Lição 14 – ESabatina – Algumas lições do livro de Jó – 24 a 31/12 de 2016

Lição 14 ALGUMAS LIÇÕES DA VIDA DE JÓ
Pr. Albino Marks
“Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tg 5:11).
Sábado, 24/12/16
INTRODUÇÃO
Com absoluta certeza pode ser afirmado que a mão de Deus controla todos os acontecimentos de um mundo rebelde e violento, necessitado de salvação. Assim como pela voz do Espírito Santo, o Pai dirige o Seu convite amoroso para o filho pecador, assim Ele atua silenciosa, mas poderosamente, em todos os acontecimentos provocados por Satanás, agitando a rebeldia dos pecadores.
A paráfrase “A Bíblia Viva” traduz Isaías 45:7 com esta ideia: “Eu controlo todos os acontecimentos, os bons e os maus” Isto evidencia com muita clareza de que outro é o autor das calamidades e desgraças, mas que Deus controla os atos deste autor, que é Satanás. Isto está muito evidente na experiência de Jó, que ilumina esse detalhe. Satanás teve permissão de Deus para lançar as calamidades em várias situações na vida de Jó. Contudo, Ele controlou a maligna ação do diabo em harmonia com os Seus desígnios, limitando as atuações do inimigo em todos os acontecimentos. “O Senhor disse a Satanás: ‘Pois bem, ele está nas tuas mãos: apenas poupe a vida dele’” (Jó 2:6, Nova Versão Internacional).
No Salmo 139:6-12, a inequívoca conclusão do salmista a respeito de Deus também é que, em Sua onipotência e onipresença, Ele transcende o Universo e controla todos os seus acontecimentos. Ele está presente em todo e qualquer lugar.
É na Escritura que encontramos a iluminação para compreender as questões relacionadas com a rebelião de Satanás e o pecado, a queda de Adão e Eva, a usurpação do domínio deste mundo, por Satanás, e o envolvimento dos seus habitantes com o pecado, o sofrimento e a morte. Compreender que a única solução para este conflito espiritual entre Deus e Satanás, encontra-se no “Seu eterno plano que Ele realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Ef 3:11, Nova Versão Internacional).
“As verdades da Palavra de Deus não são meras opiniões, mas as declarações do Altíssimo. (…) Dependemos da Bíblia para obter conhecimento dos primórdios da história de nosso mundo, da criação de Adão e Eva e de sua queda. (…) Sem a Bíblia, ficaríamos desnorteados pelas falsas teorias. (…) A mente da qual o erro já tomou posse não pode nunca expandir-se livremente em direção à verdade, mesmo após investigação. As velhas teorias clamarão por reconhecimento. (…)O conhecimento cristão (…) distingue o leitor da Bíblia que nela crê, que tem estado recebendo os preciosos tesouros da verdade, daquele que é cético e do crente na filosofia pagã” (Cristo Triunfante. Meditação Matinal, 2002, p. 351).
PENSE “Misterioso conhecimento que me ultrapassa, tão elevado que não consigo atingi-lo! Aonde irei, para estar longe do teu sopro? Aonde fugirei, para estar longe da tua face? Subo aos céus, aí estas! Deito-me nos infernos, aí estás! Tomo as asas da aurora para habitar além dos mares, também lá, tua mão me conduz, tua destra me segura. Eu disse: ‘Ao menos que as trevas me engulam, que a luz em torno de mim seja noite! ’ Nem mesmo as trevas são tenebrosas para ti, e a noite se torna luminosa como o dia; as trevas são como a luz!” (Sl 139:6-12, Tradução Ecumênica da Bíblia).
DESAFIO “Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos, sendo agora revelada pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus” (2Tm 1:9 e 10, Nova Versão Internacional).
Domingo, 25/12/16
PELA FÉ E NÃO PELO QUE VEMOS
Somos feitos cidadãos do reino de Deus não por méritos, mas pela fidelidade de Deus. Pedro, falando do plano redentor de Deus e da Sua fidelidade em cumprir o que promete, declara-o com estas candentes palavras: “Com efeito, o poder divino nos concedeu tudo o que é necessário à vida e à piedade, fazendo-nos conhecer aquele que nos chamou por sua própria glória e sua força atuante” (2Pe 1:3, Tradução Ecumênica da Bíblia.
Todas as providências para a salvação do homem caído em pecado, foram tomadas por Deus muito antes de este ser criado. Como Deus é fiel a tudo o que promete ele cumpre cada detalhe do plano já estabelecido. Todos aqueles que se perdem, não são vítimas da infidelidade de Deus, mas de sua própria rejeição desta fidelidade.
Para tornar-se herdeiro e participante da salvação prometida por Deus antes dos tempos eternos, é preciso exercer fé na fidelidade e nas promessas de Deus. Assim a esperança fixa-se naquilo que não é visível, mas que tem como fundamento a palavra de Deus que é fiel naquilo que promete.
O relacionamento de Jó com Deus centralizava-se nesta certeza da Sua fidelidade: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim, mesmo, os meus próprios olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27, Almeida Revista e Atualizada).
Jó fixava o seu olhar, pela fé, não naquilo que é visível, mas nAquele que é invisível, que é eterno e que não falha em Suas promessas.
Jesus advertiu àqueles que O aceitam para viverem de maneira alerta às investidas do inimigo: Vigiai. O inimigo procura destruir a visão da fé no invisível, para colocá-la naquilo que é transitório, fazendo crer que o tangível oferece maior segurança.
Quando a vontade humana é colocada sob o inteiro controle da vontade de Cristo, então os momentos difíceis da tentação serão vencidos por meio de Seu poder atuante em favor do pecador tentado. Portanto, rendição incondicional é a participação do homem no plano redentor. Assim é, porque Deus atrai pelo poder do amor e não atua pela força da compulsão.
PENSE “Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, com está escrito: ‘O justo viverá pela fé’” (Rm 1:17, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos” (2Co 5:7, Nova Versão Internacional).
Segunda, 26/12/16
UM SER MAU
A respeito da criação de Lúcifer declara o profeta Ezequiel: “Você era indesculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você. (…) você encheu-se de violência e pecou” (Ez 28:15 e 16, Nova Versão Internacional). Lúcifer, desde que foi criado vivia em harmonia com o padrão da santidade, da justiça e do amor do caráter de Deus, até que pecou, praticando o mal, desafiando a integridade do caráter de Deus. Colocando em dúvida, perante os anjos e os habitantes dos mundos já criados, a integridade do caráter de Deus, Lúcifer contestou a Sua soberania e os princípios de santidade, de justiça e de amor de Sua lei. Com este procedimento rompeu a relação de amor com Deus, e revelou o seu espírito de inveja, orgulho e ódio contra o seu Criador e Deus.
Estas atitudes de Lúcifer, na eternidade no passado, rebelando-se contra Deus e seu governo, deram origem aos atos que passaram a ser qualificados de pecado. Analisando o pensamento do profeta Ezequiel no capítulo 28:15-18, compreende-se que o pecado é um ato que apresenta várias características: iniquidade, violência, orgulho, injustiça, profanação, corrupção. Isaías adiciona a ambição de ser deus. Jesus acrescentou o engano, a mentira, a hipocrisia entre outras. Todas estas características são muito significativas e esclarecedoras em relação ao pecado, porque são justamente o oposto aos atributos do caráter de Deus.
O pecado é a desarmonia com o caráter e as leis de Deus. Portanto, era impossível que as duas formas de conduta convivessem em um mesmo ambiente. Como as ideias e os conceitos eram conflitantes, tornou-se inevitável o conflito real. Deus enfrentou e lidou com o problema do pecado no centro do Universo, que se tornou conhecido como o grande conflito espiritual entre Cristo e Satanás, o bem e o mal, a justiça e o pecado.
O Universo criado por Deus era um imenso domínio regido por leis justas e perfeitas que determinavam perfeita harmonia em toda a criação. O pecado gerou a desarmonia com as leis de Deus, e trouxe como consequência o sofrimento, todo tipo de males e a morte. Se não houvesse acontecido a rebelião de Lúcifer, praticando o pecado, não existiria o mal, o sofrimento e a morte.
PENSE “Em virtude da tua grande iniquidade, por causa da desonestidade do teu comércio, profanaste os teus santuários. Assim, fiz sair fogo do meio de ti, um fogo que te devorasse. Reduzi-te a cinzas sobre a terra aos olhos de todos os que te contemplavam. (…) e deixaste de existir para sempre” (Ez 28:18 e 19, A Bíblia de Jerusalém).
DESAFIO “Nunca mais haverá maldições” (Ap 22:3, A Bíblia de Jerusalém),
Terça, 27/12/16
COM AMIGOS COMO ESSES…
Moisés declara que a primeira intenção dos amigos de Jó era “mostrar solidariedade a Jó e consolá-lo” (Jó 2:11, Nova Versão Internacional). Porém, quando o viram, desconhecendo de que o que estavam vendo era o resultado da ação de Satanás com a permissão de Deus, ficaram imobilizados perante a chocante cena. O que viram, estava muito além da sua imaginação.
Quando Jó proferiu as primeiras palavras, amaldiçoando o dia do seu nascimento, preferindo não ter nascido, parece que os dias de silêncio haviam transformado o modo de pensar dos amigos e a sua avaliação sobre toda a situação. Em lugar de solidariedade e consolo, partiram para a acusação impiedosa e declarando o sofrimento como a condenação mais do que justa e merecida.
Seguiu-se uma cruenta batalha de acusações, sem um mínimo de misericórdia para uma criatura que estava reduzida a “pele e ossos” Jó 19:20). Querem comentaristas do sofrimento de Jó, que os amigos demonstraram muita justiça própria, destituídos de qualquer sentimento de solidariedade e consolo.
Cerca de mil e oitocentos anos depois desta cena de Jó e seus amigos, houve outra, com proporções bem mais dramáticas e cruéis, que Isaías assim descreve: “Assim como houve muitos que ficaram pasmados diante dEle, Sua aparência estava tão desfigurada, que Ele se tornou irreconhecível como homem; não parecia um ser humano” (Is 52:14, Nova Versão Internacional).
A inspiração acrescenta alguns detalhes sobre este cenário: “Os próprios demônios, em forma humana, achavam-se na turba, e que se poderia esperar, senão a resposta: ‘Seja crucificado?’ (…) Desfalecido de fadiga e coberto de ferimentos, Jesus foi levado, sendo açoitado à vista da multidão. (…) Satanás dirigia a cruel massa nos maus tratos ao Salvador. Era seu desígnio provocá-Lo, se possível, à represália, ou levá-Lo a realizar um milagre para Se libertar, frustrando assim o plano da salvação” (O Desejado de Todas as Nações, p. 733 e 734).
Este, sem dúvida, era em miniatura, o cenário em torno de Jó no seu sofrimento infligido por Satanás (Jó 2:7). Amigos que deviam ter sentidas palavras de empatia e consolo, permitiram que Satanás os usasse para aumentar o seu sofrimento físico, como maldosas acusações, para induzi-lo a amaldiçoar a Deus e pecar contra Ele.
PENSE “Eu também não a condeno. Agora vá e abandone a sua vida de pecado” (Jo 8:11, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Grande foi a ira de Satanás, ao ver que todos os maus tratos infligidos ao Salvador não Lhe forçaram os lábios a soltar uma só queixa. Embora houvesse tomado sobre Si a natureza humana, era sustido por uma força divina, e não Se apartou num só ponto da vontade do Pai” (O Desejado de Todas as Nações, p. 735).
Quarta, 28/12/16
MAIS DO QUE ESPINHOS E CARDOS
O livro de Jó apresenta os problemas, espinhos e cardos, que todo o filho de Deus enfrenta em sua peregrinação em terra estranha e hostil, vivendo no “suposto” território do inimigo. Mas apresenta também a gloriosa esperança da redenção, a certeza da libertação de todo o sofrimento e da morte, impostos pelo pecado do rebelde inimigo, Satanás, que envolveu este mundo com toda a maldade do seu caráter, em consequência da queda de Adão.
No entanto, além dos espinhos e cardos, como pano de fundo do relato da vida de Jó, também revela o dramático cenário do grande conflito cósmico espiritual entre Deus, Cristo Jesus e Satanás, entre o bem e o mal, a justiça e o pecado. Este conflito começou no Céu com a rebelião de Lúcifer, acusando o santo caráter de Deus de injusto e opressor. Com a batalha vencida por Cristo, no Céu (Ap 12:7-9), Satanás foi expulso e confinado à Terra, ainda em estado de caos.
Jó tornou-se uma miniatura deste grande conflito de conceitos entre a justiça e o pecado. Reduzido a “pele e ossos” (Jó 19:20), sem compreender a razão de todo o seu sofrimento, Jó permaneceu inabalável na vindicação do amoroso e justo caráter de Deus e na condenação do maligno e perverso caráter de Satanás.
Esta é a grande razão porque a justiça de Deus é reconhecida e proclamada por todo o Universo, porque em Cristo Jesus os Seus atos de justiça se tornaram manifestos para a condenação à morte e para a dádiva da vida. Disse Jesus: ”Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida” (Jo 5:24, Nova Versão Internacional).
A justiça de Deus é manifesta na condenação de Satanás, do pecado e pecadores impenitentes e rebeldes. A justiça de Deus é manifesta no amor perdoador e na justificação de pecadores por graça, que aceitam a justiça substituta de Cristo. Somos salvos por graça; é o único meio, porque todos somos pecadores e escravos do pecado, dominados pelo poder despótico de Satanás e condenados à morte. Não há como, por nós mesmos, livrar-nos da escravidão e da condenação.
No entanto, somos salvos por graça, para vindicar o caráter de Deus perante o Universo, pela aceitação e obediência amorosa da lei, que revela o santo, justo e amoroso caráter de Deus. A insolente acusação de Lúcifer, Satanás, requer a resposta decidida e inabalável daquele que aceita a graça, pela obediência amorosa e inquestionável da lei, transcrição do caráter santo, justo e amoroso de Deus.
PENSE “Depois disso ouvi nos céus algo semelhante à voz de grande multidão, que exclamava: ‘Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus, pois verdadeiros e justos são os Seus juízos’” (Ap 19:1 e 2, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro: ‘Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações’” (Ap 15:3, Nova Versão Internacional).
Quinta, 29/12/16
JESUS E JÓ
A questão fundamental que precisa ser compreendida no sofrimento de Jó, é que ele ocorre no contexto do grande conflito espiritual entre Cristo e Satanás e na vindicação do caráter de Deus e do caráter de Satanás perante o Universo. Não é um sofrimento de origem “natural”, comum, do que acontece em consequência da situação de pecado dominando em nosso mundo. É o sofrimento cruel de uma batalha violenta e decisiva entre o bem e o mal.
Deus fez o desafio para Satanás, no trono, perante os anjos e as lideranças dos mundos habitados. (Jó 1:6-12 e 2:1-6). Satanás aceitou o desafio, com a certeza de vencer a Jó e induzi-lo a amaldiçoar a Deus, pecando.
Jó foi desafiado por Satanás, em sua conduta de justiça e integridade, para amaldiçoar a Deus e declarando-O injusto e opressor. No sofrimento de Jesus, “Satanás dirigia a cruel massa nos maus tratos ao Salvador. Era seu desígnio provocá-Lo, se possível, à represália, ou levá-Lo a realizar um milagre para Se libertar, frustrando assim o plano da salvação” (O Desejado de Todas as Nações, p. 734).
Jó foi submetido ao terrível sofrimento físico e torturante angústia mental acusado cruelmente por seus “amigos” de rebelde pecador hipócrita. Jesus, em Sua debilidade física foi tentado por Satanás, uma criatura Sua, para agir em causa própria, desprezando o objetivo de Sua missão, o plano da salvação.
Jó foi abandonado por seus “amigos” e por eles acusado, durante os momentos mais dramáticos da batalha entre o bem e o mal, deixando-o sozinho; no entanto, ele manteve a sua integridade e a fé na justiça e no amor de Deus. Jesus, sozinho pisou no campo de batalha, não tendo ninguém que o apoiasse em Sua terrível luta contra Satanás (Is 63:1-5), mas encontrou poder em Sua própria fortaleza espiritual para triunfar no grande conflito cósmico entre o bem e mal.
De Jó, Deus declarou para Satanás, de que era justo, íntegro, irrepreensível e se desviava do mal, evitando o pecado. De Jesus é declarado de que como nós, incluindo a Jó, “passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hb4:15, Nova Versão Internacional).
De todos os heróis da fé, Jó é o que mais tipifica o sofrimento de Jesus, tornando-se no final o intercessor de seus “amigos” acusadores, livrando-os da condenação (Jó 42:8). Jesus “foi esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre Ele” (Is 53:5), quando éramos inimigos (Rm 5:8).
PENSE “Meu servo Jó orará por vocês; Eu aceitarei a oração dele e não lhes farei o que vocês merecem pela loucura que cometeram” (Jó 42:8, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Deus tornou pecado por nós Aquele que não tinha pecado, para que nEle nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5:21, Nova Versão Internacional).
Sexta, 30/12/16
ESTUDO ADICIONAL-
Como Deus qualificou a Jó e os seus amigos? “Tendo o Senhor falado estas palavras a Jó, o Senhor disse também a Elifaz, o temanita: A Minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos; porque não dissestes de Mim o que era reto, como o Meu servo Jó. Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros, e ide ao Meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós. O Meu servo Jó orará por vós; porque dele aceitarei a intercessão, para que Eu não vos trate segundo a vossa loucura; porque vós não dissestes de Mim o que era reto, como o meu servo Jó” (Jó 42:7-9, Almeida Revista e Atualizada).
Os amigos de Jó não possuíam compreensão firme sobre o caráter de Deus; Jó, mesmo sob a pressão do sofrimento físico e de acusações injustas e cruéis, manteve a sua fé inabalável na justiça e no amor de Deus.
Deus acusou e condenou os amigos de Jó por procedimento pecaminoso e justificou a Jó. Ordenou que apresentassem o sacrifício substituto inocente para que seu pecado fosse perdoado. A Jó, foi ordenado que atuasse como intercessor, porque somente em atenção a ele, não castigaria os seus amigos de acordo com o seu merecimento, porque procederam de maneira pecaminosa.
Que Deus caracterizou o procedimento dos amigos de Jó como pecado, está evidente no sacrifício substituto inocente, para expiar o pecado e no intercessor, Jó. Em Jó 1:5 é declarado que Jó oferecia holocaustos em favor dos filhos, “pois talvez meus filhos tenham, lá no íntimo, pecado e amaldiçoado a Deus” (Nova Versão Internacional).
Se os amigos de Jó, agiram de maneira pecaminosa, a quem permitiram que dominasse a sua mente?
Paulo argumenta: “Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim” (Rm 7:19 e 20, Nova Versão Internacional).
Este foi o problema dos amigos de Jó. No entanto, Deus, por Sua graça, libertou estes homens do poder de Satanás.
Todos nós em algum tempo, vivíamos as ideias de Satanás, mas a justiça, a graça e o amor de Deus nos atraíram a Cristo e por Ele fomos libertos da escravidão imposta pelo inimigo.
O nosso pecado, somente é perdoado pela morte Substituta inocente, de Jesus e a Sua intercessão.
PENSE “Pois vocês não falaram a verdade a Meu respeito, como o Meu servo Jó falou” (Jó 42: Bíblia na Linguagem de Hoje).
DESAFIO “Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Rm 7:24 e 25, Nova Versão Internacional).