Lição 09 – ESabatina – Nenhuma condenação – 25/11 a 02/12 de 2017

Lição 09 Nenhuma condenação

Pr. Albino Marks

“Agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segunda a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8:1).
Sábado, 25/11/17
INTRODUÇÃO
Nos primeiros versos do capítulo oito aos Romanos, Paulo descreve como Jesus assumiu a culpa e libertou o pecador da condenação eterna: “Agora, pois, não há mais nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus. Pois a lei do Espírito, que dá a vida em Jesus Cristo, libertou-me da lei do pecado e da morte. O que era impossível à lei, porque a carne a votava à impotência, Deus o fez: por causa do pecado, enviando o seu próprio Filho na condição da nossa carne de pecado, ele condenou o pecado na carne, a fim de que a justiça exigida pela lei seja realizada em nós, que não andamos sob o domínio da carne, mas do Espírito” (Rm 8:1-4, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Nesta parte de sua argumentação, Paulo como que fecha com uma frase conclusiva de vitória na intensa luta entre querer fazer o bem e na realidade praticar o mal. A vitória é alcançada pelo ato de aceitar e submeter-se a Cristo Jesus. Ele triunfou sobre o autor do mal e Sua vitória é a garantia de libertação completa para aqueles que a Ele se entregam.
Jesus veio para cumprir a lei moral, obedecendo a tudo o que ela determina; veio para cumprir a sentença de condenação contra o homem culpado, como Substituto inocente; cumprir, com a Sua morte Substituta, tudo o que estava tipificado nas cerimônias e símbolos da lei cerimonial: graça, perdão, justificação, reconciliação e salvação; veio para cumprir o julgamento injusto, com base na lei civil, ser declarado justo e inocente, mas condenado, para morrer em favor dos culpados. Também com a Sua morte e ressurreição, veio cumprir a promessa de Deus de torná-lO sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
A palavra grega “plerousai” em Mateus 5:17, permite a tradução, estabelecer totalmente, ou definitivamente. Foi para isso que Jesus veio, para realizar, cumprir, estabelecendo de maneira completa e definitiva tudo o que era ensinado tipicamente pelos símbolos e cerimônias do santuário, e fundamentado em tudo o que os profetas disseram a respeito da Sua missão para ratificar o ato da salvação. Porque “a Lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a sua realidade. […] Então acrescentou; ‘Aqui estou: vim para fazer a tua vontade’. Ele cancela o primeiro para estabelecer o segundo. Pelo cumprimento dessa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas” (Hb10:1, 9 e 10, NVI).
PENSE “Eu lhes asseguro: Quem ouve a Minha palavra e crê nAquele que Me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida” (Jo 5:24, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus” (Jo 3:18, Nova Versão Internacional).
Domingo, 26/11/17
EM JESUS CRISTO
Na sequência Paulo introduz a lei do Espírito, a lei do pecado, a lei impotente na carne e a lei que exige justiça. Quatro leis em três versos e em argumentos bem sucintos. No grego, a mesma palavra, “nómos”, qualifica estas quatro leis. Seriam uma e a mesma lei?
“Graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor”, pode entender-se claramente tudo o que segue.
Quem aceita a Jesus como seu Salvador é liberto da sentença de morte exigida pela lei moral, pois, a lei do Espírito, que dá a vida, liberta da lei do pecado e da morte. Que lei do Espírito, lei maravilhosa que liberta do pecado e da morte, é essa? Pode uma lei libertar do pecado e da morte? Estaria Paulo se contradizendo? Estaria negando tudo o que declarou, que o pecador somente pode ser liberto do pecado e da morte pela graça de Deus revelada em Jesus?
Há um detalhe importante ao qual é preciso dar atenção. Paulo declara que é possível ser liberto da lei do pecado e da morte pela lei do Espírito, mas em Cristo Jesus. Pelo cumprimento de que lei, Jesus liberta o pecador da lei do pecado e da morte? Para realizar esta obra Jesus entregou-Se para ter executada em Si mesmo a sentença da lei moral que condenou o pecador à morte. Portanto, esta lei do Espírito é a mesma lei eterna do concerto da Trindade estabelecido na eternidade.
Esta lei que orienta, adverte e previne contra o pecado, mas que também acusa o pecado e condena o pecador, ela tem a sua justiça satisfeita no Substituto inocente em lugar do pecador culpado. A provisão do Substituto, para satisfazer a justiça da lei, foi feita “antes da fundação do mundo, e manifestado no fim dos tempos por vossa causa” (1Pe 1:20, Tradução Ecumênica da Bíblia). Por determinação deste concerto, Jesus morreu, e a lei que proclamava a morte do pecador, passou a proclamar a vida do perdoado por graça pela fé no sacrifício Substituto da graça.
No que reside o poder dessa lei do Espírito de vida para obter a libertação da lei do pecado e da morte? Na morte perdoadora e justificadora de Deus em Cristo Jesus. Liberto por graça, das consequências mortais do pecado, o homem pecador é colocado em harmonia com a lei do Espírito, que é a lei moral dos Dez Mandamentos, que teve satisfeita a sua justiça na morte de Jesus.
PENSE “Fui crucificado com Cristo, Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2:2, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Deus tornou pecado por nos Aquele que não tinha pecado, para que nEle nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5:21, Nova Versão Internacional).
Segunda, 27/11/17
O QUE A LEI NÃO PODE FAZER
Para tornar real a salvação era inquestionável cumprir a lei das cerimônias, que ensina a salvação tipificada, cumprindo a justiça da lei moral “a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós” (Rm 8:4, NVI), na Pessoa do Filho do Homem.
Na morte de Jesus, a sentença da lei moral foi cumprida, porém, a lei não foi abolida. Na morte de Jesus a lei cerimonial do substituto típico foi cumprida na morte do Substituto real, antitípico, declarando sem valor a morte e ação do substituto típico.
Ele morreu como o Filho do Homem cumprindo as “as justas exigências da Lei”, para nos oferecer graça, perdão, justificação, reconciliação e salvação. “Cristo satisfez as exigências da lei em Sua natureza humana. (…) Cristo se tornou nosso sacrifício e fiador. Ele se tornou pecado por nós, para que nós pudéssemos, através dEle, receber a justiça de Deus. Pela fé em Seu nome, Ele imputa em nós Sua justiça, e ela se torna um princípio vivo em nossa vida” (O Senhor Justiça Nossa, p. 86, 88).
O que era impossível efetivar pelo ato legal da lei cerimonial, “porque aquilo que a Lei (cerimonial) fora incapaz de fazer” (Rm 8:3), tirar os pecados, “pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Hb 10:4, NVI), porque os sacrifícios oferecidos repetidamente “nunca podem remover os pecados” (Hb 10:11, NVI), “Deus o fez, enviando Seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da Lei (moral) fossem plenamente satisfeitas em nós” (Rm 8:3 e 4, NVI).
O ato da justa sentença da lei moral executado em Jesus, que veio ao mundo “à semelhança do homem pecador” é reconhecido por Deus como “plenamente satisfeito em nós”, que somos o transgressor culpado.
Jesus é o Autor da lei moral e quando veio em forma humana a este mundo, Ele trouxe esta lei em Seu coração. Em verdade não podia ser diferente porque a lei moral é a expressão do caráter de Deus, e Ele é Deus. Como Deus-Homem viveu o relacionamento de perfeito amor para com o Deus-Pai. A lei moral escrita em Seu coração unia-O com indestrutíveis laços de amor a Deus-Pai. “Assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço” (Jo 15:10, Nova Versão Internacional).
PENSE “Pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” (Hb10:4, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “A lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido, e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel, e o destilar dos favos” (Sl 19:7-10, Almeida Revista e Atualizada).
Terça, 28/11/17
A CARNE OU O ESPÍRITO
Paulo continua descrevendo a luta entre a lei da carne e a lei do Espírito. A grande mudança que se opera na vida do transgressor da lei moral é quando compreende a atuação do Espirito Santo nesta guerra espiritual.
O Espírito Santo toma e orienta o pecador liberto da lei do pecado e da morte, por meio de Cristo Jesus, pela lei do Espírito de vida, conduzindo-o da obrigação de obediência à letra da lei, para a alegria e felicidade do relacionamento de amor e obediência à Pessoa amada – Jesus – vivendo o espírito da lei.
Paulo continua descrevendo esta mudança de posição e de atitudes: “Pois o pendor da carne é revolta contra Deus: ela não se submete à lei de Deus, nem sequer o pode. Sob o domínio da carne não se pode agradar a Deus. Ora, quanto a vós, não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, visto que o Espírito de Deus habita em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não lhe pertence” (Rm 8:7-9, Tradução Ecumênica da Bíblia).
É importante o argumento de Paulo de que quem está sob o domínio da carne não se submete à lei de Deus, e ainda que quisesse não conseguiria fazê-lo, porque a lei do pecado o domina. A lei do pecado e da carne, que é a lei do inimigo, lança o homem em revolta contra Deus. Mas, quem aceita a Jesus, recebe a companhia e o poder da liderança do Espírito Santo, passando a viver em harmonia com Cristo, pois tem a presença do Espírito habitando nele.

A harmonia com Deus, estabelece a harmonia com a lei moral de Deus. A desarmonia com Deus estabelece a desarmonia com a lei moral de Deus. Quem está sob o domínio da lei do pecado e da carne “não se submete à lei de Deus” e “não pode agradar a Deus”.

Para quem não entende corretamente a função da lei moral, a primeira palavra que lhe vem à boca quando ouve que a conduta do pecador perdoado e justificado por graça, precisa atender as orientações da lei moral para demonstrar que está reconciliado com a Pessoa contra quem pecou, é: legalista. Provavelmente sem avaliar, corretamente tudo o que está envolvido na restauração do homem pecador, defende-se a ideia de que o eterno reino da graça e o eterno Reino da glória, são e sempre serão um lugar de irresponsabilidade, onde cada um vive à sua maneira de pensar.

PENSE “O Espírito de Deus tem de entrar em nossa vida e tomar o controle dos pensamentos e da conduta (ver 2Co 6:16; Ef 2:22)” (SDA Bible Commentary, v. 5, p. 399).

DESAFIO “A mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus” (Rm 8:7, 8, Nova Versão Internacional).

Quarta, 29/11/17

CRISTO EM VOCÊ

“Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo” (Rm 8:9, Nova Versão Internacional).
Jesus ensinou para os Seus discípulos qual é o sinal de identidade daqueles que aceitam a Sua liderança na luta contra a carne, e João, o discípulo amado ampliou a compreensão desta identidade: “Ora, sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade” (Jo 14:15; 1Jo 2:3, 4, Almeida Revista e Atualizada).
É impossível amar a alguém que não conhecemos e obedecê-lo. Se a observância da lei moral é nossa demonstração de amor, precisamos primeiro conhecer a Cristo, sentir o Seu amor: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1Jo 4:19, Almeida Revista e Atualizada), para então, amá-lO também e submeter-nos a Ele, obedecendo. “Respondeu Jesus: Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele morada. (Jo 14:23 e 1Jo 5:2, Almeida Revista e Atualizada).
Como seres livres nos submetemos com prazer a alguém, quando sabemos que este alguém nos ama e tudo faz para o nosso bem. Cristo em Seu amor é quem nos atrai. “De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31:3, Almeida Revista e Atualizada).
Esta é a razão base que nos conduz à submissão à Sua vontade expressa na lei moral. Jamais a submissão à lei moral nos leva a Cristo. Era o caso dos opositores de Paulo, que guardando até mesmo de maneira estrita e zelosa a lei moral, não aceitaram a Cristo. Eles fizeram da lei moral apenas um código de conduta para regulamentar os seus deveres como cidadãos de um reino terrestre. Não compreendiam que a lei moral determina o comportamento de quem aceita a Cristo como Salvador e Senhor e estabelece um relacionamento de submissão por amor.
Paulo, que passou pela gloriosa experiência no caminho para Damasco, ao ouvir a voz de Jesus, perguntou de modo inquiridor: “Que devo fazer, Senhor” (At 22:10, Nova Versão Internacional). Primeiro, reconheceu a Jesus como o Senhor, para então perguntar pelo dever. Em outra oportunidade declara: “Pois o amor de Cristo nos constrange” (2Co 5:14, Nova Versão Internacional). O amor de Cristo atrai o pecador. Atraído a Cristo, o amor a Cristo conduz para a submissão e a obediência à lei de Cristo: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14:15, Almeida Revista e Atualizada).
PENSE “Assim como o sábado foi o sinal que distinguiu Israel quando saiu do Egito para entrar na Canaã, é também o sinal que deve distinguir o povo de Deus que sai do mundo para entrar no descanso celestial. O sábado é um sinal do relacionamento entre Deus e o Seu povo, sinal de que este honra a lei de Deus. É o que distingue entre os fiéis súditos de Deus e os transgressores” (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 349, 350).
DESAFIO “E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim” (Jo 12:32, Almeida Revista e Atualizada).

Quinta, 30/11/17

ESPÍRITO DE ADOÇÃO

“Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: ‘Aba, Pai’ O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8:15, 16, Nova Versão Internacional).

Durante a dispensação espiritual do santuário terrestre, quando alguém pecava, compreendia que para obter o perdão e ser declarado justo, recorria ao sacrifício de inocente animal. Na apresentação e sacrifício do inocente substituto, o pecador estava expressando o seu arrependimento e fazendo a confissão de seus pecados e consequentemente pedindo o perdão e a justificação. O animal que morria em favor do pecador, tipificava Cristo. O perdão era obtido não pela fé no animal, mas pela fé em Quem ele tipificava. O arrependimento e a confissão sinceros sempre eram aceitos por Deus em demonstrações que transmitiam esta certeza para o suplicante. Cumprido o ritual, tornava para casa jubiloso sentindo-se reconciliado com Deus, o Pai, de quem se separara pela transgressão da lei moral.

A justificação pela fé na graça mediante Cristo Jesus, é o método comum a todos os pecadores em todos os tempos desde o cordeiro morto junto ao portal do jardim do Éden. A mesma certeza de perdão e justificação do passado deve ser a nossa certeza. Todos, os aceitos pela graça tipificada e os aceitos pela graça Real, unidos a Cristo, são unidos em torno de Cristo, formando um só corpo.

Quando pela fé aceitamos a Cristo, como nosso único e poderoso Salvador, o espírito de medo que o pecado transmite, é expulso pelo poder tranquilizador da graça de Deus, por meio de Cristo Jesus, nosso cordeiro Substituto, que perdoa e remove nossos pecados, e por este ato tornamo-nos irmãos de Jesus e filhos espirituais de Abraão. Como filhos e irmãos, tornamo-nos herdeiros e coerdeiros conforme a promessa. “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com Ele sofremos, para que também com Ele sejamos glorificados” (Rm 8:17, Almeida Revista e Atualizada).

PENSE “Todo aquele que o Pai Me der virá a Mim, e quem vier a Mim Eu jamais rejeitarei” (Jo 6:37, Nova Versão Internacional).

DESAFIO Jó, em meio ao seu sofrimento, exclamou: “Eu sei que o meu Redentor vive” (Jó 19:25).

Sexta, 01/12/17

ESTUDO ADICIONAL

Argumenta-se que a salvação pela fé na graça, a liberdade em Cristo e a obediência à lei, são incompatíveis.

Quem aceita a graça e a liberdade em Cristo, torna-se livre para viver na irresponsabilidade? Torna-se livre para adorar outros deuses, desonrar os pais, furtar, adulterar, matar, mentir, cobiçar? É preciso compreender do que a graça liberta o pecador e qual a liberdade que passa a desfrutar.

Todas as atitudes acima mencionadas envolvem conduta moral. Os preceitos da lei moral que orientam sobre a conduta nos aspectos envolvidos, não são questionados pelos ardorosos defensores da graça e da liberdade sem a lei. Aceitam estes preceitos e os ensinam como deveres que devem reger a conduta do verdadeiro filho de Deus e genuíno cristão. Argumentam que estes princípios de conduta são ensinados pelo Espírito Santo, para os que vivem sob a graça. Olvidam que o Espírito Santo já ensinou e codificou estes princípios, quando a graça era ensinada por meio de símbolos.

Em verdade, o centro de toda a questão da graça, encontra-se na observância do sábado como dia santo. Afirmam que a observância de um dia não tem nada de moral e, portanto, qualquer dia é adequado para ser considerado santo e dia de repouso e refrigério espiritual. No entanto, passam por alto a importante questão: a quem pertence o direito de definir a conduta espiritual: ao Superior ou ao inferior? Ao Senhor da lei ou àquele que deve cumpri-la? Se o Superior definiu que o sábado é o dia do Senhor, e “descansou […] abençoou o dia de sábado, e o santificou”, e, amorosa, mas enfaticamente diz a todos os Seus filhos: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx 20:11, 8), “reconhecendo-Me como o Senhor de tua vontade e Soberano do Universo e que a tua salvação é um dom incondicional de Minha graça”, por que continuar questionando que a observância do sábado e a graça são incompatíveis?

Se a observância do sábado é legalismo e salvação pelas obras, então qualquer outro dia que é colocado em seu lugar com o objetivo de ser proclamado santo dia de repouso, a sua observância transforma-se em legalismo e salvação pelas obras. Onde em verdade está o elemento legalista: no dia específico ou nos serviços espirituais celebrados? Se o legalismo está no dia específico, sábado, por quê? Se está nos serviços, a mudança do dia altera este significado?

PENSE “Se permaneceis na minha palavra sois verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade fará de vós homens livres” (Jo 8:31, 32, Tradução Ecumênica da Bíblia).

DESAFIO “Em verdade, em verdade, eu vos digo, aquele que comete o pecado é escravo do pecado. […] Se, portanto, é o Filho que vos liberta, sereis realmente homens livres” (Jo 8:34, 36, Tradução Ecumênica da Bíblia).