Lição 11 – ESabatina – Do meio da tempestade – 03 a 10/12 de 2016

Lição 11 DO MEIO DA TEMPESTADE
Pr. Albino Marks
“Onde estavas tu, quando Eu lançava os fundamentos da Terra? Dize-mo, se tens entendimento” (Jó 38:4).
Sábado, 03/12/16
INTRODUÇÃO
Na análise da primeira lição do trimestre declaramos que o relato da história do sofrimento de Jó precisa ser entendido à luz do grande conflito cósmico espiritual entre Cristo e Satanás. O centro de todo o relato encontra-se na vindicação do caráter de Deus, desafiado por Lúcifer, no Céu.
Como a palavra expressa de Lúcifer desafiou a integridade do caráter de Deus em seu trato com as Suas criaturas, tornou-se necessária uma demonstração inequívoca e final, da parte de Deus, para vindicar o Seu caráter. Por esta razão, Lúcifer e seus demônios não foram destruídos imediatamente, mas foram expulsos do lugar, no Universo, onde está o trono de Deus; foram expulsos do acesso aos mundos já habitados por criaturas de Deus e que rejeitaram as ideias de Lúcifer; e foram confinados ao planeta Terra, quando este ainda não havia sido tornado habitável para o homem.
Todavia, como o Universo criado por Deus, forma um grande Reino indiviso, a permanência de rebeldes ao Reino de santidade, justiça e amor, mesmo confinados, é impossível. Assim, quando o caráter de Deus e o caráter de Lúcifer estiverem plenamente evidenciados perante todo o Universo, Lúcifer e seus demônios serão aniquilados. Aniquiladas também serão as ideias de pecado que foram semeadas contra o governo de Deus.
Este é o grande conflito cósmico e o seu desfecho final descrito por João em seu livro de revelações – Apocalipse. Este conflito teve início bem antes da queda de Adão e Eva. O problema do pecado não se limita ao nosso mundo e aos seus habitantes, mas envolveu todo o Universo. A solução do problema do pecado não se limita à salvação do homem caído, mas envolve a vindicação justa do santo, justo e amoroso caráter de Deus e a condenação justa do pecaminoso caráter de Satanás.
Neste contexto Deus fez o desafio a Satanás: “Observaste o Meu servo Jó?” No desafio, Deus colocou toda a Sua confiança de que Jó vindicaria o Seu caráter como santo, justo e amoroso, e frustraria o plano de Satanás de induzir a Jó ao pecado e amaldiçoar a Deus. Ao longo de todo o drama, Jó resistiu a todas as investidas de Satanás, mesmo sem saber do desafio sobre a sua integridade e sem compreender a razão do seu sofrimento, e por este motivo, questionando a Deus, de que estava sofrendo injustamente, mas em nenhum momento negando a sua conduta irrepreensível.
PENSE “E serão como se nunca tivessem existido” Ob 16, NVI). “Isso não é um ato de poder arbitrário da parte de Deus. Os que Lhe rejeitavam a misericórdia ceifarão aquilo que semearam. Deus é a fonte da vida; e quando alguém escolhe o serviço do pecado, separa-se de Deus, desligando-se assim da vida. Ele está ‘separado da vida de Deus’” (Desejado de Todas as Nações, p. 764).
DESAFIO Evidenciados, perante o Universo, a santidade, a justiça e o amor do caráter de Deus, e a perversa pecaminosidade do caráter de Satanás e dos anjos rebeldes, é feita a proclamação pelo Universo e para o Universo: “Então ouvi o anjo que tem autoridade sobre as águas dizer: ’Tu és justo, tu, o Santo, que és e que eras, porque julgaste estas coisas; pois eles derramaram o sangue dos teus santos e dos teus profetas, e tu lhes deste sangue para beber, como eles merecem’. E ouvi o altar responder: ’Sim, Senhor Deus todo-poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos’” (Ap 16:5-7, Nova Versão Internacional).
Domingo, 04/12/16
DO MEIO DA TEMPESTADE
O relato de Jó inicia com o desafio de Deus para Satanás, perante os representantes do Universo, em relação a Jó, sobre a sua conduta íntegra em relação aos princípios de Deus, e repulsiva ao mal. Termina com a teofania, onde Deus se manifesta pessoalmente a Jó, para revelar quem Ele é. A compreensão de Jó sobre a Pessoa de Deus, ainda que fosse suficientemente grande para desenvolver convicções firmes de fé que não foram abaladas pelas poderosas investidas de Satanás, acusando-o de pecador zombador, associado aos malfeitores (Jó 22:5, e 34:7-9) ele não possuía uma visão de toda a grandeza de Deus.
No entanto, na sua visão, ainda que imperfeita, ele viveu a experiência de Pedro e dos discípulos, quando desafiados por Jesus: “Senhor, para quem iremos” (Jo 6:68).
Porque em meio a toda a sua argumentação em torno de circunstâncias adversas que não conseguia compreender, fez a sua proclamação de inabalável fidelidade a Deus, mesmo que seu injusto sofrimento fosse de procedência divina: “Pelo Deus vivo, que me negou justiça, pelo Todo-poderoso, que deu amargura à minha alma, enquanto eu tiver vida em mim, o sopro de Deus em minhas narinas, meus lábios não falarão maldade, e minha língua não proferirá nada que seja falso” (Jó 27:2-4, Nova Versão Internacional).
Esta declaração foi certamente a resposta decisiva e contundente às pretensões de Satanás de que o induziria a amaldiçoar a Deus. E certamente foi a declaração mais poderosa e suave aos ouvidos de Deus, que empenhou toda a Sua confiança em Jó, na presença de Satanás. É importante lembrar de que foi feita depois que Jó falou de suas condições pessoais: “Estou que é só pelo e osso e escapei da morte por um fio” (Jó 19:20, A Bíblia Viva).
Depois desta declaração de vitória irrefutável nesta violenta batalha de conceitos, e das inúteis escaramuças do inimigo nas primeiras palavras do discurso de Eliu, que Deus mudou para uma proclamação antecipada de Sua manifestação pessoal (Jó 36:22-37:24), como o faria com Balaão séculos depois, transformando a intenção de maldiçoes em bênçãos, “Iahweh respondeu a Jó, do seio da tempestade” (Jó 38:1, A Bíblia de Jerusalém)
Iahweh, ou Jeovah, “Aquele que existe”, fez para Jó uma manifestação poderosa do Seu poder Criador (Jó 38:1-38); do Seu cuidado mantenedor (Jó 38:39-39:30); e da Sua justiça inquestionável (Jó 40:8), que mantém todo o Universo sob o Seu controle, cuja atuação, a limitada fragilidade do conhecimento e da compreensão humana de Jó, tinha a mínima possibilidade de alcançar (Jó 40:9-41:34). (Leia Estudo Adicional).
PENSE “Você vai pôr em dúvida a Minha justiça? Vai condenar-Me para justificar-se?” (Jó 40:8, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Tu perguntaste: ‘Quem é esse que obscurece o meu conselho sem conhecimento?’ Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber” (Jó 42:3, Nova Versão Internacional).
Segunda, 05/12/16
A PERGUNTA DE DEUS
Depois de todas as falas dos amigos de Jó, que sem compreender, estavam o atormentando com argumentos que misturavam verdades incontestáveis do poder de Deus, com acusações injustas e cruéis contra o caráter de Jó, Deus se manifesta para iluminar a mente de Jó sobre o que estava acontecendo. A primeira pergunta de Deus é desafiadora para Jó: “Quem é esse que obscurece o meu conselho sem conhecimento? (Jó 38:2, Nova Versão Internacional).
A pergunta pode ser interpretada em dois sentidos: “quem é esse”, pode ser dirigida a Jó, mas também referindo aos seus amigos. Quem estava transmitindo uma mensagem corrompida, “sem conhecimento” sobre a Pessoa e o caráter de Deus? Com certeza a argumentação dos amigos estava muito mais “obscura” sobre o verdadeiro caráter de Deus do que as dúvidas que assaltavam a Jó sobre o seu sofrimen7to e davam vazão aos seus sentimentos.
Deus se manifestou a Jó para colocar todas as questões em seu devido lugar. Jó estava preocupado com o seu sofrimento, se era justo ou injusto; Deus estava colocando a Jó no centro do grande conflito espiritual, como “um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens” (1Co 4:9, Nova Versão Internacional), desafiando a Satanás para que perante o Universo se revelasse o verdadeiro caráter de Deus, em confronto com o de Satanás, e dando a solução inquestionável para o problema do pecado, do sofrimento e da morte.
Daniel estava preocupado com um pequeno detalhe relativo ao retorno dos judeus para Jerusalém e Judá, e fez uma longa oração a Deus sobre a questão (Dn 9:4-19). Ele ansiava pelo retorno dos exilados para a sua terra natal. O anjo Gabriel veio para revelar-lhe o significado da gloriosa visão das 2.300 tardes e manhãs trazendo em si a mensagem da vinda do Messias, para libertar o homem caído, preso no cativeiro do pecado, para dar fim ao grande conflito cósmico espiritual e para devolver aos santos a glória do mundo restaurado.
O profeta Habacuque queixou-se a Deus por não compreender com clareza todos os Seus desígnios: “Por que ficas calado enquanto os ímpios devoram os que são mais justos que eles?” Deus lhe respondeu: “Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará” (Hc 1:13, 2:3, Nova Versão Internacional).
Jó estava preocupado com o seu sofrimento; Deus estava trabalhando na solução do problema do pecado, do sofrimento e da morte.
Quantas vezes, por pequenas questiúncalas nossas, olvidamos e ignoramos os grandes desígnios de Deus.
PENSE “Quem vocês dizem que Eu sou?” (Mt 16:15, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “O que você está fazendo aqui Elias? (1Rs 19:9, Nova Versão Internacional). Estou me escondendo de Jezabel.
Terça, 06/12/16
O SENHOR COMO CRIADOR
Continuando, Deus fez mais algumas dezenas de perguntas a Jó, para trazê-lo à realidade de Sua eternidade, onipotência, onipresença e onisciência em face à transitoriedade do homem, sob o domínio do pecado e a sua consequente limitação de conhecimentos. Atentemos a algumas para reflexão: “Onde você estava quando lancei os alicerces da terra? Responde-me, se é que você sabe tanto. Quem marcou os limites das suas dimensões? Talvez você saiba! E quem estendeu sobre ela a linha de medir? E os seus fundamentos sobre o que foram postos? (…) Como se vai ao lugar onde mora a luz? E onde está a residência das trevas? Poderá você conduzi-las ao lugar que lhes pertence? Conhece o caminho da habitação delas? Talvez você conheça, pois você já tinha nascido! Você já viveu tantos anos! (Jó 38:4-6 e 19-21, Nova Versão Internacional).
Estas são algumas das perguntas intrigantes que Deus fez a Jó. Ele foi suficientemente humilde para responder da maneira como a relva deve fazê-lo: “Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Tu perguntaste: ‘Quem é esse que obscurece o meu conselho sem conhecimento?’ Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber” (Jó 42:2 e 3, Nova Versão Internacional).
Avaliemos outras perguntas que Deus faz para despertar o orgulho e a presunção humana: “A quem haveis de assemelhar-Me? Quem igualareis a Mim? A quem haveis de comparar-Me, como se fôssemos semelhantes? (…) porque Eu sou Deus e não há outro! Sim, sou Deus e não há quem seja igual a Mim” (Is 46:5 e 9, A Bíblia de Jerusalém).
“Não há quem seja igual a Mim”. Alguém ousaria fazer declaração como essa para semelhantes seus? Até poderá alguém fazê-la, porém, quando o seu fôlego de vida se apaga e o corpo se desfaz no pó da terra, compreende-se que todos os seres humanos chegam ao mesmo fim. Não importa se viveram no palácio ou na choupana, ao chegar à sepultura todos encontram a sua igualdade. Todos voltam ao pó e ali todas as diferenças são desfeitas. Somente o Deus eterno pode declarar: “Não há quem seja igual a Mim”.
A quem comparar o Incomparável? Onde encontrar parâmetros para estabelecer semelhanças?
Aqui encontramos o problema crucial para aqueles que duvidam ou rejeitam a existência de Deus: não existe parâmetro para estabelecer comparações. O ser humano está habituado a comparar. Para ele, se é possível estabelecer a comparação, então tal ser ou objeto existe; se não há como comparar, não existe.
PENSE “O homem pode passar toda a vida fazendo elogios a si mesmo, pode se tornar famoso pelas coisas boas que conseguiu para si, porém, mais cedo ou mais tarde, morrerá como todo mundo e irá para a escuridão eterna. O homem pode ter muita fama e riqueza, mas se não olhar a vida como Deus a vê, morre como um animal qualquer” (Sl 49:18-20, A Bíblia Viva).
DESAFIO “Uma voz ordena: ‘Clame’. E eu pergunto: O que clamarei? ‘Que toda a humanidade é como a relva, e toda a sua glória como as flores do campo. A relva murcha e cai a sua flor, quando o vento do Senhor sopra sobre elas; o povo não passa de relva. A relva murcha, e as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre’” (Is 40:6-8, Nova Versão Internacional).
Quarta, 07/12/16
A SABEDORIA DOS SÁBIOS
Certamente grande número das perguntas que Deus fez a Jó, hoje podem ser respondidas pelo crescimento do conhecimento científico. No entanto, muitas delas ainda não terão resposta adequada. Avaliemos a primeira: “Onde estavas, quando Eu fundei a Terra? Dize-me isso, sábio que és” (Jó 38:4, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Façamos esta pergunta de maneira um pouco diferente: Que explicação e prova inquestionável define com certeza o momento do surgimento do Universo e da Terra? Existem provas de como este começo aconteceu? Nem a chamada ciência das provas nem o evolucionismo das hipóteses demonstram de maneira sem questionamentos este ponto de partida. Portanto, se não existe este ponto de apoio como fundamento irrefutável, toda a construção de conceitos que se segue certamente apresentará falhas em diversos pontos.
Quando avaliamos os conceitos do criacionismo em relação ao ponto de partida, entra em questão um fator muito importante com características espirituais: a fé nas declarações das Escrituras Sagradas descrevendo um Ser superior, reconhecido como Deus. O Deus Eterno, o Seu poder e o poder de Sua Palavra constituem o ponto de partida confiável e sustentável. Ele é o único ponto de partida para tudo o que existe. “Pela fé entendemos que foi o Universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hb 11:3, Almeida Revista e Atualizada).
Sobre esta importante questão da maneira de Deus realizar as Suas obras, Paulo declara em sua primeira carta aos Coríntios, capítulo 2:14 que, “o homem natural não aceita as coisas do Espirito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (Almeida Revista e Atualizada).
A realização do plano de Deus para vindicar o Seu caráter e salvar pecadores, permitindo o sofrimento, é loucura para os sábios humanos. Para a sabedoria humana, a morte de Jesus e a mensagem da cruz são loucura (1Co 1:18). Para o sábio humano, a vitória em um conflito pertence para aquele que sobrevive e não para quem morre. É loucura. Ignoram que o conflito cósmico, que realmente desconhecem, é o confronto do amor contra o ódio, do bem contra o mal, da justiça contra o engano. Ignoram que no conflito cósmico, o amor não faz prisioneiros, mas aniquila o ódio de tal modo que não se levantará segunda vez (Na 1:9).
Em meio a todo o sofrimento, esta era a esperança e a certeza de Jó (Jó 19:25-27).
PENSE “Pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles” (2Co 4:17, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que creem por meio da loucura da pregação” (1Co 1:21, Nova Versão Internacional).
Quinta, 08/12/16
ARREPENDENDO-SE NO PÓ E NA CINZA
Moisés pediu a Deus que lhe mostrasse a Sua glória. E Deus proclamou para Moisés quem Ele é (Êx 33:18 e 34:6 e 7). Nos atributos assim revelados, teve Moisés a visão de um ser glorioso, uma Pessoa. Não um igual a ele, mas alguém: “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9:6, Almeida Revista e Atualizada). Tudo o que ele necessitava para a sua árdua tarefa, encontrava-se em superabundância naquela Pessoa. A revelação atuou como um raio fulminante sobre Moisés, dobrando-o humilde e contrito ante a Majestade eterna: “E, imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou” (Êx 34:8, Almeida Revista e Atualizada).
A gloriosa revelação era a de Alguém maior do que ele. A contemplação da glória do caráter de Deus mostrou-lhe em cores vivas, a pecaminosidade e dependência do homem e a graça e a justiça perdoadora e justificadora de Deus. Tocado por esta visão gloriosa, suplica em profunda contrição: “Perdoa a nossa maldade e o nosso pecado e faze de nós a tua herança” (Êx 34:9, Nova Versão Internacional). A rendição foi total. Se aquele Modelo perfeito expressa o anseio do Criador e Soberano em relação ao homem que criou para a Sua glória, seja para refletir o Seu caráter, então só Ele deve atuar, porque esta é uma obra além da possibilidade e capacidade do homem. Porque a glória de Deus é o Seu caráter. (TM. 499). Portanto, só Ele pode moldar no homem o caráter à semelhança do Seu. Só Ele pode fazer o homem glorificá-lO.
A reação de Jó, quando Deus se manifestou quem Ele é, e certamente revelou a razão do seu sofrimento, porque “certamente o Senhor, o Soberano, não faz coisa alguma sem revelar o Seu plano aos Seus servos os profetas” (Am 3:7, Nova Versão Internacional), foi a mesma de Moisés: “Sou indigno; como posso responder-Te? Ponho a mão sobre a minha boca. Falei uma vez, mas não tenho resposta; sim, duas vezes, mas não direi mais nada. (…) Meus ouvidos já tinham ouvido a Teu respeito; mas agora os meus olhos Te viram. Por isso menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 40:4 e 5, 42:5 e 6, Nova Versão Internacional).
Jeovah, o Deus que existe, o Deus da perfeita justiça e do perfeito amor, se manifestou para Jó (Jó 38:1). A glória da justiça e do amor do Seu caráter foi vindicada por Jó. Satanás foi desmascarado e vencido. A experiência foi gloriosa demais para Jó. Reconheceu a sua pecaminosidade e grandeza da justiça e do amor de Deus, envolto em pó e cinza.
PENSE “Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos” (Is 6:5, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Quando Simão Pedro viu isso, prostrou-se aos pés de Jesus e disse: ‘Afasta-Te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador!’” (Lc 5:8, Nova Versão Internacional).
Sexta, 09/12/16
ESTUDO ADICIONAL
Em Deuteronômio 6:4, Deus apresenta-se para o povo de Israel, com estas palavras: “Ouve, ó Israel: Iahweh nosso Deus é o único Iahweh” (A Bíblia de Jerusalém).
Quando Deus comissionou a Moisés para a tremenda tarefa de liderar o povo de Israel em seu êxodo para Canaã, o fez com estas palavras: “Deus falou a Moisés e lhe disse: Eu sou Iahweh. Apareci a Abraão, a Isaac e a Jacó, como El-Shaddai; mas pelo meu nome, Iahweh, não lhes fui conhecido” (Êx. 6:2 e 3, A Bíblia de Jerusalém).
Eloim, o Deus criador, de Gênesis 1:1, identificou-se a Moisés usando dois nomes: Iahweh e El-Shaddai. El-Shaddai traduzido por: Deus Todo-Poderoso, apresenta-O como o Deus que é sobre todos os deuses. Em verdade outros deuses não existem. Eles nascem na imaginação humana, mas não apresentam absolutamente nenhuma credencial para reivindicar a sua divindade.
Mas ali, perante Moisés, estava El-Shaddai, capaz de resolver todos os problemas e satisfazer todas as necessidades de suas criaturas. Não há razão para uma multiplicidade de deuses para atender a cada necessidade do ser humano. Ele satisfaz e preenche cada uma delas.
Deus também se identificou como Iahweh. Como Deus revelou o significado deste nome para Moisés, quando ele pediu para ver a Sua glória? “Iahweh passou diante dele, e Ele exclamou: Iahweh, Iahweh… Deus de compaixão e de piedade, lento para a cólera e cheio de amor e fidelidade; que guarda o seu amor a milhares, tolera a falta, a transgressão e o pecado, mas a ninguém deixa impune e castiga a falta dos pais nos filhos e nos filhos de seus filhos, até a terceira e quarta geração” (Êx. 34:6 e 7, A Bíblia de Jerusalém).
Moisés já conhecia a Deus como aquele que é Todo-Poderoso, mas agora passou a conhecê-lO também como aquele que é cheio de amor, pleno de compaixão, e desejoso para salvar o pecador e mudar a sua vida.
Deuteronômio 23:5 apresenta uma ideia muito linda e profunda em relação ao Deus Trino: “Mas Iahweh teu Deus não quis ouvir a Balaão, e Iahweh teu Deus transformou a maldição em bênção a teu favor, pois Iahweh teu Deus te ama” (A Bíblia de Jerusalém).
O Deus que protege e salva, que transforma a maldição em bênção porque ama, foi com esta credencial que Deus se manifestou para Jó, ao final da desafiadora batalha de conceitos, sob o fogo assolador de Satanás, no contexto do grande conflito. Manifestou-se como o Deus Criador, Mantenedor e que com justiça e amor lida com toda a Sua criação.
PENSE “Você conhece as leis que governam o Universo? Sabe até onde essas leis influenciam a terra? Você é capaz de dar ordens às nuvens, para que elas deixem cair a chuva? Você é capaz de fazer os relâmpagos riscarem o céu com uma simples ordem?” (Jó 38:33-35, A Bíblia Viva).
DESAFIO “Agora eu respondo: ‘Somente agora eu conheço o Senhor de verdade! Antes eu só O conhecia de ouvir falar. Por isso, eu me arrependo do meu orgulho e me cubro de terra e de cinza para mostrar minha tristeza’” (Jó 42:5 e 6, A Bíblia Viva).