Lição ESabatina de 21-28 de julho de 2012 – Alegria e Gratidão

Lição 04 ALEGRIA E GRATIDÃO
Pr. Albino Marks
“Sempre damos graças a Deus por todos vocês, mencionando-os em nossas orações. Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo”. – 1Ts 1:2 e 3 – Nova Versão Internacional.
INTRODUÇÃO – Em sua carta aos tessalonicenses, Paulo externa duas virtudes que devem desenvolver-se na vida de cada seguidor de Jesus: Alegria e gratidão. A alegria e a gratidão de Paulo estavam fundamentadas na experiência espiritual de seus filhos na fé. Destacavam-se eles em três grandes áreas: trabalho como resultado da fé, abnegação motivada pelo amor e a firmeza da esperança em Cristo Jesus.
Paulo desenvolveu o espírito de gratidão e alegria e sabia comunicar esta gratidão e alegria a todos aqueles que estavam ligados a ele.
O espírito de gratidão é diferente do agradecimento formal. Por exemplo, você é brindado por alguém de sua intimidade com um presente. Mas o presente não é do seu agrado, no entanto, o que você faz? Formalmente você agradece porque este ato se tornou protocolar. Mas no íntimo você sabe que está agindo com hipocrisia.
O espírito de gratidão é uma atitude mental positiva em relação a tudo o que acontece com você e com aqueles que estão relacionados com você. Viver na gratidão sob todas as circunstâncias significa que você sempre terá motivos de gratidão ainda que aconteça o que não é do seu agrado.
O espírito de gratidão encontra motivos em tudo para externar a gratidão, porque é um estado de espírito. A maneira de a pessoa reagir em face dos acontecimentos é o seu modo de ser, porque ela observa sempre o que de positivo se encontra em cada situação.
Na introdução de sua carta, Paulo teve grandes motivos de alegria e gratidão pelo progresso, atividade e esperança espirituais dos membros da igreja de Tessalônica.
Todos temos muitos motivos para extravasar alegria e gratidão: Agradecer pela vida, agradecer pela esperança de salvação em Cristo Jesus, agradecer pela presença protetora dos anjos, agradecer pela liderança e orientação do Espírito Santo, agradecer pela família, agradecer pelos amigos e amizades, agradecer pelo sustento que Deus nos concede cada dia, agradecer pela saúde, agradecer pela alegria, enfim a lista iria muito longe.
PENSE –- “Dai graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus”. – 1Ts 5:18. – Tradução Ecumênica da Bíblia.
DESAFIO – “Vivei na gratidão”. – Cl 3:15 – Tradução Ecumênica da Bíblia.
UMA ORAÇÃO DE GRATIDÃO – Graça e Paz – Estes dois atributos do caráter de Deus, são parte integrante da introdução de todas as cartas de Paulo. Nas duas cartas dirigidas a Timóteo, acrescenta a misericórdia.
A graça de Deus revelada em Cristo é o grande tema de Paulo. É o inesgotável tema das Escrituras. Precisa ser o centro de toda mensagem evangelística.
Constitui-se a graça na mais grandiosa manifestação de Deus ao homem. A vida das criaturas de Deus é dependente de Sua graça. Adão e Eva ao sair das mãos de Deus possuíam vida por graça. Quando pela desobediência foram envolvidos pelo pecado, a graça foi manifesta em superabundância para resgatá-los. Tão profunda e ilimitada é esta dádiva estupenda, que na eternidade porvir os salvos a estudarão sempre, nunca a esgotando.

Somos salvos unicamente por graça, sem poder apresentar mérito algum. A única coisa que podemos fazer como pecadores é aceitar ou rejeitar a oferta gratuita de Deus. Aceitando-a, a graça envolve-nos, e de condenados a eterno infortúnio, morrendo para sempre, passamos a ser filhos e filhas, herdeiros e co-herdeiros com Cristo para viver para sempre. (Rm 8:17).
Acompanha a graça, outra preciosa dádiva do céu para o homem neste mundo conturbado – a paz. É Cristo quem a dá. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. – Jo 14:27 – Almeida Revista e Atualizada. Esta paz traz consigo a felicidade, anseio de cada coração. Traz tranquilidade ao espírito mais turbado pelos duros embates íntimos, porque transmite a certeza de proteção e segurança. Esta paz inundando todo ser, é a prova mais evidente de nossa reconciliação com o Pai. Sim, doce paz, flui do Gólgota sangrento, quando mais uma alma em revolta, se rende ao amor Paterno.
Os tessalonicenses também viviam a experiência da fé ativa, da esperança perseverante e firme e do amor abnegado.
PENSE – “Seja a ciência da salvação o tema central de todo sermão, de todo hino. Seja ele manifestado em toda súplica. Não introduzais em vossas pregações coisa alguma que seja um suplemento a Cristo, a sabedoria e o poder de Deus… Revelai o caminho da paz à alma turbada e acabrunhada, e manifestai a graça e suficiência do Salvador”. – Obreiros Evangélicos, pág. 160.
DESAFIO – “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus”. – Fp 4:7 – Nova Versão Internacional.
DEUS ESCOLHEU VOCÊS – “Sabemos, irmãos, amados de Deus, que ele os escolheu”. – 1Ts 1:4 – Nova versão Internacional. Não se estabelece uma doutrina bíblica apoiado em uma declaração ou passagem. O plano da salvação é de Deus e não do homem. “Porque Deus tanto amou o mundo que deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. – Jo 3:16 – Nova Versão Internacional.
Deus escolheu o mundo, todos os pecadores, para salvá-los do pecado. A escolha de Deus precisa ser entendida no sentido de devolver para o homem o direito do livre arbítrio, a liberdade de também escolher. O diabo escravizou o homem. Tirou o seu direito de escolher. Deus devolvendo este direito, mediante a morte de Jesus, apela para o homem com o convite de Seu amor: “Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam”. – Dt 30:19 – Nova Versão Internacional.
O argumento de Pedro em sua segunda carta 2:9, lança muita luz sobre a questão: Todos os que aceitam o plano de salvação, fazem parte da geração eleita – escolhida. São feitos sacerdotes reais – ministros dos tesouros eternos. São transformados em nação santa – um povo separado dos povos. Tornam-se povo exclusivo de Deus – mensageiros para levar esta grande Boa Nova para outros pecadores. O escolhido de Deus torna-se instrumento em Suas mãos para alcançar outro escolhido. Não é escolhido aquele que rejeita a sua escolha feita por Deus. Deus escolheu todos os pecadores porque ama a todos.
Atentemos bem para esta mensagem: “O Espírito – Deus – e a noiva – a Igreja – dizem: ‘Vem!’ – o convite da salvação. E todo aquele que ouvir – aquele que aceita o convite – diga: ‘Vem!’ – repita o convite. Quem tiver sede, – todo pecador – venha; e quem quiser, – ninguém é excluído – beba de graça da água da vida”. Receba a salvação. – Ap 22:17 – Nova Versão Internacional.
PENSE – “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. – Rm 3:23 – Almeida Revista e Atualizada.
DESAFIO – “Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolhei hoje a quem irão servir”. – Js 24:15 – Nova Versão Internacional.
SEGURANÇA EM CRISTO – Paulo estimula e alegra-se com os tessalonicenses porque o evangelho operou transformações profundas em suas vidas. Eles não ficaram apenas com o esqueleto da mensagem, a palavra, mas permitiram que o poder do Espírito Santo inflamasse seu modo de pensar com convicções firmes e ação decidida em favor de outros. Eles aceitaram a justificação pela fé com alegria e se submeteram à santificação pela fé em sua conduta com determinação.
Um problema que se gera na vida espiritual, e é bastante comum em nossos dias, é sentir-se feliz e satisfeito externando grande alegria com a mensagem da justiça imputada, justificação pela fé, mas questionar a ação da justiça comunicada, a santificação pela fé, não compreendendo a atuação do Espírito Santo, orientando a conduta através da justiça da lei moral. Racionalizamos sobre as orientações divinas de conduta e estabelecemos os nossos próprios critérios de justiça. Por este modo de agir, o que é correto para um, é errado para outro. No entanto, ambos defendem a sua justiça, justiça própria. Entendamos bem: a justiça da lei moral é a justiça do caráter de Deus, e a obra do Espírito Santo por meio da justiça comunicada, a santificação pela fé, é formar no homem o caráter semelhante ao da divindade.
“Em cada ato da vida deveis tornar manifesto o nome de Deus… Não lhe podeis santificar o nome, nem podeis representá-Lo perante o mundo, a menos que na vida e no caráter representeis a própria vida e caráter de Deus. Isto só podereis fazer mediante a aceitação da graça e justiça de Cristo…. É porque os homens usam o nome de Cristo ao passo que Lhe negam o caráter na vida que vivem, que o cristianismo tem no mundo tão pouco poder”. – Maior Discurso de Cristo, págs. 107 e 137.
Cristo é a nossa justiça. Recebendo a justiça de Cristo somos feitos semelhantes a Ele. O Seu caráter é revelado em nosso caráter. O Seu caráter é perfeito, santo e imutável. A lei moral de Deus é a transcrição do Seu caráter. Ela é perfeita, santa e imutável. Orientando nossa conduta em harmonia com a lei moral – transcrito do caráter de Deus – é que obtemos caráter semelhante a Cristo. Esta é a obra do Espírito Santo mediante a Palavra.
PENSE – “O homem que tenta observar os mandamentos de Deus por um senso de obrigação apenas – porque é requerido que assim o faça – jamais entrará no gozo da obediência. Não obedece… A verdadeira obediência é expressão de um princípio interior. Origina-se do amor à justiça, o amor à lei de Deus. A essência de toda a justiça é lealdade ao nosso Redentor. Isto nos levará a fazer o que é reto porque é reto, porque a retidão é agradável a Deus”. – Parábolas de Jesus, págs. 97 e 98.
DESAFIO – Viver a alegria da salvação sem estar vivendo em harmonia com o caráter de Cristo transcrito em Sua lei moral, é viver uma fé e alegria falsas que se revelarão ineficazes no momento decisivo. A fé na graça conduz à alegria da obediência. (Rm 1:5).
FAZER O QUE PAULO FARIA – Em sua introdução de gratidão por tudo o que Deus fez em favor dos tessalonicenses e por tudo o que eles estavam fazendo como resposta a ação divina, Paulo acrescenta o fato de que eles o imitavam copiando a sua experiência espiritual.
Para os gálatas, que também tinham problemas na compreensão das verdades bíblicas, especificamente em relação aos tipos do Santuário, Jesus e a solução do drama do pecado, Paulo fez o apelo sobre a imitação. Depois de apresentar sua argumentação vigorosa, refutando o ensino judaizante e demonstrando o método divino de lidar com o pecador e o pecado através de todos os tempos desde sua entrada no mundo, faz um apelo veemente: “Sede com eu”. – Gl 4:12. Escrevendo aos coríntios, usa apelo idêntico: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”. – 1Co 11:1 – Almeida Revista e Atualizada.
Paulo vivia intensamente e com determinação a sua fé, a sua confiança e a sua esperança em Cristo Jesus como Salvador e Senhor. Ele dizia com convicção: “Sede meus imitadores”. Porque ele sabia em Quem estava crendo e a Quem imitava.
Em nossos dias a imitação tornou-se uma doença contagiosa. Porque o problema está em quem está sendo imitado. Imitam-se os ídolos das diferentes áreas de glorificação humana. São artistas de cinema, modelos das últimas modas, expoentes dos variados esportes, e assim por diante.
Paulo declara que ele deve ser imitado assim como ele imita a Cristo. Isto significa que se Paulo deixasse de imitar a Cristo em sua vida cristã, deixaria de ser um modelo confiável de imitação.
Como mensageiros da palavra de Cristo, todos nós deveríamos viver de tal maneira a nossa fé e a nossa vida cristã, que os outros pudessem olhar para nós e sentir que somos dignos em nosso viver e modelos confiáveis de imitação. Vivemos e nos conduzimos em todo o nosso procedimento como Cristo vivendo em nós.
PENSE – “Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento”. – 2Co 2:14 – Nova Versão Internacional.
DESAFIO – “Assim, tornaram-se modelo para todos os crentes que estão na Macedônia e na Acaia”. – 1Ts 1:7 – Nova Versão Internacional.
MAIS EVIDÊNCIAS DA FÉ – Um fato importante declarado a respeito de Paulo e seus companheiros de pregação do evangelho, está registrado em Atos 17:6: “Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui”. – Almeida Revista e Atualizada.
O mundo estava sedento por uma mensagem que lançasse luz sobre o sentido da vida e trouxesse uma esperança em meio as trevas espirituais do paganismo. Paulo não se preocupou muito em adaptações para comunicar a mensagem. Anunciava a “Jesus Cristo, e este, crucificado”. – 1Co 2:2. Era a loucura da pregação.
Quem era Jesus para os pagãos? Um ilustre desconhecido. No entanto, Jesus havia declarado: “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim”. – Jo 12:32 – Nova Versão Internacional.
Os tessalonicenses foram atraídos a Jesus mediante a pregação de Paulo. Não somente atraídos, mas transformados. Um novo e brilhante dia raiou sobre Tessalônica. O poder do evangelho foi tão grandioso sobre aqueles que o aceitaram, que a sua luz irradiou através do exemplo e da palavra, espalhando-se por toda a Macedônia e Acaia, duas grandes regiões da Grécia.
Todos testemunhavam da fé genuína que dominava e conduzia os crentes. Quem os havia conhecido como pagãos, em sua vida depravada e suas práticas espirituais aviltantes e sem sentido, não tinha como não maravilhar-se pela transformação operada na conduta e na linguagem.
A esperança da volta de Jesus inundou de tal forma a sua vida que comunicavam esta mensagem com poder contagiante. Fundamentava-se esta grande e feliz esperança na vida, na morte e na ressurreição de Jesus, o Deus-homem que veio habitar entre os homens para atraí-los a Si e tornar-Se a esperança da glória.
Os ídolos que foram adorados por gerações, sem nunca ter conferido sentido à existência, foram abandonados, para com alegria e fé servir ao Deus vivo.
PENSE – “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego”. – Rm 1:16 – Nova Versão Internacional.
DESAFIO – “Por meio dele e por causa do seu nome, recebemos graça e apostolado para chamar dentre todas as nações um povo para a obediência que vem pela fé”. – Rm 1:5 – Nova Versão Internacional
ESTUDO ADICIONAL – “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. – Jo 10:10 – Jesus nos dá vida. A vida é uma dádiva de Jesus e Ele quer que tenhamos vida abundante. Nos planos de Deus para Seus filhos Ele quer que desfrutemos a vida. Para isto acontecer, lembra-nos para nunca esquecermos de agradecer, revelando a compreensão de nossa total dependência dEle.
Tem certeza que Deus o ama e é bom para você? Faça uma relação de tudo o que Deus tem feito por você e que revela de alguma forma o Seu amor e a Sua bondade.
Existem muitos motivos pelos quais expressar gratidão: Por Deus conservar a nossa força estendo os dias de nossa juventude e dar-nos alegria de viver nos tempos da velhice. Agradecer pelos amigos-irmãos e pelo companheirismo. Agradecer pela bênção de um teto, tem um significado importante. Há tantos que vivem praticamente ao relento. Mas isto se torna insignificante quando lembramos a promessa de Jesus: Vou preparar-vos uma casa. Sem dúvida você encontrará muitos motivos de gratidão.
“Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa”, – Jo 15:11 – A alegria também é uma dádiva de Jesus. O problema está em compreender o que realmente é alegria. Para muitos acompanhar um jogo de futebol é interpretado como alegria, desde que o time para o qual estão torcendo, ganhe o jogo. Mas que estranha alegria é esta que produz tristeza em quem torce para o perdedor?
A verdadeira alegria tem motivos mais nobres e altruístas. Ela é alimentada por uma fonte eterna que jorra inesgotável e faz o filho de Deus transbordar de alegria real e permanente. Esta alegria é encontrada na dedicação a Jesus como Senhor de nossa vida.
Deus deseja que desenvolvamos o espírito de gratidão e alegria. Deve tornar-se um hábito cotidiano em nosso viver, em nosso relacionamento com os amigos, em nosso relacionamento com os semelhantes.
PENSE – “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome”. – Sl 103:1 – Almeida Revista e Atualizada.
DESAFIO – “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”. –Gl 5:22 e 23 – Nova Versão Internacional.