Lição 12 – ESabatina – O redentor de Jó – 10 a 17/12 de 2016

Lição 12 O REDENTOR DE JÓ
Pr. Albino Marks
“Certamente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Is 53:4).
Sábado, 10/12/16
INTRODUÇÃO
Por que Deus permitiu que Satanás atormentasse a Jó de maneira tão terrível, reduzindo-o a pele e osso? O que estava em jogo no sofrimento de Jó: a sua salvação ou a vindicação do caráter de Deus e a condenação do caráter de Satanás?
Por que Jesus teve que passar pela angústia extrema de sentir-Se abandonado por Deus? “Meu Deus! Meu Deus! Por que Me Abandonaste?” (Mt 27:46, Nova Versão Internacional).
O sofrimento de Jó, visto apenas da perspectiva humana, fica praticamente sem sentido. Quando colocado na perspectiva de Deus, no contexto do grande conflito espiritual entre Cristo e Satanás, o bem e o mal, ele se transforma em uma visão cósmica sem precedentes, numa demonstração inequívoca da vindicação do caráter de Deus, da insultuosa acusação de Satanás.
O sofrimento de Jó não é o resultado acidental de uma causa natural, no contexto do mundo sob o domínio do pecado. É o resultado do desafio de Deus, perante o universo celestial (Jó 1:6-12 e 2:1-6), para Satanás, o acusador de Deus, colocando em evidência o caráter de Jó em perfeita harmonia com o caráter e as leis de Deus.
Satanás questionou a integridade de Jó como interesseira, para receber todas as bênçãos e toda a proteção de que desfrutava. Deus permitiu que Satanás fizesse a prova da integridade do caráter de Jó, levando esta prova ao extremo máximo. Esta perspectiva oferece uma visão real da razão do sofrimento de Jó.
Jó, desconhecendo as razões do seu sofrimento, e questionando a Deus para que revelasse o porquê de toda aquela angústia física e mental, demonstrou a sua inabalável convicção de fé na justiça e no amor de Deus e na certeza de sua conduta irrepreensível em relação a expressa vontade do caráter de Deus, com estas palavras: “Mas Ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro” (Jó 23:10, Nova Versão Internacional).
Deus permitiu que Satanás colocasse a Jó sob a mais severa prova, e ele se saiu como ouro, porque sem prever a prova, a realidade da presença de Deus sempre era real e suprema em sua vida.
PENSE “Tenho grande alegria em fazer a Tua vontade, ó meu Deus; a Tua lei está no fundo do meu coração” (Sl 40:8, Nova Versão internacional).
DESAFIO “Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim Alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hb 4:15, Nova Versão Internacional).
Domingo, 11/12/16
MEU REDENTOR VIVE
No final da dura batalha de Jó, resistindo a todas às investidas de Satanás, Deus se manifestou como Jeovah, o Deus que existe, que é o Criador e o Mantenedor do Universo e com justiça trata com toda a Sua criação. Mas Jó também tinha a firme convicção de Deus como o seu Redentor (Jó 19:25-27).
Já foi analisado que Jó compreendia o profundo significado perdoador e redentor do holocausto (Jó 1:5). Este sacrifício típico substituto ensinava que o cordeiro inocente morria em lugar do pecador culpado. Na morte do substituto a justiça era executada, a culpa era apagada e a graça declarava o transgressor perdoado. Fundamentado neste ensino típico, Jó fez a poderosa declaração de fé: “Eu sei que o Redentor “Ga’al” vive”. A experiência de fé do patriarca estava estabelecida nos dois pilares: no Deus criador e no Deus redentor que existe, vive.
Lucas, convertido do paganismo, escreveu o seu evangelho para os gentios para convencê-los da existência do Deus de amor eterno e de graça infinita, que enviou o seu Filho para nascer como homem e tornar-se o Salvador de pecadores. Nesta perspectiva, Lucas remonta a linha genealógica de Jesus até “Adão, filho de Deus” (Lc 3:38, Nova Versão Internacional). Com esta declaração o evangelista está dizendo que a solução do pecado com toda a sua maldade, está unicamente centralizada nAquele que é o Criador do homem, que por ele tem amor eterno e se tornou o Salvador com a Sua morte substituta.
O evangelista João introduz o seu evangelho com uma declaração básica, que fundamenta e complementa os argumentos de Lucas: “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. (…) Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1:1 e 14, Nova Versão Internacional).
João apresenta a Jesus como o Deus eterno, Criador do Universo e de todas as coisas que nele existem, e como Aquele que se fez homem para viver entre os humanos e, como Redentor, pagar o preço de resgate para redimir o homem. Em sua introdução, liga os dois grandes acontecimentos na vida de Jesus em relação ao homem e o plano da salvação: fala dEle como Deus eterno e criador, para apresentá-lO como o cumprimento da promessa da redenção e seu ministério redentor em favor dos pecadores.
Este fundamento sustentou a Jó durante o seu incompreendido sofrimento. Ele sabia que o seu Criador e o seu Redentor viviam.
PENSE “Foram as Tuas mãos que me formaram e me fizeram. Irás agora voltar-Te e destruir-me? Lembra-te de que me moldaste como o barro; e agora me farás voltar ao pó?” (Jó 10:8 e 9, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25, Nova Versão internacional).
Segunda, 12/12/16
O FILHO DO HOMEM
Que convicções Jó tinha a respeito de Deus? Ele é o Criador do Universo, conhecido para Jó, pelas limitações de seu tempo (Jó 9:8-10); é o Criador do homem a partir do pó e no ventre materno (Jó 10:8-12); é o Criador e Mantenedor de todas as coisas e todas as criaturas (Jó 12:7-10); Ele é o Redentor e Restaurador (Jó19:25-27); é cheio de sabedoria e de poder imenso (Jó 9:4); Ele controla todas as coisas (Jó 9:5-24).
Que convicções Jó tinha a respeito do homem? O homem é criatura de Deus (Jó 10:8-10); sob o domínio o pecado é passageiro, um sopro (Jó 7:7-10); é limitado no conhecimento (Jó 9:14 e 15); o homem é mortal, morre e desaparece (Jó 9:2 e 14:1-22); o homem precisa e tem um Redentor (Jó 19:23-27).
Um detalhe chama a atenção a respeito de Jó em relação às suas convicções: a sua intimidade, ele, criatura, com o seu Criador. Argumentava com uma liberdade que ensina uma tremenda lição para nós que nos reputamos espiritualmente mais iluminados. Conversava e arrazoava com o seu Criador, como filho, com o amoroso Pai Amigo: “Minha vida só me dá desgosto; por isso darei vazão à minha queixa e de alma amargurada me expressarei. Direi a Deus: Não me condenes; revela-me que acusações tens contra mim. Tens prazer em oprimir-me, em rejeitar a obra de Tuas mãos, enquanto sorris para o plano dos ímpios? Acaso tens olhos de carne? Enxergas como os mortais? Teus dias são como os de qualquer mortal? São como os do homem?” (Jó 10:1-5, Nova Versão internacional).
Séculos depois de Jó, o profeta Habacuque questionou a Deus porque também não compreendia com clareza todos os Seus desígnios: “Por que ficas calado enquanto os ímpios devoram os que são mais justos que eles?” No entanto, tal como Jó, em meio às suas incertezas, também decidiu ficar leal a Deus e atento à Sua voz: “Ficarei no meu posto de sentinela e tomarei posição sobre a muralha; aguardarei para ver o que o Senhor me dirá e que resposta terei à minha queixa”. E Deus lhe respondeu: “Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que demore, espere-a; porque ela certamente virá e não atrasará” (Hc 1:13, 2:1-3, Nova Versão Internacional).
O programa do plano da salvação, estabelecido por Deus na eternidade, não sofre mudanças pelas interferências de Satanás, ou pela indiferença ou ansiedade de seres humanos. Sem adiantamento e sem tardança, os Seus desígnios se cumprem no momento determinado. Este não é um momento aleatório, mas definitivamente definido e estabelecido. Ele não falhará. Mas é da inteira competência de Deus. É inútil e tola toda a especulação humana.
PENSE “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a Sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo1:14, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hb 4:15, Nova Versão Internacional).
Terça, 13/12/16
A MORTE DE CRISTO
A angústia “não se levantará por duas vezes”, porque sobre a cruz do Calvário toda a malignidade de Satanás e toda a grandeza da justiça de Deus, toda a incomensurabilidade do Seu amor e toda benignidade da Sua graça, se confrontaram em uma demonstração tão evidente perante todo o Universo, que toda a dúvida foi desfeita na mente dos anjos fiéis e leais e dos mundos não caídos. Eles fizeram a sua escolha tendo como motivo supremo o espetáculo da crueldade de Satanás e da inquestionável demonstração da santidade, da justiça, do amor e da graça de Deus. (Leia em Pense).
Mas, nesta ação de Cristo, há uma parte a ser desempenhada pelo homem. Precisa haver uma demonstração contundente, como espetáculo para anjos e homens, o que a manifestação da santidade, da justiça, do amor e da graça de Deus pode operar em criaturas redimidas.
“Cristo viveu de acordo com os princípios morais do governo de Deus, e cumpriu as especificações da lei divina. Ele representou a beneficência da lei em Sua vida humana. O fato de a lei ser santa, justa e boa deve ser testemunhado a todas as nações, línguas e povos, para mundos não caídos, para os anjos, serafins e querubins. Os princípios da lei de Deus foram manifestados no caráter de Jesus Cristo, e aquele que coopera com Cristo, tornando-se participante da natureza divina, desenvolverá um caráter divino e se tornará um exemplo da lei divina. Cristo no coração levará toda a pessoa – corpo, mente e espírito – em servidão para obediência de justiça. Os verdadeiros seguidores de Cristo estarão em conformidade com a mente, vontade e caráter de Deus, e os grandes princípios da lei serão demonstrados na humanidade” (Meditação Matinal, 2009, p. 58).
A morte de Cristo, tem dois grandes propósitos, além de outros: livrar os pecadores condenados da justiça da lei. Não há salvação sem a execução da justiça que condenava o pecador culpado. A justiça foi executada em Cristo e por Sua morte libertou o condenado. Ensinar o pecador liberto da condenação da justiça da lei, viver o Modelo de vida que Jesus viveu, tornando-se participante da natureza divina, no caráter, para obediência de justiça.
O plano da salvação requer perfeita identidade de caráter com o caráter de Deus. Provavelmente, a tarefa mais desafiadora conferida aos que aceitam a Jesus como Salvador e Senhor, é vindicar o caráter de Deus como santo, justo e amoroso. Este desafio não é plenamente compreendido. Porque se fosse, certamente a conduta dos filhos de Deus seria outra perante os seus semelhantes.
PENSE “Quando Cristo veio ao nosso mundo sob a forma humana, todos estavam profundamente interessados em acompanhá-Lo, ao percorrer Ele, passo a passo, a vereda ensanguentada a partir da manjedoura ao Calvário. O Céu observou o insulto e zombaria que Ele recebeu, e sabia que isso foi por instigação de Satanás. Notaram a operação das forças contrárias a avançar, impelindo Satanás constantemente trevas, tristezas e sofrimento sobre a raça, e estando Cristo a reagir com isso. Observaram a batalha entre a luz e as trevas, enquanto a mesma se tornava mais forte. E ao clamar Cristo em Sua aflição mortal sobre a cruz: ‘Está consumado’, um brado de triunfo repercutiu por todos os mundos, e pelo próprio Céu” (Patriarcas e Profetas, p. 65.
DESAFIO “Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em seu povo, então virá para reclamá-los como Seus” (Parábolas de Jesus, p. 69).
Quarta, 14/12/16
OS SOFRIMENTOS DO FILHO DO HOMEM
Em lições anteriores já foi analisada a questão do sofrimento de que em muitas circunstâncias é levantada a pergunta: foi justo? Muitos perguntam: por que existe o sofrimento? A Escritura Sagrada tem informações que lançam luz sobre o problema. Deus criou um Universo perfeito com leis para manter perfeita e permanente a harmonia de toda a criação. A rebelião de Lúcifer, transformado em Satanás, que pelo engano induziu Adão e Eva a desafiar a ordem de Deus “e quebrar a aliança eterna” (Gn 2:15-17 e Is 24:5), trouxe como consequência o sofrimento e a morte, produto do pecado, comercializado por Satanás (Ez 28:16). “E pecaste” (Ez 28:16, ARA). O pecado de Lúcifer, Satanás, quebrou as leis e destruiu a harmonia da criação de Deus na Terra.
Por decreto proclamado antecipadamente o homem devia morrer. No entanto, Deus colocou em ação o plano da justiça, do amor e da graça eternos do Substituto inocente para satisfazer a exigência da justiça eterna.
Deus foi justo em prover um Substituto inocente para morrer no lugar do culpado? O conflito cósmico, entre Cristo e Satanás, para destruir a Satanás e exterminar o mal sem deixar raízes para uma segunda oportunidade (Na 1:9), não podia ter a solução da força do poder, mas do poder da justiça e do amor.
Satanás acusou a Deus de injusto e despótico, sem amor, no trato com as Suas criaturas. A justiça da lei exigia a morte da criatura. Para demonstrar a Sua justiça, Deus foi injusto Consigo mesmo, praticando um ato de injustiça contra Si mesmo, executando as justas exigências da lei em Jesus, o inocente, em lugar do pecador culpado, e envolveu o pecador culpado com amor e graça superabundantes, devolvendo a oportunidade da escolha, pela fé, da justiça, do amor e da graça de Deus (Jo 3:16), aniquilando, reduzindo a pó a injusta acusação de Satanás.
“Na verdade, são os nossos sofrimentos que Ele carregou, foram as nossas dores que Ele suportou, e nós, O considerávamos atingido, golpeado por Deus e humilhado. Ele, porém, era desonrado por causa das nossas revoltas, triturado por causa das nossas transgressões; a sanção, garantia de paz para nós, estava sobre Ele, e nas Suas chagas encontrava-se cura para nós” (Is 53:4 e 5, Tradução Ecumênica da Bíblia).
PENSE “Deus o fez, enviando Seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da lei fossem plenamente cumpridas em nós” (Rm 8:3 e 4, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Deus tornou pecado por nós Aquele que não tinha pecado, para que nEle nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5:21: Nova Versão Internacional).
Quinta, 15/12/16
SATANÁS É DESMASCARADO
“Desde o princípio a grande controvérsia fora a respeito da lei de Deus. Satanás procurara provar que Deus era injusto, que Sua lei era defeituosa, e que o bem do universo exigia que ela fosse mudada. Atacando a lei, visava ele subverter a autoridade de seu Autor. Mostrar-se-ia no conflito se os estatutos divinos eram deficientes e passíveis de mudança, ou perfeitos e imutáveis” (Patriarcas e Profetas, p. 65).
“Cristo diz: ‘Todos os que me aborrecem amam a morte’. Deus lhes dá existência por algum tempo, afim de poderem desenvolver seu caráter e revelar seus princípios. Feito isso, receberão os resultados de sua própria escolha. Por uma vida de rebelião, Satanás e todos quantos a ele se unem colocam-se em tamanha desarmonia com Deus, que Sua própria presença lhes é um fogo consumidor. A glória daquele que é amor os destruirá.
“Ao princípio do grande conflito, os anjos não entendiam isso. Houvesse sido deixado que Satanás e seus anjos colhessem os plenos frutos de seu pecado, e teriam perecido; mas não se patentearia aos seres celestiais ser isso o inevitável resultado do pecado. Uma dúvida acerca da bondade divina haveria permanecido em seu espírito, qual ruim semente, para produzir seu mortal fruto de pecado e miséria. Não será, porém, assim, ao findar o grande conflito. Então, havendo-se completado o plano da redenção, o caráter de Deus é revelado a todos os seres inteligentes. Os preceitos de sua lei são vistos como perfeitos e imutáveis. Então, o pecado terá patenteado sua natureza, Satanás o seu caráter. Então o extermínio do pecado reivindicará o amor de Deus, e estabelecerá a Sua honra perante um universo de seres que se deleitam em fazer a Sua vontade, e em cujo coração está a Sua lei.
Bem podiam, pois, os anjos se regozijar ao contemplarem a cruz do Salvador; pois embora não compreendessem ainda tudo, sabiam que a redenção do homem era certa e que o universo estava para sempre a salvo. O próprio Cristo compreendeu plenamente os resultados do sacrifício feito no Calvário. A tudo isso olhava Ele quando exclamou na cruz: ‘Está consumado’” (DTN. p. 570).
PENSE “A salvação do Senhor está bem perto de quem O obedece e respeita, quando isso acontecer Ele encherá nossa terra com a Sua glória. Então, o amor fiel e a verdade se encontrarão; a perfeita justiça e a paz andarão de mãos dadas” (Sl 85:10 e 11, Bíblia Viva).
DESAFIO “Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de Sua boca e destruirá pela manifestação de Sua vinda” (2Ts 2:8, Nova Versão Internacional).
Sexta, 16/12/16
ESTUDO ADICIONAL
Disse Jesus: “E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim” (Jo 12:32, Almeida Revista e Corrigida). A morte de Jesus, o Deus-Homem, foi tão impressionante aos olhos dos que ali se encontravam em torno da cruz, que um rude comandante da guarda romana declarou com voz embargada, comovida, com estranho sentimento de emoção e com uma convicção inexplicável: “Verdadeiramente este homem era o filho de Deus” (Mc 15:39, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Este informante, sem nenhuma ligação com Jesus, deixou um testemunho eloquente sobre a morte do Deus-Homem. Havia acompanhado a morte de muitos criminosos e bandidos, mas ali estava alguém que fez uma diferença imensa: Este Homem é o filho de Deus. A morte de Jesus atraiu àquele que ali se encontrava para executar a sentença de morte contra Ele. Ele viu, na morte do Homem, o Dom da Vida.
A declaração de Jesus, no entanto, tem um alcance muito mais vasto. Quando lemos esta declaração, por uma questão natural a aplicamos aos pecadores que seriam atraídos a Jesus. É uma aplicação muito limitada. Jesus olhou para os anjos e habitantes de outros mundos, que ficaram em dúvida sobre o amor e a justiça de Deus, mas com a Sua morte, o caráter de Deus foi totalmente vindicado, Seu amor e justiça plenamente reconhecidos e a perpetuidade da Sua lei proclamada. O Universo foi atraído a Cristo, morrendo sobre a cruz. Declara João em sua visão profética: “Então olhei e ouvi a voz de muitos anjos, milhares de milhares e milhões de milhões. Eles rodeavam o trono, bem como os seres viventes e os anciãos, e cantavam: ‘Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor” (Ap 5:11 e 12, Nova Versão Internacional).
Vencido e aniquilado Satanás e o pecado, Deus restabelecerá o Seu domínio com poder e glória. Este grande dia pertence ao conhecimento de Deus, o Senhor da história da humanidade. Ao final de mil anos depois da volta de Jesus em triunfante majestade, esta profecia terá seu cumprimento completo com a destruição de Satanás e todos os que negaram e negam aceitar o amor de Deus revelado de modo inquestionável em Jesus.
PENSE “O ato de Cristo ao morrer pela salvação do homem, não somente tornaria o céu acessível à humanidade, mas perante todo o Universo justificaria a Deus e a Seu Filho, em Seu trato com a rebelião de Satanás. Estabeleceria a perpetuidade da lei de Deus, e revelaria a natureza e os resultados do pecado” (Patriarcas e Profetas, p. 64.).
DESAFIO “Mas não é somente a obra da redenção humana que é realizada pela cruz. O amor de Deus manifesta-se ao Universo. O príncipe deste mundo é expulso. São refutadas as acusações que Satanás fez contra Deus. É para sempre removida a mancha que ele atirou sobre o Céu. Os anjos bem como os homens são atraídos para o Redentor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 626).