Lição 10 – ESabatina – A ira de Eliú – 26/11 a 03/12 de 2016

Lição 10 A IRA DE ELIÚ
Pr. Albino Marks
“Assim como os céus são mais altos do que a Terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Is 55:9).
Sábado, 26/11/16
INTRODUÇÃO
Certa oportunidade Jesus estava dialogando com os líderes espirituais de Seus dias, e fez-lhes esta declaração: “Qual a razão porque não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra” (Jo 8:32, Almeida Revista e Atualizada).
Este problema persiste através dos séculos. O ser humano é incapaz de ouvir e muito menos de compreender a Palavra de Deus. No entanto, tal como os interlocutores de Jesus, ouve a palavra do inimigo: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele (…) jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8:44, Almeida Revista e Atualizada).
Jesus acusou os mestres judeus de que eles tinham por pai o diabo e buscavam satisfazer a sua vontade. Em resposta os judeus acusaram a Jesus: “Porventura, não temos razão em dizer que és samaritano e tens demônio? (Jo 8:48, Almeida Revista e Atualizada).
Como Jesus avaliou a questão de ser dominado pelo diabo e fazer-lhe a vontade? “Replicou Jesus: Eu não tenho demônio; pelo contrário, honro a meu Pai, e vós me desonrais. (…) Entretanto, vós não o tendes conhecido; (…) mas eu o conheço e guardo a sua palavra” (Jo 8:49 e 55, Almeida Revista e Atualizada).
Para Jesus, ser dominado pelo diabo não significa possessão visível e real, mas aceitar e defender as ideias do diabo. Jesus declarou: Eu conheço a Deus, que é meu Pai, e defendo as Suas ideias guardando a sua palavra.
Jesus foi realmente contundente com os líderes espirituais de Seus dias. Eles se diziam filhos de Deus, mas não o conheciam. Qual a evidência que Jesus destacou como prova de que eles não conheciam a Deus? Não guardavam e não obedeciam a Sua Palavra.
A Escritura não oferece nenhuma evidência real, no entanto, Eva foi o instrumento de Satanás para seduzir Adão, envolvendo o mundo com o pecado, o sofrimento e a morte.
As intenções de Pedro, do ponto de vista humano, foram as mais nobres e compassivas com Jesus, no entanto, Jesus pressentiu a presença de Satanás nas palavras de Pedro (Mt 16:22 e 23).
É possível perceber a ação de Satanás na mistura de argumentos corretos com errados, nos momentos e circunstâncias mais dolorosos de Jó, acusando-o de maneira cruel e persistente diante de Deus, que é retratado como implacável em Sua justiça retributiva?
PENSE “O pecador rebelde sofre durante toda a sua curta vida nesta terra. Ele vive cercado pelo medo e quando afinal consegue ajuntar riquezas e fama, perde tudo repente” (Jó 15:20 e 21, A Bíblia Viva).
DESAFIO “Ele não escapará do castigo e das trevas; o fogo destruirá tudo que possui; com um sopro de Deus ele se vai” (Jó 15:30, A Bíblia Viva).
Domingo, 27/11/16
CONSOLADORES MISERÁVEIS
Com a visão no contexto de que os amigos de Jó, inconscientemente eram usados por Satanás para o acusar e induzi-lo a amaldiçoar a Deus, é interessante avaliar a maneira como Jó os qualificava, também desconhecendo a razão do seu sofrimento e do que acontecia nos bastidores eternos. No capítulo 16:2, as traduções são as mais diversas: “consoladores miseráveis” (King James); “consoladores molestos, importunos, de desolar, pobres”. A Paráfrase de “A bíblia Viva”, amplia a ideia: “Afinal, que espécie de amigos são vocês? Querem me consolar ou me acusar? Suas palavras é que são vazias e sem sentido”.
No capítulo 19 Jó usa expressões fortes para qualificar as atitudes dos seus amigos: “Até quando vocês continuarão a atormentar-me, e a esmagar-me com palavras? Vocês já me repreenderam dez vezes; não se envergonham de agredir-me!” (Jó 19:2 e 3, Nova Versão Internacional).
Em face deste espetáculo desolador de acusações infundadas, Jó se mantém invulnerável aos ataques do inimigo, e sem ter conhecimento da desafiadora disputa entre Deus e Satanás, faz declarações de fé e certeza na justiça de Deus. “O Senhor faz tudo isso, apesar de eu ser apenas como um tronco de árvore, caído e podre; como um trapo velho, comido pelas traças” (Jó 13:28, A Bíblia Viva).
Mais adiante pergunta: “Onde está a sabedoria, afinal?” Argumentando como encontrá-la e obtê-la, culmina com as palavras: “E este é o conselho que Ele dá a todos os homens: ‘Amar e obedecer a Deus é a verdadeira sabedoria; o homem que se afasta do pecado tem boa compreensão do sentido da vida” (Jó 28:20 e 28, A Bíblia Viva).
Jó possuía convicções muito firmes de que a sua experiência de relacionamento com Deus se fundamentava nos princípios do amor e da obediência e estas convicções o afastavam do pecado e do mal.
Ele já havia feito a poderosa declaração de fé, confiante de sua conduta em harmina com a vontade de Deus: “Uma esperança pelo menos tenho: não sou um pecador rebelde e desobediente e assim posso ao menos chegar perante Ele sem ser destruído” (Jó 13:16, A Bíblia Viva).
Todavia, a mais convincente e poderosa certeza de Jó está centralizada na recompensa do cumprimento da promessa que se fundamenta no Substituto inocente, que transformará o seu cruel sofrimento em um corpo revestido com a glória e o esplendor da eternidade restaurada. (Leia em Pense)
PENSE “Mas apesar disso tudo, eu sei que o meu Redentor vive e finalmente aparecerá na terra. Eu sei que mais tarde, ‘vestido’ com um novo corpo, estarei na presença de Deus. Sim, eu verei Deus face a face! Ninguém vai precisar me contar coisas sobre Ele! Como desejo que esse dia chegue logo!” (Jó 19:25-27, A Bíblia Viva).
DESAFIO “Pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles” (2Co 4:17, Nova Versão Internacional).
Segunda, 28/11/16
ELIÚ ENTRA EM CENA
Depois das vigorosas declarações de fé feitas por Jó, e mais algumas alternativas com acusações sem clemência de Zofar: “Você não compreende que desde que o mundo é mundo, desde que existe gente na terra, a alegria dos pecadores rebeldes dura apenas um momento?” Jó 20:4 e 5, A Bíblia Viva); de Elifaz: “De jeito nenhum! Você está sendo castigado porque é um pecador rebelde! Seus pecados, Jó, são muitos e muito grandes!” (Jó 22:5, A Bíblia Viva); e de Bildade: “Quanto menos puro será o homem aos olhos de Deus? Para Ele, o homem não passa de um pequeno e sujo verme!” (Jó 25:6, A Bíblia Viva), Jó exalta a grandeza, o poder, a justiça e a sabedoria de Deus.
No capítulo 26:7-14, Jó proclama a grandeza do poder criador e mantenedor de Deus. No capítulo 27:11-23, fala das ações justas de Deus que no tempo certo castiga os perversos e maus. No capítulo 28:12-28, discorre sobre os homens em busca da sabedoria, sem conhecer o cainho para encontrá-la e conclui dizendo que “amar e obedecer a Deus é a verdadeira sabedoria; o homem que se afasta do pecado tem boa compreensão do sentido da vida” (Jó 28:28, A Bíblia Viva”).
Depois destas poderosas declarações do seu reconhecimento irrefutável sobre o glorioso caráter de Deus, mais uma vez defende a sua integridade em variados aspectos de sua conduta e declara não compreender o seu sofrimento porque tem certeza de sua inocência (Jó 31:35-37).
Contudo, em meio a toda a sua argumentação em torno de circunstâncias adversas que não consegue compreender, faz a sua proclamação de inabalável fidelidade a Deus, mesmo que seu injusto sofrimento seja imposição divina: “Pelo Deus vivo, que me negou justiça, pelo Todo-poderoso, que deu amargura à minha alma, enquanto eu tiver vida em mim, o sopro de Deus em minhas narinas, meus lábios não falarão maldade, e minha língua não proferirá nada que seja falso” (Jó 27:2-4, Nova Versão Internacional).
Esta declaração é certamente a resposta decisiva e contundente às pretensões de Satanás de que induziria Jó a amaldiçoar a Deus. É importante lembrar de que foi feita depois que Jó falou de suas condições pessoais: “Estou que é só pelo e osso e escapei da morte por um fio” (Jó 19:20, A Bíblia Viva).
A experiência de Jó tipifica as condições do Supremo servo sofredor: “Certamente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e sobre Si levou as nossas doenças; contudo nós O considerávamos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido” (Is 53:4, Nova Versão Internacional).
PENSE “Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre Ele, e pelas Suas feridas fomos curados” (Is 53:5, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Quem o ajudou a proferir essas palavras, e por meio de que espírito você falou?” (Jó 26:4, Nova Versão Internacional).
Terça, 29/11/16
ELIÚ DEFENDE A DEUS
Não encontramos no relato de Jó nenhuma evidência de quando Eliú começou a acompanhar o debate entre Jó e os outros amigos. No entanto, o contexto da introdução de seu discurso comunica a ideia de que acompanhou praticamente toda discussão: “Eu sou jovem, vocês têm idade. Por isso tive receio e não ousei dizer-lhes o que sei. Os que têm idade é que devem falar, pensava eu, os anos avançados é que devem ensinar sabedoria” (Jó 32:6 e 7, Nova Versão Internacional).
Os argumentos de Eliú praticamente seguem a mesma linha de pensamento dos outros amigos. Também é severo em suas acusações: “Que homem existe como Jó, que bebe zombaria como água? Ele é companheiro dos que fazem o mal, e anda com os ímpios. Pois diz: ‘Não dá lucro agradar Deus’” (Jó 34:7-9, Nova Versão Internacional).
Trabalha os mesmos argumentos dos seus amigos de que Deus recompensa de acordo com a conduta (Jó 34:11), e, portanto, o sofrimento de Jó é a retribuição de seus atos. Tal como para seus amigos e para Jó, as verdadeiras razões do sofrimento permaneciam ocultas. Contudo, o que chama a atenção é a falta de sensibilidade para lidar com o sofrimento de quem não passava de “pele e ossos (Jó 19:20). Somente este quadro deveria despertar compaixão e consideração amorosa.
É Jó quem repreende seus amigos sobre este seu comportamento desumano e insensível: “Bem que eu poderia falar como vocês, se estivessem em meu lugar; eu poderia condená-los com belos discursos, e menear a cabeça contra vocês. Mas a minha boca procuraria encorajá-los; a consolação dos meus lábios lhes daria alívio” (Jó 16:4 e 5, Nova Versão Internacional).
Esta é uma poderosa lição para nos ensinar como lidar com o sofrimento das outras pessoas e compreender como Deus trata com Seus filhos desobedientes: “Pois a Sua ira dura um instante, mas o Seu favor dura a vida toda” (Sl 30:5, Nova Versão Internacional).
Interessante que os amigos de Jó conheciam este atributo do caráter de Deus, mas não sabiam como demonstrá-lo em sua maneira de agir com Jó. É Elifaz, em seu primeiro discurso que faz esta declaração: “Pois Ele fere, mas trata do ferido; Ele machuca, mas Suas mãos também curam” (Jó 5:18, Nova Versão internacional).
Eliú fala de maneira correta sobre a onisciência de Deus que conhece todos os caminhos do homem, mas usa o argumento de maneira equivocada contra Jó, desconsiderando o seu passado íntegro e qualificando a sua reivindicação de justiça, no seu presente estado de sofrimento, como resistência rebelde aos caminhos traçados por Deus (Jó 34:21-27).
PENSE “Ah, se Jó sofresse a mais dura prova, por sua resposta de ímpio! Ao seu pecado ele acrescenta a revolta; com desprezo bate palmas entre nós e multiplica suas palavras contra Deus” (Jó 34:36 e 37, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Pois Deus vê o caminho dos homens; Ele enxerga cada um dos seus passos. Não há sombra densa bastante, onde os que fazem o mal possam esconder-se” (Jó 34:21 e 22, Nova Versão Internacional).
Quarta, 30/11/16
A IRRACIONALIDADE DO MAL
Anjos e habitantes de outros mundos viviam em um ambiente onde o mal era desconhecido, pois não existia o enganador e não havia pecado, “até que se achou iniquidade” no ser mais honrado do Universo (Ez 28:15). Até então, o relacionamento entre Criador e criatura era perfeito, regido pelo amor. O caráter de Deus era a lei de Seu Universo. O amor era o centro de todas as ações, “porque Deus é amor” (1Jo 4:8, TEB).
Foi nesse ambiente de santidade, perfeição e amor que o mal e o pecado nasceram no íntimo de um ser criado perfeito, que recebeu poder de liderança entre as criaturas celestiais. “For o mais elevado de todos os seres criados, e o primeiro em revelar ao Universo os desígnios divinos” (O Desejado de Todas as Nações, p. 758). Como era “cheio de sabedoria”, ao se transformar em Satanás “seu poder para enganar era muito grande” (Patriarcas e Profetas, p. 23).
Paulo qualifica o surgimento do mal como “o mistério da iniquidade” (2Ts 2:7). O profeta Isaias exclama com assombro: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva!” (Is 14:12, ARA).
Não há explicação racional para o surgimento do mal, o pecado. Como entender que um ser perfeito, na presença de um Deus perfeito, em um ambiente de perfeição, pudesse gerar ideias de descontentamento, contestação, rebelião e pecar contra o seu Criador perfeito, dando origem ao mal? O Universo enfrentou o mistério do mal e do pecado e todos os seus habitantes tiveram que decidir entre o Bem e o Amor, conhecidos, e o mal e o ódio, desconhecidos.
O pecado de Lúcifer nasceu da contestação do amor e da justiça de Deus. Começou a alimentar a ideia de que Deus não era nem amoroso nem justo com as Suas criaturas. A ideia alimentada gerou um ato que foi caracterizado por uma posição ostensiva de rebelião contra Deus. Rejeitou os valores de conduta do caráter de Deus e definiu os seus próprios valores. Por este ato, rebelou-se contra Deus. E o caráter de Deus acusou o ato como mal, ou pecado. Portanto, o mal, o pecado é o ato de rebelião contra os valores dos atributos do caráter de Deus. O mal é um ato contra Deus, acusado pelo caráter de Deus.
O caráter de Deus é uma totalidade holística perfeita e completa. Qualquer manifestação que agride esta totalidade perfeita e completa, é acusada como pecado. Isto acontece, porque a agressão é uma tentativa para destruir o que é perfeito e completo. Esta agressão é acusada e qualificada por Deus como pecado.
PENSE “Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste” (Ez 28:16, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “É impossível explicar a origem do pecado de maneira a dar a razão de sua existência. (…) O pecado é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defende-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar a causa para sua existência, deixaria de ser pecado” (O Grande Conflito, ps. 492 e 493)
Quinta, 01/12/16
O DESAFIO DA FÉ
Já declaramos ao longo do estudo da cruel experiência do sofrimento de Jó, de que nem ele nem seus amigos conseguiam entender o pano de fundo do seu sofrimento. O pano de fundo era o desafio de Deus, no contexto do grande conflito espiritual entre Ele e Satanás, de que Jó era íntegro, justo e irrepreensível, atributos do santo caráter de Deus, e se desviava do mal, atributo e mercadoria do caráter de Satanás. Se Deus houvesse revelado este pano de fundo para Jó, o Seu desafio para Satanás, se tornaria uma farsa.
Portanto, para nós entendermos e explicarmos a experiência do sofrimento de Jó, não podemos desvinculá-la do contexto do grande conflito entre Cristo e Satanás e não podemos tirar Satanás de cena, mas compreender a sua atuação por trás de tudo o que acontece.
É importante dar atenção ao detalhe de que o desafio partiu de Deus e foi feito na presença de todos os Seus servidores dos mundos já habitados e de todos os anjos. O desafio foi feito na presença de todas estas criaturas de Deus, para que na resposta e ação de Satanás, se revelasse o verdadeiro caráter de Satanás, em confronto com o caráter de Deus. Deus revelou a Sua confiança na resposta e reação de Jó, submetido aos mais terríveis sofrimentos por Satanás
Neste contexto, atentemos à declaração: “Mas o plano da redenção tinha um propósito mais vasto e profundo do que a salvação do homem. Não foi para isso apenas que Cristo veio à Terra; não foi simplesmente para que os habitantes deste pequeno mundo pudessem considerar a lei de Deus como devia ser considerada; mas foi para reivindicar o caráter de Deus perante o universo. Para este resultado de Seu grande sacrifício, ou seja, a influência do mesmo sobre os entes de outros mundos, bem como sobre o homem, olhou antecipadamente o Salvador quando precisamente antes de Sua crucifixão disse: ‘Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim’. S. João 12:31 e 32. O ato de Cristo (…) perante todo o universo justificaria a Deus e a Seu Filho, em Seu trato com a rebelião de Satanás. Estabeleceria a perpetuidade da lei de Deus, e revelaria a natureza e os resultados do pecado” (Patriarcas e Profetas, p. 64).
Jó somente corresponderia à confiança de Deus, pela fé, na compreensão da santidade, da justiça, do amor e da graça do caráter de Deus, mesmo atormentado pelos brutais sofrimentos físicos e os ataques inclementes à consciência.
PENSE “Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, com está escrito: ‘O justo viverá pela fé’” (Rm 1:17, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Seja fiel até a morte, e Eu te darei a coroa da vida” (Ap 2:10, Nova Versão Internacional).
Sexta, 02/12/16
ESTUDO ADICIONAL
Causa e feito. Qual a causa do sofrimento de Jó? O conflito cósmico entre Cristo e Satanás. Qual o efeito desta causa? Os ataques de Satanás. As consequências da causa e do efeito é o sofrimento de Jó infligido por Satanás, para induzir a Jó ao pecado, amaldiçoar a Deus, e deste modo ficar provado que Deus não é justo nem amoroso.
Se não existisse o conflito, o sofrimento de Jó existira? Sem causa não há efeito. Quando procuramos o sofrimento de Jó em outra causa, que não o Conflito cósmico entre Cristo e Satanás, não encontramos esta causa, e então ficamos fazendo perguntas de por que, ou para que, e não entendemos por que um Deus justo e amoroso permite o sofrimento de pessoas boas? Quando Deus justamente permite o sofrimento para provar a justiça e o amor do Seu caráter, e desmascarar o caráter de injustiça e de ódio de Satanás.
“Desde o princípio a grande controvérsia fora a respeito da lei de Deus. Satanás procurara provar que Deus era injusto, que Sua lei era defeituosa, e que o bem do universo exigia que ela fosse mudada. Atacando a lei, visava ele subverter a autoridade de seu Autor. Mostrar-se-ia no conflito se os estatutos divinos eram deficientes e passíveis de mudança, ou perfeitos e imutáveis” (Patriarcas e Profetas, p. 65).
“Cristo diz: ‘Todos os que me aborrecem amam a morte’. Deus lhes dá existência por algum tempo, afim de poderem desenvolver seu caráter e revelar seus princípios. Feito isso, receberão os resultados de sua própria escolha. Por uma vida de rebelião, Satanás e todos quantos a ele se unem colocam-se em tamanha desarmonia com Deus, que Sua própria presença lhes é um fogo consumidor. A glória daquele que é amor os destruirá.

Ao princípio do grande conflito, os anjos não entendiam isso. Houvesse sido deixado que Satanás e seus anjos colhessem os plenos frutos de seu pecado, e teriam perecido; mas não se patentearia aos seres celestiais ser isso o inevitável resultado do pecado. Uma dúvida acerca da bondade divina haveria permanecido em seu espírito, qual ruim semente, para produzir seu mortal fruto de pecado e miséria.
Não será, porém, assim, ao findar o grande conflito. Então, havendo-se completado o plano da redenção, o caráter de Deus é revelado a todos os seres inteligentes. Os preceitos de sua lei são vistos como perfeitos e imutáveis. Então, o pecado terá patenteado sua natureza, Satanás o seu caráter (Desejado de Todas as Nações, p. 764).
PENSE “Bem podiam, pois, os anjos se regozijar ao contemplarem a cruz do Salvador; pois embora não compreendessem ainda tudo, sabiam que a redenção do homem era certa e que o Universo estava para sempre a salvo. O próprio Cristo compreendeu plenamente os resultados do sacrifício feito no Calvário. A tudo isso olhava Ele quando exclamou na cruz: ‘Está consumado’” (Desejado de Todas as Nações, p. 764).
DESAFIO “Então o extermínio do pecado reivindicará o amor de Deus, e estabelecerá a Sua honra perante um universo de seres que se deleitam em fazer a Sua vontade, e em cujo coração está a Sua lei” (Desejado de Todas as Nações, p. 764).