “Salva-me Senhor!” (Mt 14:30, ARA). O ato de fé da parte do pecador, recebe como resposta imediata a mão estendida de Jesus para oferecer o perdão e o ato de justificação da parte de Deus.
PENSE “Então a soberania, o poder e a grandeza dos reinos que há debaixo de todo o céu serão entregues nas mãos dos santos, o povo do Altíssimo. O reino dEle será um reino eterno, e todos os governantes o adorarão e lhe obedecerão” (Dn 7:27, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Até que o ancião veio e pronunciou a sentença a favor dos santos do Altíssimo; chegou a hora de eles tomarem posse do reino” (Dn 7:22, Nova Versão Internacional).
Sexta, 25/11/16
ESTUDO ADICIONAL
“Eles olharão para todos os lados procurando uma esperança, mas só haverá medo, tristeza e desespero. E depois, serão jogados na mais terrível escuridão” (Is 8:22, A Bíblia Viva).
Não há esperança para aquele que se afasta das orientações divinas para seu modo de vida. Outras fontes podem ser procuradas, mas elas não apresentam um caminho que conduza para o alvorecer. São caminhos sem esperança.
O ser humano foi feito de tal modo que precisa de esperança. A esperança é a mola propulsora que impulsiona o homem para as atividades e realizações. A esperança é a adrenalina espiritual que confere energia ao homem nos momentos mais difíceis e árduos de sua peregrinação. A esperança impulsiona o homem para as conquistas mesmo sob sacrifício.

Quando o homem é despojado da esperança, torna-se um espectro ambulante, vegetando sem rumo. Destruída a esperança de um homem, destruído fica o homem.

Sem Deus, o caminho apresenta-se angustiante, escuro, eivado de ansiedades e envolto em densas trevas. Que coisas boas existem afastado de Deus?

A origem do problema está no afastamento da única fonte que pode preservar nosso equilíbrio emocional, num mundo dominado pelo Malfeitor e originador do pecado. “Satanás é o originador da doença; e o médico luta contra sua obra e poder. Prevalece por toda parte a enfermidade mental…” (Mente Caráter e Personalidade, p. 12).

Quando o ser humano se coloca em harmonia com o seu Criador, ele encontra a harmonia de espírito. A paz de espírito e a esperança são dádivas de Deus.
O profeta Jeremias declara: “Teu mal é incurável (…) por que gritas por motivo da tua ferida? Tua dor é incurável. Por causa da grandeza da tua maldade, e multidão dos teus pecados. (…) Porque te restaurarei a saúde, e curarei as tuas chagas, diz o Senhor” (Jr 30:12, 15 e 17, Almeida Revista e Atualizada).
O pecado não tem cura através de comprimidos ou cápsulas; o único remédio para o pecado é o amor e o perdão de Jesus.
“Esse sentimento de culpa tem de ser deposto aos pés da cruz do Calvário. O senso de pecaminosidade envenenou as fontes da vida e da felicidade. Agora Jesus diz: ‘Depõe tudo sobre Mim. Eu levarei teu pecado. Dar-te-ei paz. Não destruas por mais tempo teu respeito próprio, pois Eu te comprei com o preço do Meu próprio sangue. Tu és Meu, tua vontade enfraquecida Eu fortalecerei; teu remorso pelo pecado Eu removerei’” (Mente Caráter e Personalidade, p. 451).
PENSE “O amor difundido por Cristo por todo o ser, é um poder vitalizante. Todo órgão vital – o cérebro, o coração, os nervos – esse amor toca, transmitindo cura. Por ele são despertadas para a atividade as mais altas energias do ser. Liberta a alma da culpa e da dor, da ansiedade e do cuidado que consomem as forças vitais. Vêm com ele serenidade e compostura. Implanta na alma uma alegria que coisa alguma terrestre pode destruir – a alegria do Espírito Santo – alegria que comunica saúde e vida“ (Mente Caráter e Personalidade, p. 452).
DESAFIO “O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz. Sobre aqueles que habitavam a terra da sombra, uma luz resplandeceu. Multiplicaste a sua alegria, aumentaste o seu júbilo. Eles rejubilaram diante de ti como na alegria da colheita, como a gente se alegra na repartição do despojo” (Is 9:1 e 2, Tradução Ecumênica da Bíblia).