Lição 10 – ESabatina – Fazendo Discípulos de Todas as Nações – de 01 a 08 de março de 2014

Lição 10 FAZENDO DISCIPULOS DE TODAS AS NAÇÕES
Pr. Albino Marks
“A Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos”. – Is 56:7.
Sábado 01/03/14
INTRODUÇÃO
Deus, em Sua aliança com Abraão, fez a promessa do Descendente, que é Cristo. Adicionou duas promessas: “De ti farei uma grande nação”. E: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”. – Gn 12:2 e 3 – Almeida Revista e Atualizada. O plano de Deus com Abraão era formar um povo que de tal modo vivesse os princípios do caráter divino, que todas as nações seriam atraídas a Ele. Para isto colocou-os no centro do mundo conhecido naquele tempo. “Eu a havia situado no meio das nações, com outras terras em torno dela”. – Ez 5:5 – Tradução Ecumênica da Bíblia. As boas novas da salvação deviam espalhar-se como as ondas do mar, atingindo os seus limites. No entanto, Israel em vez de irradiar a beleza da santidade de Deus, foi influenciado pelas práticas abomináveis dos outros povos paganizados.
Sabemos que em Cristo, a bênção da salvação estendeu-se a todos os povos: “Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti… As nações se encaminham para a tua luz, e os reis, para o resplendor que te nasceu”. – Is. 60:1 e 3 – Almeida Revista e Atualizada.
Com a vinda de Cristo, Deus iniciou um novo processo de proclamação do plano redentor. A responsabilidade de proclamar as boas novas da salvação não mais seria de uma nação-igreja, mas de uma igreja-nações. Estabeleceu a Sua Igreja com o objetivo de nela congregar súditos de todas as nações. Portanto, está chamando homens e mulheres de todos os povos, que manifestando a mesma fé de Abraão tornam-se Seus filhos espirituais, formando a multidão incontável.
O concerto feito com Abraão tinha por base firme e decidida fé na promessa da graça de Deus: “Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça”. – Gn 15:6 – Almeida Revista e Atualizada. E a fidelidade na observância da lei de Deus: “Porque Abraão obedeceu a Minha palavra e guardou os Meus mandados, os Meus preceitos, os Meus estatutos e as Minhas leis”. – Gn 26:5 – Almeida Revista e Atualizada.
Esta é a base que gera discípulos espirituais a Abraão. Assim aconteceu enquanto a nação-igreja viveu e proclamou o plano divino de salvar pecadores por amor e por graça. Assim acontece com a igreja-nações, enquanto permanece leal em viver e proclamar a mesma verdade.
PENSE – “Então vi outro anjo, que voava pelo meio do céu e tinha na mão o evangelho eterno para proclamar aos que habitam na terra, a toda nação, tribo, língua e povo”. – Ap 14:?6 – Nova Versão Internacional.
DESAFIO – “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. – Mt 24:14 –Nova Versão Internacional.
Domingo 02/03/14
OS PROFETAS PREDISSERAM
Moisés transmitiu para Israel o grande propósito de Deus: “Vocês devem obedecer-lhes e cumpri-los, pois assim os outros povos verão a sabedoria e o discernimento de vocês. Quando eles ouvirem todos estes decretos dirão: ‘De fato esta grande nação é um povo sábio e inteligente”. –Dt 4:6 – Nova Versão Internacional.
Falhou Deus com o Seu plano de uma nação-igreja para alcançar todos os povos? Certamente não. Foi durante os reinados de Davi e Salomão que Israel viveu o período mais glorioso das mensagens dos símbolos. O plano da salvação como uma dádiva da graça de Deus, inundava o coração dos israelitas e o brilho dessa glória deslumbrava a todos os povos. A rainha de Sabá, quando compreendeu o significado da mensagem do “holocausto que oferecia na Casa do Senhor, ficou como fora de si”. – 1Rs 10:5 – Almeida Revista e Atualizada.
“Que Deus é tão grande como o nosso Deus?” – Sl 77:13 – Almeida Revista e Corrigida. A comunicação da mensagem de um Deus que perdoa por amor, oferecendo graça, justificação e reconciliação na gloriosa promessa de um substituto inocente, em contraste com a busca do favor de deuses irados, por meio de obras penitentes e angustiantes, tocava profundamente o pensamento pagão.
Lamentavelmente a sequência dos acontecimentos demonstra que a nação-igreja falhou nessa gloriosa tarefa. Os poderes das trevas atuaram com tal força sedutora sobre os depositários das boas novas, que envolvidos pelos sofismas do engano deixaram de cumprir a grande missão de proclamar o plano redentor de Deus.
Jesus confiou a missão da proclamação do amor de Deus e do plano da salvação para a Igreja-nações. Disse Jesus: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos…” – Mt 28:19 – Bíblia de Jerusalém. A Igreja é um luzeiro neste mundo de pecado para iluminar as trevas. Cada membro, dentro da Igreja, deve refletir a luz do amor de Cristo para os outros.
O amor de Cristo deve envolver cada membro de tal modo que seu amor se espalhe pelo mundo como ondas de amor. Unidos em torno de Cristo e refletindo o amor de Cristo, podemos transformar o mundo.
PENSE – “Com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo”. – Ef 4:12 e 13 – Nova Versão Internacional.
DESAFIO – “Por onde forem, preguem esta mensagem: O Reino dos céus está próximo”. – Mt 10:7 – Nova Versão Internacional.
Segunda 03/03/14
AI DE TI!
Israel fora cumulado com ricas bênçãos de Deus. Pela fé e submissão à Sua liderança, deviam espalhar a glória do nome de Deus e do plano da salvação para todos os povos. Israel não compreendeu o verdadeiro significado de sua eleição como um povo que recebeu uma missão. Interpretando erradamente as bênçãos de Deus, perderam a visão do Reino eterno, limitaram suas esperanças para a vida no sucesso terreno e falharam em proclamar a mensagem de valor eterno.
Quando Jesus veio, a visão estava voltada para um Messias como poderoso herói nacional. Nem mesmo todas as evidências de Jesus, manifestadas por Seu poder sobre o pecado e todas as suas sequelas, atuaram sobre as suas expectativas. “Veio para o que era Seu, mas os Seus não o receberam”. – Jo 1:11 – Nova Versão Internacional.
Nos ais proclamados sobre algumas cidades que foram objeto das mais poderosas evidências de Sua missão como Salvador, Jesus declarou que se cidades paganizadas, como Tiro, Sidom e Sodoma, houvessem recebido estas demonstrações, há muito tempo teriam se arrependido e aceito o desafio de mudança de vida.
Lembrou também a experiência dos dez leprosos que foram curados e somente o estrangeiro voltou para glorificar a Deus.
O apóstolo Paulo, sentindo o peso da responsabilidade de seu chamado para falar do plano da salvação, declara com veemência: “Ai de mim se não pregar o evangelho”. – 1Co 9:16 – Nova Versão Internacional.
Todos os que tiveram a oportunidade de conhecer o evangelho, recebem a responsabilidade de anunciá-lo para outros pecadores. O evangelho é o poder de Deus para aniquilar o pecado, destruindo o poder de engano de Satanás, determinando a sua derrota e destruição final, e proclamando a vitória e a glória do Reino de Deus.
PENSE – “Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor”. – Jo 10:16 – Nova Versão Internacional.
DESAFIO – “Não se achou nenhum que voltasse e desse louvor a Deus, a não ser este estrangeiro?” – Lc 17:18 – Nova Versão Internacional.
Terça 04/03/14
QUEREMOS VER JESUS
Jesus estava vivendo os Seus últimos dias, antes de Sua morte sacrifício como o Salvador. O que impressiona é que ante todas as evidências manifestadas durante o Seu ministério, tanto nos ensinos como nas obras miraculosas realizadas, os olhos de todos estavam vendados para a grande realidade. Os discípulos esperavam com ansiedade o grande momento de Ele assumir o poder como rei de Israel terrestre. A liderança dos judeus o via como perigoso revolucionário que necessitava ser eliminado.
No entanto o Nome, os ensinos e as obras maravilhosas de Jesus correram o mundo. Na última grande festa em Jerusalém, onde esteve presente, um grupo de peregrinos gregos O procuraram para conhecê-lO pessoalmente. Não foi esta a primeira vez que estrangeiros, em relação aos judeus, buscaram a Jesus em suas necessidades. Mas ali estava um grupo que foi atraído pelo que Jesus dizia: “Senhor, queremos ver Jesus”.
O relato de João não diz nada sobre a motivação daquele grupo de gregos para conhecer a Jesus. No entanto, as palavras de Jesus em resposta ao anseio dos gregos revelam que desejavam conhecer os ensinos de Cristo, para tomar a decisão de segui-lO ou não. Era comum a atração por um importante mestre e unir-se a ele como discípulo.
Jesus declarou que duas coisas importantes teriam de acontecer em sua vida, para segui-lO: Teriam que morrer para as ambições pessoais de seu eu, para nascer como Seus discípulos e assim produzir muito fruto, discipulando a outros. Para ganhar a vida que Jesus oferece, é necessário amor incondicional, não dividido, para Ele, e rejeição de tudo o que possa atuar de maneira destrutiva sobre o amor dedicado a Cristo. (Jo 12:23-26).
PENSE – “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a Mim não é digno de Mim,”. – Mt 10:37 – Nova Versão Internacional.
DESAFIO – “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. – Gl 2:20 – Nova Versão Internacional.
Quarta 05/03/14
DERRUBANDO BARREIRAS
Em razão do pecado a natureza humana assimilou todas as tendências pecaminosas semeadas por Satanás. O orgulho, egoísmo, presunção, espírito de superioridade dominam a natureza humana.
Estas tendências transformaram-se em grave problema para os israelitas e judeus. A vida espiritual, religiosa, foi “protegida” por barreiras exclusivistas, que não só afastavam as pessoas, mas criavam ambientes de ódio e hostilidade. Os judeus praticavam uma forma espiritual de orgulho, egoísmo, presunção e espirito de superioridade. Consideravam-se os escolhidos de Deus e desprezavam de maneira ousada, com desdém e humilhação a todos os rejeitados.
Quando Jesus, em Seu ministério, começou a derrubar todas as barreiras exclusivistas, foi rejeitado em razão de Suas ideias e ações revolucionárias. Se os judeus já enfrentavam os inimigos externos, agora o problema maior era o inimigo interno.
Foi acusado de “samaritano”, o que hoje significa um espião “quinta coluna”, ou pior do que isso, um “terrorista”, trabalhando contra a nação e a favor dos inimigos externos.
Na parábola do bom samaritano, Jesus deixou muito claro para o inquiridor judeu que o amor de Deus não é exclusivista, e o verdadeiro amor a Deus também não é exclusivista, mas inclui a todos os pecadores necessitados de salvação.
O doutor da lei compreendeu o vasto alcance da piedade prática espiritual e a pobreza de sua religião egoísta, de prepotente superioridade, ao responder a interrogação de Jesus, em visível luta contra o seu exclusivismo, declarando: “Aquele que teve misericórdia dele”. – Lc 10:37 – Nova Versão Internacional.
Jesus foi amoroso, mas imperativo, sustentando e direcionando a sua tímida convicção: “Agora que você compreendeu a Minha missão, vá e derrube a suas barreiras espirituais, e torne-se Meu discípulo”.
Tem você barreiras espirituais em sua vida cristã? A igreja, onde você é membro, tem barreiras espirituais?
PENSE – “Pois eu sou testemunha, eles têm zelo por Deus, mas é um zelo que não é iluminado pelo conhecimento”. – Rm 10:2 – Tradução Ecumênica da Bíblia.
DESAFIO – “Jesus lhe disse: ‘Vá e faça o mesmo’”. – Lc 10:37 – Nova Versão Internacional.
Quinta 06/03/14
A GRANDE COMISSÃO

No mesmo dia em que o pecado entrou no mundo, Deus fez a proclamação de Sua guerra contra o pecado, personificado em Satanás, e da certeza de vitória: “Este te ferirá a cabeça”. – Gn 3:15.

A grande questão nesta guerra, que é de caráter espiritual, a mais poderosa arma usada por Deus é o amor. Assim que o homem foi vencido por Satanás, ele transformou-se em inimigo de Deus, porque se tornou amigo do pecado. Quem se faz amigo do pecado, “faz-se inimigo de Deus”. – Tg 4:4.

Deus em vez de destruir os inimigos, revelou amor e apresentou a oferta de reconciliação: “Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho”. – Rm 5:10 – Nova Versão Internacional.

Depois de curar as feridas mortais do pecado, de todos aqueles que foram atingidos pelas setas vivificadoras do amor e da graça, Deus coloca no campo de batalha a Sua segunda poderosa arma de combate; O discipulado. Você foi reconciliado pelo poder do amor e da graça, agora: “Vá para casa, para a sua família e anuncie lhes quanto o Senhor fez por você, e como teve misericórdia de você”. – Mc 5:19 – Nova Versão Internacional.

Pouco antes de Jesus voltar para o Céu, depois de haver confiado a missão para os discípulos, eles ainda não haviam entendido o significado da guerra contra o pecado pelo poder do amor.
“Então os que estavam reunidos Lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para a Sua exclusiva autoridade: mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas…” – At 1:6-8 – Almeida Revista e Atualizada.
Estavam preocupados com coisas atinentes a esta terra e a solução de pequenos problemas locais e não assimilaram o essencial: Contar a história do amor que os transformou em amigos de Deus.
“Recebereis poder e ser-Me-eis testemunhas.” Esta deve ser a nossa ambição: Receber poder para testemunhar por Cristo; poder para sermos transformados pelo amor, pela graça e pelas justiça de Cristo, para que o nosso caráter e a nossa conduta reflitam que somos de Cristo. Que somos o instrumento da poderosa arma de Deus para destruir o pecado e transformar pecadores em amigos de Deus e discípulos de Jesus.
PENSE – “Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos. Eles estão maduros para a colheita”. – Jo 4:35 – Nova Versão Internacional.
DESAFIO – “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações”. – Mt 28:19 – Nova Versão Internacional.
Sexta 07/03/14
ESTUDO ADCIONAL

Como o Velho Testamento apresenta o panorama da guerra espiritual contra Satanás e o pecado, em relação ao plano do Reino da graça de Deus e Sua atuação para salvar o homem que caiu em pecado? Como é descrita a participação do homem neste processo?

“Vós mesmos vistes o que fiz ao Egito, como vos carreguei sobre asas de águia e vos fiz chegar até mim. Agora… vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa…”. – Êx 19:6 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

Deus fala de Seu povo como sendo um reino de sacerdotes, o que equivale a dizer que cada israelita era concitado à consagração total aos propósitos redentores de Deus, participando do reino da graça. Ser sacerdote não significa apenas ser alguém separado para viver para Deus, mas um discípulo, um arauto, um proclamador do plano de salvação estabelecido por Deus, para chamar outros pecadores, para escolher a Deus como o Senhor de sua vida e unir-se ao povo do reino da graça. A presença de Deus, como o amigo que ama e oferece graça para a reconciliação, tipificada nos serviços do santuário, devia constituir-se a força motivadora para o cumprimento desta tarefa.

Todo pecador deveria receber de cada israelita o eloquente testemunho de que o Único que pode oferecer um plano de esperança e vida, para pecadores condenados, é Deus, o Senhor. O plano de salvação sempre foi estabelecido sobre a eterna graça de Deus e sobre o Seu eterno amor.

Deus colocou perante toda a nação de Israel o Seu plano de salvação. Não somente para eles, mas para todos os pecadores. Para que pudessem comunicar com poder o convite do amor de Deus, deviam primeiro, pelo poder da Sua graça e do Seu amor, vencer e abandonar todo o pecado, tornando prática a observância da Sua lei, como Seus amigos e discípulos. Não há nenhum poder legal na observância da lei moral, concedendo méritos para o pecador para ser aceito e salvo. Todo o processo salvador é de Deus, e a obediência aos preceitos morais é a evidência perante outros pecadores da atuação transformadora do poder de Deus, de inimigos em amigos.

PENSE – “Ele se lembrou do seu amor leal e da sua fidelidade para com a casa de Israel; todos os confins da terra viram a vitória do nosso Deus”. Sl 98:3 – Nova Versão Internacional.

DESAFIO – “Anunciem a sua glória entre as nações, seus feitos maravilhosos entre todos os povos!” –Sl 96:3 – Nova Versão -Internacional.

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