Lição 12 – ESabatina – Vencendo o mal com o bem – 16/12 a 23/12 de 2017

Lição 12 VENCENDO O MAL COM BEM
Pr. Albino Marks
“Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).
Sábado, 16/12/17
INTRODUÇÃO
“Quando Cristo veio ao nosso mundo sob a forma humana, todos estavam profundamente interessados em acompanhá-Lo, ao percorrer Ele, passo a passo, a vereda ensanguentada a partir da manjedoura ao Calvário. O Céu observou o insulto e zombaria que Ele recebeu, e sabia que isso foi por instigação de Satanás. Notaram a operação das forças contrárias a avançar, impelindo Satanás constantemente trevas, tristezas e sofrimento sobre a raça, e estando Cristo a reagir contra isso. Observaram a batalha entre a luz e as trevas, enquanto a mesma se tornava mais forte. E ao clamar Cristo em Sua aflição mortal sobre a cruz: ‘Está consumado’, um brado de triunfo repercutiu por todos os mundos, e pelo próprio Céu” (Patriarcas e Profetas, p. 65).
Mas neste processo, há uma parte a ser desempenhada pelo homem. Precisa haver uma demonstração contundente, como espetáculo para anjos e homens, o que a manifestação da justiça de Deus pode operar em criaturas redimidas.
É um processo desenvolvido no caráter. A mente precisa ser renovada pela assimilação da justiça de Deus. Primeiro, aceitando a Jesus como Salvador, a justiça personificada; segundo, pelo conhecimento da justiça de Deus expressa em Sua lei. São os princípios orientadores e modeladores do caráter, para identificar quem compreende o que significa reivindicar o caráter de Deus.
O cristão genuíno vive de tal modo os princípios da Escritura Sagrada, que ele comprova que a vontade de Deus expressa em Sua palavra e em Sua lei, é perfeita, boa e agradável.
No entanto, esta demonstração não parte espontaneamente por iniciativa do homem pecador. “A mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo” (Rm 8:7, Nova Versão Internacional).
Somente quando o pecador compreende o que Jesus fez por ele na mais estupenda demonstração de amor, assumindo a culpa do pecador e sofrendo a sentença de condenação eterna, e tendo assim despertado o amor por Jesus, submete-se inteiramente a Ele e vive a obediência por amor, movido pelo amor de Jesus. Não é mais o pecador que vive a vida de obediência, mas é Cristo vivendo nele e desenvolvendo nele uma experiência totalmente dependente da fé no amor de Jesus (Gl 2:20).
PENSE “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mt 5:16, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em seu povo, então virá para reclamá-los como Seus” (Parábolas de Jesus, p. 69).
Domingo, 17/12/17
CULTO RACIONAL
“Cristo viveu de acordo com os princípios morais do governo de Deus, e cumpriu as especificações da lei divina. Ele representou a beneficência da lei em Sua vida humana. O fato de a lei ser santa, justa e boa deve ser testemunhado a todas as nações, línguas e povos, para mundos não caídos, para os anjos, serafins e querubins. Os princípios da lei de Deus foram manifestados no caráter de Jesus Cristo, e aquele que coopera com Cristo, tornando-se participante da natureza divina, desenvolverá um caráter divino e se tornará um exemplo da lei divina. Cristo no coração levará toda a pessoa – corpo, mente e espírito – em servidão para obediência de justiça. Os verdadeiros seguidores de Cristo estarão em conformidade com a mente, vontade e caráter de Deus, e os grandes princípios da lei serão demonstrados na humanidade” (Meditação Matinal, 2009, p. 58).
Para os santos em Roma, Paulo colocou o propósito de Deus para aqueles que recebem a Sua justiça manifesta na morte de Jesus. Todo aquele que professa aceitar a Jesus como seu Salvador e Senhor, necessita apresentar-se como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. O sacrifício no serviço típico realizado no santuário, era morto, mas necessitava ser perfeito
Paulo, neste seu apelo aos crentes romanos, está ligando a vida cristã com os ensinos do santuário. O plano da salvação não sofreu alterações em seu programa. É o mesmo através de todos os tempos, desde que prometido junto ao portão do jardim do Éden. Nos serviços do santuário a fé se fundamentava nos tipos do Redentor prometido. Agora centraliza-se no Redentor manifestado.
No serviço típico, o sacrifício era morto, tipificando a morte do substituto Redentor da promessa. Depois da cruz, o sacrifício é vivo (Rm 12:1), proclamando o Redentor vivo, que foi morto, mas ressurgiu e vive para sempre. Amém.
PENSE “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam, em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês” (Rm 12:1, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação de sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2, Nova Versão Internacional).
Segunda, 18/12/17
PENSAR COM MODERAÇÃO
Se o crente tentar orientar-se apenas pela letra da lei moral, estará buscando uma experiência espiritual superficial. Esta, sem dúvida, não será duradoura. Para desenvolver uma vivência cristã forte e vitoriosa sobre o pecado, ele precisa viver o espírito da lei moral. Mas este viver é fruto da atuação do Espírito Santo no caráter do pecador, transformando-o em nova criatura, que encontra alegria, prazer no espírito dos princípios morais.
Para viver o espírito da lei moral é preciso conhecer o autor da lei. Jesus, o autor da lei, declara: “Se vocês Me amam, obedecerão aos meus mandamentos” (Jo 14:15, Nova Versão Internacional).
O rei Davi expressou esta maneira de viver os princípios da lei: “Afasta de mim o caminho da mentira e dá-me a graça da Tua lei” (Sl 119:29, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Quando conhecemos a Deus como o nosso Pai que nos ama, nós O amamos espontaneamente (1Jo 4:19), e compreendemos que a Sua lei é o caminho da graça, porque por meio dela Ele nos revela a maravilha do Seu amor (Sl 119:18). A justa sentença de condenação da lei, transgredida por nós, foi executada em Jesus. “Deus tornou pecado por nós Aquele que não tinha pecado, para que nEle nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5:21, Nova Versão Internacional). Poderia haver maior maravilha?
Paulo sintetiza a lei moral nestas oito palavras: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Gl 5:14, Almeida Revista e Atualizada). Esta síntese da lei moral não é de Paulo e nem mesmo néo-testamentária. No capítulo 19 de Levíticos, onde vários preceitos da lei moral são complementados, regulamentando o princípio básico, o próprio Deus declara: “mas amarás o teu próximo como a ti mesmo: Eu sou o Senhor” (Lv 19:18, Almeida Revista e Atualizada).
Este princípio básico para a conduta humana em seu relacionamento de uns para com os outros é o princípio básico do trono e governo de Deus para com as Suas criaturas. Quando o relacionamento espiritual e moral é correto e positivo para com Deus, induzirá a um relacionamento correto e positivo para com o próximo. O relacionamento de amor para com o próximo, com quem convivemos em nosso cotidiano, revelará que nosso relacionamento de amor para com Deus, a Quem não vemos, está sob a sólida base da fé na graça transformadora e do amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (1Jo 4:19-21).
PENSE “A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Tem lugar a morte do eu e do pecado, e nasce uma vida toda nova. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo“ (Desejado de Todas as Nações, p. 172).
DESAFIO “O amor seja sem hipocrisia. […] O amor deve ser sincero” (Rm 12:9, Almeida Revista e Atualizada, Nova Versão Internacional).
Terça, 19/12/17
O CRISTÃO E O ESTADO

É Deus que confere autoridade. Para o prepotente e ao mesmo tempo pusilânime Pilatos, que ousou advertir a Jesus: ”Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar”, Jesus respondeu com clareza e convicção que estão além da percepção humana: “Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada” (Jo 19:10, 11, Almeida Revista e Atualizada).

O profeta Daniel declarou: “Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda os tempos e as estações, remove reis e estabelece reis” (Dn 2:20, 21, Almeida Revista e Atualizada).

Sobre a questão de ter e exercer autoridade, Paulo faz esta declaração: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas” (Rm 13:1, Almeida Revista e Atualizada).

Como é Deus quem confere autoridade, também é Ele quem remove as autoridades. Porém, enquanto Deus não intervir, é nosso dever respeitar as autoridades constituídas, desde que não nos induzam a desrespeitar a autoridade Suprema.

Quando Senaqueribe estava expandindo o império Assírio e já se encontrava às portas de Jerusalém, desafiando o Deus Todo-Poderoso, recebeu esta resposta: “Você não percebe que há muito tempo eu já havia determinado tudo isso. […] Sim, contra mim você se enfureceu e o seu atrevimento chegou aos meus ouvidos. Por isso porei o meu anzol em seu nariz e o meu freio em sua boca, e o farei voltar pelo caminho por onde veio” (2Rs 19:25, 28, Nova Versão Internacional).
Deus, o Soberano do Universo, tem em Suas mãos todo o poder e toda a autoridade e sabedoria. Ele controla todas as autoridades e todos os acontecimentos espirituais e temporais.

“Nos registros da história humana o crescimento das nações e a ascensão e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do ser humano. A sucessão dos acontecimentos parece, em grande parte, determinada por seu poder, capricho ou ambição. Na Palavra de Deus, porém, a cortina é afastada, e contemplamos em todas as dimensões e em toda a marcha e contramarcha das paixões, do poder e dos interesses humanos a força de um Ser todo-misericordioso, que executa, de forma silenciosa e paciente, as determinações de Sua vontade” (Educação, p. 173).

PENSE “Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência” (Rm 13:5, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Pedro e os outros apóstolos responderam: ‘É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!’” (At 5:29 Nova Versão Internacional).
Quarta, 20/12/17
AMAR UNS AOS OUTROS
Paulo, que defende a justificação pela graça e pela fé, não desobriga os justificados, da obediência e da prática dos princípios da lei moral de Deus. Orientando sobre o relacionamento com o próximo, claramente fundamenta esta relação nos mandamentos da lei moral: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros: pois quem ama ao próximo, tem cumprido a lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:8-14, Almeida Revista e Atualizada).
Com esta declaração Paulo está dizendo aos crentes de Roma que a obra santificadora do Espírito Santo interioriza os princípios espirituais e uma transformação é operada na vida de todo pecador que aceita a graça e a justiça de Cristo e se rende ao Seu controle.

O pecador justificado pela graça é colocado face a face com a responsabilidade de viver a nova experiência espiritual com tal poder, que demonstre aos outros que o amor de Deus é derramado em seu coração pela atuação do Espírito Santo. Ele vive e cumpre a lei do amor, por amor e, revela para os outros que as santas e belas virtudes do fruto do Espírito foram implantadas em seu caráter.

A justificação pela fé e a salvação pela graça envolvem conduta em harmonia com o Reino da graça. O Reino da graça de Deus não é um Reino de libertinagem, mas é regido por princípios que são a revelação do caráter do seu Soberano Senhor. “Desvia-me dos caminhos enganosos; por Tua graça, ensina-me a Tua lei” (Sl 119:29, Nova Versão Internacional).
Paulo expõe o mesmo conceito do salmista: “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar a impiedade e as paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente (Tt 2:11, 12, Nova Versão Internacional).
Salvos pela graça, praticamos os preceitos da lei moral não para sermos salvos, mas porque já somos salvos. Cristo revelou todo o Seu amor por nós, sobre a cruz, para nos salvar e agora, com grande amor, amamos a Deus e ao próximo.
PENSE “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. […] Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt 22:37-40, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Assim sabemos que amamos os filhos de Deus; amando a Deus e obedecendo aos seus mandamentos” (1Jo 5:2, Nova Versão Internacional).
Quinta, 21/12/17
NOSSA SALVAÇÃO ESTÁ MAIS PRÓXIMA
O problema espiritual dos judaizantes que Paulo combateu e procurou desfazer, é sua inteira confiança na justiça comunicada, a justiça da lei, mas sem reconhecer e aceitar a Soberania de Cristo. O moço rico respondeu para Jesus: “Faço tudo isto desde a minha mocidade”. Praticava os princípios da lei, mas não aceitava o companheirismo amoroso do Senhor da lei. Também não sentiam necessidade da justiça imputada, a fé no Salvador para obter o perdão e a justificação sem apresentar méritos. Por praticar os princípios da lei moral, a justiça comunicada, o israelita julgava-se seguro da salvação. Praticava também as leis de cerimônias, todavia, desvirtuadas em suas verdadeiras lições espirituais, e assim perdeu de vista o centro de todo o plano redentor – Jesus, o resgate completo pelo pecado como dom de graça e vida para o pecador condenado.
Os judeus, ao tempo de Jesus, depositavam toda a sua esperança de justificação e salvação nas obras da lei cerimonial, de maneira muito decidida na circuncisão e também nas obras introduzidas por tradições humanas. Sob este aspecto é importante compreender que todo o comércio espiritual girava em torno das cerimônias e sacrifícios da lei cerimonial e não em torno de questões da lei moral. Sob o ponto de vista da liderança espiritual, quanto mais a lei moral fosse transgredida, melhor para o seu comércio. Toda a justiça própria era buscada nas práticas rituais e nas práticas acrescidas pela tradição.
“Ao mesmo tempo os judeus, por seus pecados, estavam-se separando de Deus. Eram incapazes de discernir o profundo significado espiritual do seu serviço simbólico. Em sua justiça própria confiaram em suas próprias obras, nos sacrifícios e ordenanças em si, em vez de descansar nos méritos dAquele a quem todas essas coisas apontavam. Assim ‘procuravam estabelecer a sua própria justiça’ (Rm 10:3), edificaram-se sobre um formalismo autosuficiente. Faltando-lhes o Espírito e a graça de Deus, procuravam ressarcir a falta mediante rigorosa observância das cerimônias e ritos religiosos. Não contentes com as ordenanças que o próprio Deus havia designado, obstruíram os mandamentos divinos com incontáveis exações por si mesmo urdidas. Quanto mais se distanciavam de Deus, mais rigorosos eram na obediênca dessas formas” (Profetas e Reis, p. 708, 709).
Por duas vezes Jesus tomou medidas drásticas contra estas práticas abomináveis a Deus. No início do Seu ministério, (Jo 2:13-22), e ao final dele. (Mt 21:12 e 13).
PENSE “Em cada ato da vida deveis tornar manifesto o nome de Deus. […] Não lhe podeis santificar o nome, nem podeis representá-Lo perante o mundo, a menos que na vida e no caráter representeis a própria vida e caráter de Deus. Isto só podereis fazer mediante a aceitação da graça e justiça de Cristo. […] É porque os homens usam o nome de Cristo ao passo que Lhe negam o caráter na vida que vivem, que o cristianismo tem no mundo tão pouco poder” (MDC, p. 107, 137).
DESAFIO “O homem que tenta observar os mandamentos de Deus por um senso de obrigação apenas – porque é requerido que assim o faça – jamais entrará no gozo da obediência. Não obedece. […] A verdadeira obediência é expressão de um princípio interior. Origina-se do amor à justiça, o amor à lei de Deus. A essência de toda a justiça é lealdade ao nosso Redentor. Isto nos levará a fazer o que é reto porque é reto, porque a retidão é agradável a Deus” (Parábolas de Jesus, p. 97, 98).
Sexta, 22/12/17
ESTUDO ADICIONAL
A verdadeira religião, a religião da piedade prática, expande-se em dois sentidos à medida que avançamos em nosso crescimento espiritual: No sentido vertical, em nossa ligação com Deus, e no sentido horizontal, em nosso relacionamento com o próximo.
“Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4:20, Almeida Revista e Atualizada).
Parece paradoxal a afirmação de João. Como entender que a verdadeira piedade prática começa com o relacionamento com o próximo e não com Deus? O que João está ensinando é que se começamos uma relação espiritual com Deus, necessitamos ampliar a nossa prática espiritual, demonstrando verdadeiro amor para o próximo. Se isto não acontece então a relação com Deus não teve começo. A lei do amor inclui amor a Deus sobre todas as coisas e amor ao próximo. Separar estes dois relacionamentos em compartimentos estanques para viver apenas um deles é não viver coisa alguma em termos espirituais. O nosso amor para com Deus precisa derramar-se sobre o nosso próximo, para demonstrar que compreendemos esta experiência.
Jesus em seus ensinos enfatizou o mesmo que João está colocando em evidência, em nossa vida espiritual. Ensinou Jesus, que se tivermos qualquer problema de relacionamento com nosso irmão, antes de colocar-nos a caminho para apresentar-nos diante de Deus para adorá-lo, devemos primeiro reconciliar-nos com nosso irmão. As expressões de amor a Deus, quando alimentamos ódio ou ressentimentos contra o próximo, são manifestações hipócritas.
Todo discípulo de Jesus, por Sua graça e Seu amor, desenvolverá a experiência de permanência nEle e no Pai, vivendo a prática dos princípios do amor estabelecidos pela lei do amor. Jesus declarou: “pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (Jo 15:5, Nova Versão Internacional).

Jesus também falou sobre a participação do Espírito Santo guiando os Seus discípulos na prática de “toda a verdade” (Jo 16:13). E acrescentou: “A Tua palavra é a verdade” (Jo 17:17). Logo, a verdade à qual o Espírito Santo guia os salvos pela graça e pela fé em Cristo, são os princípios de relacionamento da conduta de amor, contidos na lei do amor, todos os ensinos da Palavra de Deus.

PENSE “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem” (Rm 12:21, Nova Versão Internacional).

DESAFIO “Façam todo, o possível para viver em paz com todos” (Rm 12:18, Nova Versão Internacional).