Lição 11 – ESabatina – Os eleitos – 09/12 a 16/12 de 2017

Lição 11 OS ELEITOS

Pr. Albino Marks

“Terá Deus, porventura, rejeitado o Seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim” (Rm 11:1).
Sábado, 09/12/17
INTRODUÇÃO
Qual a diferença entre a oferta de Abel e a de Caim? Abel creu em Deus, revelou fé nas Suas orientações pelo ato da obediência. Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas” (Hb11:4, Nova Versão Internacional). “Fé que atua por amor”.
Caim não creu em Deus, não revelou fé nas Suas orientações pelo ato da desobediência. Trouxe uma oferta da sua escolha. Caim, sob a influência de Satanás, removeu o verdadeiro Substituto, que unicamente pode justificar o pecador. Em lugar do Substituto, apresentou os méritos de sua justiça própria, as suas obras, tipificados nos produtos do seu esforço. Este processo não tem poder para salvar do pecado.
O método de justificar pela graça e por fé, através de tipos que apontavam para o antítipo, o Salvador prometido e que haveria de vir, foi alvo dos ataques de Satanás para corromper o seu significado. Para alcançar este objetivo, corrompeu o caráter da liderança espiritual do povo de Israel. Estes começaram a buscar lucros materiais em todo o sistema ritual. Deturparam o significado dos símbolos de tal modo que o povo perdeu de vista o verdadeiro meio justificador, que não eram os ritos e nem o sangue de nédios animais, e sim, o sangue de Cristo a ser derramado sobre a cruz. Consequentemente, quando Jesus veio, não foi reconhecido como o Cordeiro de Deus.
“O sistema sacrifical, entregue a Adão, foi também pervertido por seus descendentes. Superstição, idolatria, crueldade e licenciosidade, corrompiam o serviço simples e significativo que Deus instituíra” (Patriarcas e Profetas, p. 364).
A visão espiritual do escolhido povo de Deus, estava completamente obscurecida e não percebia e nem compreendia as grandes verdades ensinadas pelo cerimonialismo. O formalismo religioso vedara-lhe os olhos da fé. “Veio para o que era Seu, e os seus não O receberam” (Jo 1:11). Não houvera isto acontecido e a vinda do Messias teria sido recebida e aclamada na mais indescritível explosão de alegria.
PENSE “Posso testemunhar que eles têm zelo por Deus, mas o seu zelo não se baseia no conhecimento” (Rm 10:2, Nova Versão Internacional.
DESAFIO “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Rm 10:9, Almeida Revista e Atualizada).
Domingo, 10/12/17
CRISTO E A LEI
O evangelho é a mensagem eterna do amor de Deus para salvar pecadores. Desde o primeiro cordeiro morto junto ao portal do Éden, até o cerimonialismo do santuário, todos os serviços constituíam o evangelho da salvação, a mensagem da cruz em símbolos, tipificando o Salvador, Cristo Jesus, que viria em cumprimento da promessa. Era o evangelho em figuras, a “sombra dos bens vindouros” (Cl 2:17, Hb 10:1). Mas agora, depois da cruz, já viviam a realidade destes bens, Cristo. A cruz projeta a “sombra” para o passado, e lança para o futuro fulgurantes raios de luz do evangelho real, centralizado em Cristo. O evangelho da salvação sempre foi o mesmo desde a preciosa promessa proferida para Adão e Eva, assim que o inimigo os venceu. Os métodos para comunicar o evangelho é que foram vestidos da maneira apropriada para os que viveram à sombra da cruz e para os que vivem à glória da cruz.
Os israelitas perderam de vista o verdadeiro significado do serviço sacrifical. Viam neste ato a sua justificação diante de Deus. Nada mais. Não podiam compreender nem admitir que Cristo era o fim de todo o cerimonialismo, o fim da lei. “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10:4). Fim como ponto final; fim que consumou com o Seu próprio sacrifício todo o regime sacrifical. Este deixaria de existir como instrumento de orientação espiritual. O objetivo da lei das cerimônias era conduzir o pecador a Cristo, para que pela fé em Cristo, recebesse a Sua justiça e fosse absolvido da sentença de morte eterna que pesava sobre ele, proclamada pela lei moral.
Esta conclusão está muito clara no argumento de Paulo em seu tratado dirigido aos Hebreus, no capítulo 9 versos 9 e 10: “Há nisto um símbolo para o tempo atual: ali se oferecem oblações e sacrifícios incapazes de levar à perfeição, na própria consciência, aquele que presta o culto. Baseados em alimentos, bebidas e abluções diversas, não passam de ritos humanos, aceitos até o tempo da ordem certa” (Tradução Ecumênica da Bíblia).
“O tempo da ordem certa” cumpriu-se com a morte do Único que pode expiar o pecado e conceder vida ao pecador. No Calvário, Cristo foi a vítima do sacrifício expiatório e o Sumo-Sacerdote Eterno, apresentando e oferecendo a dádiva a Deus o Pai, em favor do pecador.
Os judeus não compreenderam esta missão de Jesus. “Veio para o que era seu e os seus não o receberam” (Jo 1:11). Procuravam justiça na prática dos ritos cerimoniais e desprezaram a Cristo, feito Justiça Nossa. “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10:4, Almeida Revista e Atualizada).
PENSE “O povo de Deus, a quem Ele chama de peculiar tesouro, fora privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimonial. A primeira aponta para a criação, a fim de lembrar que foi o Deus vivo que fez o mundo, cujos reclamos recaem sobre todos os seres humanos em todas as dispensações, e existirão por toda a eternidade. A segunda foi dada por causa da transgressão da lei moral por parte do ser humano. A obediência exigida por ela consistia em sacrifícios e ofertas que apontavam para a futura redenção…” (MM, 2013, p. 280).
DESAFIO “Assim a Lei (cerimonial) foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé (na futura redenção, Cristo)” (Gl 3:24, Nova Versão Internacional). (Interpolações adicionadas).
Segunda, 11/12/17
A ELEIÇÃO DA GRAÇA
A justiça pela fé e a justiça da lei moral são inseparáveis dentro do plano da salvação. Jesus disse à adúltera a quem ofereceu a justiça pela fé, a graça, perdoando-a e justificando-a: “Não te condeno, vai e não peques mais”. A justiça pela fé é imputada, é o perdão obtido pela fé em Jesus; a justiça da lei é comunicada, é o Espírito Santo orientando a conduta pela lei moral e pela Palavra de Deus. “Pois Deus vos escolheu desde o começo, para serdes salvos pelo Espírito que santifica e pela fé na verdade” (2Ts 2:13, Tradução Ecumênica da Bíblia). “Aquele que de coração obedecer ao quarto mandamento obedecerá a toda lei. Será santificado pela obediência” (Meditação Matinal, p. 197).
Podemos recorrer à conduta para obter o perdão? Parece que Davi fez isso por algum tempo, mas não deu certo. Ele reconhece: “O meu pecado sempre está diante de mim” (Sl 51:3). Isto significa que a justiça comunicada orienta a conduta, mas não perdoa; somente pela justiça imputada é obtido o perdão.
O israelita caiu no erro espiritual da justiça da lei, reclamada pelas obras sem a graça de Jesus. Praticava o sistema ritual como o meio justificador e salvador e não como o método que ensinava a justificação pela fé e a salvação pela graça. Sempre que caia em transgressão da lei moral, recorria aos sacrifícios e ritos como o meio justificador, sem a fé em Jesus, a promessa da fé. A fé desapareceu e a graça foi rejeitada. Esta maneira de entender o plano da salvação explica o tráfico espiritual desenvolvido no templo, profanando os seus serviços típicos e destruindo a visão da vinda do Messias, a esperança da justificação e da salvação.
Por duas vezes Jesus tomou medidas drásticas contra estas práticas abomináveis a Deus. No início do Seu ministério (Jo 2:13-22), e ao final dele (Mt 21:12 e 13).
Pergunta Paulo: “Terá Deus, porventura rejeitado seu povo?” (Rm 11:1). Deus não rejeitou a Israel em relação à salvação, mas rejeitou-o como depositário da proclamação do evangelho para o mundo, porque falharam nesta missão, transformando o evangelho da justificação pela fé e da salvação pela graça, no sistema legalista da salvação pelas obras da justiça própria. Excluíram do plano da salvação, a Cristo, a graça de Deus, e introduziram a salvação dos méritos pessoais.
PENSE “Ao mesmo tempo os judeus, por seus pecados, estavam-se separando de Deus. Eram incapazes de discernir o profundo significado espiritual do seu serviço simbólico. Em sua justiça própria confiaram em suas próprias obras, nos sacrifícios e ordenanças em si, em vez de descansar nos méritos dAquele a quem todas essas coisas apontavam. Assim ‘procuravam estabelecer a sua própria justiça’ (Rm 10:3), edificaram-se sobre um formalismo auto-suficiente. Faltando-lhes o Espírito e a graça de Deus, procuravam ressarcir a falta mediante rigorosa observância das cerimônias e ritos religiosos. Não contentes com as ordenanças que o próprio Deus havia designado, obstruíram os mandamentos divinos com incontáveis exações por si mesmo urdidas. Quanto mais se distanciavam de Deus, mais rigorosos eram na obediência dessas formas” (Profetas e Reis, p. 708, 709).
DESAFIO – “O homem que tenta observar os mandamentos de Deus por um senso de obrigação apenas – porque é requerido que assim o faça – jamais entrará no gozo da obediência. Não obedece. […] A verdadeira obediência é expressão de um princípio interior. Origina-se do amor à justiça, o amor à lei de Deus. A essência de toda a justiça é lealdade ao nosso Redentor. Isto nos levará a fazer o que é reto porque é reto, porque a retidão é agradável a Deus” (Parábolas de Jesus, p. 97, 98).
Terça, 12/12/17
O RAMO NATURAL
Paulo sempre esteve possuído por um profundo sentimento de compaixão por seus compatriotas. “Irmãos, o desejo do meu coração e minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos” (Rm 10:1, Nova Versão Internacional).
No capítulo onze esse anseio e esperança é expresso em palavras candentes de grande certeza. No entanto, por outro lado, o apóstolo vê uma grande bênção da queda de Israel no desfavor de Deus, pelo não cumprimento da missão de proclamar o evangelho da salvação pela graça, para todos os povos. Por causa do seu pecado de negligência e espírito de exclusivismo, que os separou de Deus, as boas novas da salvação foram proclamadas para os gentios, tornando-se ele, Paulo, o mensageiro principal deste radiante alvorecer.
Ele pregava com vigor para os gentios, pensando em despertar o seu povo para a grande realidade do cumprimento da promessa de Deus, da vinda do Messias na pessoa de Cristo Jesus. A esperança de seu argumento fundamenta-se no fato de que se a rejeição de Israel redundou em bênção na proclamação do Evangelho para o mundo, quanto maior será essa bênção em sua plenitude com a conversão dos israelitas.
Desenvolve a parábola do enxerto dos ramos da oliveira brava na oliveira cultivada. Se Deus, com Seu poder transformador pode cortar ramos de oliveiras bravas e enxertá-los na oliveira cultivada, seria demais, Ele tornar a enxertar os ramos cortados da oliveira cultivada, nela mesma, pela aceitação mediante a fé, do Messias prometido e manifestado na vida, morte e ressurreição de Cristo? (Rm 11:23, 24).
Todo esse processo depende da fé e da incredulidade. Se os ramos cortados da oliveira cultivada, forem despertados para abandonar a sua incredulidade e revelar fé na provisão da graça de Deus, eles tornarão a ser enxertados, porque a bondade e a misericórdia de Deus são extensivas a todos, independendo de raça. A fé é o maravilhoso poder que abre as comportas da superabundante graça de Deus.
Por outro lado, Paulo adverte os gentios para não cair no mesmo engano da presunção dos israelitas, alimentando a ideia de que são santos e bons suficientes, não correndo o risco de serem rejeitados e cortados (Rm 11:19-22).
PENSE “E quanto a eles, se não continuarem na incredulidade, serão enxertados, pois Deus é capaz de enxertá-los outra vez” (Rm 11:23, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Está certo. Eles, porém, foram cortados devido à incredulidade, e você permanece pela fé. Não se orgulhe, mas tema” (Rm11:20, Nova Versão Internacional).
Quarta,13/12/17
TODO ISRAEL SERÁ SALVO
Israel sofreu a rejeição de Deus como depositários da mensagem de salvação para o mundo. Pela corrupção dos símbolos e tipos, Cristo não foi reconhecido quando veio como o Messias. Foi rejeitado e crucificado. Porém, esta rejeição não excluiu os judeus do plano da salvação.
Paulo, em seu anseio pela salvação de seus compatriotas, está fazendo uma profecia prevendo a conversão de muitos judeus. Por que não? Para aqueles que foram muito amados por séculos, em sua rebeldia, não podem ser amados em sua conversão legítima?
“Quando este evangelho for apresentado em sua plenitude aos judeus, muitos aceitarão a Cristo como o Messias. Entre os ministros cristãos há poucos que se sentem chamados a trabalhar pelo povo judeu; mas aos que têm sido passados por alto, bem como a todos os outros, deve chegar a mensagem de misericórdia e esperança em Cristo.
“Na proclamação final do evangelho, quando deve ser feito um trabalho especial pelas classes de pessoas até aqui negligenciadas, Deus espera que Seus mensageiros tomem interesse especial pelo povo judeu, o qual eles encontram em todas as partes da Terra. Ao serem as Escrituras do Velho Testamento amalgamadas com o Novo numa explanação do eterno propósito de Jeová, isto será para muitos judeus como o raiar de uma nova criação, a ressurreição da alma. Ao verem o Cristo da dispensação evangélica retratado nas páginas das Escrituras do Velho Testamento, e perceberem quão claramente o Novo Testamento explica o Velho, suas adormecidas faculdades despertarão e eles reconhecerão a Cristo como o Salvador do mundo” (Atos dos Apóstolos, p. 380, 381).
Jesus declarou para a mulher samaritana junto ao poço de Sicar: “Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus” (Jo 4:22, Nova Versão Internacional).
O que Jesus disse com esta declaração? Ele reconheceu e afirmou para a mulher que o Messias, o Salvador viria da linhagem judaica. Quando a mulher declarou que aguardava o Messias, Jesus revelou-se de modo claro e convincente: “Eu sou o Messias” (Jo 4:26).
Paulo fundamenta o seu argumento da salvação dos judeus na declaração de Jesus para a samaritana: “a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo, que é Deus acima de todos, bendito para sempre! Amém” (Rm 9:5, Nova Versão internacional).
Este é o desafio da Igreja hoje. Apresentar e convencer os judeus pelo testemunho das Escrituras, de que Jesus é o Messias da promessa feita para Abraão.
PENSE Há entre os judeus alguns que, como Saulo de Tarso, são poderosos nas Escrituras, e esses proclamarão com maravilhoso poder a imutabilidade da lei de Deus. O Deus de Israel fará que isto suceda em nossos dias” (Atos dos Apóstolos, p. 381).
DESAFIO É a esta classe que Isaías se refere em sua profecia: ‘O remanescente é que será salvo’. Desde os dias de Paulo até o presente, Deus pelo Seu Espírito Santo tem estado a chamar tanto a judeus como a gentios. ‘Deus não faz acepção de pessoas’, declarou Paulo” (Atos dos Apóstolos, p. 380).
Quinta, 14/12/17
A SALVAÇÃO DOS PECADORES
Como o Velho Testamento apresenta o reino da graça e a atuação divina para salvar o homem que caiu em pecado? Como é descrita a participação do homem neste processo? “E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Êx 19:6, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Deus fala de Seu povo como sendo um reino de sacerdotes, o que equivale a dizer que cada israelita era concitado à consagração total aos propósitos redentores de Deus, participando do reino da graça. Ser sacerdote significa ser alguém separado por Deus, para tornar-se um arauto, um proclamador do plano da salvação estabelecido por Deus, para chamar outros pecadores para escolher a Deus como o Senhor de sua vida e unir-se ao povo do reino da graça. A presença de Deus, tipificada no santuário, devia constituir-se a força motivadora para o cumprimento desta tarefa.
Moisés descreve como Deus desejava relacionar-se com aqueles que separou para serem Seus: “Porei a minha morada no meio de vós; não terei aversão a vós; caminharei no meio de vós; eu para vós serei Deus, e vós sereis para mim o povo. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos fiz sair da terra dos egípcios, para que não sejais mais seus servos; fui eu que quebrei as cangas do vosso jugo e vos fiz caminhar de cabeça erguida” (Lv 26:11-13, Tradução Ecumênica da Bíblia).
A mensagem do plano de salvação é apresentada de modo bem definido: o eterno reino da graça é administrado pelo eterno amor perdoador de Deus. Eu vos escolhi, eu quebrei as cangas do vosso jugo, eu estabeleci a minha morada no meio de vós e manifestei a vós a minha graça, e esta graça abundante tornou-vos uma nação feliz.
Que belo simbolismo encontramos nestes argumentos, da libertação que Deus opera, resgatando o pecador da escravidão do pecado, sob o domínio de Satanás, no reino das trevas, para torná-lo servo da Justiça, participante do reino da graça.
Foi a compreensão deste plano maravilhoso que fez o apóstolo Paulo exclamar extasiado e vibrante: “Ó profundeza da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus julgamentos e impenetráveis os seus caminhos! Quem, com efeito, conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou, ainda, quem lhe deu primeiro, para dever ser pago em troca? Pois tudo é dele, e por ele, e para ele. A ele a glória eternamente! Amém” (Rm 11:33-36, Tradução Ecumênica da Bíblia).
PENSE “Assim como vocês, que antes eram desobedientes a Deus, mas agora receberam misericórdia, graças à desobediência deles, assim também agora eles se tornaram desobedientes, a fim de que também recebam agora misericórdia, graças à misericórdia de Deus para com vocês” (Rm 11:30 e 31, Nova Versão, Internacional).
DESAFIO “Pertencei a Mim, santos como Eu sou santo, Eu, o Senhor; e Eu vos distingui do meio dos povos para que pertençais a Mim” (Lv 20:26, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Sexta, 15/12/17
ESTUDO ADICIONAL
Qual seria a demonstração convincente para o mundo de que os israelitas eram os instrumentos escolhidos para proclamar o amor, a graça, o perdão, a justiça e a reconciliação como a proposta divina para pecadores sem esperança? “Dize aos filhos de Israel: observareis, todavia, os meus sábados, pois é um sinal entre vós e mim, de geração em geração, para que se reconheça que sou eu, o Senhor, que vos santifico” (Êx 31:13, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Todo pecador deveria receber de cada israelita o eloquente testemunho de que o Único que pode oferecer um plano de esperança e vida para pecadores condenados é Deus, o Senhor. O plano da salvação foi estabelecido sobre a eterna graça de Deus e sobre o Seu eterno amor. As funções da lei moral são duas: acusar o pecado quando este é praticado; orientar o perdoado, justificado e reconciliado pecador em sua conduta de cidadão do reino sacerdotal e da nação santa de Deus, o reino da graça.
No centro deste relacionamento Deus colocou a fiel observância do sábado como o sinal de identidade entre Ele e Seus filhos perante todos os habitantes do mundo. Muito mais do que isto, na fiel observância do sábado, o israelita demonstrava a sua inteira dependência de Deus para obter salvação e a total nulidade de obras de justiça própria.
Todo o processo para salvar pecadores é de inteira iniciativa e competência divina, fundamentado em seu eterno amor perdoador e na Sua eterna graça justificadora. “Pois eu sou o Senhor, que vos santifico” (Lv 22:16, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Esta mensagem de salvação pela graça e pela fé em Cristo, deve ser apresentada com todo o seu poder e beleza, para os judeus, que recusaram proclamá-la para o mundo.
PENSE “Quanto ao evangelho, eles são inimigos por causa de vocês; mas quanto à eleição, são amados por causa dos patriarcas, pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis” (Rm 11:28, 29 Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Devido à incredulidade e à rejeição do propósito do Céu para eles, Israel como nação perdera sua ligação com Deus. Mas os ramos que haviam sido cortados do tronco, Deus podia ligar ao verdadeiro tronco de Israel – o remanescente que havia permanecido fiel ao Deus de seus pais” (Atos dos Apóstolos, p. 377, 378).