Lição 14 – ESabatina – Anunciando a glória da cruz – 23 a 30 de setembro de 2017

Lição 14 ANUNCIANDO A GLÓRIA DA CRUZ

Pr. Albino Marks
“Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6:14).
Sábado, 23/09/17
INTRODUÇÃO
Chegamos ao final do estudo de Gálatas. Desejo destacar algo que pode dar clareza à nossa compreensão. É da natureza humana condenar os erros dos outros. Assim, acusamos os judeus de legalistas, desconhecendo as verdadeiras razões que alimentavam as suas convicções.
Imaginemo-nos um judeu cerimonialista sincero, praticante. Séculos se passaram, e olhamos orgulhosos para os ascendentes desse passado; sempre foram fiéis cumpridores da lei cerimonial. Portanto, de maneira nenhuma vou desonrar os meus antepassados. Não vou aceitar algo novo de um dia para o outro. Para dar valor ao meu argumento invoco o patriarca Abraão, pai espiritual, e ele foi circuncidado. Não esquecendo que a circuncisão é o principal ponto de discórdia. Por que vou deixar de fazê-lo? Só porque um tal Paulo proclama aos quatro cantos do mundo que a circuncisão nada é.
Para o judeu o rito da circuncisão era de importância capital. Quem não fosse circuncidado era condenado e eliminado do povo. (Gn 17:14). No entanto, na nova aliança, quem nasce espiritualmente pela fé em Cristo Jesus, já não está sob condenação, mesmo incircunciso. Isto, para o judeu, que teve praticamente dois milênios de vivência com esse rito, como sinal de povo escolhido por Deus, era muito difícil, quase impossível entender.
Via nesse ato, nos símbolos e outros ritos do santuário a sua justificação diante de Deus. E ponto final. Não podia compreender nem admitir que Cristo era o fim de todo o cerimonialismo, o fim da lei. “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10:4). Fim como ponto final; fim que consumou com o Seu próprio sacrifício toda a aliança sacrifical.
PENSE “Há nisto um símbolo para o tempo atual: ali se oferecem oblações e sacrifícios incapazes de levar à perfeição, na própria consciência, aquele que presta o culto. Baseados em alimentos, bebidas e abluções diversas, não passam de ritos humanos, aceitos até o tempo da ordem certa” (Hb 9:9, 10, Tradução Ecumênica da Bíblia).
DESAFIO “Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura” (Gl 6:15, Almeida Revista e Atualizada).
Domingo, 24/09/17
DA PRÓPRIA MÃO DE PAULO
“Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho” (Gl 6:11, Almeida Revista e Atualizada).
As cartas de Paulo eram ditadas para alguém que as escrevia. Na carta aos Romanos, o secretário que escreveu, identifica-se a si mesmo no final: “Eu, Tércio, que escrevi esta epístola, vos saúdo no Senhor” (Rm:16:12, Nova Versão Internacional).
Na carta aos Gálatas, não temos nenhuma indicação de quem teria sido o auxiliar de Paulo. A tradução Almeida abre para a ideia de que Paulo escreveu toda a carta dirigida para os gálatas: “vos escrevi de próprio punho”. Outras versões, no entanto, transmitem a ideia de que um secretário escreveu o que Paulo ditava, e segundo o seu costume, fechou a carta com poucas palavras escritas por ele: “eu vos escrevo, de próprio punho” (Bíblia de Jerusalém).
Na Segunda carta aos Tessalonicenses, Paulo declara que esta era a sua maneira de dar autenticidade para as suas cartas: “A saudação é de próprio punho: Paulo. Este é o sinal em cada epistola; assim é que eu assino“ (2Ts 3:17, Almeida Revisita e Atualizada).
Na carta aos Gálatas, Paulo faz referência ao tamanho da sua letra, quando escreve de próprio punho. Não esclarece porque escrevia com letras grandes, mas provavelmente a experiência da cegueira na estrada de Damasco tenha deixado algum problema, enfraquecendo a sua visão. O autor da lição levanta outras hipóteses.
Outro detalhe que chama a atenção, é que, assim como a introdução não segue o modelo das outras cartas, o mesmo acontece no final. Isto pode revelar que a preocupação com os problemas da inconstância dos gálatas, atuou de maneira muito forte sobre a personalidade de Paulo.
PENSE “Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12: 8, 9, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Que é feito, pois, da vossa exultação? Pois vos dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar” (Gl 4:15, Almeida Revista e Atualizada).
Segunda, 25/096/17
BUSCANDO A GLÓRIA NA CARNE
Antes de finalizar a sua carta, mais uma vez Paulo volta ao problema que a gerou: o rito da circuncisão e as leis cerimoniais. Agora, de próprio punho, para demonstrar toda a sua frustração em face da insensatez dos gálatas, argumenta de que aqueles que os estavam seduzindo não possuíam profundeza de conhecimento do plano da salvação por meio de Cristo Jesus.
Paulo declara: “Os que desejam causar boa impressão exteriormente” (Gl 6:12, Nova Versão Internacional). Significativo número de judeus que se uniu ao cristianismo, não conseguiu libertar-se das formas exteriores de práticas rituais. Ferrenhamente insistiam no rito da circuncisão. Nos dias de Jesus, muitos líderes espirituais praticavam o jejum em público, para demonstrar piedade. Jesus qualificou-os de hipócritas.
Paulo declarou de que aqueles que defendiam a prática do rito o faziam para satisfazer o seu orgulho pessoal e nacional. O rito e as cerimônias em si, já não apresentavam nenhum valor prático para a experiência espiritual.
Paulo ainda acusa os judaizantes de incoerência. Aceitaram a graça de Cristo e se uniram à Igreja cristã, mas para conservar a sua identidade como povo escolhido de Deus, o que já não mais era real, estavam com saudades de alguns ritos, especialmente o da circuncisão. Segundo o pensamento de Paulo, estavam vivendo uma experiência espiritual incoerente. Se por um lado aceitaram a Cristo como o seu justificador, por outro lado não conseguiam abandonar práticas que encontraram o seu fim com Cristo e em Cristo. Se tanto desejavam praticar cerimônias deviam pelo menos ser coerentes e praticar todo o cerimonialismo. Deixavam se circuncidar e observavam alguns sábados cerimoniais, mas a vivência da lei cerimonial parava por aí.
PENSE “Pois nem mesmo aqueles que se deixam circuncidar guardam a lei, antes querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne” (Gl 6:13, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “Ouçam bem o que eu, Paulo, lhes digo: Caso se deixem circuncidar, Cristo de nada lhes servirá” (Gl 5:2, Nova Versão Internacional).
Terça, 26/09/17
GLORIANDO-SE NA CRUZ
“Senão na cruz”. Paulo estabeleceu um contraste que espera, os gálatas observassem e compreendessem. Se os judaizantes se gloriavam de um sinal na carne, herança do pai espiritual Abraão, ele se gloriava em um fato imensamente superior: a cruz de Cristo em cumprimento à promessa feita para Adão e reafirmada para o mesmo pai espiritual dos judeus e de Paulo: Abraão. No entanto, a morte de Cristo provocou a morte de Paulo para as cerimônias e para o mundo, e a ressurreição de uma nova vida para Cristo. Em Cristo, não importa se alguém é circunciso ou incircunciso, o que realmente tem valor e significado é a vida em Cristo e para Cristo.
Tal como condenava enfaticamente os judaizantes ansiosos por continuar práticas que findaram com Cristo, com o mesmo vigor advertia os conversos vindos do paganismo para não se encantar com os ritos cerimoniais. Se haviam abandonado todas as práticas de ritos do paganismo, trocando-as pela excelência de Cristo, como estavam aderindo de maneira tão inconsistente a cerimônias que nada tinham a transmitir?
A circuncisão e as cerimônias já não tinham sentido para o enriquecimento da vida espiritual, mas o que é importante sob a graça de Cristo é viver os princípios de relacionamento e conduta do reino da graça. Tudo deve ser abandonado para submeter-se com alegria à expressa vontade de Deus, desenvolvendo um relacionamento de amor e intimidade com o Salvador. “Por isso, se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O mundo antigo passou, eis que aí está uma realidade nova” (2Co 5:17, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Esta experiência com Cristo de uma nova vida vivida para glorificar a Cristo era o intenso desejo de Paulo para os seus filhos na fé. Era a sua glória.
PENSE “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6:14, Almeida Revista e Atualizada).
DESAFIO “A eles quis Deus dar a conhecer entre os gentios a gloriosa riqueza deste mistério, que é Cristo em vocês, a esperança da glória” (Cl 1:27, Nova Versão Internacional).
Quarta, 27/09/17
UMA NOVA CRIATURA
“Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura” (Gl 6:15, Almeida Revista e Atualizada).
Os gálatas, como já vimos ao longo do estudo do trimestre, eram conversos vindos do paganismo e haviam aceito a graça em Cristo. Mas cedo, quais os israelitas desejando voltar ao Egito, estavam se encantando com as práticas ritualistas, com o cerimonialismo cumprido e ab-rogado por Cristo. Logicamente de Cristo estavam se desligando, rejeitando a graça revelada e personificada, aceitando práticas que agora apenas significavam carga sem sentido.
Em sua carta aos Efésios, Paulo lembra aos crentes vindos do paganismo, a mudança que neles se operou pelo poder do Espírito Santo: “Lembrai-vos, portanto, de que outrora, vós que trazíeis o sinal do paganismo em vossa carne, vós que éreis chamados de ‘incircuncisos’ por aqueles que se pretendiam ‘circuncisos’ em consequência de uma operação praticada na carne. […] Mas agora, em Cristo Jesus, vós que outrora estáveis longe, fostes tornados próximos pelo sangue de Cristo” (Ef 2:11 e 13, Tradução Ecumênica da Bíblia).
A graça de Deus manifestada pela morte de Jesus, não estabelece nenhum muro de separação. Pelo contrário, todos se aproximam uns dos outros trazendo a identidade do sangue de Cristo.
Escrevendo aos coríntios sobre o mesmo problema, pois ali também havia aqueles que defendiam a prática da circuncisão, Paulo afirma o seguinte: ”A circuncisão nada é e a incircuncisão nada é: tudo está em observar os mandamentos de Deus” (1Co 7:19, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Se com Israel, sob a aliança do sangue de animais e dos símbolos, o sinal de identidade de pertencer ao povo de Deus, era a circuncisão, agora, sob a aliança do sangue de Cristo, a identidade é a lei do Reino de Cristo, porque Cristo é a graça e Cristo é a lei.
PENSE “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2:20, Nova Versão Internacional).
DESAFIO “Portanto, se alguém está em Cristo. É nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2Co 5:17, Nova Versão Internacional).
Quinta, 28/09/17
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para dar clareza no estudo da carta aos Gálatas, acrescento alguns pontos que são muito importantes.
TEMA Para dar correta interpretação ao texto paulino, é preciso dar atenção ao assunto central da Epístola. Não é difícil entender tratar a carta da transição da aliança cerimonial, que ensinava a salvação pela graça, por meio de símbolos, apontando para o centro da graça, – Cristo, para a aliança da realidade da graça, manifestada no sacrifício do centro da graça, – Cristo. Mais particularmente, analisa o problema da imposição do rito da circuncisão aos gentios conversos.
OBJETIVO O segundo ponto importante é o objetivo da carta visando combater e sanar um problema específico surgido entre os crentes da Galácia. Esse ponto é básico, fundamental, para a perfeita compreensão da Epístola, sem impedir a aplicação de seus ensinamentos a todas as épocas.
Uma tendência dos estudiosos é trazer os escritos de Paulo para os dias atuais e considerá-los como mensagens dirigidas em primeira instância para os nossos dias e para solucionar problemas atuais na compreensão da conduta espiritual.
O objetivo primeiro não são os cristãos do século vinte um depois de Cristo. Foram escritos para os cristãos judeus e gentios do primeiro século depois da década de 50, e a carta aos Gálatas especificamente, tem como objetivo principal combater os ensinos dos judaizantes.
Seguramente Paulo não possuía conhecimento da grande cadeia profética dos 2.300 anos, portanto, não estava preocupado em analisar a sequência histórica das duas fases do ministério de Jesus: o ministério sacerdotal, desde que subiu ao Céu e o ministério Sumo-sacerdotal, a partir de 1844.
Também, com toda a certeza, não teve nenhuma intenção de criar um problema teológico para os crentes dois mil anos depois dele, sobre a vigência ou não vigência da lei moral para todos os tempos e todos os povos. A preocupação de Paulo era a ação dos judaizantes, insistindo na prática de determinados ritos do cerimonialismo depois da cruz.
É, pois, de suma importância levar em consideração no tratado aos Gálatas, dirigir-se o apóstolo a determinadas igrejas visando determinados problemas. Quando escrita, a carta tinha objetivos específicos como alvo: 1. Esclarecer sobre o que Jesus fez em favor do pecador quando morreu sobre a cruz. 2. Desfazer as dúvidas em relação às cerimônias simbólicas depois da morte de Jesus. 3. Demonstrar que as cerimônias desempenharam o seu papel até a vinda “do Descendente”, Cristo o Redentor. 4. A justificação e a salvação são uma dádiva da graça de Deus, que se tornam reais para o pecador que as aceita pela fé.
PENSE O grande problema espiritual israelita: “Sua religião se centralizara nas cerimônias do sistema sacrifical. Haviam tornado todo-importante as formas exteriores, ao perderem o espírito da verdadeira adoração. […] O Senhor atuara para levar o povo ao cativeiro e suspender os serviços do templo, a fim de que as cerimônias exteriores não se tornassem a totalidade de sua religião. […] A glória exterior foi removida, para que se revelasse a espiritual…” (Meditação Matinal, 2002, p. 335).
DESAFIO – “Ao mesmo tempo os judeus, por seus pecados, estavam-se separando de Deus. Eram incapazes de discernir o profundo significado espiritual do seu serviço simbólico. Em sua justiça própria confiaram em suas próprias obras, nos sacrifícios e ordenanças em si, em vez de descansar nos méritos dAquele a quem todas essas coisas apontavam. Assim ‘procuravam estabelecer a sua própria justiça’ (Rm 10:3), edificaram-se sobre um formalismo auto-suficiente. Faltando-lhes o Espírito e a graça de Deus, procuravam ressarcir a falta mediante rigorosa observância das cerimônias e ritos religiosos. Não contentes com as ordenanças que o próprio Deus havia designado, obstruíram os mandamentos divinos com incontáveis exações por si mesmo urdidas. Quanto mais se distanciavam de Deus, mais rigorosos eram na obediência dessas formas” (Profetas e Reis, p. 708 e 709).
Sexta, 29/09/17
ESTUDO ADICIONAL
MOTIVO O terceiro ponto de interesse é o motivo do tratado. É apresentado logo no início, no capítulo 1:6-8 e traduz a admiração de Paulo pela falta de firmeza dos gálatas nas doutrinas evangélicas. Após a saída do apóstolo, falsos mestres ensinaram doutrinas que de pronto foram aceitas pelos neófitos. Em face dos falsos ensinos, Paulo demonstra a sua oposição de modo decisivo.
INTRUSOS Quem eram os intrusos? A evidência é claramente apresentada no capítulo 1:13 e 14: eram judaizantes.
ENSINO O quinto ponto é sumamente importante: Qual o ensino dos judaizantes? Conhecendo o ensino, facilmente compreenderemos a argumentação paulina que é uma resposta ao judaísmo, esclarecendo os novos crentes.
Atos 15, onde encontramos o relatório do Concílio de Jerusalém realizado no ano 50 AD., contém a essência do ensino: “Se vocês não forem circuncidados […] não poderão ser salvos […] e exigir deles que obedeçam à Lei de Moisés” (At 15:1 e 5, Nova Versão Internacional).
PAULO Outro ponto igualmente importante é encontrado na própria pessoa de Paulo. Escritor esclarecido, erudito, não misturaria num tratado seu dirigido a leigos neófitos, a lei moral e cerimonial, numa confusão tamanha a ponto de ser impossível descobrir o pensamento correto de sua argumentação.
CONTEXTO O sétimo ponto que precisa ser enfatizado é a atenção a ser dada ao contexto.
Sob o termo: nómos, no grego, = Lei, os escritores do Novo Testamento se referem a qualquer lei.
Jesus declarou acerca da lei moral: “Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo semelhante a este, é: […] Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt 22:38-40). Jesus não misturou as leis de modo a fazer do sistema legislativo israelita um conjunto confuso e difícil de ser entendido em suas várias partes. Sintetizando a lei moral em dois preceitos bem definidos, o relacionamento do homem com Deus e o relacionamento do homem com o seu semelhante, acrescentou com muita clareza que destes dois mandamentos dependem todo o ensino comunicado pela lei (nomos) e pelos profetas.
Paulo escreve aos romanos: “Por exemplo, pela lei (nomo) a mulher casada está ligada a seu marido enquanto ele estiver vivo, mas, se o marido morrer, ela estará livre da lei (nomon) do casamento” (Rm 7:2, Nova Versão Internacional). Paulo está falando da lei civil que rege o casamento.
Quando fala da lei como instrumento que determina a conduta, ou coloca em evidência atos pecaminosos praticados contra Deus ou o próximo, está falando da lei moral. Quando fala da lei como instrumento que era usado para resolver o problema do pecado, como: oferecer graça, perdão, justificação e reconciliação mediante um substituto, antes da cruz, está falando da lei cerimonial. Argumenta com frequência sobre a caducidade dessa lei, com a morte de Jesus. É importante dar atenção ao contexto do argumento.
PENSE “A obra de Deus é a mesma em todos os tempos, embora haja graus diversos de desenvolvimento e diferentes manifestações de Seu poder, para satisfazerem as necessidades dos homens nas várias épocas. […] O Salvador tipificado nos ritos e cerimônias da lei judaica, é precisamente o mesmo que se revela no evangelho” (Patriarcas e Profetas, p. 373).
DESAFIO A respeito do ensino judaizante escreve E. G. White: “Estes falsos ensinadores estavam misturando tradições judaicas com as verdades do evangelho. Desconsiderando a decisão do concílio geral de Jerusalém, impuseram aos crentes gentios a observância da lei cerimonial” (Atos dos Apóstolos, p. 383).